James Jerome Gibson is one of the most important psychologists of the 20th century, best known for his work on visual perception. He received his Ph.D. from Princeton University and his first major work was The Perception of the Visual World (1950) in which he rejected behaviorism for a view based on his own experimental work.
In his later works, including The Ecological Approach to Visual Perception (1979), Gibson became more philosophical and criticized cognitivism in the same way he had attacked behaviorism before, arguing strongly in favor of direct perception and direct realism, as opposed to cognitivist indirect realism. He termed his new approach "ecological psychology".
Gibson’s legacy is increasingly influential on many contemporary movements in psychology, particularly those considered to be post-cognitivist.
É o seguinte: estou adentrando, recentemente, na tradição ecológica percepção, de maneira mais ou menos autodidata. Isso significa que preciso de maior maturidade intelectual para avaliar esse livro. Assim sendo, vou apenas comentar alguns elementos do livro que me chamaram atenção, até aqui. Essa obra busca apresentar uma teoria ecológica da percepção, em oposição à estabelecida tradição das teorias representacionistas da percepção (representacionismo este que, no mínimo, é inaugurado pelo empirismo britânico e alcança seu ápice teórico na teoria computacional da visão de Marr).
De acordo com Gibson, a percepção não é um fenômeno que ocorre "dentro" dos animais (incluindo nós, seres humanos), mas deve ser compreendida a partir das relações entre animais e seus ambientes. Donde o termo "ecológico". Esse ponto de partida tem como uma das suas principais consequências a direção dos estudos da percepção para ambientes não simulados ou artificiais, como é típico na pesquisa tradicional das ciências cognitivas representacionais. Gibson queria entender como os animais utilizam o ambiente, certos aspectos desse ambiente, para compreender o seu mundo e, por meio disso, viverem nele. Portanto, a ideia dos animais como agentes cognitivos ativos e dinâmicos é essencial para a teoria ecológica (compare com estudos tradicionais nas ciências cognitivas, nas quais os sujeitos dos experimentos são estimulados de maneira pontual, suas ações são limitadas, às vezes, apenas a relatos das suas experiências atomizadas, como "este ponto vermelho se encontra, agora, no canto superior direito da tela à minha frente").
Gibson rejeita a identificação da atividade perceptual com sensações internas. Segundo ele, é preciso distinguir entre "ter sensações" e "detectar algo". Suas maiores preocupações são com esse segundo sentido de perceber.
A percepção do mundo externo não depende, necessariamente, de nenhum processo intelectual, tais como "inferências inconscientes", algo crucial para abordagens representacionistas.
Gibson rejeita a premissa de que a informação que chega aos nossos receptores sensoriais é empobrecida e que, por consequência disso, nosso cérebro precisaria "compensar" essa pobreza informacional, complementando e enriquecendo nossa experiência, tendo como produto final a percepção rica que possuímos. Para a teoria ecológica, existe, na verdade, um imenso potencial presente no próprio mundo, cabendo à evolução biológica levar certos organismos a priorizar certos tipos de estímulos (não é nenhuma coincidência a ausência de sistemas visuais em organismos que vivem ambientes escuros, bem como não é nenhuma coincidência nós, primatas, sermos capazes de detectar tantas cores quanto detectamos).
Gibson propõe que abandonemos o foco da psicologia nos receptores específicos, como os olhos, e nos concentremos nos "sistemas perceptuais", isto é, a combinação do sistema nervoso + receptores + corpo específico do organismo como o núcleo de atenção do estudo da percepção. Uma ótima passagem que resume esse conceito é a seguinte:
"Since the senses are being considered as perceptual systems, the question is not how the receptors work, or how the nerve cells work, or where the impulses go, but how the systems work as a whole. We are interested in the useful senses, the organs by which an organism can take account of its environment and cope with objective facts".
A principal função dos sistemas perceptuais é a de detectar "invariantes". Deve-se entender invariantes como o conjunto de estímulos que se mantém o mesmo, a despeito do constante fluxo de informação do ambiente, produzido por mudanças de perspectiva do animal em relação ao ambiente (ou do ambiente em relação ao animal).
A detecção de invariantes é aquilo que permite ao animal capturar as famosas "affordances": "the opportunities and possibilities for action that particular objects and resources offer to an animal" (referência, aqui, à Louise Barrett). Um terreno plano e firme é oferece uma oportunidade para um animal terrestre, como nós, atravessá-lo. Um pedaço de pedra lascada, nas mãos de um ancestral humano, ofereceu a oportunidade de cortar o couro de animal de grande porte. E por aí vai.
Em suma, essas são algumas das principais ideais desenvolvidas no livro. É preciso uma review muito mais ampla, para cobrir todos os temas abordados. Na medida em que eu siga estudando abordagens corporificadas da percepção, certamente terei mais a dizer sobre a teoria ecológica de Gibson. O livro é bastante original, filosoficamente sofisticado, apesar de ter sido feito por um cientista de orientação empírica. Dispensa palavras a importância para as ciências cognitivas corporificadas.
The cooperation of supposedly separate senses of touch and kinesthesis is an old and controversial problem in psychology (Gibson, 1966). It has been reformulated by Gibson in terms of a perceptual subsystem, haptic touch, and the problem then becomes one of defining the information in a combined input from the skin and the joints. The question to be answered is this: How does a perceived feel what he is touching instead of the cutaneous impression and the bone posture as such? The question involves the perceiving of the general layout of environmental surfaces. Gibson answers the question. In brief, he suggested that the joints yield geometrical information, that the skin yields contact information, and that in certain invariant combinations they yield information specifying the layout of external surfaces. The touch pattern and the vector pattern are altered together by the mechanical necessities of terrestrial movement. The covariance of cutaneous and articular motion is information in its own right (Gibson, 1966).
Studies of perception tend to be amusing to fascinating. They explain convincingly quite a lot of what we fail to notice or take for granted, even though we depend on it daily. Gibson goes beyond that by focusing on information and suggesting that the interaction between animal and environment is quite specific and purposeful. It is a refreshing suggestion, particularly appealing to those interested more in how perception applies to a class of problems than in how perception works. I'd first read the book in 1986 and re-reading it now I'm impressed by how modern it seems with its holistic framework and emphasis on information. Much has changed in psychology since it was written, not all in support of Gibson, but his theory remains a promising foundation for explorations of perception and interaction.