Spirou et Fantasio se retrouvent tour à tour sur un ring de boxe, sur le dos d'un cheval, à faire la chasse au robot et de la médiation de conflit entre deux tribus hostiles.
As aventuras de Spirou e Fantásio fazem parte das minhas leituras de infância e pré-adolescência e recordo-me que adorava as suas aventuras. Resolvi que este Verão iria começar a relê-los. É um risco mas pela leitura deste primeiro livro bem que vale a pena.
Tido como grande sucesso do quadrinho franco-belga, ombreado a Tintim e Asterix, Spirou não chegou a ter a mesma atenção editorial e, portanto, sucesso, no Brasil, onde ficou sendo quase um ilustre desconhecido. Mais próximo no tempo de Tintim (de 1929, anterior a Spirou em pouco menos que uma década) do que de Asterix (que começou mais de vinte anos depois, em 1959), algo nos roteiros, no traço e no humor estão mesmo um pouco mais para Tintim.
Como toda personagem de quadrinhos, o traço evolui, e os primeiros trabalhos ficam parecendo “pré-históricos” depois de muito tempo. Spirou não foge à regra, pois começou em 1938, já tendo quase 80 anos! E neste caso há ainda um agravante: o título pertence à editora, não a um autor, o que fez com que Spirou já tenha sido roteirizado e desenhado por muitos autores!
Por isso, é uma agradável surpresa que a editora SESI-SP, por meio de seu selo “SESI-SP quadrinhos” tenha resolvido publicar a série a partir de 2016. Excelente iniciativa, a ser muito aplaudida, pois assim os leitores brasileiros poderão conhecer este clássico do quadrinho europeu. É um projeto ambicioso: mesmo só tendo sido lançados os três primeiros, na quarta capa são apresentados 53 títulos, como quem diz que pretende publicá-los todos!
O criador e primeiro desenhista de Spirou foi Rob-Vel (Robert Velter), que estreou o personagem em 21 de abril de 1938, no lançamento da revista “Le Journal de Spirou”, da editora belga Dupuis, a mesma que continua publicando Spirou até hoje. A revista veio a ser muito popular. Mas as histórias de Rob-Vel não estão na série “oficial” de álbuns da editora, criada nos anos 1950.
Resenhar um clássico dos quadrinhos não é fácil, quanto mais um clássico quase desconhecido no Brasil. Há descobertas a serem feitas, de entendimento do tipo de humor da época, das relações de mercado em relação a outras publicações, principalmente Tintim, de Hergé, e a revista rival, justamente a “Tintin”. A nova publicação da SESI-SP Editora traz, portanto, diversão, informação histórica e desafios para os apreciadores.
Este primeiro álbum reúne quatro aventuras mais curtas de Spirou, com roteiro e arte de Franquin, o terceiro e mais importante autor a trabalhar na série. Um pouco confusas, com elementos disparatados e temas totalmente diferentes, como bandidos e tiros, ambiente escolar e boxe etc. Ainda assim, o álbum tem situações interessantes e divertidas, sempre considerando que falamos de humor de quase 80 anos atrás, certamente de mais de 60. As datas não são de fácil estabelecimento – o álbum está datado de 1950 no copyright e na Wikipedia, mas é citado como sendo de 1953 no site da editora belga. Algumas das histórias são anteriores. Será preciso pesquisar mais para entender a cronologia exata. Ainda estamos em um terreno a ser desbravado por aqui, assim como está fazendo o SESI-SP.
Boas vindas a Spirou!
As histórias
1. Spirou e o projeto do robô (Les plans du robot, 1948)
Vários estereótipos clássicos de aventuras: cientista maluco, robô, roubo de projeto, gangsters.
Mas espantoso mesmo foi encontrar duas situações. Na primeira, Spirou chega em casa e encontra seu apartamento revirado. Na segunda, bandidos chegam para fazer uma falsa entrega, Spirou é raptado e levado embora escondido dentro de uma enorme caixa de relógio. Dispara um alarme, para leitores de Tintim: ambas as sequências ocorrem com Tintim em “O segredo do Licorne”!!!
