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Tigana #1

Tigane - 1

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This is the first half of the German translation of Tigana (published in English as one book).

Paperback

First published January 1, 1990

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385 people want to read

About the author

Guy Gavriel Kay

44 books9,287 followers
Guy Gavriel Kay is a Canadian author of fantasy fiction. Many of his novels are set in fictional realms that resemble real places during real historical periods, such as Constantinople during the reign of Justinian I or Spain during the time of El Cid. Those works are published and marketed as historical fantasy, though the author himself has expressed a preference to shy away from genre categorization when possible.

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18 (4%)
Displaying 1 - 30 of 33 reviews
Profile Image for Patrícia.
558 reviews86 followers
November 25, 2013
Opinião do blogue Chaise Longue: http://girlinchaiselongue.blogspot.pt...

Quando Christopher Tolkien precisou de um assistente para editar o trabalho do pai, escolheu um estudante de Filosofia cujos pais eram amigos da sua segunda esposa, Baillie, um jovem chamado Guy Gavriel Kay. Guy mudou-se para Oxford em 1974 para ajudar Christopher com a edição d’O Silmarillion e durante esse processo aprendeu bastante sobre escrita e edição e também ganhou um gosto pela fantasia, um gosto que o levaria, após terminar a sua graduação em Direito, a começar a escrever ficção.
Anos mais tarde, Guy publicou o seu primeiro livro, A Árvore do Verão, o início de uma trilogia onde a influência de Tolkien era bem visível e que foi lida por gerações de leitores, A Tapeçaria de Fionavar. Mas, foi em 1990 que Guy Gavriel Kay encontrou o seu lugar na Fantasia, com um livro que pela primeira vez mostrou a sua voz e estilos únicos e que iriam marcar todos os livros que seguiram. Tigana é a obra-prima de Kay, o livro que revolucionou a Fantasia Histórica apesar de o autor preferir dizer que os seus livros não têm um género específico. Vencedor de dois prémios, nomeado para o Aurora, Tigana está traduzido para dezasseis línguas e anos depois, finalmente, chega às livrarias portuguesas.
Depois de me ter apaixonado pela escrita de Kay em A Tapeçaria de Fionavar e Os Leões de Al-Rassan heis que finalmente leio o famoso Tigana e, mais uma vez, voltei a apaixonar-me pela voz arrebatadora deste autor que, com uma escrita de beleza ímpar, palavras onde as emoções fluem e as lendas ganham vida, nos conta uma história de perda, de vingança e recordação que irá prender-nos o fôlego, arrebatar-nos a alma e devastar-nos os sentimentos. Kay é um mestre sem igual, um autor que consegue transmitir as ambiguidades e conflitos do ser humano, um autor capaz de contar histórias sublimes que nunca mais seremos capazes de esquecer, um autor que eleva os sentimentos nobres como a coragem, a lealdade e a esperança a um patamar que poucos poderão um dia alcançar.
Sendo este o primeiro volume de dois, A Lâmina na Alma é uma apresentação de um mundo onde poderemos ver resquícios dos vários territórios italianos no tempo da Renascença, territórios divididos por dois poderes tiranos onde o rancor tem crescido cimentado pela recordação e saudade. Como vem sendo habitual no trabalho deste autor, são múltiplas as culturas, crenças e sociedades representadas, com políticas, histórias e línguas próprias, que vamos descobrindo ao longo da leitura através de personagens ou lendas tal como vamos absorvendo a rivalidade entre os tiranos, as diferenças de actuar de cada um, os ódios e revoltas que cada um cimenta, as suas próprias histórias e as próprias rivalidades entre territórios e suas diferenças. Como mundo fantástico, Tigana é um regalo para qualquer leitor fã de mundos e histórias complexas pelas suas vastas características bem desenvolvidas, pelos pormenores requintados e pela força da sua história.
A narrativa é poderosa e sublime. Conta-nos uma lenda de incomensurável beleza, de exílio e amor à pátria e à família, de vingança e perda, de recordação e esquecimento que nos destrói e preenche, que marca irrevogavelmente todo aquele que a lê, não nos deixando pensar em mais nada senão no que se seguirá na próxima página. Existe uma tristeza nesta história que se infiltra nas palavras e se transcende, uma tristeza que sentimos com as personagens, que nos absorve, tal o talento do autor para transbordar sentimentos das suas palavras. Feita de momentos únicos, predestinados que poderão mudar tudo, esta é uma história de fatalidades, de coragem e lealdade, tanto de ódio como de esperança, uma história feita de música e poesia que recorda sempre tudo o que se perdeu. E de amor, pois não há sentimento que mova mais os homens que este seja a uma mulher, ao filho, ao irmão ou à pátria.
Subtilmente, a história vai se adensando e a cada momento torna-se mais profunda. Através de conspirações, segredos e revelações, cada peça deste complexo puzzle vai se juntando e as ligações entre acontecimentos e personagens começam a fazer sentido bem como a revelar facetas escondidas das personagens, passados que levam há quem são e o que procuram de facto e actos que nos fazem compreender melhor e trazem um maior misto de sentimentos ao leitor. Muito ainda está por revelar e muito ainda irá acontecer até que esta complexa tapeçaria esteja completa mas até lá não há como não nos deliciarmos com os encontros e desencontros que irão levar as personagens até ao confronto final.
Como já é hábito, as personagens de Kay são ambíguas, complexas, cheias de profundas camadas que o leitor vai conhecendo em cada ocasião e que em todas o consegue surpreender. Poderia dizer-se que esta é uma história de heróis e vilões mas não, esta é sim, uma história que mostra que todos somos heróis e vilões, todos temos defeitos e qualidades, todos podemos ser santos e pecadores. Cada personagem é eximiamente elaborada, cada uma tem a sua aura própria, cada uma é importante. Aqui não há personagens há odiar, há personagens a adorar, a respeitar, a admirar. Poucos escrevem personagens assim, personagens tão reais como as palavras que as descrevem.
Tigana é considerado uma obra-prima. E é. Um livro que mais de vinte anos depois continua a chegar a gerações de leitores, um livro que continua a arrebatar todos aqueles que o lêem, um livro cuja história continua a provocar sentimentos. Falta agora o segundo volume para sabermos o fim. A espera será, certamente, dolorosa e o final, o final será, seja ele qual for, glorioso.
Profile Image for Johanna.
850 reviews54 followers
February 20, 2024
I don't know why, but I wasn't super invested in characters. I liked them and they had touching backstories, but something was missing that would have made me to love them.

