Jump to ratings and reviews
Rate this book

Contos de Cães e Maus Lobos

Rate this book
A escrita encantatória de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda. Entre a confiança e o receio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o receio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade. Com a participação plástica de: Ana Aragão | Cadão Volpato | Daniela Nunes | David de la Mano | Duarte Vitória | Filipe Rodrigues | Graça Morais | JAS | Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos | José Rodrigues | Luís Silveirinha | Nino Cais | Paulo Damião

160 pages, Paperback

Published November 12, 2015

27 people are currently reading
707 people want to read

About the author

Valter Hugo Mãe

68 books2,312 followers
valter hugo mãe é o nome artístico do escritor português Valter Hugo Lemos. Além de escritor é editor, artista plástico e cantor.
Nasceu em Saurimo, Angola em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira e, actualmente, vive em Vila do Conde.
É licenciado em Direito e pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Vencedor do Prémio José Saramago no ano de 2007
É autor dos livros de poesia: Livro de Maldições (2006); O Resto da Minha Alegria Seguido de a Remoção das Almas e Útero (2003); A Cobrição das Filhas (2001); Estou Escondido na Cor Amarga do Fim da Tarde e Três Minutos Antes de a Maré Encher (2000); Egon Shiele Auto-Retrato de Dupla Encarnação, (Prémio de Poesia Almeida Garrett) e Entorno a Casa Sobre a Cabeça (1999); O Sol Pôs-se Calmo Sem Me Acordar (1997) e Silencioso Sorpo de Fuga (1996). Escreveu ainda o romance O Nosso Reino (2004).
Organizou as antologias: O Encantador de Palavras, poesia de Manoel de Barros; Série Poeta, em homenagem a Julio-Saúl Dias; Quem Quer Casar com a Poetisa, poesia de Adília Lopes; O Futuro em Anos Luz, por sugestão do Porto 2001; Desfocados pelo Vento, A Poesia dos Anos 80, Agora.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
419 (38%)
4 stars
455 (42%)
3 stars
184 (17%)
2 stars
22 (2%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 137 reviews
Profile Image for Sofia Teixeira.
608 reviews132 followers
December 21, 2016
Não sou uma especialista nas obras de Valter Hugo Mãe, pelo contrário, transporto comigo a vergonha de ter lido pouco mais do que A Desumanização e algumas das suas crónicas. Tive foi o privilégio de o conhecer há pouco mais de um ano e de o entrevistar. Não será demais dizer que sou hoje uma pessoa mais rica depois de o ter ouvido e ainda mais depois de ter lido esta pequena pérola que é este livro de contos. Sem bajulações ou qualquer tipo de elogios fáceis, digo-vos isto porque sou mesmo da opinião que estamos perante um escritor que tem a capacidade de transformar o feio no belo, o triste no belo, as coisas banais e pragmáticas em obras que independentemente das emoções que transmitem são belas à sua maneira.

Contos de cães e maus lobos transportam-nos para vários imaginários onde tudo toma uma profundidade digna de reflexão e de um despertar urgente. São 11 contos com 11 ilustrações cujo trabalho deve ser admirado, e que ilustram de forma particular cada um dos contos. Nas linhas que seguem cada ilustração que puxa à imaginação, deixamo-nos ser engolidos e conquistados. A escrita é simples, os cenários são simples, mas o reboliço no meu coração ao longo de grande parte das páginas foi tudo menos simples. Acho que é importante esta capacidade de através das palavras fazer pulsar mais forte os corações de quem as lê. Talvez pelo que tem sido a minha vida desde há um ano, os contos O Menino de Água e As mais belas coisas do mundo me tenham tocado particularmente. No primeiro são apenas duas páginas e meia e, no entanto, senti que o mundo todo cabia e era sugado nelas. O segundo é um pouco maior, mas também o percurso vai sendo através de uma sensação de procura e descoberta. Não há nada como o sentimento de perda para nos unir profundamente a emoções que por vezes não compreendemos.

