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Poesia

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Poesia, primeiro livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, teve três publicações autónomas (1.ª ed., Coimbra, Edição da Autora, 1944; 2.ª ed., com variantes, Lisboa, Edições Ática, 1959; 3.ª ed., com o título Poesia I, Lisboa, Edições Ática, 1975). Foi incluído, com novas variantes, em Obra Poética I, Lisboa, Editorial Caminho, 1990.
A presente edição definitiva respeita as emendas da autora a esta última versão e inclui um poema (Atlântico) que nela não figurava, tendo sido publicado pela primeira vez em Mar, Lisboa, Editorial Caminho, 2001.
A revisão de texto obedece às normas ortográficas vigentes, excepto nos casos em que a autora deliberadamente delas se afasta, e que têm um exemplo significativo na palavra «dansa».

89 pages, Paperback

First published January 1, 1944

19 people are currently reading
303 people want to read

About the author

Sophia de Mello Breyner Andresen

107 books581 followers
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN nasceu no Porto, a 6 de Novembro de 1919. Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que não concluiu. Foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e Deputada à Assembleia Constituinte, pelo Partido Socialista (1975). A sua obra reparte-se pela ficção e pela poesia, embora seja nesta última que a sua inspiração clássica dá ao seu verso uma dimensão solar e luminosa, que permite ouvir nitidamente a palavra com todo o peso da sua musicalidade limpa, ao encontro do modelo clássico. Entre as suas obras poéticas contam-se Coral (1950), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962), Geografia (1967), Navegações (1983), Ilhas (1989), Musa (1994) e O Búzio de Cós e Outros Poemas (1997). Em ficção publicou Contos Exemplares (1962) e Histórias da Terra e do Mar (1983). Da sua literatura infantil destacam-se O Rapaz de Bronze (1956), A Menina do Mar (1958), A Fada Oriana (1958), O Cavaleiro da Dinamarca (1964) e A Floresta (1968). Em 1999 é-lhe atribuído o Prémio Camões, pelo conjunto da sua obra, e em 2001 ganha o Prémio Max Jacob de Poesia. Foi condecorada pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1998. Faleceu em Lisboa, a 2 de Julho de 2004.

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Community Reviews

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2 stars
7 (1%)
1 star
3 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 48 reviews
Profile Image for Luís.
2,376 reviews1,371 followers
October 13, 2024
Sophia knows poetry is the meeting of the phenomenon and the union of dispersed matters. But the phenomenon is a game of shadows; the union suffers the fracture first: if there is a poem, it is on the horizon, threatened with aporia. That is why the poem is unlikely, unexpected, and unique: each time, on the ruins containing monsters, the poem appears inaugural, in combat with the dead language.

Pedro Eiras - Preface
Profile Image for Paula Mota.
1,669 reviews567 followers
June 2, 2025
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes

******************************

Nunca mais
Caminharás nos caminhos naturais.

Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.

E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
Profile Image for Maria.
151 reviews1,026 followers
June 26, 2023
one of my lisbon book fair purchases! a fast, whimsical summer night's read. reminded me of mary oliver in some ways, and overall a great read to be introduced to this author. i had only read her children's books for some reason, and even from years back i remember the magical fairy-like quality of her writings. 🍃💫 lovely for a summer evening near some body of water..
Profile Image for Tiago M..
30 reviews3 followers
September 27, 2010
Eram onze da noite quando peguei nele. Ia já para me deitar, visto que passara uma boa parte do dia a estudar para um dos exames, e estava cansado. Mas ouvi um chamamento, suave, como um pedido: era Poesia, de Sophia de Mello Breyner, que queria ser lido. Abri as portas do armário. O livro mais fininho de todos os que estavam na prateleira da lista de espera. Senti imediatamente que o conseguia ler em menos de uma hora, e afinal de contas não seria ainda assim tão tarde quando o terminasse.

O que descobri foi um sujeito poético que vive da noite, para a noite. Que vive do mar, para o mar. Que vive da paz, para a paz. Que não se dá com cidades, que compreende a solidão, que relembra com saudade momentos passados em noites e no mar. Na praia. A lua. Todos estes elementos, descobertos ao longo de mais de trinta pequenos poemas, todos eles respirando um mesmo sentimento, todos eles me fazendo sentir.

