Domenico de Masi expôs suas idéias sobre a sociedade e o trabalho em diversos livros destinados aos amantes da Sociologia, como A Emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho.
Atento ao crescente interesse de um público mais amplo em seus conceitos e sua visão do futuro, De Masi elabora de forma acessível neste livro os temas da sociedade pós-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalização, da criatividade e do tempo livre.
Domenico De Masi (Rotello, 1938) è un sociologo italiano. È professore emerito di Sociologia del lavoro presso l'Università degli Studi di Roma "La Sapienza" di Roma, dove è stato preside della facoltà di Scienze della comunicazione. Come studioso, insegnante, ricercatore e consulente il suo interesse è rivolto alla sociologia del lavoro e delle organizzazioni, alla società postindustriale, allo sviluppo e al sottosviluppo, ai sistemi urbani, alla creatività, al tempo libero, ai metodi e alle tecniche della ricerca sociale con particolare riguardo alle indagini previsionali.
Livros da ilha deserta #4. Foi nesse momento que comecei a achar melhores livros pra ler. No geral é muito bom, mas teria sido melhor aproveitado se lido quando lançado em 2000, as previsões que a última década são risíveis, mas também ninguém estava esperando ascensão de neo fascismo no mundo todo, né.
Esse livro deve ser lido uma vez por ano. É um soco no estômago. É um momento de reflexão sobre como nos organizamos e como o trabalho em sociedade evolui.
Há um tempo eu já ouvia falar esse livro, geralmente eram comentários batidos, resumindo o livro como um simples "culto ao ócio", ócio no sentido pejorativo da palavra, remetendo a preguiça de não querer trabalhar. Durante uns bons anos eu simplesmente esqueci desse livro, até que um dia, explorando as estantes da biblioteca da engenharia produção eu o achei e decidi me aventurar por suas páginas. Nas 336 páginas o autor consegue rever os acontecimentos e descobertas que permeiam a história da humanidade, analisando as revoluções industriais, desde aos adventos tecnológicos até seus reflexos na vida e na mentalidade dos operários. Um dos pontos que mais me impressiona no livro é a atualidade de muitas de suas reflexões, uma vez que ele foi escrito em 2000* quando a internet e a comunicação instantânea ainda não tinham se massificado, surpreende a capacidade de Domenico de Masi de prever alguns comportamentos modernos. Os capítulos finais exigem maior atenção pois neste momento Domenico expõe seu pensamento a cerca do modo como pensamos e nos relacionamos com o trabalho, configurando o que ele chama como "ócio criativo". Vale a pena a leitura para aqueles pretendem refletir sobre a importância do trabalho em nossas vidas, um livro de cabeceira que deveria ser consultado de tempos e tempos para relembramos afinal o que pretendemos em nossas vidas.
*(segundo a contra-capa do livro, essa é a data do lançamento da versão brasileira)
Algumas passagens do livro que me chamaram a atenção:
"Com o tempo, a hierarquia entre as pessoas não será mais entre quem possui mais e quem possui menos, mas entre quem sabe usar melhor ou não sabe usar bem estes recursos, obviamente com a condição sina qua non de dominar o inglês"
"a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo " (ex.: dar aula)
"aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre seu trabalho e seu tempo livre, entre a sua mente e seu corpo, entre a sua educação e sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo. Ele acredita que sempre está fazendo as duas coisas ao mesmo tempo"
"A criatividade está muito ligada à capacidade de acolher e de elaborar estímulos do que aos recursos disponíveis, ou mesmo à ressonância que o encontro de duas ou três pessoas criativas pode produzir, quando se estimulam intelectual e reciprocamente com suas ideias."
This is hardly a good book. It has a good theoretical structure, but the author fails miserably to elaborate, and gets himself talking extensively about the Italian industry, politics and about a lot of off-topic stuff that doesn't have much to do with the book's title. Maybe he should try again. Make a smaller edition without all the useless 'filling'.
Escrito em 1995-2000, O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, incorpora o Zeitgeist da época com uma obviedade cômica — o liberalismo venceu a batalha ideológica da modernidade e resta guiar os ímpetos do sistema no caminho correto com algumas doses de pseudo-marxismo social-democrata.