Há também que enaltecer o prefácio de Mia Couto, e penso que vale a pena frisar uma passagem com a qual me identifiquei desde logo: "Há na escrita de Valter Hugo Mãe algo que nos desconcerta e nos fragiliza." Estou tentada a adicionar que no fim também nos deixa mais fortes, mais capazes, com mais esperança na mudança. Os 11 contos são tão diferentes uns dos outros e ainda assim tão parecidos na candura que carregam com eles. Sabem porque é que já reli e hei-de reler novamente estes contos? Porque me fazem sentir menos sozinha, porque encontro reconciliação e até regeneração do meu espírito naquelas linhas. Se isto não quer dizer que estamos perante uma obra de arte única, não sei o que quer dizer. Acredito na capacidade redentora da escrita. Tanto para quem escreve como para quem lê.

Estamos perante um livro intemporal que serve tanto para crianças como para adultos. Só posso agradecer ao Valter Hugo Mãe por todo o amor e carinho que emprega na sua escrita, pelo modo como encara a vida e tão sinceramente se expressa sobre a mesma. E termino com a última frase de As mais belas coisas do mundo: "Quero sempre inventar a vida.".
Profile Image for Os Livros da Lena.
299 reviews320 followers
September 16, 2025
REVIEW | Livros de Março | Contos de Cães e Maus Lobos ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
20/2020
Que maravilha! Que lindo!
Como sempre, os livros do Valter enchem o coração.
Esta, de contos.
São todos extraordinários, mas decidi escolher o top 3 de favoritos, que foram (mais por me ter identificado muito do que por outra coisa): O Menino de Água; O Rapaz que Habitava Livros e Bibliotecas.
Profile Image for Martina .
203 reviews
July 4, 2018
A primeira coisa de que me apercebi quando terminei este livro foi que não tinha palavras para o que acabara de ler.
Nunca tinha lido nada, mesmo nada, parecido com o que Valter Hugo Mãe nos deixa saborear nestes contos.

Profile Image for Vasco.
81 reviews33 followers
October 1, 2016
Durante a leitura encontrei tudo aquilo que Mia Couto descreve no prefácio. A importância que Valter Hugo Mãe dá aos pequenos detalhes. Este livro é a prova de que Valter se mostra um autor atento às coisas simples. Para mim, Valter é um espectro de vivências. A facilidade como consegue construir diferentes narrativas sobre os olhar de personagens tão distintas só prova que nunca saberemos o que virá a seguir. Será uma criança, um idoso, um livro? Serão todos eles juntos? A facilidade com o autor desenvolve estas personalidades é fascinante.

Para mim este livro transcende tudo e nada. Transcende-nos para um ambiente de calma. Um ambiente pueril. Mesmo na permanência de continuarmos a habitar um corpo. Mantêm-nos atentos ao vazio que ficou em nós, resultado da ausência das memórias infantis. É também um espelho. Um espelho que nos leva a encontrar-nos numa necessidade constante de afectos - o querer amar e o querer ser amado. O amor.

É o segundo livro que termino do autor. Intercalei a leitura com "A Desumanização". Tive necessidade de o começar por dois motivos: Primeiro porque "A Desumanização" estava levar-me a lugares da minha memória que pensei já se terem apagado. Pensei que os encontraria já extintos. E estava a ser doloroso revisitar esses lugares que tanto me disseram, mas que hoje me dizem tão pouco. Arriscaria a dizer que me dizem quase nada. Ficaram apenas pequenas lembranças. Sensações. Mas as pessoas continuam lá. Segundo, porque o lançamento do novo romance de Valter Hugo Mãe, "Homens imprudentemente poéticos" é no próximo domingo e queria ler mais do autor, pelo menos os seus dois últimos livros antes de ter a oportunidade de conversar um pouco com ele.