This had a nice atmosphere, I loved the world. It felt alive.

This felt a bit slow to read: things happened but there were slower parts too. Or it felt like that when every little detail was explained. I would have been happy with less details & more action.
Profile Image for Sofia Teixeira.
608 reviews132 followers
January 2, 2015
Muito ouvi eu falar de Tigana e não descansei enquanto não o li. Em Portugal a recepção a este tipo de livros parece um nicho, mas a verdade é que lá fora tem tido bastante sucesso. A sua média de pontuação no Goodreads.com é superior aos 4/5 pontos e a verdade é que está bem justificada. Tigana - A Lâmina na Alma, apresenta-nos um mundo original, com personagens cativantes e uma história que se entranha nas veias do leitor levando-o a vivê-la intensamente ao longo das três centenas de páginas.

O enredo é complexo, mas não complicado. Extremamente bem estruturada, a narrativa passa-se num território fraccionado em sete zonas em que o domínio de seis delas está igualmente distribuído por dois feiticeiros. É no terreno neutro que começa a grande história de Tigana, o nome impronunciável, a terra esquecida. Não é uma história simples, mas antes que faz pensar, reflectir, que abana e viola convicções e ilusões, que enfatiza os aspectos reais do ser humano e que utiliza a fantasia como uma espécie de máscara encantadora à volta da brutalidade das emoções e dos acontecimentos.

É um livro adulto, em que a própria relação entre as personagens nada tem de simples. A miríade de sentimentos é vasta e diversa e com alguns dos protagonistas são-nos incutidas as noções de que muitas vezes o amor não chega para curar tudo, para ser solução; que nada é branco ou preto, que a palete de cinzentos pode ser de uma dimensão incomensurável e que nem sempre é fácil reconhecermo-nos quando passamos muito tempo a representar um papel que não é o que somos, tudo por um ideal maior. Dianora e Alessan são quem mais reflecte todas as dicotomias presentes em termos de ideais e consciência.

A escrita de Guy Gravriel Kay é óptima, por vezes poética, no sentido em que fica difícil não ficarmos presos às várias interpretações de determinadas cenas, por vezes bastante densa face aos acontecimentos que expressa. É daquelas escritas que marca, impressiona, sendo bruta e delicada ao mesmo tempo, fascinando pela sua simplicidade em colocar em causa o que é bom ou mau. Estamos perante o início de uma demanda pela reconquista da identidade de um povo suprimido e que promete trazer muito mais acção e emoção ao leitor. Adorei e só posso recomendar a qualquer tipo de leitor. Mais que um livro de fantasia, é um livro de luta.
Profile Image for Μπάμπης M..
171 reviews15 followers
Read
March 1, 2022
Πολύ λυρικό και ρομαντικό γράψιμο για τα γούστα μου. Η τόσο ανάλυση των συναισθημάτων των χαρακτήρων με κούρασε αφάνταστα, έφτασα μέχρι τα μισά του βιβλίου και δεν είχε γίνει σχεδόν τίποτα αξιόλογο σε πλοκή και δράση.
Profile Image for Paulo Pires.
246 reviews51 followers
January 8, 2014
« Este foi um livro que ganhou direito a lugar de destaque na minha biblioteca pessoal, a forma elaborada como é narrado, a complexidade do enredo desarmou-me.

