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Kitchen
Banana Yoshimoto's novels have made her a sensation in Japan and all over the world, and Kitchen, the dazzling English-language debut that is still her best-loved book, is an enchantingly original and deeply affecting book about mothers, love, tragedy, and the power of the kitchen and home in the lives of a pair of free-spirited young women in contemporary Japan. Mikage, the heroine of Kitchen, is an orphan raised by her grandmother, who has passed away. Grieving, she is taken in by her friend Yoichi and his mother (who was once his father), Eriko. As the three of them form an improvised family that soon weathers its own tragic losses, Yoshimoto spins a lovely, evocative tale that recalls early Marguerite Duras. Kitchen and its companion story, "Moonlight Shadow," are elegant tales whose seeming simplicity is the ruse of a writer whose voice echoes in the mind and the soul.
160 pages, Paperback
First published January 30, 1988
About the author
Banana Yoshimoto
240 books9,691 followersBanana Yoshimoto (よしもと ばなな or 吉本 ばなな) is the pen name of Mahoko Yoshimoto (吉本 真秀子), a Japanese contemporary writer. She writes her name in hiragana. (See also 吉本芭娜娜 (Chinese).)
Along with having a famous father, poet Takaaki Yoshimoto, Banana's sister, Haruno Yoiko, is a well-known cartoonist in Japan. Growing up in a liberal family, she learned the value of independence from a young age.
She graduated from Nihon University's Art College, majoring in Literature. During that time, she took the pseudonym "Banana" after her love of banana flowers, a name she recognizes as both "cute" and "purposefully androgynous."
Despite her success, Yoshimoto remains a down-to-earth and obscure figure. Whenever she appears in public she eschews make-up and dresses simply. She keeps her personal life guarded, and reveals little about her certified Rolfing practitioner, Hiroyoshi Tahata and son (born in 2003). Instead, she talks about her writing. Each day she takes half an hour to write at her computer, and she says, "I tend to feel guilty because I write these stories almost for fun."
Along with having a famous father, poet Takaaki Yoshimoto, Banana's sister, Haruno Yoiko, is a well-known cartoonist in Japan. Growing up in a liberal family, she learned the value of independence from a young age.
She graduated from Nihon University's Art College, majoring in Literature. During that time, she took the pseudonym "Banana" after her love of banana flowers, a name she recognizes as both "cute" and "purposefully androgynous."
Despite her success, Yoshimoto remains a down-to-earth and obscure figure. Whenever she appears in public she eschews make-up and dresses simply. She keeps her personal life guarded, and reveals little about her certified Rolfing practitioner, Hiroyoshi Tahata and son (born in 2003). Instead, she talks about her writing. Each day she takes half an hour to write at her computer, and she says, "I tend to feel guilty because I write these stories almost for fun."
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 143 reviews
April 3, 2025
"era isso que significava ser adulto, viver com ambiguidades feias? eu não gostava, mas tornava mais fácil continuar."
banana yoshimoto você sempre será bem vinda aqui em casa no interior do maranhão.
February 19, 2022
4.75/5 ⭐️
este livro está dividido em 2 partes: kitchen e moonlight shadow. ambas lidam com a morte, perda, amor, solidão e superação/aceitação das mesmas. para mim, a 1ª parte pessoalmente tocou-me mais, uma vez que fala na perda da avó da personagem principal e o fascínio dela por cozinhas (um sólido 5/5). a 2ª parte é muito mais curta, lida com a perda de irmãos e de amores, é interessante na mesma, mas não me cativou tanto.
tem uma personagem trans por isso pontos para a comunidade LGBTQI++!!
é um livro que quero guardar comigo porque acho que consegue dar força e esperança mesmo numa fase difícil, sem romantizar absolutamente nada a realidade que é perder uma pessoa na nossa vida.
