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Il mondo dei sogni

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Featuring interpretations of dreams gathered from ordinary men & women on the street, this primer of Jungian dreamwork is the text of an extraordinary series of documentary films made in 1982-83 by Fraser Boa, a Canadian psychoanalyst & filmmaker. The fascinating material she gathered reveals the importance & significance of dream states.
Preface & Introduction-Boas
Introduction
The basic psychology of C.G. Jung
Dreams of our culture
The psychology of men
The psychology of women
On relationship
The self
Index

239 pages, Paperback

First published January 1, 1988

21 people are currently reading
955 people want to read

About the author

Marie-Louise von Franz

82 books864 followers
Marie-Louise von Franz was a Swiss Jungian psychologist and scholar.

Von Franz worked with Carl Jung, whom she met in 1933 and knew until his death in 1961. Jung believed in the unity of the psychological and material worlds, i.e., they are one and the same, just different manifestations. He also believed that this concept of the unus mundus could be investigated through research on the archetypes of the natural numbers. Due to his age, he turned the problem over to von Franz. Two of her books, Number and Time and Psyche and Matter, deal with this research.

Von Franz, in 1968, was the first to publish that the mathematical structure of DNA is analogous to that of the I Ching. She cites the reference to the publication in an expanded essay "Symbols of the Unus Mundus," published in her book Psyche and Matter. In addition to her many books, Von Franz recorded a series of films in 1987 titled The Way of the Dream with her student Fraser Boa.

Von Franz founded the C.G. Jung Institute in Zurich. In The Way of the Dream she claims to have interpreted over 65,000 dreams. Von Franz also wrote over 20 volumes on Analytical psychology, most notably on fairy tales as they relate to Archetypal or Depth Psychology, most specifically by amplification of the themes and characters. She also wrote on subjects such as alchemy, discussed from the Jungian, psychological perspective, and active imagination, which could be described as conscious dreaming. In Man and His Symbols, von Franz described active imagination as follows: "Active imagination is a certain way of meditating imaginatively, by which one may deliberately enter into contact with the unconscious and make a conscious connection with psychic phenomena."

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3 (1%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for Barbara K..
758 reviews21 followers
June 30, 2012
Most enlightening!

This book (I read an older hardcover edition) is basically the transcript of a 10-hour documentary series that Fraser Boa made in the 1980s in which he interviewed Marie-Louise von Franz and had her interpret some dreams from volunteer contributors. The later version of the documentary that I've seen also included some bits and pieces by Marion Woodman as well, which were very helpful but aren't included here.

Nonetheless this is a treasure of insights into the dreaming process and common dream motifs from the perspective of one of Carl G. Jung's most prominent disciples. I've been reading about Jungian dream interpretation, and putting what I have learned to use with my dreams, for a few years now, and I learned so much more from this practical resource, it's amazing.

I recommend it highly, though I recommend familiarizing oneself with at least the basics of Jungian dream interpretation first. The best starter book that I know of for that is Robert A. Johnson's Inner Work.
Profile Image for Henry.
929 reviews37 followers
October 11, 2024
Jungian theory is truly one of the best kept secrets in the world.
In essence, the thesis of the book is that dreams are not an arbitrary phenomenon that exists simply as a side effect of brain organization at night. Rather, dreams are a way for the rest of the body - the unconscious mind - to communicate with ego. However, because the unconscious mind can’t communicate exactly through words, it only communicates through metaphors via dreams. Which means that what we dream isn't exactly what the unconscious mind depicts verbatim. It’s important for us to try to understand the metaphor, and if we do and we work on it, the unconscious mind would stop telling us such dreams (and would move on to further things one ought to work on). But if we constantly ignore the message of the dream, then the unconscious mind would continuously dream the exact same dream over and over again until we get the message.
How do we know the metaphor we get is the true meaning of what one’s unconscious mind intended? Marie-Louise von Franz points out that the meaning must not be obvious. It must be thought upon often. The unconscious mind does not communicate to us something we already know. In addition, she warns us not to use a “dream dictionary”. Since the meaning of our dream is specific to our life circumstances. Having a black-and-white dictionary would simply limit the ability to truly tailor our dream to ourselves. She believes that the best way to understand dreams would be having a third (preferably trained Jungian) person understand the meaning of our dreams. But if such an option is not available, a good way would be to write down the dreams, and quickly write down free associations we come up with with our dream. If the interpretation is correct, we will instantly have an a-ha moment on the meaning of the dream.