Mas esta história de Spirou seria de 1948. E a de Tintim é de 1943. Então, o que é isto? Levando em conta o ambiente de disputa de mercado entre editoras, é quase impossível não pensar que as revistas rivais punham deliberadamente seus personagens para fazer a mesma coisa que um outro já tinha feito com sucesso. Como se daria isto na época? Puro plágio, sem legislação para controle? Uma competição saudável e tolerada? Um jogo deliberado de imitação, paródia ou caricatura? Ou, em uma hipótese mais amistosa, citações e homenagens?
2. Spirou no ringue (Spirou sur le ring, 1948)
Além de ter como tema central lutas de box informais, de rua, que eram mais comuns tempos atrás, há também um pequeno e interessante retrato sobre o ambiente escolar e da juventude na Bélgica da época.
3. Spirou monta a cavalo (Spirou fait du cheval, 1949)
Interessante para observar ambientes de cidades pequenas e rurais belgas provavelmente dos anos 40. O desenho do cavalo de Spirou lembra muito os cavalos de Morris em “Lucky Luke”, o que faz sentido, pois Morris e Franquin trabalharam com Jijé e chegaram a morar em seu estúdio!
4. Spirou na terra dos pigmeus (Spirou chez les Pygmées, 1949)
Atualmente, uma história que poderia até ser considerada incorreta, mas é preciso sempre por tudo na perspectiva histórica. A visão colonialista belga da África sabidamente não tinha nada de elogiável desde o século 19. Mas do ponto de vista dos quadrinhos, é difícil não fazer uma associação imediata com “Tintim no Congo”, de 1930-1931, bem anterior, e pensar no relacionamento entre as editoras, revistas e personagens concorrentes. Cabem as questões levantadas sobre a primeira história.
Referências
1. Informações sobre todos os álbuns Site da Editora Dupuis, em francês Em www.dupuis.com Passe o mouse em “Catalogue”, clique em “Séries”, clique na letra “S”, clique em “Spirou et Fantasio”, a segunda das várias de Spirou.
2. Tudo sobre o personagem, outras séries e produtos relacionados No site oficial de Spirou, em francês Em www.spirou.com
3. “Os gibis que (quase) ninguém lembra mais” Artigo de Marcelo Naranjo, de 30/11/2015, no site “Universo HQ” Entre muitos outros, fala das pouquíssimas edições de Spirou no Brasil, principalmente as de 1976 pela Editora Vecchi – com o nome mudado para “Xará”! No site www.universohq.com , faça uma busca pelo título do artigo
> Autor: André Franquin (1924), roteiro e desenho > Lançamento original na Bélgica: 12/12/1953, pela Editora Dupuis, a mesma até hoje > Lançamento no Brasil: fevereiro de 2016, pela SESI-SP Editora, por seu selo “SESI-SP Quadrinhos” > Tradução: Fernando Paz
A série de Spirou
Nº de ordem, ano de publicação original em álbum, título em português, título do original em francês 1. (1950) 4 aventuras de Spirou... e Fantasio (Quatre aventures de Spirou et Fantasio) ***R 2. (1951) Um feiticeiro em Champignac (Il y a un sorcier à Champignac) ***R 3. (1952) Os chapéus pretos (Les chapeaux noirs ***R 4. (1953) Spirou e os herdeiros (Spirou et les héritiers) 5. (1954) O roubo do marsupilami (Les Voleurs du Marsupilami)
English EuroKids (India) Edition = 2007 = 199 Rupees ^ 4 TOTAL not "and 4 other stories"
1. "Spirou and the Robot Blueprints"-> 03-17 2. "Spirou in the Ring"-> 18-38 3. "Spirou Goes Riding"-> 39-45 4. "Spirou with the Pygmies"-> 46-67
I had thought of Spirou as a "young adult", but I realized that he is a mere "schoolboy" when his weight was stated at 40kgs+800gs (89.95lbs)- which would make him @4'10" and just barely a teenager!