✧˖°˖ quotes preferidas ─────── ☾•
✧˖°˖ boas leituras ! ─────── ☾•
este livro está dividido em 2 partes: kitchen e moonlight shadow. ambas lidam com a morte, perda, amor, solidão e superação/aceitação das mesmas. para mim, a 1ª parte pessoalmente tocou-me mais, uma vez que fala na perda da avó da personagem principal e o fascínio dela por cozinhas (um sólido 5/5). a 2ª parte é muito mais curta, lida com a perda de irmãos e de amores, é interessante na mesma, mas não me cativou tanto.
tem uma personagem trans por isso pontos para a comunidade LGBTQI++!!
é um livro que quero guardar comigo porque acho que consegue dar força e esperança mesmo numa fase difícil, sem romantizar absolutamente nada a realidade que é perder uma pessoa na nossa vida.
✧˖°˖ quotes preferidas ─────── ☾•
“There are many days when all the awful things that happen make you sick at heart, when the path before you is so steep you can't bear to look. Not even love can rescue a person from that.”
“As I grow older, much older, I will experience many things, and I will hit rock bottom again and again. Again and again I will suffer; again and again I will get back on my feet. I will not be defeated. I won't let my spirit be destroyed.”
“To the extent that I had come to understand that despair does not necessarily result in annihilation, that one can go on as usual in spite of it, I had become hardened. Was that what it means to be an adult, to live with ugly ambiguities? I didn't like it, but it made it easier to go on.”
"It was all your imagination. And imagination is sometimes worse than reality.”
“People aren't overcome by situations or outside forces; defeat invades from within, I thought.”
✧˖°˖ boas leituras ! ─────── ☾•
January 22, 2023
Há qualquer coisa de especial na literatura contemporânea japonesa que mais ninguém consegue replicar: a descrição das coisas mais banais do quotidiano vestidas duma magia e conforto para a qual é impossível encontrar comparação. Nunca vi nenhuma outra cultura a fazer isto com a mesma maestria, e é o que me faz adorar tanto literatura japonesa.
O livro debruça-se sobre dois contos cujo foco é o luto após a morte de alguém muito próximo.
No primeiro conto vemos Mikage, uma jovem que luta em reconstruir a sua própria vida depois de perceber que não lhe resta mais família.
No segundo conto temos Satsuki, que tem dificuldade em seguir em frente após a perda trágica do namorado e procura uma forma de encerrar esse capítulo para encontrar paz.
Ambos contos refletem muito sobre o luto, a perda, o apoio que nos resta e as pessoas que nos acompanham. Embora sejam temas doloridos, é um livro que dá alento às pessoas que estejam a passar por algo semelhante. Adorei.
O livro debruça-se sobre dois contos cujo foco é o luto após a morte de alguém muito próximo.
No primeiro conto vemos Mikage, uma jovem que luta em reconstruir a sua própria vida depois de perceber que não lhe resta mais família.
No segundo conto temos Satsuki, que tem dificuldade em seguir em frente após a perda trágica do namorado e procura uma forma de encerrar esse capítulo para encontrar paz.
Ambos contos refletem muito sobre o luto, a perda, o apoio que nos resta e as pessoas que nos acompanham. Embora sejam temas doloridos, é um livro que dá alento às pessoas que estejam a passar por algo semelhante. Adorei.
April 25, 2025
É uma releitura, foi comprado por mim na Feira do Livro em 1997, mas não posso dizer que me lembrasse de alguma coisa, senão do interesse da protagonista pela culinária. Apesar de serem contos que falam de jovens, são muito duros no sofrimento que nos apresentam, histórias bem difíceis de solidão e desamparo. São dois contos curtinhos, lê-se num instante e agora acho que não vou esquecê-los, vão ficar comigo para sempre.
July 18, 2025
difícil explicar o que faz esse livro ser tão bom, mas é! o estilo de linguagem é uma delícia e o tema do luto (comum às duas novelas) é tratado de uma forma tão real e tão leve. por algum motivo me fez lembrar de 'aos prantos no mercado', mas sem as lágrimas. rs
muito bom!
muito bom!
January 2, 2026
Isso pra mim é healing literature!!!!! A vida acontecendo enquanto você precisa lidar com o luto. Achei doloroso e bonito ao mesmo tempo.