Guy Gavriel Kay construiu um cenário ("setting") capaz, sólido e admirável. A sociedade em si, as prioridades e necessidades de identidade um povo, as rivalidades, a vingança, a lealdade e a paixão são elementos que transformam e encorpam brilhantemente a história.
Ao criar uma realidade onde as causas são o objectivo e motivação de vida dos personagens, o autor faz com que o leitor atribua ao enredo uma atenção e uma proximidade notáveis.

O enredo é complexo (no bom sentido), criativo, livre de falsos moralismos, cruel e sensual.

Gostei da preocupação que se teve em incluir um certo mistério em cada uma das personagens, e a forma como o mesmo se foi revelando, proporcionando assim uma maior profundidade e entrega à personagem em causa.

Tenho que dizer que houve uma personagem que, para mim, sobressaiu, pela qual fiquei fã, Dianora. Gostei a forma como a sua perspicaz inteligência, espírito de sacrifício e sentido de sobrevivência vestiram esta personagem. O conflito ...?

Ler mais em:

Opinião: Tigana - A Lâmina na Alma |Livros e Marcadores
Profile Image for Bruno Vinhas.
58 reviews7 followers
October 8, 2015
Quando peguei pela primeira vez neste primeiro volume de Tigana a história não me chamou muito a atenção e foi difícil manter-me focado na leitura e cerca de 30 páginas depois de ter começado decidi pousar o livro e partir para outro.
Passado algum tempo decidi começar novamente a leitura. O início realmente é complicado porque o autor deu-me a conhecer muitas personagens de um modo muito abrupto e a ação não me despertava muito entusiasmo. Mas à medida que fui avançando comecei a ficar entusiasmado com este mundo violento onde se situa Tigana - a terra esquecida que um grupo de heróis quer libertar do tirano Brandin de Ygrath.
Quando cheguei ao final do livro fiquei com a sensação de que esta história promete. Agora vou entusiasmado ler a segunda parte.
Profile Image for Rosana Maia.
154 reviews
July 5, 2016
Lemos tantos livros ao longo do ano que por vezes nos esquecemos do que é de facto um bom livro! Mas a verdade é que quando enveredamos na leitura reconhecemos logo a diferença entre esse e os inúmeros livros que vamos lendo. E com isto não quero desvalorizar as várias obras que vou lendo e que, por sinal, até gosto bastante. Mas não posso deixar de referir que é bom viajar, neste caso num mundo de fantasia, com uma escrita bastante cuidada e uma tradução bem conseguida.

Como já devem saber, o género Fantástico é, sem sombra de dúvida, um dos meus géneros literários favoritos. Claro que gosto sempre de ler um romance, de sofrer um pouco com um bom thriller, e de chorar nas histórias que mais se aproximam do meu coração. Mas quando pego numa obra de fantasia sei que vou reviver o melhor de mim. Através deste género, somos “obrigados” a entrar num novo mundo, a estar atentos, a perceber como funciona, a conhecer as diferentes personagens, os seus poderes e claro a criar a linha que liga estes mundos imaginários ao mundo real.

E foi este gosto pela fantasia, pela leitura e tudo de bom que ela nos dá que 5 amigas criaram este cantinho. Mas como seria de esperar, apesar de sermos diferentes e gostarmos de coisas diferentes, temos alguns gostos em comum. Se há um livro que gostamos muito, ou que achamos que alguma de nós iria gostar muito partilhamos e incentivamos a sua leitura. E foi o que aconteceu comigo nesta obra. A Sofia foi a primeira pessoa que a leu – tendo já a sua opinião publicada. E fartou-se de me dizer – “O Tigana é muito bom!” Não é que alguma vez tenha duvidado das suas palavras, mas pronto acabamos sempre por seguir o “ver para crer”. No entanto, as palavras foram suficientes para que comprasse os dois livros há uns tempos. E agora que li o primeiro, sou forçada a concordar com ela :)! Apesar de só ter atribuído 4 estrelas à obra, tenho que esclarecer que estas não significam que o livro não é suficientemente bom.

Como o título da obra indica, Guy Gavriel Kay conta-nos de uma maneira fantástica a história de Tigana, cujo nome muitos não conseguem ouvir, devido à maldição lançada através das “negras feitiçarias do rei Brandin". Essencialmente o que temos neste primeiro volume é aquilo que é essencial em toda a boa obra de fantasia, isto é, a construção dos pilares, o esclarecimento do passado e do presente, a partilha de lendas e mitos. E, contrariamente ao que podem estar a pensar, apesar de isto implicar uma grande quantidade de descrições, que não vou negar, a verdade é que a forma como o autor as coloca na narrativa não é cansativa, pesada e maçuda. Sem querer, somos levados para Tigana (Baixa Corte), Asoli, Corte e Chiara – as terras conquistadas por Brandin – e para Ferraut, Cercando, Tregea e Astibar – as terras conquistadas por Alberico. E no fim conseguimos ver que tudo está ligado, que como dizemos muitas vezes “o mundo é mesmo pequeno” :).