Não gosto muito desta ideia de partir as estrelas ao meio, mas sem dúvida que este livro foi quatro estrelas e meio. Todos os contos me envolveram, chegando mesmo a terminar surpreso alguns deles. Mas dois destes contos criaram uma espécie de barreira e não me consegui envolver. Terá sido culpa minha? Terá sido culpa do conto? Agora também não interessa culpar ninguém. Interessa que todos devem pegar neste livro o mais rápido possível. É extremamente fácil de ler, e mais uma vez, Valter Hugo Mãe soube como presentear os seus leitores com narrativas simples (ao mesmo tempo complexas) com personagens fantásticas, capazes de emocionar, através de uma escrita poética, encantadora e repleta de amor.
Profile Image for António.
127 reviews23 followers
September 15, 2025
Adorei ler os contos de Valter Hugo Mae. São verdadeiramente maravilhosos.
Profile Image for Ana.
759 reviews178 followers
June 30, 2016
Ficha técnica
Título – Contos de cães e maus lobos
Autor – Valter Hugo Mãe
Editora – Porto Editora
Páginas – 159
Datas de leitura – de 26 a 28 de junho de 2016

Opinião
Não sou uma entusiasta leitora de contos – terminam mal começam. E estes de Valter Hugo ainda mais. Contudo, que terramoto, que tsunami provocaram nas minhas emoções! É um livrinho perfeito, que nos sucumbe e que causa aquela mossa deleitosa que sempre busco nas leituras que me passam pelas mãos.
Não pretendo alongar-me muito neste texto, prefiro que as palavras do autor mostrem o quanto aquilo que saiu da sua mente romântica (“Sou muito romântico, quero melhorar o mundo.”) é fabuloso, é encantador, é encantatório, viaja diretamente ao nosso coração e o deixa pequenino, apertadinho e insuficiente para abraçar tantos sentimentos.
São doze contos. Abrem com um prefácio de Mia Couto (ele também um génio em forrar as palavras de encantamento e magia) e cada um deles é introduzido por ilustrações de doze artistas plásticos diferentes. A encadernação, as suas cores predominantes (cinzento escuro e vermelho) e o próprio título da obra iludem-nos, transmitindo-nos a ideia de que o seu conteúdo estará recheado de episódios tristes, negros, aterradores, com lobos e cães esfaimados de sangue, de dentes e garras afiadas, prontos para abocanhar vítimas indefesas. No entanto, são poucos os contos que apresentam canídeos como personagens em evidência. Apenas o que se intitula “O mau lobo” nos oferece uma versão deliciosamente enternecedora do conto infantil “Capuchinho vermelho”. Na generalidade, são textos com protagonistas humanos, desde mães, avós, netos, filhos, velhos, crianças que não querem crescer e outras que são obrigadas a fazê-lo demasiado depressa, rapazes e raparigas que compreendem a importância de afetos por gentes, coisas ou livros.
Para que compreendam melhor o quanto esta pequena obra é um exemplo daquelas que não queremos pôr de lado, daquelas que pintam o nosso mundo e o tornam melhor (nem que seja no curto espaço de tempo que habitamos nela) e um exemplo do quão genial é a arte de Valter Hugo Mãe de brincar com as palavras, de encaixá-las em frases, parágrafos, contos, histórias que nos penetram, nos encantam e nos fazem construir torrões docinhos de felicidade, deixo-vos alguns dos muitos excertos que sublinhei (e como trabalhou o lápis ):
“Julgava ela que o filho se diluíra como um cubo de açúcar incapaz de adocicar o mar.”
“Nunca secava o corpo porque a água era agora o seu menino. Molhava-se, estendia as mãos em redor como radares aflitos por um abraço e imaginava que a criança fazia as ondas. Talvez as ondas fossem um modo de falar.” (conto “O menino de água”)
"Para mim, os poemas eram rendinhas de palavras, umas e outras escolhidas para tudo ficar bonito ou inusitado, como se fossem palavras de sair à rua para uma cerimónia. E as suas metáforas juntavam corpos e davam beijos e falavam em fidelidades eternas ou ansiedades. Falavam de uma vontade quase desnatural de ver alguém. Os poemas eram bordadinhos que se estendiam sobre os corpos de quem amava. Podiam ser uma roupa inteira, a única roupa." (conto “Querido monstro”)
“Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo.” (conto “O rosto”)
“Os livros não esquecem nada. Eles são para sempre a mesma memória admirável. Esquecer livros é uma agressão à própria natureza. Embora, na verdade, eles nem se devam importar, porque podem esperar eternamente.”
“Gostei de colocar a hipótese de os livros serem como bichos. Isso faz deles o que sempre suspeitei: os livros são objectos cardíacos. Pulsam, mudam, têm intenções, prestam atenção. Lidos profundamente, eles estão incrivelmente vivos. Escolhem leitores e entregam mais a uns do que a outros. Têm uma preferência. São inteligentes e reconhecem a inteligência.”
“Todos os livros são conversas que os escritores nos deixam. Podemos conversar com Camões, Shakespeare ou Machado de Assis, mesmo que tenham morrido há tantos anos.”
“Eu disse que ler é como caminhar dentro de mim mesmo. E é verdade. Quando lemos estamos a percorrer o nosso interior.” (conto “O rapaz que habitava os livros”)
"Eu entendi que o meu avô era como todas as mais belas coisas do mundo juntas numa só. E entendi que fazer-lhe justiça era acreditar que, um dia, alguém poderia reconhecer a sua influência em mim e, talvez, considerar de mim algo semelhante. Com maior erro ou virtude, eu prometi tentar."
“À noite, deito-me como uma semente na almofada húmida do coração. Fico aninhado com a esperança de crescer esplendorosamente por dentro do amor. No verdadeiro amor tudo é sempre vivo.” (conto “As mais belas coisas do mundo”)
“As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa.”
“Todos os livros são infinitos. Começam no texto e estendem-se pela imaginação. (…) Mesmo os contos, de pequenos não têm nada.” (conto “Bibliotecas”)

