Um bom thriller, uma carga dramática intensa e com uma verdadeira história de amor e amizade, como pano de fundo.
Gostei da sinopse, mas não conhecia o autor, por isso resolvi trazê-lo da biblioteca na minha última visita; se não gostasse, pelo menos não tinha perdido dinheiro!
Confesso que no início pensei isso mesmo: ainda bem que não gastei dinheiro! - A escrita pareceu-me confusa, não desenvolvia, chegou a parecer-me que estava a ler as aventuras de Arsène Lupin. Para quem não sabe Arsène Lupin é uma personagem de ficção criada por Maurice Leblanc. Um ladrão audacioso que escolhia bem as vítimas, meticuloso e cuidadoso, não violento, acima de tudo um cavalheiro e sempre pronto a socorrer os mais fracos. E era isto que me parecia nos primeiros capítulos, mas assim que "entrei" no espírito da história, a escrita fluiu e tornou-se muito fácil de ler e assimilar.
No entanto demorou ainda algum tempo até que se tornasse realmente naquilo que esperava. Mas acabei por perceber que era necessário que assim fosse, o autor tinha de nos ir "apresentando" as personagens, para melhor percebermos as suas acções ao longo da trama. Conseguiu dar-nos, apesar de uma introdução um pouco longa, personagens simpáticas, cativantes, ternurentas, simples, com conflitos interiores, com dúvidas, outras ainda enigmáticas, misteriosas e diabólicas. Mas todas bem construídas e desenvolvidas.
O livro foi desenvolvendo gradualmente para um verdadeiro thriller religioso, com bastante mistério e a eterna luta entre o Bem e o Mal, tocando levemente as raias do fantástico, que não sendo de todo o meu género literário preferido, em balanço final foi positivo. Agradou-me!
Bem escrito, apesar de algumas descrições me parecerem demasiado extensas e pormenorizadas, para meu gosto pelo menos. Contudo estavam bem integradas no contexto e com alguma relevância, mas mesmo assim não havia necessidade, novamente na minha opinião pessoal, de tanto pormenor.
Alguns momentos divertidos que me foram arrancado grandes sorrisos, por vezes uma ou outra gargalhada e que tiveram o dom de aligeirar um pouco o drama que se ia desenrolando, tornando as personagens um pouco mais humanas.
Um autor para mim, até agora desconhecido, mas que irá certamente engrossar a minha lista de autores a ler futuramente.