Tenho, no entanto, que referir que as primeiras páginas da narrativa não são muito apelativas, tornando-se bastante confusas para o leitor. No entanto, à medida que progredimos a leitura, o mundo vai-se tornando mais claro, assim como as suas personagens.

Não são muitas as obras em que sinto a necessidade de voltar atrás, de confirmar algo ou alguma suspeita que tenha, de fazer 2+2. Esta é uma delas. Estamos perante uma obra de valor, de fantasia, com uma história de conteúdo interessante e devidamente explorada, que não só nos é dada a conhecer como nos envolve e convida a fazer parte dela.

“Tigana, que a minha memória de ti seja como uma lâmina da minha alma.”

Poderia falar muito mais sobre a história, mas como qualquer história de fantasia, não sendo eu a autora dela, não sou eu quem a deve contar :). No entanto, convido-vos a conhecer Tigana pela voz do seu príncipe e alguns dos seus antigos habitantes - Alessan, Devin, Bahed, Dianora e Catriana. :)

Um livro que vale verdadeiramente a pena!


http://bloguinhasparadise.blogspot.pt...
Profile Image for Rita.
227 reviews30 followers
April 14, 2014
Guy Gavriel Kay é um escritor Canadiano, que reside em Toronto. Autor de nove romances e de uma conhecida complicação de poesia, “Beyond This Dark House”, o escritor venceu por duas vezes o Aurora Award e recebeu o International Goliardos Award, pela sua contribuição ao Fantástico, tendo sido igualmente nomeado por três vezes para o World Fantasy Award.

A obra “Tigana”, editada inicialmente em 1990, foi traduzida pela Saída de Emergência no presente ano em dois volumes com os títulos “Tigana – A Lâmina na Alma” e “Tigana – A Voz da Vingança”, que foi lançado no passado dia 21 de Março.

“Tigana” foi fadada ao esquecimento, devido à maldição do Rei Brandin, que levou à omissão desta civilização e até que o pronunciamento do seu nome se tornasse impossível. Todavia, um grupo de sobreviventes, por ocasiões do destino, acabam por se cruzar e irão tentar derrubar os reis que lideram a Península de Palma, de modo a devolverem a Tigana a sua existência.

Após a leitura de “Os Leões deAl-Rassan”, que mostrou ser uma obra bastante cativante, tinha muita curiosidade em ler mais obras do escritor, pelo que com a saída de “Tigana” foi com interesse que iniciei a sua leitura. Confesso que, contrariamente ao que aconteceu com “Os Leões de Al-Rassan”, não senti que a história fosse muito confusa, nem demasiado intricada, o que facilitou a ambientação ao mundo e às personagens criadas pelo autor.

No que se refere à idealização e contextualização do mundo, foi outro dos aspectos que me agradaram, penso que o autor tem uma capacidade soberba de descrever os cenários e as personagens, de modo que praticamente nos transporta para o seu mundo. Nesta obra somos apresentados à história de uma civilização perdida na História, tendo-lhe sido roubada a sua identidade, cultura e lendas. Aquilo em que o indivíduo se torna é-lhe transmitido através da socialização primária, através dos seus pais, e da socialização secundária, da sociedade onde se encontra inserido, o que leva à consolidação da sua personalidade. Se a nossa sociedade deixasse de existir, parte da nossa essência estaria para sempre comprometida, perdida no esquecimento e esta obra aborda este tema de uma forma perfeita, sendo efectivamente muito interessante do ponto vista sociológico.

Relativamente às personagens, somos apresentados a um enredo cativante e bastante diverso, que nos presenteiam com uma humanidade, perspicácia, paixão e força de vontade enormes, que não deixam de nos sensibilizar.

Numa escrita cuidada, Guy Gavriel Kay não nos apresenta uma obra que se leia de uma assentada, muito pelo contrário, trata-se de uma narrativa que se aprende a apreciar a cada folhear de página, para se degustar e, por este mesmo motivo, tem um início algo lento e requer que façamos algumas pausas para assimilar e apreciar a história da forma que a mesma merece.

Em suma “Tigana – A Lâmina na Alma” é uma história repleta de conspiração, acção e traição, polvilhado com algum amor, que nos deixa rendidos e ansiosos pelo segundo volume “Tigana – A Voz da Vingança”, que será certamente das minhas próximas leituras.

(http://magia-livros.blogspot.pt/2014/...)
Profile Image for Nights *Words à la Carte*.
71 reviews34 followers
June 11, 2019
Tigana é uma história inesperada.

Para começar, é um stand alone de high fantasy (na edição original, em Portugal está dividido em dois volumes), uma coisa rara de se encontrar. Depois, é daquelas obras que não nos dá tudo, vai deixando vários e pequenos mistérios por aqui, e por ali, para depois a desvendarmos realmente. E depois, é uma história de vingança.