Para além de alguns insights e comentários interessantes, o livro, apesar do título, trata muito pouco do ócio criativo em si, focando em críticas ao capitalismo, à tradição e à religião, com ares característicos da debilitada e patética esquerda pós-91. Domenico De Masi, personificando as correntes da época, é incapaz de conceber um mundo verdadeiramente diferente daquele apresentado pelo liberalismo, limitando-se a criticar o sistema e lutar (no caso da obra, esperar) por uma redenção gradual através do avanço técnico que, teoricamente, libertaria o homem do trabalho e lhe colocaria no confortável posto do ócio criativo, que mistura o estudo, o trabalho e o lazer.
A obra faz algumas observações que se tornaram parcialmente reais. Os denominados "Digitais", o novo grupo ou identidade cultural de pessoas que cresceram no ambiente virtual, são caracterizados, segundo Masi, por:
• Sensibilidade ecológica/militância sustentável. • Entusiasmo pela "multicoexistência" (cultura, raça, religião). • Falar inglês e outras línguas. • Amor pelo rock e pela arte pós-moderna. • Desinibição nas relações sexuais. • Ausência de ideologias fortes. • Identificação com cantores e artistas. • Tecno-otimismo.
Em outras palavras, o futuro de Masi era um de hippies digitais globalizados, iluminados pela ciência neutra e, portanto, libertos das correntes da tradição, da religião e das raízes.
Masi, como todo liberal, compreende a história como uma progressão linear em direção a um futuro cada vez melhor, mais iluminado, mais racional e científico, mas simultaneamente feminino em sentido de abarcar o aspecto emotivo e cooperativo da humanidade.
O presente, entretanto, corrige essas previsões que, apesar de corretas em alguns pontos, falharam em entender os grandes movimentos da história. O mundo, pós-2001, trilhou um caminho diferente do previsto por Masi. A lógica estéril do liberalismo desenraizado se mostrou incapaz de sustentar uma identidade de "cidadão do mundo", participante dessa suposta Aldeia Global. O número de dissidentes políticos cresce de forma generalizada, mas especialmente nos grandes centros onde o globalismo liberal reinou sem entraves, como os EUA e a Europa Ocidental. Dessa forma, a desilusão e a escassez de propósito da cosmovisão liberal — que aposta no ócio e na redenção hedonista-material como projeto escatológico — levou os diferentes povos (e não indivíduos!) a buscar respostas políticas alternativas, mais apropriadas ao deserto da pós-modernidade.
Nesse sentido, vemos um aumento da juventude religiosa, de extremistas políticos e, no geral, de tendências que rejeitam os mandamentos pós-modernos cultuados por Masi como "progresso". Podemos rebater alguns pontos que definiam o indivíduo "Digital" proposto na obra:
• O tema do ambientalismo, extremamente politizado, divide a geração criada na internet. • Há uma fadiga crônica do multiculturalismo em países com grande fluxo de imigrantes, refletindo no aumento de políticas anti-imigração. • A arte pós-moderna não goza do apreço sugerido por Masi, aumenta a rejeição pela arte massificada. • Há indícios de um cansaço da fluidez dos relacionamentos modernos, do "sexo livre". • Crescimento dramático de "ideologias fortes" — não chegamos no Fim da História de Fukuyama. • A postura geral é de tecno-pessimismo, especialmente com a explosão das IAs, estando as pessoas conscientes das consequências de uma economia virtualizada depois da experiência da crise de 2008.
O último ponto é crucial para entender o quão irrelevante a obra se tornou. O progresso da técnica, além de livrar as mãos do trabalho, acabou livrando as mentes dos processos criativos defendidos pelo Ócio Criativo. É claro que é perfeitamente possível (e correto) argumentar que o conteúdo gerado por IA não é arte e é incapaz de substituir um humano no processo de criação. Entretanto, saindo do domínio artístico para o econômico, o horizonte não é tão otimista — uma caminhada por qualquer centro urbano fornece qualquer evidência empírica para os desacreditados: banners e fachadas, designs de marca/logos, animações, edições, textos, reportagens, redações, trabalhos acadêmicos, vozes e até músicas são agora produzidas em massa por IAs.
É impossível, sem uma mudança estrutural, combinar o sugerido "jogo + estudo + trabalho", quando o avanço da técnica, o próprio princípio redentor, inviabilizou o Ócio Criativo ao roubar da classe trabalhadora um dos pilares necessários — o trabalho.
Assim, a esterilidade ideológica do Zeitgeist pós-91 impregnada na obra — com a falsa linearidade histórica, incapaz de entender o novo contexto dos "Digitais" e o advento das IAs — fez a obra mais interessante enquanto relíquia de outra época, de um futuro perdido, do que propriamente uma análise política relevante.
