Terry Moore é um artista estadunidense que foi aclamado por sua série autoral e independente, que escrevia e desenhava, chamada Estranhos no Paraíso. Tal como a proposta de Homem-Aranha Ama Mary Jane, Estranhos no Paraíso era uma série que lidava com relacionamentos íntimos entre as pessoas. A grande diferença? O público-alvo de Estranhos no Paraíso era adulto, enquanto que o do quadrinho aqui resenhado é para teens ou ainda para pré-adolescentes. O curioso também é que Craig Russell, que tem um desenho lindo, também se pasteurizou para fazer essa série, com uma das artes mais medonhas que já vi. Ou seja, dois autores de mão cheia fizeram um trabalho medíocre talvez muito em função dos demandos editoriais da Marvel. Não temos uma história progressiva neste último volume de Homem-Aranha Ama Mary Jane, apenas pequenos episódios de dilemas bobos e adolescentes vividos pela garota. Diferente dos outros volumes, os personagens coadjuvantes e o Homem-Aranha praticamente não importam. Se você quiser dispensar a leitura deste aqui e já leu os anteriores, pode fazer sem medo.