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ISBN-10: 8525410497 ISBN_13: 9788525410498
Discípulo dos românticos europeus como Byron, Hoffmann e Shelley, seus textos refletem o ambiente da época, onde a literatura estava impregnada de pessimismo, ceticismo, morbidez e pressentimento da morte.
Macário demonstra o talento dramático de Álvares de Azevedo. Nele se vê o grande dramaturgo que ele poderia ter sido. Assim o crítico Antônio de Alcântara Machado descreveu este livro: "A literatura dramática brasileira perdeu em Álvares de Azevedo a sua maior esperança, talvez seu verdadeiro iniciador, capaz de fazer escola, com influência bastante para desviar para o teatro grande parte do pendor nacional para a poesia".
Alvares de Azevedo was a writer of the second brazilian romantic generation, also called Byronian generation. He spent his childhood in Rio de Janeiro where he began his studies. He came back to Sao Paulo to start on his Law School where he became known for his brilliant writings. He had the ability to learn languages easily and was recognized for his young and sentimental spirit. He couldn't finish his law school because of the tuberculosis he had, many times proclaimed as the disease of the century since many authors of this age died of it, although what actually came to kill him was the horse fall by his twenties.
Fora da forma convencional, essa peça de teatro tem a escrita circunscrita à crítica literária aos adeptos da geração passada do romantismo. Peça voltada aos desejos carnais do carpe diem, o texto ataca sem piedade a subjetividade do amor platônico ideado em alguém ou em determinada nação. Consciente da escrita estar direcionada a seus pares, Álvares de Azevedo não dá a mínima se a quantidade de referências literárias abordadas no texto possam dificultar a leitura. Macário, alter-ego do autor, aventura-se com o próprio diabo interessado em conhecê-lo. Ao oferecer cuidados e pesadelos, o diabo é seu guia de viagem no inferno de si mesmo. Imagens lancinantes, denúncias sociais, sons cadavéricos, paisagens morticidas, festas da sífilis, odores de enxofre e problemas maternos naufragam sua visão idealizada de inferno. Contudo, sem deixar de observar, sofrer, amar e se divertir. A principal sátira ao romântico dilacerante ocorre na aparição de Penseroso, personagem emblemático de John Milton, que olha a melancolia como musa. Apesar dos esforços, a tragicomédia está em Macário não conseguir trazê-lo para a realidade. O que atesta a dificuldade pragmática dos românticos em equilibrar a confluência do sagrado e profano em suas vidas.
queria que desse para dar meias estrelas, porque é mais um 3.5 do que 4 pra mim. não tenho muito conhecimento sobre o romantismo, então fiquei sem entender várias das referências feitas no livro, mas gostei muito da forma que foi escrito, dos temas e dos diálogos. é uma leitura rápida e divertidinha!
Macário é um drama que te prende do início ao fim com alguns personagens trágicos, muito teor filosófico e cheio de poesia em cada expressão. Sem dúvida nenhuma, o autor dedicava a alma em cada texto e, por sua vez, cada texto conversa com meu âmago.
Na peça temos duas personagens centrais (tendo maior destaque consequentemente), Satã e Macário, os quais trazem reflexões sobre vida, fé, amor, morte, desejos e muito, muito mais. Satã demonstra ter visto e vivido de tudo, e que é um atento observador dos hábitos humanos. Já Macário é um jovem romântico leviano, que mergulha na bebida, fumo e na vida noturna com mulheres diversas. Acha que não encontrará o amor dos livros, porém classifica que no instante da entrega aos desejos da luxúria sexual é, de certa forma, uma espécie de amor.
Simplesmente amo tudo o que leio do autor, ele consegue me transbordar e me preencher de uma forma inexplicável maravilhosa e sublime.
Percebe-se que Álvares de Azevedo foi um ávido leitor das obras do seu tempo. Dos ultrarromânticos, foi, sem dúvida, o mais virtuoso (dói-me admitir isto, pois sou super fã de Fagundes Varela) tanto no que se refere ao intelecto, como à produção literária -e olha que ele deixou bem poucos registros, pois morrera com apenas 21 anos!-. Macário é uma obra que alimenta-se de arte, ironia, história, história da literatura e principalmente filosofia. Digo filosofia porque o poeta maldito que a escreve, faz-a com a intenção de nos fazer reflexionar sobre derivados temas, entre eles os típicos da segunda geração do romantismo: morte, existência, amor, pecado, etc. A personagem de satã e Macário, os dois juntos, lembraram-me em certos momentos ao Henry de Dorian Gray, pelo que, se vocês se apaixonaram pelo famoso sujeito do clássico inglês, leiam Macário sem demora: É UMA OBRA INCRÍVEL!