Primeiro livro que leio em formato entrevista. Achei muito legal a experiência. Legal tbm os apontamentos que o Domenico faz sobre o Brasil, e até acaba concluindo que aqui é o lugar do mundo onde melhor exploramos o ócio criativo.
Um bom livro.... Mas tinha que ter sido lido 20 anos atrás. Engraçado como foi a primeira vez que peguei um livro realmente "datado". Ele traz conceitos completamente básicos para os dias de hoje, mas que na época do seu lançamento deve ter sido inovador.
É curioso ter lido esse livro durante o período de pandemia. É estranho até. Muitos tópicos que são tratados como o futuro fazem parte do nosso presente, e, por que não?, deixaram de ser o futuro. Como o teletrabalho, ou o trabalho remoto, ou melhor dizendo o home office. Há reflexões muito interessantes sobre a evolução humana, a formação das cidades, o papel do trabalho na vida do homem e sobre a sociedade em que vivemos. Os capítulos finais chegam a ser ingênuos ao imaginar um mundo em 2015 bem distante do que vivemos há cinco anos. Destacaria o papel das mulheres na sociedade, como elas foram posicionadas nas configurações sociais do passado e como tem construído sua trajetória no atual momento. Sem dúvida, há muito que avançar, há muito que aprender, há muito por mudar. E dei risada com a visão bucólica do Brasil que o autor faz. Se ele soubesse como estamos...
Impossível não ser atingido no âmago de nosso ser depois de ler O Ócio Criativo. Nos coloca em condição de repensarmos nossa própria alienação nas demandas de um Outro que tem seus objetivos no acúmulo de nada! A propriedade de tomar posse de nossa vida, naquilo que ela tem de mais singular, constitui o único objetivo a ser buscado. Só assim poderemos sustentar esse espaço onde a criação poderá acontecer!
Um marco na discussão sobre criatividade x trabalho. Um livro que deve ser lido por todos que se preocupam com criatividade na empresa, motivação de funcionários e etc.
O Ócio Criativo, de Domenico De Masi, é um daqueles livros sobre os quais eu já tinha ouvido falar bastante, mas que só agora me aventurei a ler.
Pelo pouco que sabia, confesso que imaginava algo mais direto, uma espécie de manual sobre a importância do ócio como combustível para a criatividade – algo como "faça pausas e tenha boas ideias". Mas o livro vai muito além disso.
De Masi, sociólogo italiano, apresenta reflexões profundamente embasadas sobre as transformações do trabalho na sociedade contemporânea. Ele explora como estamos migrando do modelo fabril para formas de trabalho mais fluidas, como o teletrabalho, e como as máquinas estão assumindo tarefas que vão além das puramente mecânicas – englobando também atividades (pseudo)intelectuais e repetitivas.
Com o desaparecimento das fronteiras claras entre estudo, trabalho e tempo livre, tendemos a uma realidade ultraconectada, o que impacta profundamente a maneira como vivemos. De questões como migração e viagens a estruturas sindicais, todas essas dimensões estão sendo redesenhadas por essa nova organização da vida e do trabalho.
Nesse cenário, De Masi revisita e até desafia algumas teses de Marx, apontando como a estrutura do trabalho mudou radicalmente desde a época em que Marx escreveu suas análises. A proporção entre operários e trabalhadores de colarinho branco foi transformada, assim como a organização centralizada em fábricas, que deu lugar a modelos mais descentralizados e onipresentes.
O que mais me impressionou foi o quão presciente De Masi foi em suas reflexões. Muitas discussões que vemos hoje – sobre inteligência artificial, automação e seus impactos nas nossas vidas – já estavam, de certa forma, antecipadas neste livro.
Gostei muito da leitura. Para mim, o grande mérito de um livro como esse não é trazer um pacote fechado de ideias para você concordar ou discordar: em vez disso, é fazer você pensar, e relacionar os conceitos trazidos com o que você de fato vivencia pelas suas outras leituras, e pela sua visão e experiência de mundo.