Profile Image for Carla Parreira .
2,063 reviews3 followers
Read
March 26, 2025
Eis um pouco da leitura: Os sonhos orientam o ego consciente para uma atitude adaptada e madura frente à vida. Os sonhos procuram regular e equilibrar as nossas energias físicas e mentais. Eles não apenas revelam a causa básica da desarmonia interior e da angústia emocional, como também indicam o potencial de vida latente no indivíduo; apresentam soluções criativas para os problemas diários e ideias inspiradas para o potencial criativo da vida. Jung descobriu que enquanto dormem, através dos sonhos, as pessoas despertam para aquilo que realmente são. Os sonhos nos mostram como encontrar um sentido em nossas vidas, como cumprir nosso próprio destino e realizar o potencial maior de vida que há em nós. Parece, portanto, haver em nós uma inteligência superior que poderíamos denominar guia interior ou centro divino que produz os sonhos, cujo objetivo parece ser tornar a vida do indivíduo a melhor possível. Os sonhos costumam tocar nosso ponto cego. Eles nunca nos dizem o que já sabemos, mas o que não sabemos. Na técnica na psicologia junguiana compara-se o sonho a um drama e o examina sob três aspectos estruturais: primeiro, a introdução ou exposição - o cenário do sonho, os protagonistas e suas associações com o próprio sonhador e a colocação do problema; segundo, a peripécia - o desenrolar da história; e finalmente, a lysis - a solução final, ou talvez a catástrofe. Alguns sonhos acabam sem levar a nada - esses não são favoráveis e isso quer dizer que o próprio inconsciente não tem solução. Fora esse caso, porém, o que quer que aconteça no fim do sonho é a solução. Em geral, eu diria que cerca de 85% dos temas oníricos são subjetivos. Eis alguns simbolismos básicos: 1. Os sonhos de queda brusca em geral coincidem com fortes desapontamentos exteriores, quando subitamente nos vemos frente à realidade tal qual ela é - o que pode ser um choque mortal para o ego. O que quer dizer isso, quando o sonhador morre ou é assassinado num sonho? Isso quer dizer que a atitude do ego, como se configura naquele momento, deve desaparecer. A morte do sonhador significa uma mudança radical, não restando nada da velha pessoa ou da velha atitude. 2. A estrela, por sua vez, tem a ver com a eternidade do aspecto único da personalidade, a alma imortal. É isso que foi projetado na estrela. 3. A pedra também recebe essa mesma significação. 4. Na heráldica a águia é o pássaro dos reis e dos líderes. Assim como o leão é o rei dos animais selvagens, a águia é o rei dos pássaros. Ela tem a ver com o desejo de poder, mas também com a elação espiritual, com os altos voos do pensamento e da fantasia. 5. Costuma-se falar do rio no sentido do fluir da vida, o fluir do tempo. O tempo é um rio que desemboca no oceano da eternidade. A vida é um rio que começa numa jovem fonte e termina no mar da divindade, e assim por diante. O rio é um símile famoso para os sempre mutáveis fatos da vida, que na verdade são as mudanças constantes da substância psíquica que nos carrega. 6. A pirâmide quadrangular composta de quatro triângulos e um quadrado é um símbolo daquilo que Jung denomina Self, o centro divino mais profundo da psique. É uma imagem do Self para ambos os sexos. Quando personalidade, o Self aparece para o homem como velho sábio e para as mulheres como velha sábia. Quando não personificado e sob a forma do que chamaríamos de mandala, transcendendo as diferenças de gênero, ele simplesmente significa o centro mais profundo da psique. A pirâmide é a tumba que sobrevive à morte e ressuscita os mortos para a vida eterna em comunhão com o Deus-Sol. Quando os raios do sol nascente batiam na pedra o faraó em sua tumba tinha uma iluminação. Erguia-se dos mortos e novamente despertava do mundo subterrâneo. Durante toda a história religiosa da nossa cultura judeu-cristã os sonhos tiveram um papel central na determinação do destino da humanidade. Eles eram tidos como a voz de Deus. As pessoas demasiado racionais e materialistas sonham com coisas sobrenaturais como se o inconsciente lhe avisasse que no reino da psique, milagres podem acontecer. Na raiz do sonho há um mistério criativo que não temos como explicar racionalmente. É a mesma criatividade que criou aquilo que o homem jamais poderia ter inventado: as milhares de espécies de animais, flores e plantas que há na Terra. Os sonhos são como flores ou plantas. São algo único, diante do que só podemos nos maravilhar. Todos nós temos nosso inimigo favorito - digamos nosso melhor inimigo. Eles são, em geral, a nossa sombra. É natural que você odeie alguém que lhe faça mal. Mas se alguém não lhe fizer mal nenhum e mesmo assim você fica louco de raiva cada vez que essa pessoa aparece, pode estar certo que é a sombra. O melhor que se tem a fazer nesse caso é sentar-se e escrever um texto sobre as características dessa pessoa. Depois de pronto, leia e diga: "Este sou eu."