It seems like it was pretty lazy, when bd was in its relative infancy, to just swipe the outrageous "Tintin formula" of a boy without a family who lives on his own and doesn't need to attend school somehow. At least he's not officially billed as a "reporter", like Herge did even though Tintin was never seen, in any way, as an actual reporter- unless he did something journalistically in "Congo" or "Aleph", that is.
I more enjoy the kind of borrowing Franquin* did in the third story by rendering a replica of his buddy Morris' Jolly Jumper (Lucky Luke's divine equine) but making him into an absolutely untrained doofus maniac that sews destruction with abandon and steals food ravenously!
*Not the creator of Spirou and crew- my guess is that these are his first stories with the established parameters set by two(?) predecessors.
I have a 1977 hardback reprint in French from Dupuis. Originally serialised in the magazine Spirou in 1948 and 1949, these four short stories were published together in 1950 as the first volume of the official series, even though the adventures of Spirou had been drawn by Rob-Vel and Jijé since 1938.
The author, Franquin, closely follows the style of his predecessors and the format of the publisher (almost all the panels are rigidly the same size). The first story also follows straight on from the predecessor’s last and makes for an abrupt start.
The first story presciently warns of the dangers of military robots, but is a madcap chase for some blueprints. The second carries a glib anti-bullying message for boys around a boxing match. The third is a visual comedy about a horse riding session. The fourth concerns a trip to an island of Pygmies, but has a breathtakingly racist plot line that would most certainly not be published today.
More a historical curiosity than a book to read again and again, this one.
Je n'ai jamais lu aucun Spirou et Fantasio avant, alors cette édition était le premier pas dans leur monde pour moi. Et si ces aventures étaient parmi les premières jamais publiées, ce début-ci n'est pas du tout terrible! Les dessins sont très divertissants et les textes sont parfois assez rigolos—et plus idiomatiques que ceux de premiers Tintins par exemple. Je m'ai particulièrement rejoui le début de la quatrième histoire, mais c'est grand dommage qu'elle se soit finalement passé comme ça.
Premier album de Spirou, première œuvre de André Franquin. On trouve déjà toutes les éléments qui feront chef d'oeuvre de Franquin : des dessins dynamiques, un scénario intéressant. Sur les 4 histoires, la 4e est largement en dessous. C'est un sous "Tintin au Congo" avec un scénario en 2 parties déconnectées l'une de l'autre et qui auraient mérité deux histoires bien scindées. Les dessins vont beaucoup évoluer dans le temps. Intéressant.
Tidens tann har ikke vært snill med denne samlingen av tidlige historier om Sprint og Kvikk. Det er fascinerende samtidig som ubehagelig å se hva slags etniske stereotypier man kunne slippe unna med rundt 1950. Men redder så vidt tre stjerner på sjarmen.
the first three are fun if a bit clunky and thin; the fourth has....not aged well. as might be expected, the characters are all wildly off-model (or not yet on-model, i suppose) and the pages rarely break from the 3x5 grid.
Livro com aventuras muito datadas. Argumentos muito básicos e um desenho ainda em clara aprendizagem, com alguns apontamentos interessantes. Um livro que é apenas uma curiosidade, por ser o primeiro da colecção.
Den første historien er ganske middelmådig Sprint mot skurkene-historie. Den andre er dritkjedelig boksehistorie om mobbing. Den tredje er en umorsom historie om hesteridning. Den siste er en skikkelig rasistisk klump med møkk.
4 ensimmäistä Piko & Fantasio-tarinaa. Sekavaa ja vähän hapuilevaa, paikoin hauskakin. Toisaalta onhan nämä aika aikakaudensa tuotteita, varsinkin valkoisuuden ylistyksessä.