Não sabia da sinopse, sempre tive vontade de ler pelo impacto que ele teve (e continua tendo). O luto é tema central dos dois contos (o primeiro tem duas partes e o segundo é outra história) e foi abordado de uma forma muito respeitosa e crível.
Não sabia da sinopse, sempre tive vontade de ler pelo impacto que ele teve (e continua tendo). O luto é tema central dos dois contos (o primeiro tem duas partes e o segundo é outra história) e foi abordado de uma forma muito respeitosa e crível.
August 5, 2022
Kitchen: organizando a dor de perder alguém.
Quando terminei de ler as leituras do mês passado, me vi numa ressaca literária absurda, quase desesperado por ler algo que me fizesse sentir também alguma coisa mas que fosse de leitura mais rápida e fluida. Nesse contexto, pedi para uma amiga que me recomenda-se um livro com essas características, e ela então me emprestou esse aqui (aliás, sigam o perfil literário dela no instagram, @joanalendo).
Neste livro, acompanhamos duas histórias de jovens mulheres que foram vítimas da morte de entes queridos e que se vem sozinhas no mundo. Na primeira história acompanhamos a Mikage Sakurai, uma jovem universitária que perde a única parte de família que lhe resta, sua vó, e se vê sozinha no mundo. Yoichi Tanabe era um menino que trabalhava na loja de flores favorita de sua vó, quem travou um grande afeto com o menino no seu contato na loja. Assim, Tanabe frequenta o funeral da vó e chega a conhecer a neta, Mikage, a quem convida a morar em sua casa (com ele e sua mãe).
Mikage é uma jovem tenra e solitária, afeiçoada por cozinhas (isso mesmo, o espaço físico mesmo). Já de começo você percebe que a Mikage é o tipo de pessoa que vai aceitar morar com Tanabe e a mãe, Eriko. Assim, os três se aproximam e travam alguns diálogos muito bonitos, parecem até formar uma família de verdade. Eriko é uma mulher transexual e é mãe de Yukio, trabalha como dona de um bar gay e é extremamente bem resolvida, divertida e jovial, porém esconde grande sabedoria. Acho que a principal "crítica" relacionada à narrativa é à forma como Banana Yoshimoto trata sobre a questão da identidade de gênero de Eriko. Confesso que eu também fiquei incomodado, não é nada confortável, mas tendo em consideração quando o livro foi escrito e conhecendo como os personagens se amam e respeitam entre eles, você acaba relevando um pouco. É um livro queer? Neh, talvez? As discussões sobre gênero são bem rasas, até porque não é a temática central do livro, que é o luto.
Coisas acontecem que aproximam Yukio e Mikage ainda mais, até que eles se apaixonam. Aliás, eles se apaixonam? Não sei, talvez?
A segunda história é curtinha e trata da vida de Sutsuki após a morte de seu namorado e de sua cunhada. A tristeza de Sutsuki é um pouco mais pungente e visceral, até porque pelo que parece trata-se de uma personagem mais jovem que acaba de perder o primeiro grande amor de sua vida. Nesse meio tempo, ela conhece coincidentemente a Urara, uma misteriosa mulher que aparece na sua vida ao acaso (um acaso até um pouco Murakamiano, if you know what I mean), com quem trava algumas conversas muito interessantes e profundas, chegando no limite de quase ser muito brega, porém nunca chegando lá.
Um dos diálogos mais bonitos é travado entre a Urara e Sutsuki quando esta estava muito gripada.
Enfim, é um livro muito bonito, algumas vezes beirando o poético ("beauty that seems to infuse itself into the heart"). Tirando as ressalvas mencionadas acima, é um livro que chega a ser profundo em algumas de suas nuances. Algumas vezes pode ser brega e os personagens serem muito bonzinhos para serem "reais", mas mesmo assim não desmerece a bela mensagem que a autora passa. É o melhor da sua classe? Não, acho que Murakami fez melhor em Kafka on the Shore. É ruim? Nem um pouco, é um livro muito bom, rápido de ler e não por isso menos profundo.