Como obra informal, os autores se deram o luxo de escolher um titulo romanceado. "O Ócio Criativo" trata extensivamente sobre a sociedade chamada por de Masi de "pós-industrial", suas origens, organização e estruturas, da qual o ócio criativo é uma característica. Lido hoje, 18 anos após sua publicação (2000, segundo a contracapa), o trabalho parece mais refletir um futuro utópico do que uma sociedade que está em vigência desde a primeira metade do século XX. Parece que em seus "cálculos", o autor subestimou a capacidade de substituição do operário pelas máquinas e a resiliência e autossuficiência da atual sociedade capitalista-industrial, com sua capacidade de alienação, geração de empregos e consumismo, através de uma cultura global e globalizada de desprezo ao ócio e veneração ao trabalho, cada vez mais radicais e, a despeito das mais frequentes críticas e crises, cada vez mais consolidada. É um trabalho de sociologia excelente para autorreflexão e autocrítica, já que desenvolve uma sociedade que privilegia o lazer e o estudo, o desenvolvimento pessoal e comunitário e a valorização do ser humano, baseada na não-competitividade e na solidariedade. Essa sociedade, que contrasta, segundo De Masi, com o comunismo "opressor e incapaz de criar riqueza", e também com o capitalismo "alienante e incapaz de distribuir a riqueza", é construída pela soma dos seus cidadãos antes de ser construída pelos Estados. De baixo para cima, é possível que seja fundamentada assim a sociedade pós-industrial, seguidas pelas empresas, pela educação e pelas instituições. Uma visão favorável e otimista de futuro. Ao contrário do que dizia o autor há duas décadas, não é uma evolução óbvia, nem garantida pelas evoluções informática e biogenética, mas mesmo que não vivamos no "melhor dos mundos possíveis", é sempre bom adicionar um mundo melhor dentre os mundos possíveis.
Nesse livro entrevista o sociólogo Domenico de Masi conceitua o que entende por ócio criativo e como poderá ser o futuro da humanidade pós-industrial.
Em sua narrativa o autor traça um interessante resumo histórico sobre a evolução humana do trabalho: da produção rural para industrial, e como na atual era pós-industrial os trabalhos criativos podem salvar a humanidade do crescente desemprego e das rotinas exaustivas que prejudicam o bem estar do trabalhador.
Ressalta como o período grego foi tão rico culturalmente, e como essa produção só ocorreu em razão da prática da escravidão, pois enquanto homens escravizados executavam os trabalhos de menor relevância para sociedade, os homens gregos livres podiam, usando o ócio, pensar sobre política e filosofia (ócio era uma atividade ligada à mente, sem suor).
Segundo um provérbio espanhol "homem que trabalha perde um tempo precioso", sendo assim Domenico, traça diversas reflexões sobre como empregar os jovens e enfrentar a automação industrial, exaltando a necessidade de mudanças na escolarização e formação dos trabalhadores para que passem a executar rotinas criativas, bem como indicando a necessidade de horas de ócio com redução drásticas de jornada nas empresas e adoção do teletrabalho.
Uma obra publicada em 2000 que ainda se mostra de grande relevância, principalmente considerando a evolução tecnológica dos últimos vinte anos.
Há um tempo que havia me deparado com a expressão "ócio criativo".
Resolvi ler o livro pois o tema do ócio me interessa.
Imaginava que o fato de ser uma entrevista daria maior fluidez à ideia em si. Ledo engano.
Nesse sentido, para mim, o livro peca por trazer alguns bons insights sobre a realidade em que vivemos porém sem elaboração aprofundada da ideia respondida na entrevista. Por vezes me peguei perguntando: ok, mas e aí? Que mais tem a dizer?
E até o final do livro não obtive muitas respostas.
Um formato de entrevista que, para mim, tornou o livro cansativo. Por isso retiro uma estrela
E a outra estrela a menos pelo fato dos insights ficarem "boiando" sem uma fundamentação mais consistente por parte do autor.
Eu até gostaria de dar 2,5 estrelas mas não dá. A meia estrela a menos iria pro fato de haver muitos erros bobos de português que me deixaram, muitas vezes, com uma interpretação ambígua. Nada que comprometa a totalidade em si, mas traz cansaço a leitura.
No mais, um bom livro. Porém acho que há autores que exploram isso melhor do que neste livro. Penso imediatamente em Byong Chul Han ou Maria Rita Kehl. Autores com livros mais concisos e mais densos.
"O Ócio Criativo", or "Ozio Criativo" is a wonderful book by Domenico de Masi which I read in the very distant.... 2001! It was a gift from my grandmother, a very wise woman who observed her grandson over his first years of experience in the job market, much following the steps of his dad in terms of overworking, and shared this which can pretty much one of the first reading influencing my leadership style.
