O assunto é sério.
A água é hoje um recurso escasso também no nosso país, mas continuamos a regar campos de golfe , a inundar canteiros de miosótis e a encher apetecíveis piscinas sem que a consciência nos moa.
Um dia teremos racionamento, andaremos à procura de alimentos e esqueceremos como é nadar...
A água deveria estar na agenda diária de quem nos governa , e o seu consumo gerido com parcimónia, mas ao “não-ouvi-los” falar sobre o assunto, muita água parece estar a correr por debaixo do solo deste país.
Dentro de pouco tempo, uma área considerável de Portugal será território irreconhecível ...
Portugal acusa Espanha de reduzir os caudais dos rios que entram no nosso país , devido à seca que também enfrenta.
Talvez amanhã sejamos obrigados a lutar pelo acesso aos recursos hídricos...
Vivemos perigosamente no meio de várias pandemias: fake news, Covid-19, endividamento, erosão da democracia, populismo, intolerância, e também com a esperança de que as consequências do aquecimento global não irão afetar profundamente este pequeno país e que, se continuarmos a saber estender pacientemente a mão, cairá, como sempre, algum dinheiro para nos ajudar a encobrir as nossas contínuas desgraças...
Creio que, muito do que estas páginas contêm não é pura ficção. O autor inspirou-se nos problemas e desafios de hoje (que também já eram os de ontem), adianta-se ao nosso tempo e apresenta-nos o que a maioria de nós prefere não antever.
Uma leitura que abala a nossa consciência e perturba o nosso comodismo , contudo magnética …