Não há muito que se possa dizer desta história sem a desvendar. Dizer meramente que é uma história de vingança não chega, mas é o que é na sua essência. É a história daqueles que são subjugados quase ao esquecimento, dos que escolhem fugir e dos que escolhem lutar. É uma história, já não de guerras, mas dos seus sobreviventes. É uma história feita de magia, ou melhor, é uma história também feita de magia. A sua riqueza está nas personagens e nas reviravoltas que nos apresenta. Pois uma guerra é sempre uma guerra, com as suas vítimas, os seus vencedores, os seus refugiados e os seus déspotas.

O final de Tigana (no segundo volume, edição portuguesa) é surpreendente e, em poucas palavras, bom. É realmente bom. Mas não esperem que seja propriamente feliz. Para um leitor de fantasia, muitas coisas não serão novidade, mas é interessante reconhecer algumas inspirações para Gavriel Kay, que mais não são do que crenças ou acontecimentos da nossa História, em especial da Bretanha medieval, apesar dos nomes de algumas personagens e, especialmente, dos locais, ser claramente de inspiração italiana.

Recomendo qualquer leitor de fantasia a fazer esta viagem pela leitura.
Profile Image for Mariana Ponte.
10 reviews
July 31, 2025
Tigana - A Lâmina na Alma foi um daqueles livros que se metem debaixo da nossa pele e ali ficam, a fazer eco muito depois de pousarmos o livro.

Não vou mentir: o início é lento. Quase aborrecido. Páginas que se arrastam, contexto que se empilha, um mundo que se constrói tijolo a tijolo sem pressa nenhuma. No entanto, quando a história finalmente ganha velocidade, quando as personagens começam a respirar e a ocupar espaço na nossa cabeça, percebemos que toda aquela construção inicial era necessária. Era o alicerce para algo muito maior.

Neste livro, Guy Gavriel Kay "obriga-nos" a confrontar a palete infinita de cinzentos que existe entre o bem e o mal. Nada aqui é preto ou branco. As suas personagens são humanas na medida certa: falíveis, contraditórias, capazes do melhor e do pior, muitas vezes na mesma respiração.

Perdi-me completamente nesta dicotomia entre as nossas ideias e a nossa consciência. Entre quem somos e quem representamos ser. Entre a máscara que usamos tanto tempo que já não sabemos se é máscara ou se é rosto.

Em relação à escrita, esta é simples sem ser simplista: uma prosa fluída em que cada página se vira quase que sozinha, numa compulsão irresistível para continuar a ler.

A forma como Kay consegue transportar-nos para o seu mundo é de tal forma intensa que me foi impossível largar este livro. Levei-o comigo para todo o lado, roubando minutos de leitura onde podia, completamente imersa num universo que se tornou mais real que o meu próprio quotidiano.

No fundo, Tigana é sobre memória, identidade e resistência. Sobre o que acontece quando nos roubam o nome, a história, a própria essência do que somos. Mas é também sobre o preço que pagamos por resistir e as pessoas que nos tornamos no processo.

Recomendo.
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
July 25, 2019
É bem certo do que, depois da complexidade de “A Guerra dos Tronos”, as outras obras de fantasia parecem ser um pouco básicas.

Este é só o primeiro volume de “Tigana”, por isso, pode ser que o segundo livro seja mais emocionante. A história gira à volta de um grupo de justiceiros, liderados por Alessan, antigo príncipe de Tigana, que viu a sua terra, História e cultura dizimadas por uma dupla de feiticeiros sanguinários que invadiram a Península de Palma. Até agora, parece que é praticamente impossível derrotar a magia negra… Mas tenho de ler o segundo livro para saber como acaba.

A escrita é corrida, bastante cinematográfica, mas, por vezes, um tanto “desequilibrada”. Há momentos de ação que passam a correr e tens de parar para pensar “o que aconteceu aqui?”; e outros momentos, de introspeção e memória dos personagens, que podiam ser melhor “despachados”.

Não sou propriamente uma fã do género fantástico. No entanto, gosto de uma boa história, independentemente do mundo em que se desenvolve. Vamos ver como a segunda parte corre…
Profile Image for Roberto Fideli.
Author 10 books47 followers
September 23, 2021
3,5/5 na verdade. Uma das maiores questões é que depois que você entra em contato com autores de fantasia que têm uma alta qualidade de prosa, como a Robin Hobb, a Ursula Le Guin, o John Crowley ou até mesmo o George Martin, você fica mais sensível com obras que não tem uma qualidade de prosa tão boa, como Tigana. Não achei bem escrito, embora tenha gostado da história e dos personagens. E não adiantou culpar a tradução, a preparação e a revisão porque eu tinha o livro original em casa e usei ele para bater muitas coisas apenas pra constatar que os mesmos problemas se encontravam em ambas as versões (em especial o uso excessivo de advérbios e a qualidade geral truncada do texto). Mas é bom. Eu li com prazer e já pretendo começar a segunda parte.
Profile Image for Alexander Theofanidis.
2,263 reviews130 followers
February 8, 2022
"Βαρύ πεντάρι" της λογοτεχνίας του φανταστικού, ίσως μακράν το καλύτερο έργο του Kay.
Δύο αυτοκρατορίες ερίζουν πάνω από μια μικρή επαρχία και σύντομα την καταπίνουν. Κι ο κόσμος συνεχίζει να υπάρχει χωρίς την Tigana. Και μόνο ελάχιστοι που γεννήθηκαν και ζούσαν εκεί πριν καταστραφεί μπορούν ακόμη να προφέρουν ή να ακούσουν το όνομά της...
Profile Image for Giovanni Tonussi.
22 reviews3 followers
May 16, 2018
Most people who read this book claim it is a beautifull story, and about that they are right, Gavriel Kay is very poetic and knows his words, but mainly this is one of the few qualities about the book. The other being the historical time where the story is set - renaissance Italy - wich is pretty original when it comes to fantasy.