Sinto-me mais esperta, mais inteligente, ando alguns centímetros mais alta, cheia de orgulho porque há mais de trinta anos que estou a fazer a coisa certa, a caminhar dentro de mim mesma e à conversa com de escritores geniais como Valter Hugo Mãe, de quem sou uma profunda admiradora.

NOTA – 10/10
Profile Image for Sofia.
1,038 reviews128 followers
August 25, 2017
"Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e a alma tem um tamanho muito diferente do corpo."
Gostei de alguns contos mais do que de outros, mas ainda não foi desta que este autor me arrebatou. Não é ele, sou eu.
Profile Image for Beatriz.
313 reviews99 followers
December 29, 2021
Como já disse a uma amiga minha, convencendo-a a lê-lo: este livro é uma "escola" de ficção breve que pode ser lida e contada por miúdos e graúdos.

Há contos magníficos, como As Mais Belas Coisas do Mundo.

A nota final do autor, sobre a experiência de escrever para crianças, é curta, mas é a cereja no topo do bolo.
Profile Image for Cristiana de Sousa.
305 reviews23 followers
August 26, 2017
De encher o coração e a alma. Contos com uma profundidade imensa apesar de contarem histórias simples. Adorei
Profile Image for Ludgero Cardoso.
94 reviews163 followers
February 25, 2016
Contos:
- A menina que carregava bocadinhos (3/5)
- O menino de água (5/5)
- Querido monstro (4/5)
- A princesa com alma de galinha (2/5)
- O rosto (5/5)
- O rapaz que habitava os livros (4/5)
- Modo de amar (2/5)
- O mau lobo (2/5)
- As mais belas coisas do mundo (5/5)
- Quatro velhos (2/5)
- Bibliotecas (5/5)
Profile Image for Maria.
648 reviews108 followers
August 16, 2016
Contos de cães e maus lobos de Valter Hugo Mãe é um livro visualmente belíssimo. Convida os olhos curiosos de quem por ele passa a pegar-lhe, vá lá, só uma página. E pronto, lá segue mais alguém com uma cópia por debaixo do braço.

Quanto à escrita, a primeira sensação que tive foi que Valter Hugo Mãe tem um enorme respeito ao uso da palavra. Aliás, não só lhe tem respeito, como amor. Sente-se a sua dedicação no modo como constrói as frases, como se de um castelo de cartas se tratasse. O vento bem pode tentar, mas tenho a impressão que o seu reino só irá abanar por consideração, sem qualquer perda.
“Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem se esgotarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se com isso. Os livros divertem-se muito.”

