O Último Adeus de Sherlock Holmes inclui originalmente oito contos de histórias do detective Sherlock Holmes, publicados em 1917. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1893 e de 1908 a 1917. Neste livro de histórias estão reunidos Os Planos do Submarino Bruce-Partington, O Pé do Diabo e A Caixa de Papelão.
Sir Arthur Ignatius Conan Doyle was a Scottish writer and physician. He created the character Sherlock Holmes in 1887 for A Study in Scarlet, the first of four novels and fifty-six short stories about Holmes and Dr. Watson. The Sherlock Holmes stories are milestones in the field of crime fiction.
Doyle was a prolific writer. In addition to the Holmes stories, his works include fantasy and science fiction stories about Professor Challenger, and humorous stories about the Napoleonic soldier Brigadier Gerard, as well as plays, romances, poetry, non-fiction, and historical novels. One of Doyle's early short stories, "J. Habakuk Jephson's Statement" (1884), helped to popularise the mystery of the brigantine Mary Celeste, found drifting at sea with no crew member aboard.
Das últimas histórias publicadas por Arthur Conan Doyle envolvendo o detetive Sherlock Holmes, oito no total, apenas três tiveram direito a integrar esta coleção. Aqui fica então um pequeno resumo e opinião de cada um dos contos incluídos neste volume:
Os Planos do Submarino Bruce-Partington - Mycroft Holmes, o irmão de Sherlock, faz uma rara aparição em Baker Street para pedir o auxílio do irmão na resolução de um caso importantíssimo para o Estado inglês: o desaparecimento de uns planos ultra-secretos para a construção de um submarino vital na política internacional inglesa. Um dos membros do gabinete estatal onde os planos se encontravam aparece morto numa estação de metro com parte dos planos no bolso, e apenas Sherlock tem a perspicácia de descobrir o que realmente aconteceu. Foi, das três histórias, aquela que mais gostei, pelas reviravoltas no enredo e pelo desenlace inesperado.
O Pé do Diabo – Sherlock Holmes tem a saúde fragilizada e decide partir para um retiro campestre a fim de se recompôr. Com ele segue Holmes, mas o descanso dura pouco tempo quando, perto deles, um acontecimento misterioso tem lugar. Uma mulher aparece morta à mesa onde na noite anterior se tinha sentado para jogar cartas, e os seus dois irmãos continuam ao lado dela, completamente enlouquecidos. Suspeita-se que o diabo tenha feita uma aparição, mas Sherlock Holmes descobre alguns indícios de que a explicação para este estranho acontecimento seja bem diferente. Gostei da história, apesar de preferir enredos citadinos nos contos de Sherlock Holmes.
A Caixa de Papelão – Uma senhora aparentemente inócua recebe em sua casa uma caixa de papelão que inclui duas orelhas humanas. Sherlock Holmes e Watson acorrem ao local para investigar o caso, cuja resolução acaba por ser demasiado fácil para as capacidades de Holmes. Este conto foi, dos três, aquele de que menos gostei, porque me pareceu muito apressado e o mistério, de um modo geral, menos cativante.
Após a leitura destes três contos fica a pena de não terem sido publicados mais contos de “O Último Adeus de Sherlock Holmes” nesta coleção. Estou a ponderar lê-los num futuro próximo.
“Eu sabia que por algo interessante, Holmes referia-se a algo de interessa criminal. Havia a notícia de uma revolução, de uma possível guerra e de uma iminente mudança de governo, mas isso não alcançava o horizonte de interesse de meu companheiro.”
A segunda aparição do irmão de Holmes, chamado Mycroft. Dessa vez, Mycroft procura pelo seu irmão pois ele, como alto membro do governo inglês, não pode se envolver abertamente no caso. E é um caso gravíssimo: um jovem funcionário do Arsenal Woolwich, Arthur West, é encontrado morto na linha férrea. Em seu paletó são encontrados as plantas de construção do submarino Bruce-Partington, a mais moderna arma naval jamais pensada. O mais estarrecedor é que estão faltando 3 das 10 partes, exatamente as partes mais importantes.
Trata-se de um problema internacional de suma gravidade que você tem de resolver. Por que West retirou os papéis? Onde forma parar os documentos desaparecidos? Como ele morreu? Como o cadáver chegou aonde foi encontrado? Como se pode consertar o malfeito? Descubra respostas para todas essas perguntas e terá prestado um serviço a seu país.
Holmes começa a sua investigação pelo corpo: uma grande ferida na cabeça, mas sem sangue no local onde foi encontrado. Sem bilhetes de passagens. sem testemunhas. Mas como ele foi encontrado na saída de um túnel, em uma curva onde há uma interseção com outra linha, Holmes supõe que ele estava em cima do vagão, e com o solavanco seu corpo caiu onde foi encontrado. Mas quem o havia assassinado e por que ele estava com os papéis ainda era uma incógnita.
