Esta é uma antologia de textos literários representativos dos principais autores e das várias fases históricas da Literatura Portuguesa, desde o Trovadorismo ao Modernismo, dividido em várias partes, correspondentes às fases históricas principais da Literatura Portuguesa. Cada uma das partes se abre com um comentário geral acerca das características diferenciais da fase a que é consagrada, vindo a seguir notícias biográficas e históricas dos autores e textos antologiados, os quais são seguidos de comentários analíticos.
Massaud Moisés ComIH (São Paulo, 9 de Abril de 1928) foi um professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Brasil, de 1973 a 1995, ano em que se aposentou.
Vida acadêmica[editar | editar código-fonte] Tendo sucedido ao Prof. António Soares Amora na Cátedra de Literatura Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), desenvolveu importantes trabalhos de pesquisa nesta área, logo a partir da década de 1950.
Os estudos de Literatura Portuguesa haviam sido introduzidos nas universidades brasileiras a partir de finais da década de 1930. Na USP esse trabalho se deu pelas mãos do professor português Fidelino de Figueiredo, cujo trabalho foi continuado pelo seu discípulo António Soares Amora, a quem sucedeu Massaud Moisés.
Foi ainda Professor Visitante em diversas universidades dos EUA. É o coordenador literário da Colóquio/Letras no Brasil.
A 26 de Novembro de 1987 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[1]
Obras[editar | editar código-fonte] Entre as obras publicadas por Massaud Moisés no domínio da Literatura Portuguesa, em São Paulo, normalmente pela Ed. Cultrix, destacam-se:
A Novela de Cavalaria no Quinhentismo Português [1957]; Fernando Pessoa: o Espelho e a Esfinge, 3ª ed., 1998 [1958]; A Literatura Portuguesa, 29ª ed., 1997 [1960]; A 'Patologia Social' de Abel Botelho [1962]; A Literatura Portuguesa Através dos Textos, 26ª ed., 1998 [1968]; Bibliografia da Literatura Portuguesa [1968]; O Conto Português, 4ª ed., 1991 [1975]; Pequeno Dicionário de Literatura Portugues [1981], em colaboração com outros especialistas. Já no domínio da teorização literária, entre outros trabalhos, publicou:
A Criação Literária. Poesia, 14ª ed. [1967]; A Criação Literária. Prosa, vol. I, 16ª ed., 1997 e vol. II, 16ª ed., 1998 [1967]; Dicionário de Termos Literários, 8ª ed., 1997 [1974]; e Literatura: Mundo e Forma [1982]. Sob a direcção de Massaud Moisés, tem vindo a ser publicada uma utilíssima "Colecção de Textos Básicos de Cultura", de que já apareceram títulos como:
A Estética Simbolista, de Álvaro Cardoso Gomes (1985); A Estética Romântica, de Álvaro Cardoso Gomes e Carlos Alberto Vechi (1992); A Estética da Ilustração, de Lênia Márcia de Medeiros Mongelli (1992); e A Estética Surrealista, de Álvaro Cardoso Gomes (1995). Com o subtítulo de "Textos Doutrinários Comentados", cada uma das obras analisa alguns dos textos teóricos mais representativos de cada um destes movimentos estético-literários. Tornam-se, assim, um instrumento fundamental para professores e alunos que pretendem ter um conhecimento dos textos básicos que expuseram o ideário estético de cada movimento. Seleccionados de línguas diversas, ordenados cronologicamente e traduzidos, estes textos doutrinários são criteriosamente comentados, de modo a fornecer uma ampla e fundamentada visão sobre cada período literário e cultural. Cada volume é ainda enriquecido por uma introdução genérica e, no final, por uma selectiva bibliografia.
Este é um livro indispensável. Apesar dos preconceitos do organizador, cujos comentários não raro traem um olhar materialista-dialético sobre a literatura, trata-se de uma antologia maravilhosa de poemas, contos e trechos de romances. Ver a literatura portuguesa assim, em seu percurso concreto ao longo dos séculos, é uma experiência sem igual, muito mais frutífera que a simples leitura de uma história da literatura, teórica, não ilustrada pelos textos dos autores.
A jornada, porém, tem seus percalços. É cansativo ler tantos autores diferentes um após o outro. A experiência literária, pelo menos pra mim, pede uma certa estabilidade, uma demora mínima sobre a obra de cada autor. A gente precisa se familiarizar, fazer amizade com cada escritor, empatizar-se com suas reflexões e sua estética. Por isso demorei um pouco a terminar a leitura deste livro. Eu simplesmente não conseguia passar por mais de dois ou três autores por dia. Era meio frustrante ter de aproximar-se e despedir-se de tanta gente em tão pouco tempo!
Mas valeu cada neurônio sobrecarregado, cada tristeza de despedida engolida a seco. Para mim, este livro foi um bom dia à literatura portuguesa. Agora é seguir, autor por autor. Serão pilhas de livros e rios de dinheiro, mas pela melhor das causas!