The title would translate into "Creative Idleness" or something of the sort, and having idleness there may have been a show stopper for publishing it in certain countries 20 year ago.
Why should you interest yourself in it? Because... he was right, and he saw what was coming.
Quando comecei a ler este livro, uns 15 anos atrás, não dei muita bola. Mas conforme as páginas iam passando comecei a perceber o quão profundo e simples são os pensamentos de De Masi. Acho importante a leitura e a consideração do Ócio Criativo em uma fase onde não nos permitimos parar e refletir, admirar, considerar, matutar...
reflexões necessárias, bem contextualizadas e com uma grande riqueza de análises e referências. adorei entender mais da antropologia da sociedade pós industrial e sinto que mudei minha forma de ver a vida e o trabalho como um todo.
alguns comentários um pouco machistas e eurocêntricos do divo, mas dá pra ignorar e continuar lendo.
Entrevista em que passeia através da história e mostra a transformação da relação entre a sociedade e trabalho e como tende a ser o futuro desta relação.
Este livro é um convite a pensar a vida vivida na relação com o trabalho e como tirar melhor proveito das horas de descanso. Posso dizer que é um livro que todas as pessoas deveriam ler ao ingressar no mercado de trabalho para evitar comportamentos prejudiciais na carreira. Para quem já está nesse mercado, está aposentando ou mesmo "desempregando" faz olhar aspectos que o sistema parece fazer questão de nos esconder.
Vou dar 3 estrelas por causa do título, mas a leitura vale 4 ou até mesmo 5 estrelas, me explico: O título da a entender que o livro vai tratar sobre o tema “ócio criativo” ou pelo menos a maior parte do livro vai abordar este tema, no entanto, o professor Domenico é levado (pela entrevistadora) a abordar uma infinidade de assuntos. Pensei que talvez estivesse sendo muito utilitarista, mas sei que não trato informação como posse, não fiquei decepcionado porque não consumi a informação do rótulo, só que neste momento gostaria de ler algo mais prático. Sem dúvidas leria o livro da mesma forma mas talvez me programasse pra ler mais pro final do ano, aposto que até a receptividade seria melhor. Sem dúvidas o professor Domenico de Masi é umas das pessoas mais cultas que “conheço” e suas opiniões são sempre fundadas e sensatas. Outro ponto negativo do formato digital é que a conversão não foi muito bem feita, na própria Amazon vi alguns clientes reclamando, eu li a versão em .MOBI e diria que tem no mínimo uns 50 erros de pontuação e formatação. No geral recomendo a leitura, já havia visto muitas entrevistas do professor no Youtube e há muito tempo que sou fã deste grande mestre.
O fato de ser em formato de entrevista é um ponto positivo, pois se você não estiver interessado em ler sobre uma pergunta basta pulá-la.
Ideias como: a burocracia atrapalha a criatividade, o trabalho está cada vez mais mental do que manual, é bom que a mente esteja descansada e feliz para criar... na minha opinião são meio lógicas, portanto para mim não acrescentou muita coisa.
Particularmente o que mais gostei foram das partes que falam um pouco de história e administração. Ainda assim achei o livro um tanto prolixo.
Para falar somente sobre o tema (ócio criativo) bastaria metade do livro.
Mas ainda assim vale a pena a leitura, pois Domenico de Masi é um visionário. Temos que lembrar que o livro foi lançado no ano 2000 e as idéias são atuais até hoje, e há previsões para anos ainda a frente.
Un testo molto interessante: parla di lavoro, di una nuova concezione di lavoro nell'epoca postindustriale.
Offre una quantità enorme di spunti di riflessione e di approfondimento sull'organizzazione aziendale e sociale, sulla mutazione di questi due fattori dal periodo preindustriale ad oggi, sul capitalismo e liberismo, sui valori della vita, sulla vecchiaia, sull'educazione e sicuramente su qualcos'altro che non sono stato in grado di cogliere!
Malgrado alcuni errori dell'autore sulle previsioni future (è stato scritto in epoca antecedente la crisi), profila in modo incredibilmente lungimirante la situazione odierna e propone un modello, forse utopistico, che se applicato rivoluzionerebbe i concetti di lavoro e tempo libero.
Um livro que quebrou pra mim todos os paradigmas sobre trabalho e uma vida bem-sucedida. Leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira refletir sobre o mundo pós-moderno e os valores pós-industriais. Uma aula de história, filosofia, sociologia e, principalmente, de viver bem.