Nunca saí tão satisfeito de uma ressaca literária.
Quando terminei de ler as leituras do mês passado, me vi numa ressaca literária absurda, quase desesperado por ler algo que me fizesse sentir também alguma coisa mas que fosse de leitura mais rápida e fluida. Nesse contexto, pedi para uma amiga que me recomenda-se um livro com essas características, e ela então me emprestou esse aqui (aliás, sigam o perfil literário dela no instagram, @joanalendo).
Neste livro, acompanhamos duas histórias de jovens mulheres que foram vítimas da morte de entes queridos e que se vem sozinhas no mundo. Na primeira história acompanhamos a Mikage Sakurai, uma jovem universitária que perde a única parte de família que lhe resta, sua vó, e se vê sozinha no mundo. Yoichi Tanabe era um menino que trabalhava na loja de flores favorita de sua vó, quem travou um grande afeto com o menino no seu contato na loja. Assim, Tanabe frequenta o funeral da vó e chega a conhecer a neta, Mikage, a quem convida a morar em sua casa (com ele e sua mãe).
Mikage é uma jovem tenra e solitária, afeiçoada por cozinhas (isso mesmo, o espaço físico mesmo). Já de começo você percebe que a Mikage é o tipo de pessoa que vai aceitar morar com Tanabe e a mãe, Eriko. Assim, os três se aproximam e travam alguns diálogos muito bonitos, parecem até formar uma família de verdade. Eriko é uma mulher transexual e é mãe de Yukio, trabalha como dona de um bar gay e é extremamente bem resolvida, divertida e jovial, porém esconde grande sabedoria. Acho que a principal "crítica" relacionada à narrativa é à forma como Banana Yoshimoto trata sobre a questão da identidade de gênero de Eriko. Confesso que eu também fiquei incomodado, não é nada confortável, mas tendo em consideração quando o livro foi escrito e conhecendo como os personagens se amam e respeitam entre eles, você acaba relevando um pouco. É um livro queer? Neh, talvez? As discussões sobre gênero são bem rasas, até porque não é a temática central do livro, que é o luto.
Coisas acontecem que aproximam Yukio e Mikage ainda mais, até que eles se apaixonam. Aliás, eles se apaixonam? Não sei, talvez?
A segunda história é curtinha e trata da vida de Sutsuki após a morte de seu namorado e de sua cunhada. A tristeza de Sutsuki é um pouco mais pungente e visceral, até porque pelo que parece trata-se de uma personagem mais jovem que acaba de perder o primeiro grande amor de sua vida. Nesse meio tempo, ela conhece coincidentemente a Urara, uma misteriosa mulher que aparece na sua vida ao acaso (um acaso até um pouco Murakamiano, if you know what I mean), com quem trava algumas conversas muito interessantes e profundas, chegando no limite de quase ser muito brega, porém nunca chegando lá.
Um dos diálogos mais bonitos é travado entre a Urara e Sutsuki quando esta estava muito gripada.
With a cold - she spoke evenly, lowering her eyes a little- now is the hardest time. Maybe even harder than dying, but this is probably as bad as it can get. You might come to fear the next time you get a cold; it will be as bad as this, but if you just hold steady, it won't be. That's how it works. You could take the negative view and live in fear: Will it happen again? But it won't hurt so much if you just accept it as a part of life(claramente aqui falando da morte, né, galera)
Enfim, é um livro muito bonito, algumas vezes beirando o poético ("beauty that seems to infuse itself into the heart"). Tirando as ressalvas mencionadas acima, é um livro que chega a ser profundo em algumas de suas nuances. Algumas vezes pode ser brega e os personagens serem muito bonzinhos para serem "reais", mas mesmo assim não desmerece a bela mensagem que a autora passa. É o melhor da sua classe? Não, acho que Murakami fez melhor em Kafka on the Shore. É ruim? Nem um pouco, é um livro muito bom, rápido de ler e não por isso menos profundo.