"Tigana" tells the story of a forgotten place and the consequences of terminating a whole country from history. Is it even possible to make all people in the world forget about it and never being able to hear from it again? Well, if a curse is cast by the most powerful mage then, yes it is. But you gotta ask yourself what is the source of this curse? Why does this mage-king has this almighty power? What is the history of the mages?

None of this questions will be answered. The author didn't bother to make the magic system even a little believable. When you are a hard fantasy reader, you try not to stick too much to what is fisically possible, of course, but you need at least something to believe the Magic is more than a lazy way to make something happen on the plot without further explanations. Gavriel Kay didn't deliver it. Also, in the middle of the book, he (out of nowhere) decides to tell the tale of an ancient kind of mages who can traffic between realities, wich I think is the part where he was trying to go a little deep into the subject, but failed miserably.

So let's keep going. Tigana is in oblivion. The former citizens, though, are the only ones who didn't forget about it, as the curse can't affect them. So, some of them form a party to seek for revenge, and for Tigana to be remembered again. The characters are good, I must say. Their background stories are interesting, and their development well done.

Most of them are musicians and this is another creative point about Tigana: It is not very often that you see authors trying to explain music, instruments and voice, with words. And as I said before, the author knows his words. But then.. everybody cries.. for everything. This is how he tries to knot the end of the chapters into something emotional: he makes the characters cry, so he forces some kind of charming sadness into the reader, wich works one or two times, but then just gets annoying and repetitive.

The end has its surprises, but is kind of predictable at the same time (if there is any possibility for a thing like this). I missed a stronger climax.

Guy Gavriel Kay, the editor of Tolkien books, proved he shares the poetic style to write a fantasy, and that he can work with multiple characters. But he dived deep into a one-volume hard fantasy, wich is risky, and things ended badly explained or lacking background information.

This review goes for both Tigana #1 and #2, as the brazilian edition is the only one in the world wich, for some bad planning reason, was divided into two books. The publisher even chose the worst part of the book for the split. The covers are both terrible. It was a poor work from Saída de Emergência.
Profile Image for Mark Hill.
111 reviews3 followers
May 28, 2018
I really enjoyed this one off book. I hadn’t read any of the authors previous work and I was impressed with the book and how he unraveled the story with passion
Profile Image for Jari Havela.
247 reviews2 followers
July 17, 2021
Yksi tähti pois, koska minä nyt vaan en pidä renessanssin Italiasta.
Profile Image for Kleyton  Lirio.
24 reviews1 follower
February 5, 2018
Boa história sobre exilados que é construída lentamente focada em controle, manutenção e exercício do poder e nas sutilezas da política diplomática. Demais assuntos são pouco desenvolvidos, como antropologia, religião, batalhas e magia. A parte sobrenatural do Dia das Brasas é bacana. Como recurso de sofisticação, eventualmente, o autor utiliza a narrativa não-linear. Compensou a leitura pelo desfecho razoável e adulto, descontando as partes condescendentes da Catriana. Do que é feito o líquido fumegante Krav (seria algum chá, café?).
Nota ZERO para essa finada editora Saída de Emergência que dividiu 1 livro de 600 páginas em 2 tomos. No final do 1º tomo tem um pretensioso posfácio, seguido de uma prévia de 45 páginas do 2º tomo que eu pensei ser o capítulo subsequente na narrativa, porém, pasmem, eram 2 capítulos que li novamente no meio do próximo livro. E ainda compara este autor com o Tolkien que inventou toda uma mitologia exaustivamente copiada. No 2º tomo, depois do epílogo, colocaram um capitulo de outro livro, seguido de algumas sinopses de fantasias.
Profile Image for Anderson Tiago.
67 reviews3 followers
February 16, 2015
É inegável afirmar, como já fiz várias vezes, que a literatura fantástica atravessa o seu melhor momento no Brasil. Um dos fatores que nos permite afirmar isso é, além do surgimento de novos autores, o fato de clássicos do estilo, antes inéditos por aqui, estarem sendo lançados em nosso país. Tigana, do autor canadense Guy Gavriel Kay, é um desses clássicos. Lançado originalmente em 1990, o livro foi indicado para o Aurora Award e o World Fantasy Award como melhor lançamento de fantasia, ganhando o primeiro. No Brasil, Tigana foi dividido em dois volumes: Tigana - A Lâmina na Alma e Tigana - A Voz da Vingança.