Muitos policiais lutam contra a própria sombra na exterioridade de um criminoso e teriam uma inclinação criminosa se não fossem policiais. Esse é apenas um exemplo, que os criminologistas conhecem muito bem. Por experiência própria posso dizer o seguinte: Quanto mais a pessoa se julgar sempre correta, não vivendo nunca seu lado sombrio, mais ela o projetará e encarará os outros como malfeitores. O correto vive num estado de permanente indignação, derrotando a própria sombra sob a forma de uma pessoa exterior. De modo geral, se algo nos sonhos nos persegue, é porque quer chegar até nós. Mas nosso medo lhe confere uma aparência maléfica. Se formos capazes de encarar esse lado da nossa natureza e aceitá-lo, provavelmente ele se tornará mais benevolente. É claro que todas as regras de interpretação de sonhos são paradoxais. Às vezes somos perseguidos num sonho por poderes do inconsciente dos quais é correto fugir. Na psique há tendências destrutivas que devemos evitar. Mas 80% do que nos persegue em sonhos é, na verdade, algum aspecto valioso da nossa personalidade que deveria ser integrado. A educação força o ego a usar máscaras e então nos comportamos de forma não natural. Reprimimos nossas reações animais ou simplesmente humanas por polidez ou qualquer outra exigência da situação social. As pessoas sem sombra, que se pretendem perfeitas dentro dos seus protótipos de perfeição pré-estabelecidos, provocam uma inferioridade no ambiente que irrita os demais. Elas agem de um modo superior ao demasiado humano. A perfeição está em sermos vida perfeita de Deus e ponto, nada mais precisa ser definido ou avaliado em nós. A perfeição está na naturalidade, na espontaneidade de ser o que se é sem medo ou culpa, errando e acertando, fluindo abertamente e sem pressão ou regras fixas, mas os perfeccionistas não entendem isso. Temos um provérbio que diz: "O homem bom presta muita atenção no mal que o outro faz." Aí ele pode dizer: "Ah, foi ele, e não eu." Isso desempenha um grande papel na chamada psicologia do bode expiatório. Na antiguidade, os gregos, os judeus e outros povos mais achavam que podiam purificar a sociedade escolhendo algumas pessoas como bode expiatório; elas eram sacrificadas ou enviadas ao deserto. Carregavam consigo a projeção de todos os pecados da comunidade. Jesus foi um deles. Pesadelos são sonhos substancialmente e vitalmente importantes. O ponto do sonho em que despertamos é o choque através do qual o inconsciente diz: "Agora, é isso, preste atenção nisso!" O pesadelo é, portanto, uma verdadeira terapia de choque. A intenção é nos sacudir e arrancar de uma sonolência inconsciente a respeito de alguma situação perigosa. A ocorrência de pesadelos indica que estamos correndo algum tipo de perigo psicológico e dormindo, sem perceber. O pesadelo então nos desperta. Sua característica é apresentar certa urgência, como se o inconsciente dissesse: "Olhe aqui, esse problema é urgente!" Como um complexo dissociado funciona na vida de uma pessoa? Como um vampiro que lhe suga a energia vital. A pessoa suprime e sufoca a si mesmo, aos seus dons e talentos. O vampiro ou ser sugador e devorador leva a pessoa a ficar na inércia, vivendo só no mundo da fantasia, seja pela justificativa que for. Um homem que não desenvolveu a anima, seu lado feminino, em geral é narcisista. Na verdade, ele ama sua própria fantasia. Ele ama o fato de estar amando, mas isso está longe de aprender a amá-la de fato. Na literatura é comum a figura do jovem que descobre a experiência do amor, mas é autoerótico. É uma fantasia, a partir da qual, através de um doloroso sofrimento, ele deve aprender a amar a mulher, não enquanto objeto de suas fantasias românticas, mas como parceira humana. A anima passa por vários estágios e abarca um amplo leque de fatos psicológicos. Jung disse que há quatro imagens principais da anima: Eva, Helena, Maria e Sofia, a sabedoria de Deus. Eva seria a mulher biológica; quando aparece como anima de um homem ela implica sexo biológico, atração física, maternidade, a imagem comum de mulher atraente. Helena está num estágio mais elevado. Ela representa a hetaira dos gregos, ou a gueixa: mulheres cultivadas com quem