'De vier avonturen van Robbedoes' bevatten vier vroege Robbedoesverhalen waarin Franquin nog zijn eigen draai moet vinden. Deze vroege verhalen kenmerken zich allemaal door een bladspiegel van 15 klein plaatjes, maar verder zijn ze behoorlijk verschillend.
'Robbedoes en de plannen van de robot' is een vervolg op 'Radar de Robot' zonder veel toe te voegen, behalve dan Franquins karakteristieke pacifisme. Het verhaal bevat bovendien een ontvoering dat iets teveel aan die in 'Het geheim van de Eenhoorn' doet denken.
Veel beter is 'Robbedoes, bokser', dat zich geheel in een lokale buurt afspeelt en waarin kinderen een hoofdrol spelen. Ook Robbedoes' tegenstander, Pinnekeshaar is hooguit zestien. Dit verhaal wordt goed opgebouwd, zit vol sterke grappen en ook de bokswedstrijd zelf is een geweldige mix van humor en actie.
'Robbedoes te paard' is dan weer behoorlijk niksig. De karakters van Robbedoes en Kwabbernoot zijn hier vreemd genoeg omgedraaid, want Robbedoes is hier minder serieus dan Kwabbernoot.
'Robbedoes bij de Pygmeeën' bestaat eigenlijk uit twee delen. Het eerste deel, waarin Robbedoes ongewild een luipaard adopteert, is een geweldig slapstickrijk verhaal. Meneer en mevrouw Das, die helaas alleen in dit verhaal voorkomen, behoren tot mijn favoriete Franquin-personages. Het tweede deel speelt zich af op het fictieve Afrikaanse eiland Lilipanga en door de sterke koloniale inslag heeft dit deel de tand des tijds slecht doorstaan. Robbedoes en Kwabbernoot verorberen bushmeat zonder met hun ogen te knipperen en de pygmeeën zijn zo dom dat ze niet door hebben dat ze zo zwart zijn omdat ze zich niet gewassen hebben...
Nunca havia lido as histórias do Spirou e Fantasio, mas já sou habituado com os quadrinhos nesse estilo, pois já li (e muito) Asterix. Confesso que me surpreendi. Essa edição conta com 4 histórias. Quando li a primeira, que trata de uma gangue de malfeitores que querem roubar um projeto de robô para usar o para o mal, achei a história inocente. Entendível por se tratar de uma história bem antiga. Já a segunda, que trata de uma luta de boxe do Spirou, é super divertida. Várias sacadas de narrativa, um roteiro interessante, piadinhas que realmente me fizeram rir. Essa valeu demais! A terceira e quarta histórias também divertiram, não tanto quanto a segunda, mas ainda sim são um bom passatempo. Os desenhos seguem o modelo "linha clara" e são agradáveis de se ver. Creio que eles vão melhorar com a evolução do personagem. Acredito que um roteiro maior, que tome a edição inteira, vamos ter histórias bem melhores e marcantes. A edição da SESI-SP é bem caprichada. Formato europeu com papel de qualidade, seguindo o padrão adotado pela editora Record com Asterix. O ponto negativo fica no ponto que faltou uma introdução do personagem. Você abre a revista e já dá de cara na história, faltando uma descrição simples dos personagens, o contexto da época, do que se trata, etc... Vale a pena a leitura.
It took me forever to finsih this one, even though it was the first I started in December. It kept getting misplaced. Four stories that have you sampling the great adventures of this duo! A bit dated but funny at times. It always gets better as the series gets going since the characters personalities mature as the stories go on, but even this first volume is quite good!
Ouh là, qu'est-ce que ça a vieilli! Ça reste rigolo mais ça n'a plus rien à voir avec les aventures que nos deux héros vont connaître par la suite. J'ai bien aimé l'histoire avec le combat de boxe, un peu moins les autres.
Jarang sekali baca komik Eropa, dan ternyata saya memang lebih suka komik Jepang. Hhmm, tp saya suka sama Donal Bebek sih... Kalau yg ini lumayan lah. Hehehe