Nunca saí tão satisfeito de uma ressaca literária.
May 29, 2026
finalmente voltei a me sentir fisgada por uma narrativa! gostei muito das duas primeiras partes, a terceira tem seu charme mas às vezes me pareceu um pouco piegas, beirando a auto ajuda. apesar disso, é um livro muito sensível e ao mesmo tempo mundano. fui pega de surpresa pelo tema porque comecei a ler às escuras, e foi ótimo ver como a vida ainda pode ser vivida e bonita depois do luto, tem momentos que a gente se esquece disso e foi bom ser relembrada.
February 27, 2024
é tão simples, mas é escrito de um jeito tão bonito, não dá pra largar
November 2, 2024
Uma leitura muito pertinente para o Dia de Finados, data em que terminei o livro. Em suas duas histórias, "Kitchen" carrega algo de doméstico e brilhante, como uma cozinha iluminada pelo sol da manhã - mas também algo de saudoso, como se esta mesma cozinha um dia tivesse sido espaço para parentes que riam e conversavam, mas que agora já se foram. É nessa nota que Yoshimoto trabalha, equilibrando com delicadeza a devastação do luto e a doçura escondida nesse sentimento que nada mais é do que uma das mais poderosas manifestações do amor.
January 31, 2021
(Não vou mentir que não me incomodou que repetidas vezes a dona de boate Eriko foi chamada de homem; mas a caracterização totalmente afetuosa da personagem talvez me permita colocar a insistência na conta dos mais de 30 anos que se passaram desde a publicação do livro.)
Os dois textos são narrados por jovens mulheres que recentemente sofreram uma perda. Ambos têm como tom aquela espécie de desespero anestesiado que a gente sente quando alguém que amamos morre, e falam da dinâmica entre comida e sentimentos, comida e relações e, claro, comida e afeto.
Em “Kitchen”, amei a suavidade com que o cotidiano desliza para o fantástico, ou sobrenatural - inclusive acho que não fazer grande diferenciação entre os dois colaborou muito para a qualidade do livro. A cena envolvendo a limpeza da cozinha do apartamento da protagonista Mikage é maravilhosa. O trecho da viagem de táxi brinca com o leitor, que já está meio escaldado das coisas estranhas e oníricas ocorridas anteriormente. Um primor.
“Moonlight Shadow” tem o sobrenatural mais claramente apartado do real, com uma feliz exceção em Urara e sua explicação sobre como consegue números de telefone com relativa facilidade (ou em sua capacidade de curar resfriados). O arco dessa narrativa é bem mais claro e estruturado do que “Kitchen”, o que de certa forma me facilitou o conforto na leitura.
De forma geral, embora não tenha sido um livro daqueles que te provoca a intuir coisas que tu não te dava conta antes dele, é uma boa leitura. Escrita de qualidade, bem direta, e muitos pontos positivos reunidos em só 150 páginas.
Os dois textos são narrados por jovens mulheres que recentemente sofreram uma perda. Ambos têm como tom aquela espécie de desespero anestesiado que a gente sente quando alguém que amamos morre, e falam da dinâmica entre comida e sentimentos, comida e relações e, claro, comida e afeto.
Em “Kitchen”, amei a suavidade com que o cotidiano desliza para o fantástico, ou sobrenatural - inclusive acho que não fazer grande diferenciação entre os dois colaborou muito para a qualidade do livro. A cena envolvendo a limpeza da cozinha do apartamento da protagonista Mikage é maravilhosa. O trecho da viagem de táxi brinca com o leitor, que já está meio escaldado das coisas estranhas e oníricas ocorridas anteriormente. Um primor.
“Moonlight Shadow” tem o sobrenatural mais claramente apartado do real, com uma feliz exceção em Urara e sua explicação sobre como consegue números de telefone com relativa facilidade (ou em sua capacidade de curar resfriados). O arco dessa narrativa é bem mais claro e estruturado do que “Kitchen”, o que de certa forma me facilitou o conforto na leitura.