se pode ter não apenas uma aventura sexual, mas também falar de poesia e filosofia. Ela seria a companheira espiritual - sem excluir sexo romântico. O próximo estágio é o da figura da anima no Cristianismo. Ela é a Virgem Maria, forma suprema de espiritualidade, mas unilateralmente elevada demais. Falta-lhe o lado escuro, o lado Eva das mulheres, o lado terreno e sombrio, mais biológico, mais amplo, mais natural da anima. Ela é um pouco elevada e idealizada demais. Portanto, o quarto estágio, a sabedoria de Deus, como Jung notava sorrindo, é uma descida, porque a sabedoria não é uma espiritualidade tão virtuosa assim. A sabedoria está mais perto da vida. Se alguém sonha com um marido ou mulher que não se assemelham aos parceiros reais, trata-se então da esposa interior, ou do marido interior. Isto é, a principal figura de anima ou animus com a qual a pessoa está, por assim dizer, sempre casada interiormente: é o casamento interior. A anima é o sentimento de um homem, sua sensibilidade, sua consciência de coisas interiores. Se tiver uma relação positiva com a anima, o homem é receptivo aos processos espirituais que ocorrem nas profundezas da psique. Em sua forma desenvolvida, a anima é no homem a capacidade de amar, em contraste com o desejo de poder. É amar por amar, da forma mais elevada. Estar vivo não é apenas um fato físico, mas psíquico. Estamos vivos quando nos sentimos vivos e o que nos faz sentir assim é o contato com esse fluir da psique inconsciente. É por isso que os sonhos são tão importantes. Falando sobre o animus no feminino, as garotas que se comportam como princesas do papai têm muita dificuldade de se relacionar com os homens e correm o risco de não se casar e ter filhos porque, quando um homem as aborda sexualmente na vida comum e corrente, elas ficam encasteladas atrás de um muro de invisível inatingibilidade. As lindas menininhas do papai acabam se transformando em princesas presas na torre, inalcançáveis pelo homem comum. O animus se divide em quatro fases: Primeiro ele aparece como personificação do mero poder físico, por exemplo, como campeão atlético ou homem musculoso. No estágio seguinte, ele tem iniciativa e capacidade de ação planejada. No terceiro, o animus torna-se o "verbo" e finalmente, em sua quarta manifestação, ele é a encarnação do significado. Em seu mais elevado nível ele se torna (assim como a anima) um mediador da experiência religiosa, através da qual a vida adquire um novo sentido. Ele dá força espiritual à mulher, uma invisível sustentação interior que compensa sua delicadeza exterior. Nesse nível mais elevado o homem interior funciona como uma ponte para o Self. Ele personifica a capacidade de uma mulher ter coragem, espírito e verdade, estabelecendo uma ligação com a fonte da sua criatividade pessoal. Mas, assim como há a anima vampiresca do homem, o animus em sua forma negativa é um parasita. Ele personifica a brutalidade, a frieza e a obstinação, e paralisa o crescimento da mulher. É bastante comum, no decorrer da vida, sermos subitamente assolados por um novo aspecto da nossa personalidade. Temos novos sentimentos ou reações que nunca tivemos antes e muitas vezes, por puro hábito, não gostamos da nova experiência. Não gostamos de mudar. No decorrer da vida, acertadamente e às vezes não, partes da nossa personalidade morrem dentro de nós e outras nascem. A transformação do animus acarreta um sofrimento imenso, pois significa nada menos que abandonar uma velha identidade em prol de uma nova. É preciso uma enorme coragem. Mas a aventura vale a pena, porque as recompensas são imensuráveis. Uma mulher cujo animus esteja ferido ou não funcione é passiva demais. Ela fica demasiado exposta às vicissitudes da vida. Ela não consegue pegar o próprio destino nas mãos. O animus, portanto, é uma figura muito positiva. Em sua forma negativa, o animus, o homem interior da mulher, é uma força do mal que destrói a vida. Ele separa a mulher da sua própria feminilidade. Ele a afasta do calor humano e da delicadeza, deixando-a isolada num mundo sem sentido, martirizada por mãos invisíveis. Ela sente a si mesma como vítima, presa na armadilha das circunstâncias externas ou de um destino cruel. No fim, ela pode chegar a crer que sua terrível solidão não terá alívio neste mundo e mergulhará em fantasias de morte. A mãe para uma mulher representa a base instintiva, a matriz, a região do útero. A mulher que tem problemas com a mãe costuma tê-los também com menstruação, sexualidade e sentimentos maternos. Na outra face da moeda esta a figura do pai. Em