Não sei explicar porquê, mas fiquei com a sensação que este é no entanto um romance à distância. Há uma entrega, sim, mas de um certo modo comedida, como quem dedica a vida a alguém sem alguma vez interagir diretamente, criando um espaço de adoração sem vergonha. Abrem-se assim portas a um sentir que nada deve à norma porque com ela não se envolve. É um sentir desmedido, total, sem qualquer medo das repercussões. É um sentir que se sente, e que (pre)enche.
“O meu avô dizia que as sementes eram meninos de pedra que nasciam por um bocado de água. Como se fossem pedras com tanta sede que se tornavam capazes de inventar a vida só para poderem beber.”

Enfim, ler estes contos foi uma experiência diferente. E aqui me encontro agora, com “A Desumanização” comprada de fresco ao meu lado esquerdo.
Profile Image for Clara de Assis.
16 reviews6 followers
January 2, 2021
Minha amiga querida escolheu o momento perfeito e o livro perfeito pra me dar de presente... Eu sinceramente não poderia ter encerrado meu desafio de leitura e, também este ano, de forma melhor. Realmente me apaixonei pela sensibilidade e beleza de cada um dos contos -- no segundo eu já tava toda arrepiada e chorando. Amei especialmente a edição que li (Biblioteca Azul, 2019) por causa dos desenhos.
Profile Image for Filipa Castro Gomes.
34 reviews
February 13, 2024
livros de contos são-me sempre difíceis de avaliar porque cada história é encerrada nela própria.

neste sentido, os contos de mais gostei deste “Contos de cães e maus lobos” foram:
- o menino de água
- querido monstro (fav)
- o rosto
- as mais belas coisas do mundo (lembrou-me dos meus avós)
Profile Image for Artur Silva.
51 reviews2 followers
January 1, 2025
Um livro de contos e sonhos. Um livro muito bom de Valter Hugo, com a capacidade de fazer com que o leitor entre nas suas histórias…. Tal como “o menino de água”.
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
March 12, 2023
Um belo exercício de sensibilidade. Dei 3 estrelas porque prefiro os romances.
Profile Image for Gonçalo S Neves.
Author 2 books35 followers
March 19, 2016
Pudesse resumir o livro numa frase: «O amor liberta.»

(Em breve, talvez, se me der na telha, faço review da obra.)
Profile Image for Ana Nehan.
370 reviews32 followers
December 15, 2020
"Mas nunca mais viram ou ouviram falar da moça. A liberdade também era isso, não voltar."
Profile Image for Ana Marinho.
606 reviews30 followers
January 17, 2024
"O menino de água" e "As mais belas coisas do mundo" roubaram o meu coração ❤️
Profile Image for daniela sofia.
649 reviews121 followers
March 5, 2017
Eu não sou muito de ler autores portugueses. Até agora só li Eça de Queirós e Pedro Chagas Freitas. Um dos meus objetivos para este ano é sem dúvida mudar isso. Quero ler mais do que é nosso, porque temos escritores super bons e que merecem ser reconhecidos. Por sorte comecei por Valter Hugo Mãe. Já ouvi maravilhas dele, aconselham imenso os livros dele e agora entendo o porquê.

Este livro encontra-se dividido em diversos contos. E digo-vos que cada um melhor que o outro. Claro que tem um ou dois que não são tão bons como os outros, mas mesmo assim não ficam muito atrás. Admiro o escritor por conseguir escrever da perspetiva de várias personagens todas diferentes. Criar uma história para elas não é nada fácil, principalmente quando sabemos que tem de ser apenas um conto. Mas Valter Hugo Mãe soube lidar com isso perfeitamente.

De todos os contos o que gostei mais foi sem dúvida "O Rapaz que Habitava os Livros", "As Mais Belas Coisas do Mundo" e "Bibliotecas". Adorei tanto aqueles contos que foi impossível não os guardar no coração.

