Beto, menino do interior de São Paulo, na década de 1960, vive os conflitos da adolescê seu relacionamento com a família, a escola, o grupo de amigos e o cotidiano de uma cidade pequena. Conhece o amor pela primeira vez e se depara com um concorrente que tudo faz para roubar-lhe a namorada. Assim, acaba enfrentando os problemas dos quais tenta fugir. Rejeitando a idéia de continuar em sua cidade e repetir a história de seus pais, Beto vai para São Paulo para lutar por sua sobrevivência e por sua felicidade. Na viagem, um o seu primeiro amor.
Álvaro Cardoso Gomes nasceu na cidade paulista de Batatais, em 1944, e viveu a adolescência em Americana, também no interior de São Paulo. Hoje mora no litoral paulista. É autor de diversos livros juvenis, além de contos, romances(entre eles Sonho da terra, que recebeu o Prêmio Nestlé) e obras acadêmicas. É também crítico literário, professor apostentado de Literatura Portuguesa da USP e lecionando atualmente no programa de pós-graduação da Universidade São Marcos. Gosta que suas hisórias se passem em Americana por ter vivido toda a sua adolescência lá.
Li este livro já faz algum tempo. Era adolescente. Já não o sou, graças a Deus.
Não tenho uma explicação lógica, mas, este livro me marcou de uma forma surpreendente. A primeira vez que o li, chorei o tempo todo. O que não faz o menor sentido.
Hoje, tento entender... será que não tava bem? Ou me identifiquei com o Beto? Bem, nunca fui mentirosa. Tudo bem, ele não prejudicou ninguem com suas mentiras, mas acredito que com elas, as coisas foram mais dificeis, ou melhor, a aolescência dele passou e ele não disse a verdade.
Cada vez acho, que o pior da adolescência é vc não falar o que realmente sente, esconde seus sentimentos.
Leiam e depois me digam se é maluquice mesmo da minha parte.
Como eu disse, há os livros que a gente relê, da adolescência, e descurte, e há os outros que, mesmo tantos anos depois, ainda te soam reais e com boas doses de empatia. Esse se encaixa nessa última categoria. Ainda gosto do Beto, o 'potoqueiro' dos anos 60 que tinha uma queda pela Lúcia Helena e era meio perdido na vida.
Beto é um menino que vive em Americana, mora com seus pais e irmão Lelo. Sua vida cheia de aventuras e confusões mostra um típico adolescente, até que ele se vê apaixonado por Lúcia Helena. A principio ela parece ser apenas uma menina irritante a seus olhos, mas a medida que o tempo passa ele vê que não consegue parar de pensar na moça.
Em meio este contexto o livro discute fatos possíveis e divertidos na vida de um menino na fase da puberdade. Apesar de ser um menino muito levado, sempre se metendo em encrenca, quando o amor entra na sua vida Beto começa a reavaliar sua conduta pessoal perante as pessoas e principalmente com as que ama. Essa reflexão do personagem traz em questão a responsabilidade que cada um têm com suas ações no dia a dia. "As suas atitudes do presente se refletem no seu futuro" e este livro transmite essa mensagem claramente.
Agora falando em romance, este livro é muito fofo. Enquanto lia, dava para sentir o frescor e ingenuidade da adolescência ao longo das páginas. Até em seus momento de tristeza e depressão por sua paixão, fiquei comovida com Beto. E quando o jovem demostra todo seu sentimento, respeito e amor que possui pelos seus pais é uma emoção só.
Apesar de o foco central ser seu amor por Lúcia Helena, este não é um livro só para quem gosta de romance, pelo contrário é para aqueles que querem ter o prazer de reviver um pouco da infância, as delícias da adolescência e o prazer de ter uma divertida e dinâmica leitura em mãos.
A Hora do Amor foi um livrinho que eu li na escola, quando tava no ensino fundamental, e ele me marcou muito! Tanto que até hoje em dia na vida adulta eu lembro de algumas passagens e cenas do livro, inclusive do final. Nesses tempos que passei em São José na casa do meu pai encontrei esse livro numa estante antiga e tive vontade de reler por pura nostalgia. Sorri e chorei tudo de novo com essa história!! É um livro muito bonito que me toca em lugares muito particulares, e a minha opinião é que o autor com certeza leu O Apanhado no Campo de Centeio e ai decidiu fazer a versão brasileira!! Os personagens principais tem muitas semelhanças e o jeito de escrever é igualzinho, achei isso muito curioso.
Só estou fazendo a resenha agora, mas li esse livro em 2002 então tem toda uma nostalgia envolvida haha. E não é só memória afetiva: a história é maravilhosa. Em muitos momentos, parece que ela se conecta de um jeito muito íntimo com as histórias que vivemos por aí, pela vida.
É simplesmente perfeito. Um daqueles livros que a gente carrega como favorito desde a adolescência. Cativante do começo ao fim.