geral, o primeiro homem que uma mulher conhece é seu pai, que, portanto, tem uma influência muito grande sobre a menina. Se a relação com o pai se constela de modo negativo, a menina reagirá negativamente a ele. O pai, em si, pode ser ou não um homem mau ou difícil. A menina pode simplesmente não gostar dele. Mas, de qualquer modo, se a relação for negativa, mais tarde ela provavelmente terá dificuldade com os homens e não descobrirá seu próprio lado masculino. No extremo, ela tenderá a ficar completamente incapaz de abordar os homens. O primeiro que ela encontrou na vida foi um horror, portanto todos os homens são um horror. Ela poderá tornar-se lésbica ou evitar cabalmente os homens. Com certeza, terá medo deles. Se o caso não for tão extremo, ela será o que se costuma chamar de uma mulher difícil. Discutirá com os homens, tentará sempre desafiá-los, criticá-los e pô-los para baixo. O animus negativo manifesta-se, sobretudo, como uma resistência, baseada em opiniões, a qualquer sentimento de amor. Se uma mulher se apaixona ou se interessa por um homem, seu animus negativo vem à tona e faz com que ela arruíne o relacionamento. Subjetivamente, ela não sabe o que está acontecendo. Ela acha que é maldição. Justo quando ela quer falar com o homem que ama algo nela provoca uma cena pesada. Daí ela vai para casa e chora. O animus negativo comporta-se aqui como um amante ciumento. Ele quer a mulher só para si e a afasta de qualquer outro homem. Essa coisa de ciúmes eu identifico em mim. Essa é uma das grandes dificuldades do trabalho analítico: fazer com que as mulheres percebam a diferença entre o que elas pensam e o que ele pensa nelas. O problema é que elas acham que os pensamentos do animus são os seus próprios pensamentos. Um dos objetivos da psicoterapia é ajudar as pessoas a manter uma identidade constante e conviver com sua família interior de almas sem ficar possuídas por elas. A atmosfera invisível é muito mais poderosa do que aquilo que se vê. Por isso Jung nunca escreveu muito sobre pedagogia. Ele dizia que não faz muita diferença o que você diz ou faz com os filhos. O que importa é que você seja saudável, irradiando assim uma atmosfera saudável e positiva. Nesse caso, não faz tanta diferença o que se diz. De qualquer forma, os filhos não ouvem mesmo. Eles reagem ao que está por trás. As crianças, por assim dizer, ainda estão nadando no inconsciente, na atmosfera de uma situação, e é a isso que reagem. Se uma mulher não conseguir fugir dos pensamentos autodestrutivos e autonegadores do animus negativo, ela poderá sofrer um severo distúrbio psicológico. Por que os sonhos usam nossos amigos para personificar os aspectos sombrios da nossa personalidade? Porque fazemos amizade com as pessoas que vivem nossa sombra. Nossos amigos fazem aquilo que não conseguimos fazer. Diga-me quem são seus amigos e eu tenho o panorama inteiro de suas boas e más qualidades. Essas nossas boas e más qualidades exercem sobre nós uma atração, um fascínio. O amigo muitas vezes é a pessoa que invejamos. É mais elegante, ou dança melhor, ou se sai melhor na vida exterior, ou é mais profundo, ou tem uma cabeça melhor. Portanto, se não trabalharmos nossa própria sombra, haverá sempre uma espécie de relação de amor e ódio com a sombra e com nossos amigos. Basta trazer o animus negativo para a consciência para que ele se transforme? É tão difícil e tão simples quanto isso. O sonho lhe mostra que se ela conseguir despertar e perceber que os julgamentos críticos e as opiniões negativas sobre si mesma não são de fato o que ela pensa, ela será capaz de mandar o diabo de volta para o inferno. Aí ela poderá se desenvolver como mulher. Quanto mais nos tornamos um indivíduo único, mais nos individuamos no sentido junguiano do termo, mais somos capazes de ver o outro como um ser único, sem juízos estereotipados. Isso faz vir à tona o que o indivíduo realmente é, ou o que a natureza quer que ele seja. Esse é o amor verdadeiro, amor que cura e faz do outro uma pessoa inteira. Nada tem a ver com sentimentalismo, polidez ou delicadeza. Na prática psicológica moderna as pessoas vivem se queixando: "Minha vida não tem sentido." Elas sacodem os ombros e dizem: "Para quê? O que estou fazendo aqui? Para que serve isso tudo? Eu poderia muito bem não existir." E aqui o sonho é singularmente importante ao indicar o que o inconsciente quer dessa pessoa, o que ele quer que essa pessoa se torne.
Profile Image for Jennifer.
1,052 reviews22 followers
November 25, 2014
Great read on Jungian dream interpretation and archetypes.