Uma característica muito interessante do livro, para além de ser uma edição super bonita tem ilustrações. As folhas são em tons vermelhos, a capa é deveras simples e incrível e temos todo o tipo de ilustrações. E para tornar o livro mais especial temo um prefácio de Mia Couto, e não podia concordar mais com as suas palavras. Que venham mais livros de Valter Hugo Mãe, porque ele conquistou-me o coração e a alma.
Profile Image for crίѕтίŋα•●Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ●•.
900 reviews232 followers
September 20, 2024
A menina que carregava bocadinhos - 3.5⭐️

O menino de água - 3⭐️

Querido monstro - 3.5 ⭐️

A princesa com alma de galinha 4 - ⭐️

O rosto 4.5 - ⭐️
“Percebi que para dentro de nós há um longo caminho e muita distância. Não somos nada feitos do mais imediato que se vê à superfície. Somos feitos daquilo que chega à alma e an alma tem um tamanho muito diferente do corpo.”

O rapaz que habitava os livros 5 - ⭐️
“Passo os dias à espera dos intervalos para ler um bocadinho. Passo as noites a sonhar à pressa para poder acordar e voltar a ler.”

Modo de amar 4 - ⭐️

O mau lobo 5 - ⭐️

As mais belas coisas do mundo 4 - ⭐️

Quatro velhos 3.5 - ⭐️

Bibliotecas 5 - ⭐️
Profile Image for Alexandra  Rodrigues.
242 reviews
January 9, 2016
"(...) o melhor da vida haveria de ser ainda um mistério e que o importante era seguir procurando. (....) dentro do abraço do avô. Porque ele se tornava uma casa inteira e acolhia-nos. Aprender é mudar de conduta, fazer melhor. (...) Era um detective de interiores, queria dizer, inspeccionava sobretudo sentimentos.
Comecei por entender que nenhuma vitória me gratifivava mais do que descortinar uma resposta e aceder a um abraço. De cada vez que a nossa cabeça resolve um problema aumentamos de tamanho. Podemos chegar a ser gigantes, cheios de lonjuras por dentro, (...) países inteiros de ideias e coisas imaginárias.
O meu avô pedia que não me desiludidos. Quem se desilude morre por dentro. (...) é urgente viver encantado. O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza.
Não devemos dar tanta atenção ao preço mas ao valor (...). Ele acreditava que faltava ao mundo mais coisas sem preço devido ao grande valor que tinham. (...) Aquilo que há de mais valioso deve ser um direito de toda a gente e distribuído por graça e segundo a necessidade. "

"Aprendi que a minha avó ficou doente e precisou de morrer. Por causa de estar muito doente, a avó precisara de morrer para ficar sossegada. Não lhe poderíamos falar, mas ela seria um património dentro de nós, uma recordação que a saberia manter como viva.
O meu avô disse-me que teríamos de procurar a felicidade daqueles tempos mais difíceis. Se esperarmos, um dia a tristeza dá lugar à celebração. Íamos aprender a celebrar a avó.
Para a beleza é imperioso acreditar. Quem não acredita não está preparado para ser melhor do que já é.
(...) o meu avô precisou de morrer. (...) talvez não tenha aprendido nada porque me custa mudar de conduta, só me apetece chorar (...) morrer era só como deixar-se sossegar. Eu senti que o meu sossego era do tamanho da nossa solidão. (...) há uma felicidade para os tempos difíceis. Sei que é importante seguir à sua procura.

Senti ter ficado do lado de fora do abraço, como se a casa tivesse ido embora com um temporal e me pusesse irremediavelmente desabrigado (...) fora do abraço do avô.
(...) dentro do coração há sempre um abraço. Passei a viver sobretudo dentro do coração, como numa casa que não pode ir-se embora.
Entendi que o meu avô era como todas as coisas mais belas do mundo juntas numa só.
À noite, deito-me como uma semente na almofada húmida do coração. Fico aninhado com a esperança de crescer esplendorosamente por dentro do amor. No verdadeiro amor tudo é para sempre vivo.

Quero sempre inventar a vida."
Profile Image for João Roque.
34 reviews
December 24, 2024
Primeiro livro de Valter Hugo Mãe que não despertou em mim um animal que possuía uma necessidade compulsiva de acabar o livro.