Uma das mais notáveis características de Sherlock Holmes era o poder de lançar o cérebro fora de ação e transferir todos os pensamentos para coisas mais amenas sempre que se convencia de que não mais podia trabalhar com proveito.
Seguindo pistas fornecidas por Mycroft, Holmes descobre que um dos espiões ingleses saiu recentemente do país. Ligando os pontos, o detetive descobre que o irmão do chefe do Departamento de Submarinos, James Walter, vendeu os papéis para o espião, e repassou parte do valor recebido para West. Mas diante da insegurança de West em entregar as plantas, James Walter o assassina e o coloca sobre o vagão, no momento em que este fazia uma parada rápida próxima a uma janela, antes de entrar na estação. Holmes e Watson fecham o cerco e conseguem capturar James West e colocar a polícia francesa no encalço do espião inglês.
Mais uma vez tive oportunidade de ler um destes pequenos livros de contos de Sir Arthur Conan Doyle. Já em Janeiro tinha começado a leitura destes livrinhos, e com o Desafio Diversidade Literária tive oportunidade de voltar a ler mais um. Foi uma escolha muito acertada, pois gostei tanto como do anterior que tinha experimentado.
Neste volume temos três contos apenas. Tinha expectativas altas para um livro tão pequeno, pois gostei tanto de Um Estudo em Vermelho que inconscientemente exigia que este fosse igualmente bom. Cheguei ao final da leitura satisfeita, pois está ao mesmo nível, o que me faz acreditar cada vez mais de que Sir Arthur Conan Doyle será daqueles autores que vou sempre gostar, apesar de ainda só conhecer uma pequena parte da sua obra. A sua escrita mantém-se um dos pontos altos, na minha opinião, com os casos a serem narrados pelo fiel Watson, o que nos dá um Sherlock distante e apaixonante. A mestria do autor não é só visível na conclusão dos mistérios que os dois companheiros enfrentam, mas também nos diálogos, sobretudo de Sherlock, criando diálogos credíveis e interessantes, e incrivelmente inteligentes. Os Planos do Submarino Bruce-Partington Neste primeiro conto, conheci pela primeira vez o irmão de Sherlock Holmes, Mycroft. Fiquei bastante curiosa em relação a esta personagem, e ansiosa por saber mais dela. A história anda à volta de um trabalhador do governo que aparece morto com os planos de construção de um submarino ultra-secretos no bolso, e os três planos mais importantes estão desaparecidos. O Pé do Diabo Uma história com um ambiente sombrio, com um mórbido crime que acontece a três irmãos: a irmã aparece morta, com uma expressão de terror desenhada no rosto, e os dois irmãos estão completamente loucos. Um mistério com uma explicação... sobrenatural? É a interrupção imperfeita nas férias de Sherlock e Watson. A Caixa de Papelão Um conto sobre uma misteriosa caixa de papelão, que é entregue a uma pacata senhora, e que contém duas orelhas humanas dentro. Sherlock é chamado para investigar peculiar acontecimento, onde podemos aprender algumas coisas sobre... orelhas. Gostei dos três contos no geral, mas O Pé do Diabo foi para mim o melhor. O seu tom escuro agradou-me imenso, e, como sempre, na hora da solução o leitor fica boquiaberto, pois a explicação é tão brilhantemente rebuscada que nunca poderíamos duvidar da pessoa e do motivo. Este aspecto é, de facto, uma das coisas que mais me agrada em Sir Arthur Conan Doyle - a imprevisibilidade do enredo. O facto também de neste caso estarmos perante contos, torna a leitura menos pesada e mais entusiasmante, pois os acontecimentos decorrem rápida mas naturalmente, seguindo um ritmo correcto e que facilmente nos embala.
Uma vez mais, claro que recomendo Sir Arthur Conan Doyle. Principalmente esta pequena colecção, que penso que ainda devem conseguir encontrar, é uma excelente forma de conhecer o autor e familiarizar-se com a sua obra. O Último Adeus de Sherlock Holmes vem reforçar o meu gosto pelo escritor, que acredito que com o seu génio facilmente conquiste qualquer leitor.
Este pequeno livro inclui 3 dos 8 contos d' "O Último Adeus de Sherlock Holmes". Foi a minha primeira experiência com Sherlock Holmes e Sir Conan Doyle, e apesar de serem contos pequenos gostei bastante. Narrado por Watson e com uma escrita muito directa e cheia de diálogos, praticamente permite-nos visualizar as cenas e as personagens. No entanto, estes contos têm um senão. Chega-se ao fim e à dedução muito rapidamente, o que nos faz desejar que cada história tivesse mais desenvolvimento. Visto serem apenas 3 pequenos contos, lê-se num ápice.