"...fidelity is the basic loyalty to the essence of the other person, loyalty without compromise to the innermost heart of the partner. But that doesn't exclude taking a certain freedom, or leaving the other to have a certain freedom. On the contrary, if one loves the other really, one wants him ot be free, not to put him on a leash like a dog."
Profile Image for Gabrielle Jarrett.
Author 2 books22 followers
September 4, 2020
Maria von Franz is an icon in the Jungian culture. The Way of the Dream (a transcript from the movie of the same name) is a very readable primer on the importance of knowing and discussing the meaning of our dreams. Most often, a Jungian analyst or dream therapist is needed. Her discussion on animus/anima or the hidden contrasexual parts of ourselves is colored by the patriarchal world of Jung in which she lived. It is a helpful read, although not definitive.
Profile Image for Barbara Gerhardt.
6 reviews
November 1, 2021
Is a very interesting book and gives a short explanation about how to interpret your dreams, Animus, Anima and Self. I have 2 problems with this book: particularly I didn't like the dreams that were chosen to be interpreted, and there was a part of the book that answers were very sexist.
Profile Image for Guy.
360 reviews58 followers
December 23, 2009
Perhaps the single best introduction to the power of Jungian dream analysis and the psychology of men and women. Cannot recommend this book highly enough.
Profile Image for Deepfilm.
3 reviews
December 24, 2017
This book to me is an eye-opening on the dream interpretation. There are some dream-themes that are really helpful to understand my own dreams from a psychology perspective.