Gostei, contos repletos de acontecimentos de um mundo que vivemos diariamente mas por vezes escolhemos ignorar. Contos que têm como objetivo criar um pouco de sensibilidade dentro de nós para aproveitar o que temos.

O Menino de Água foi um conto de pouco mais de 3 paginas que independentemente de quanto tempo passe será a memória que terei deste livro.

As mais belas coisas do mundo foi se calhar o conto com o qual mais me identifiquei e que mais paz me trouxe para mim mesmo. Li quase como um pequeno relato da minha vida e daquilo que quero que seja a vida dos meus filhos e netos
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
August 1, 2019
“… nenhuma tristeza define obrigatoriamente o que podemos fazer no dia seguinte. No dia seguinte, ainda que guardemos a memória de cada dificuldade, podemos sempre optar por regressar à busca das ideias felizes.”

Estes contos têm o charme das histórias infantis, com princesas, monstros e outras situações de faz-de-conta, mas com mensagens que tocam a leitores de qualquer idade. É falar de coisas simples, das coisas que realmente importam, mas numa doce cadência de fábula. Há frases lindas para sublinhar. Aqui deixo outra:

“As bibliotecas deviam ser declaradas da família dos aeroportos, porque são lugares de partir e de chegar.”
Profile Image for José Jorge.
42 reviews9 followers
January 29, 2016
Livro com diversos contos sobre o amor, amizade, felicidade, liberdade, blá, blá, blá...
Alguns dos contos são bonitos e bem escritos, mas nada surpreendentes.
Profile Image for Tomás  Ferreira .
45 reviews3 followers
February 22, 2025
"(...) Mesmo os contos, de pequenos não têm nada. Se os soubermos entender, crescemos também, até nos tornarmos monumentais pessoas. Edifícios humanos de profundo esplendor."

A simplicidade e a beleza das palavras deste livro perturbam. Perturbam no sentido a que daríamos ao falar de uma assombração. Saborear estes pequenos contos é, de forma inconsciente, olhar para o que de mais profundo existe em cada detalhe do que nos rodeia, interna e externamente. Às vezes, esses detalhes são tão corriqueiros, tão comuns à nossa vida atabalhoada, que perdemos a capacidade que tivemos outrora, enquanto crianças: a capacidade de observar, reimaginar e alegrar com o pequeno, tornando-o verdadeiramente grande.

Nestes 11 contos, tão abstractamente representados pela arte de vários artistas, somos convidados a empatizar com as breves histórias e personagens anónimas que nelas vivem. Talvez até ao ponto de nos revermos nalguma dela, ou alguém próximo no seu papel. Essa é a beleza do conto: a interiorização e reimaginação do que se passa tem mais a ver com a pessoa que fomos e somos do que propriamente com a composição das frases que lemos. E a vantagem é que, com o que lemos, nos podemos desbloquear e começar caminho para o que queremos ser. Temos essa liberdade de podermos escolher quem seremos!

Destaco sobretudo três contos: O menino de água, Querido monstro e As mais belas coisas do mundo. Talvez nestes três a minha breve vida tenha apressadamente aparecido e mostrado que há muito mais por que esperar e arriscar. As lágrimas podem ter comprovado isso mesmo.

Mais uma obra prima, o que a este ponto não me surpreende minimamente. Com lembranças ao Príncipezinho, acredito que sejam contos com diferentes interpretações ao longo da abertura e reabertura deste livro, que se diverte ao surpreender-nos. Indico-o, assim, a qualquer pessoa que gosta de surpresas.
Profile Image for Leandra.
507 reviews16 followers
November 1, 2024
Este livro de contos é maravilhoso!
Ao ler estas histórias, escuto VHM a dizer todas as palavras. No fundo, é ele quem me conta estas histórias pequenas mas cheias de beleza.
VHM é de uma extrema sensibilidade e consegue transmitir isso ao leitor.
Os meus contos preferidos são "A menina que carregava bocadinhos", "A princesa com alma de galinha", "O rapaz que habitava os livros, "O mau lobo" e "Quatro velhos".

De entre as muitas frases belíssimas, destaco:

"O encanto é a única cura possível para a inevitável tristeza."
Displaying 1 - 30 of 137 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.