Kay iniciou sua carreira literária como assistente de Christopher Tolkien, filho de J.R.R. Tolkien, e trabalhou na organização de O Silmarillion. O próprio autor afirma que muito do que aprendeu sobre escrita e editoração vem dessa experiência e que todo autor de fantasia precisa ter um pouco de Tolkien. Uma das características inerentes ao trabalho de Kay é a criação de mundos fictícios inspirados em regiões do nosso mundo real. Em Tigana, a Península da Palma, onde toda a ação se desenrola, é a nossa Itália medieval. Todos os nomes remetem ao idioma italiano, tanto na escrita como na pronúncia: Chiara, Asoli, Tregea, Senzio, etc.


A história segue a trajetória de, principalmente, Devin d'Asoli e Dianora di Certando, no entanto os personagens secundários (alguns nem tão secundários assim) são muito bem explorados e aprofundados. Devin é um músico e sempre se sentiu deslocado no mundo. Isso tudo muda quando ele conhece Alessan, príncipe de uma nação esquecida, apagada da existência. Dianora, por sua vez, está confusa e dividida, entre o seu passado, sua missão em disputa com o amor não desejado. Os conflitos internos dos personagens, principais e secundários, são muito bem desenvolvidos. Se a motivação externa de algum deles pode parecer pouco convincente, suas ações são verossimilhantes, contudo, já que o desenvolvimento do enredo ocorre do ponto de vista interno dos personagens (de dentro para fora) refletindo em suas ações externas.

Tigana é uma história sobre memória, a perda dela e a luta pela sua recuperação. Quando o feiticeiro Brandin de Ygrath resolveu invadir a província de Tigana como parte de sua empreitada conquistadora da Península da Palma, seu filho Stevan foi morto pelo princípe Valentim di Tigana. Louco pelo ódio, Brandin não apenas destruiu Tigana, mas a amaldiçoou. A província foi apagada da memória, seu nome não podia ser dito, compreendido ou lembrado, por aqueles que não fossem nascidos em Tigana. Alessan, filho mais novo de Valentim, busca resgatar a glória perdida de sua província e não medirá esforços para ser bem sucedido, mesmo que isso signifique sacrificar vidas inocentes. Enquanto isso, Brandin encontra o amor nos braços de Dianora. O mocinho capaz de cometer atos de crueldade e o vilão que age por amor, algo tão comum atualmente na fantasia moderna, mas que, na época de seu lançamento, não eram tão comuns, transformam Tigana em um marco na literatura fantástica.

A única crítica negativa está relacionada à opção de dividir o livro em dois. É aceitável que tais atitudes sejam tomadas para atrair o grande público para o estilo, principalmente o público que não leria um calhamaço de mais de 700 páginas, mas o livro termina de forma abrupta e te deixa com a sensação de algo incompleto. A boa notícia, porém, é que a segunda parte, A Voz da Vingança, deve sair ainda esse semestre. Resta torcer para que outras obras do autor sejam lançadas no Brasil, e assim podermos acompanhar a sua evolução como autor.

Resenha assinada por mim para o site INtocados

site: http://intocados.com.br/index.php/lit...
Profile Image for Cristina.
317 reviews
May 29, 2018
Este é o primeiro trabalho de Guy Gavriel Kay que tenho a oportunidade de ler e foi uma agradável surpresa a qualidade da sua escrita! A forma como é capaz de nos transportar para a sua história e para o seu mundo é de tal forma forte, que fui incapaz de largar este livro depois de lhe ter pegado!

A narrativa desenrola-se em torno de uma terra esquecida pelos seus antecedentes violentos - Tigana. Para além desse seu histórico, Tigana está sob a influência de Brandin de Ygrath, um tirano. Tigana tem sido vista como um nome que não deveria ser pronunciado por quem quer que fosse devido ao mito que a assombra. Contudo, um grupo de jovens decide juntar-se e partir em direção a Tigana para tentar recuperar o seu bom nome.

Apesar de no início ter demorado algum tempo a entrar e a perceber do que se tratava a história, depois dos primeiros capítulos a narrativa torna-se de tal forma fluída e cativante que aquelas primeiras páginas valeram totalmente a pena! Toda a descrição inicial é essencial para a apresentação das personagens que acompanham a história.

A narrativa tem características poderosas e a forma como o autor consegue focar aspetos como o amor à família, a vingança e o esquecimento, torna-a verdadeiramente rica! À medida que se avança pelos capítulos, o enredo torna-se mais denso mas também mais cativante e eu só queria ler mais e mais páginas!

Apesar de as personagens parecerem um tanto complexas de início, há medida que a história vai avançando, elas vão sendo descobertas aos pouquinhos. E são estas pequenas coisas que me cativaram bastante nesta obra, o facto de o autor dar informações curtas só me fez querer ler mais e mais!