The book was easy to read because it's presented in an interview style; between Fraser Boa, the writer, and Dr. Marie-Louise von Franz, a Jungian psychotherapist. It may have some technical terms, but worth trying anyway.

หนังสือเล่มนี้เปิดหูเปิดตาดิฉันเป็นอย่างมากเกี่ยวกับการวิเคราะห์ความฝัน มีธีมฝันหลายประเด็นที่ช่วยให้ฉันได้เข้าใจฝันของตัวเองจากมุมจิตวิทยา

หนังสืออ่านง่ายเพราะใช้ภาษาพูด เป็นการสัมภาษณ์ระหว่างผู้เขียนคือ เฟรเซอร์ โบอา กับ ดร. แมรี-ลุยส์ วอน ฟรานซ์ ซึ่งเป็นนักจิตบำบัดสายยุงเกียน (วิเคราะห์ความฝัน) มันอาจมีศัพท์เทคนิกพอควรแต่คุ้มที่จะลอง
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Elisa Origine.
Author 9 books19 followers
January 1, 2024
Rilettura di questo saggio tratto da documentari sui sogni e interviste fatte da Fraser Boa a Marie Louise Von Franz negli anni '80.
Reperto storico della biblioteca.
Il modo di esprimersi semplice e scorrevole di Marie Louise Von Franz facilita la comprensione di concetti ostici, sebbene alcuni aspetti risultino - a mio avviso - comunque fumosi, alcune prospettive culturalmente datate e alcune interpretazioni arbitrarie.
Ad ogni modo, illuminante e interessante rilettura sulla "via regia per l'inconscio" (come Jung definiva i sogni) e sui contenuti dei sogni della psicologia maschile e femminile. Nei post precedenti e nelle storie di Instagram avevo anche condiviso alcuni estratti che mi avevano colpito.
Consigliato!!
2 reviews
March 12, 2019
I think that this book was very interesting to hear. I find this topic compelling, and this book helped me learn more about it. I personally think that this book can be confusing and hard to read sometimes, but it was a higher reading level than I am. Other than that, it was really well written and explained what it was trying to tell the readers using real stories and much more.
10 reviews10 followers
August 1, 2019
This book is a solid introduction to Jungian dream theory. It is a well-edited transcript of documentary that flows easily when read. Now that I have a foundation thanks to this book, I plan to read more Marie Louise Von Franz.
Profile Image for Josh Clement.
200 reviews4 followers
September 7, 2025
Von Franz is a classic 5 on the enneagram, tirelessly chewing through information and spitting out startling insights. I've usually found her books way, way too dense, so this simple question and answer format worked well for me. Only 4 stars because the questions and editing is a bit choppy.
Profile Image for Riccardo.
21 reviews1 follower
February 21, 2024
Una piacevole introduzione al mondo dei sogni, con esempi, consigli e la saggezza verso quelle domande la cui risposta la si può solo vivere.
Profile Image for John Kulm.
Author 12 books55 followers
January 30, 2012
More than a great book on dream interpretation. Also describes a Jungian approach toward understanding the shadow, the anima & animus, and the Self.
The index lists a large number of dream images which von Franz explains in the book. She has immense understanding of looking at dreams from a psychological viewpoint. (I love all her books, so I'm quite biased!)
Profile Image for Erik Graff.
5,170 reviews1,468 followers
January 2, 2014
I took this book along on a flight between Chicago and San Francisco, reading it quickly en route. Having read pretty much all of Jung and quite a bit of other works about him and analytical psychology, including some of M.-L. von Franz' works, it was pretty old hat and, so, boring.
41 reviews
February 26, 2016
I like this book very much. If you are interested about your dream and have an effort to write your dream on. Maybe it can help you to understand or discover your nights' tales.
Displaying 1 - 17 of 17 reviews

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