A totally crazy play, I actually read this while "acting" with a friend of mine, so it was pretty fun. It's very short and worth it on my opinion, beautifully written I saved a lot of the quotes ;)
"Vi è stata una grande battaglia da qualche parte in Europa, che è, per me, dopo la Cina, la regione più proficua. E lascia che ti dica, compadre, che durante tutta la battaglia, non mi son potuto riposare un solo istante, come ai bei tempi della mia giovinezza. Sfrecciavo di qua e di là fin quasi a diventare pazzo, al limite dello sfinimento. Allora, naturalmente, non ho potuto prendermi cura di me come mio solito per tenermi in forma... Insomma, una palla di cannone britannica fuori bersaglio, lanciata da un inglesuccio mezzo ubriaco, ha fracassato la mia cara clessidra, a tal punto che nemmeno quel vecchio fabbro di Plutone è stato capace di ripararla, lui a cui piace così tanto fare questi lavoretti."
Una riscrittura assolata, irriverente e fiamminga di Comare morte, in una prospettiva di classe e con un tocco di malinconia.
Essa é uma curta e grande obra, nas suas menos de 100 páginas em prosa em forma de teatro, onde Essa é uma curta e grande obra, nas suas menos de 100 páginas em prosa em forma de teatro, onde Álvares de Azevedo se utiliza do Romantismo, estilo vigente na época, para contar essa peça em dois atos.
Eu achei os temas modernos, com flertes no movimento gótico, e uma interessante mistura de misticismo, poesia suja de bar, e temas como suicídio. Existem ótimas passagens que são ao mesmo tempo de um lirismo interessante e uma certa breguice clássica do estilo literário usado, como: "A vida está na garrafa de conhaque, na fumaça de um charuto de Havana, nos seios voluptuosos da morena. Tirai Isso da vida, o que resta?"
"Macário" é meu livro favorito de Álvares de Azevedo. A peça não encenada de Azevedo é claramente inspirada em "Fausto", do escritor alemão Goethe, onde um médico faz um pacto com o demônio Mefistófeles. Em "Macário", o protagonista jovem deseja conhecer Satã. O livro começa muito bem, trazendo elementos góticos, característicos do romantismo. No entanto, a segunda parte parece desconectada da primeira, o que enfraquece o final. Gosto muito da teoria de Antônio Candido, que sugere que o desfecho de "Macário" se conecta ao livro "Noite na Taverna".
3.5 Pelas tripas de Alexandre Borgia,choras como uma criança ,Macário..."
Muita ironia ,menções a Goethe e outros do panteão romântico. Satan brinca e diz verdades. A verdade é que são todos patéticos, os passivos agressivos que não compreendem os "mistérios da da alma feminina" . Álvares de Azevedo é sempre bom ler no entanto. Ai como é frágil a alma e forte a vaidade humana. Quer amor sem romance. Mas quem não ama ,morto já está kkk...
Se eu fosse descrever esse livro, somente a palavra tenebroso seria suficiente, mas para ser justo àqueles que forem se debruçar sobre a obra, saibam que o que há de pior no homem se encontrará nesse livro, com histórias indo de ruim a pior, com catástrofe e, obviamente, sendo ultraromantico, esse livro certamente vai te chocar.
O livro é bem legal, mas sla, entendo que na época era de conhecimento “comum” muitas das referências feitas pelos personagens, mas algumas eu tive que pesquisar, o que foi legal mas ao mesmo tempo tornou a leitura meio cansativa.
Uma noveleta que narra o encontro entre um jovem desiludido e Satã. O termo 'spleen', emprestado de Baudelaire e usado nesta obra, define bem os sentimentos melancólicos que permeiam os jovens personagens aqui, contrastando com a altivez de Satã. Desse contraste nascem diálogos curiosos, estranhos e até cômicos. Uma leitura rápida e divertida.
"É difícil marcar o lugar onde para o homem e começa o animal, onde cessa a alma e começa o instinto, onde a paixão se torna ferocidade."
Em Macário encontramos ferrenhos diálogos entre o personagem que dá nome à obra e o diabo. O livro é famoso pelo registro de pessimismo, tédio e morte.
Álvares de Azevedo trata do assunto de maneira esplendorosa no momento em que se dá conta de que o melhor seria abandonar o curso de Direito devido ao medo de morrer no último ano.
releitura. grifei ainda mais do que a primeira vez, continua sendo favorito demais. amo o fato do demônio ter mais bom senso que o próprio macário pra certas coisas, amo às críticas à sociedade cristã... TUDO!