Já há bastante tempo que ouvia falar deste livro e finalmente dei-lhe uma oportunidade. É um dos melhores livros que li nos últimos tempos e com certeza que o recomendaria a qualquer pessoa que goste do género ou não.
Profile Image for Magda Pais.
Author 4 books81 followers
August 2, 2016
Tigana é a minha primeira experiência com Guy Gavriel Kay, autor que desconhecia por completo e que, acabei de descobrir, aprendeu muito quando Christopher Tolkien o contratou para editar os trabalhos do pai, o gigante JRR Tolkien. Notam-se, aliás, algumas influências neste livro.

A história é, acima de tudo, original. Tigana é uma nação amaldiçoada por Brandin por ter assassinado o seu filho. A maldição é simples - o seu nome não será lembrado ou pronunciado e o seu povo terá de esquecer que alguma vez lá viveu. Mas Alessan, o príncipe sobrevivente, quer contrariar essa maldição e reviver Tigana em toda a sua glória.

Guy Gavriel Kay não é Anne Bishop e confesso que, para mim, esse é sempre um problema. Quando leio livros de fantasia acabo por, consciente ou inconscientemente, comparar com a mestra, acabando a comparação por penalizar sempre os outros autores. Ainda assim, fiquei agradavelmente surpreendida com este autor pela construção dum mundo novo, com a sua própria geografia, mitos e história.

Também fiquei agradavelmente surpreendida pela complexidade da história e a construção das personagens. Um intrincado novelo que, se de inicio nos baralha depois acaba por nos deixar de água na boca para o segundo volume que, felizmente, já anda comigo na mala para o poder ler nos locais do costume (e no intervalo das caminhadas para apanhar gambozinos).
Profile Image for Sofia Maia.
42 reviews
September 30, 2014
Esta opinião é referente aos dois volumes.

O mundo do fantástico, de uma forma muito particular, permite viajar para novos mundos, com a sua própria linguagem, costumes e pessoas. De facto, nestas viagens é várias vezes necessário um mapa ou, até mesmo, um tradutor.

Depois de conhecer J.K. Rowling e, mais recentemente, George R.R. Martin, a fasquia para os livros de fantástico ficou um pouco mais alta, fazendo com que esperasse cada vez mais deste género.

Quando iniciei a leitura de Tigana a sensação de voltar a um mundo semelhante ao dos “ Jogo dos Tronos” apareceu quase sem reparar. Contudo, este livro apenas se assemelha a este na qualidade de escrita e imaginação do autor. Não estou a dizer que é melhor ou pior que “As Crónicas do Gelo e Fogo”, só estou a dizer que gostei imenso desta história.

Em Portugal, Tigana é vendida em dois volumes, no entanto a história original é só um volume. Deste modo, não me senti nada culpada em começar de seguida o segundo mal acabou o primeiro. A minha curiosidade não podia esperar e, na realidade, ele foi feito para ser lido seguido.

Resto da opinião aqui :http://bloguinhasparadise.blogspot.pt...
Profile Image for João Souza.
24 reviews1 follower
May 13, 2015
Antes de tudo, preciso esclarecer uma coisa: originalmente Tigana possui apenas um único volume, lançado em 1990. Porém, lançado no Brasil pela Saída de Emergência em 2014, a obra foi dividida em dois volumes. Esse texto é baseado no primeiro volume.

Não que precise obrigatoriamente ser classificada em algum genêro, mas acho que Tigana não é uma história de fantasia. Ela na verdade é uma história sobre memórias. Sobre a luta de um povo para se libertar de conquistadores tiranos. Guy Gavriel Kay é formado em filosofia e talvez por isso a obra tenha um lado tão poético e delicado. Diversas vezes o autor prefere mostrar o que seus personagens estão sentindo e pensando, através de olhares, e não por diálogos ou ações. A maioria das passagens são singelas, dando importância a moral e princípios de cada personagem. Não existem reviravoltas, e elas nem são necessárias! Tigana não é Game of Thrones.

Apesar de muitas (muitas e muitas) coincidências, existem pouquíssimos clichês. Então meio que aceitei a experiência de leitura. Já irei emendar no próximo volume.


Boa leitura.

Profile Image for Raquel Fru.
38 reviews4 followers
May 8, 2014
Em rampa de lançamento para o volume II. Ainda bem que não hesitei em comprar estes 2 volumes quando os vi. Ansiosa para que haja mais traduções em Português dos livros do Guy Gavriel Kay. Ele escreve de uma forma sublime.
1,602 reviews5 followers
August 15, 2012
Erittäin hyvä fantasiakirja, joka ehti lojua hyllyssä lukemattomana aivan liian kauan. Tarinassa on toki kliseitä, mutta perusjuoni on hyvä ja henkilöhahmot uskottavia. Hyvä kirja.
Profile Image for Spiegel.
876 reviews8 followers
March 1, 2015
The plot slows to a crawl in Dianora's section and she's not exactly what I'd call a fresh take on female characters.
Displaying 1 - 30 of 33 reviews

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