E, para mim, na poesia basta isso. Fazer sentir. Ir beber poesia «num navio de altos mastros no mar alto, ó grande noite alucinada e pura, brilhante e escura, bordada de astros.» Nunca tinha lido poesia desta autora, mas sim apenas um livro narrativo chamado "A Floresta". Descobri nesta linguagem poética um lugar onde quero regressar. Se possível novamente à noite. Se possível junto ao mar.

Nota (0/10): 7 - Bom
Profile Image for João Novo.
29 reviews
March 21, 2021
Poemas de mar, do vento, da terra, da natureza. Poemas com estrofes doces, simples e reconfortantes. A poesia de Sophia em muito se assemelha à sua prosa. Sente-se um panteísmo, uma adoração pela natureza, uma procura de se descobrir e um vazio de tristeza.
Profile Image for Joana.
45 reviews18 followers
December 19, 2016
"Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água."
Profile Image for Suellen Rubira.
955 reviews89 followers
April 24, 2019
O mar toma a poesia de Sophia. Por ser adoradora do mar, me vejo envolvida nesses versos que embalam tão bem as ondas, os jardins, a terra e repensa a identidade una e múltipla dentro de cada um.
Profile Image for joana.
27 reviews
August 3, 2025
"Sinto os mortos no frio das violetas
E nesse grande vago que há na lua.

A terra fatalmente é um fantasma,
Ela que toda a morte em si embala.

Sei que canto à beira de um silêncio,
Sei que bailo em redor da suspensão,
E possuo em redor da impossessão.

Sei que passo em redor dos mortos mudos
E sei que trago em mim a minha morte.

Mas perdi o meu ser em tantos seres,
Tantas vezes morri a minha vida,
Tantas vezes beijei os meus fantasmas,
Tantas vezes não soube dos meus actos,
Que a morte será simples como ir
Do interior da casa para a rua."
Profile Image for Sabelka.
97 reviews4 followers
August 16, 2020
"E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas."


"Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade."


"Mas cada gesto em ti se quebrou, denso
Dum gesto mais profundo em si contido,
Pois trazias em ti sempre suspenso
Outro jardim possível e perdido."


"E eu tenho de partir para saber
Quem sou, para saber qual é o nome
Do profundo existir que me consome
Neste país de névoa e de não ser."


"Que o Teu gládio me fira mortalmente.
Eu sou de alma dispersa e vagabunda,
Tudo me destrói e cada ser me inunda
E posso assim rolar eternamente."
Profile Image for manel queiroz.
219 reviews9 followers
Read
January 31, 2023
já estava com saudades de ler e como recebi esta coleção no natal decidi começar o ano com estes poemas. a sophia continua a ser a minha poeta preferida, e sendo esta a sua primeira coleção pareceu-me apropriado pra dar início a 2023.

já tinha ligo alguns dos poemas, mas o poema “mar” tem a mesma magia que sempre teve, transcendente, e ao ler a coleção toda em silêncio e depois em voz alta percebe-se as facetas incríveis desta poeta.

quero ler tudo dela mas também quero saborear cada poema. mais uma artista com signo escorpião como eu e que eu adoro hahah começa a ser um padrão <3

obviamente recomendo :)
Profile Image for Mafalda Vieira Nunes.
135 reviews
August 12, 2025
There isn’t anything in this world that Sophia may have written that I won’t give 5⭐️ to. Ever since I was a little girl I have adored her, her writing, her spirit. I have always connected deeply with her work and I am delighted that the older I get the stronger that connection grows. This poetry book is everything and more. It talks about grief, grief of oneself, grief of long desired futures, love, fantasies of love and of ourselves. It helps us realise that we are always enough, through our own eyes of course.
117 reviews2 followers
March 6, 2018
This book is amazing, especially considering it's the first book she has ever written. The language is clear and sober, yet very beautiful. The themes of nature and hellenism give a pagan feeling to the poetry that is unsurpassed in most Portuguese poetry. Together with Tolentino Mendonça she is my favourite poet.
Profile Image for Sara Cardoso.
115 reviews9 followers
December 23, 2023
poesia bonita para ler e aquecer a alma ao frio

“No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio.”

“Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.”
Profile Image for Joaquim Pinto.
19 reviews
September 14, 2021
Cinco estrelas para Sophia, como sempre.

"Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias."
Profile Image for Filipe Almeida.
24 reviews2 followers
September 29, 2021
Há algo de cativante quando se lê a poesia da Sophia de Mello Breyner Andreson, talvez seja a sua harmonia e proximidade com o mar, ou a leveza com as suas palavras tocam a alma e atigem profundamente num abismo desconhecido tal como as profundezas do mar.
Profile Image for Inês Sofia .
23 reviews1 follower
August 4, 2024
Neste livro Sophia parece nos levar com ela num sonho, tem um tom romântico e algo esotérico. É difícil não nos perdermos nas palavras destes poemas, passou a ser um favorito.

“Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.”
Profile Image for Beto.
105 reviews26 followers
January 12, 2014
Com o que a poesia simplesmente tem de naturalista e de introspetiva, deparei-me com “Poesia” de Sophia de Mello Breyner. Sem corresponder ao tipo de poesia com o qual mais me identifico, posso dizer que passei um bom momento com estas páginas, repletas de espiritualismo e profundidade. Sem querer maÇar quem lê esta revisão, deixo algumas pérolas que ficaram suspensas nas minhas sensações; que revelaram quem era a pessoa de Sophia Mello Breyner e a poesia de sua vida:

«Ás vezes julgo ver nos meus olhos»

"Ás vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa de me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.”


«O jardim e a casa»

“Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.”


«Em todos os jardins»

“Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como um beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.”
Profile Image for Jacqueline Lima.
Author 3 books22 followers
March 20, 2021
Sophia de Mello Breyner's poetry has a unique quality. There are those who say that it is impersonal because there are no feelings expressed the first person, but it could not be more interventional. She fought like nobody else with the weapon of words against the Salazar dictatorship. The simple concrete, the love of the sea and mythology inspire beautiful poems of incredible containment. The absurdity of life and the poet as creator of the absolute are recurrent themes in her poetry. As for the sea, who has never read her verses at Lisbon's Oceanario?

A poesia de Sophia de Mello Breyner é de uma qualidade ímpar. Há quem diga que é impessoal porque não há lamentos na primeira pessoa, mas não poderia ser mais interventiva. Lutou como ninguém com a arma das palavras contra a ditadura salazarista. O concreto simples, o amor ao mar e à mitologia inspiram poemas belíssimos de uma contenção incrível. O absurdo da vida e o poeta como criador do absoluto são temas recorrentes da sua poesia. Quanto ao mar, quem nunca leu os seus versos no Oceanario de Lisboa?
Profile Image for ricardo.
24 reviews5 followers
September 30, 2024
Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.
Profile Image for Alexandra  Rodrigues.
238 reviews
June 3, 2017
"Casa branca em frente ao mar enorme,
Com o teu jardim d areia a flores marinhas
E o teu silêncio intacto em que dorme
O milagre das coisas que eram minhas.
(...)
Em ti renascerei nm mundo meu
E a redenção virá nas tuas linhas
Onde nenhuma coisa se perdeu
Do milagre das coisas que eram minhas."

Profile Image for Cristiana Martins.
139 reviews3 followers
December 11, 2021
"Poesia" , 1944 - 4*

"Mar,
Metade da minha alma é feita de maresia"


O 1º livro de poesia editado por Sophia abre largamente as portas aos temas mais abordados da autora, na sua linguagem "simples", sempre tão dual, sempre tão próxima e sempre tão difícil de ser atingida.
Sophia e o selo do que é, e continua a ser, a sua obra.
Profile Image for Karina Montalvo.
304 reviews12 followers
September 9, 2023
Poemas profundos pero sencillos, quizá demasiado, pues las figuras son comunes, muy representativas del romanticismo, quizá demasiado.


Te di la soledad del día entero.

En el poema quedó el fuego más secreto
Que siempre estuvo muy lejos y muy cerca.

Cuando muera volveré para buscar
Aquellos instantes que no viví junto del mar
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