De forma geral, embora não tenha sido um livro daqueles que te provoca a intuir coisas que tu não te dava conta antes dele, é uma boa leitura. Escrita de qualidade, bem direta, e muitos pontos positivos reunidos em só 150 páginas.
March 17, 2024
adoro o nome dessa autora ser banana yoshimoto
November 16, 2023
O jeitinho que a Banana Yoshimoto escreve é gostoso demais. Essa edição foi traduzida do italiano e vamos combinar que precisamos de uma nova edição traduzida do japonês para ontem.
Obs: Ela adora uma polêmica pelo visto. Tanto aqui em Kitchen como em True Premonition, ambos de 1988 originalmente, ela sustenta relações familiares repletas de tabu.
Obs: Ela adora uma polêmica pelo visto. Tanto aqui em Kitchen como em True Premonition, ambos de 1988 originalmente, ela sustenta relações familiares repletas de tabu.
April 30, 2015
um de cada lado do rio
Read
February 2, 2025uau esse aqui oficialmente um novo favorito!!
ai algo na escrita da banana yoshimoto que fazem com que os livros dela sejam tão aconchegantes apesar de se tratarem de temas relativamente duros.
kitchen tangencia tantos aspectos da vida adulta que foi impossível não sentir que a história estivesse acontecendo bem na minha frente. mesmo sendo um livro escrito há décadas, eu senti como se os personagens fossem como meus amigos próximos. mas vai além: também te conforta..... no sentido de que você termina o livro e é como se todo aquele sensação de estar sobrecarregado desaparecesse.
uma pena que eu tive que ler 90% desse livro em uma loja porque simplesmente roubaram o exemplar que tinha na biblioteca. assim que eu terminei eu queria começar a ler de novo!!
ai algo na escrita da banana yoshimoto que fazem com que os livros dela sejam tão aconchegantes apesar de se tratarem de temas relativamente duros.
kitchen tangencia tantos aspectos da vida adulta que foi impossível não sentir que a história estivesse acontecendo bem na minha frente. mesmo sendo um livro escrito há décadas, eu senti como se os personagens fossem como meus amigos próximos. mas vai além: também te conforta..... no sentido de que você termina o livro e é como se todo aquele sensação de estar sobrecarregado desaparecesse.
uma pena que eu tive que ler 90% desse livro em uma loja porque simplesmente roubaram o exemplar que tinha na biblioteca. assim que eu terminei eu queria começar a ler de novo!!
January 13, 2023
Foi meu primeiro contato com Yoshimoto. A escrita da autora é uma delícia e torna eventos mundanos e corriqueiros em reflexões profundas, mas sem deixar de perder a delicadeza. Essa habilidade de mostrar o cotidiano embebido nos pensamentos das personagens foi um dos pontos que me conquistou. Minha única crítica em relação a esse livro é a presença de um conto no final que eu achei que foi algo meio jogado. Achei que tinha alguma relação com a trama principal e fiquei me sentindo perdida até ler aqui que se tratava de uma história independente. Enfim, estou curiosa para ler mais livros da autora
August 30, 2026
Meu primeiro livro da literatura japonesa. A história fala sobre luto, amizade e recomeços. Achei interessante a forma como a autora aborda o luto, mostrando diferentes maneiras de lidar com a perda e de tentar se reencontrar depois dela.
O livro é dividido em 3 partes: o primeiro e o segundo conto são uma continuação, enquanto o terceiro é uma outra história, porém com o mesmo tema: o luto.
Confesso que o motivo que me levou a ler foi o fato da personagem perder a avó. Achei que esse seria o foco do livro, mas percebi que a autora aborda o luto de uma forma mais ampla, através de diferentes personagens e perdas.
É um livro leve e sensível ao mesmo tempo.
3,5 ⭐️
O livro é dividido em 3 partes: o primeiro e o segundo conto são uma continuação, enquanto o terceiro é uma outra história, porém com o mesmo tema: o luto.
Confesso que o motivo que me levou a ler foi o fato da personagem perder a avó. Achei que esse seria o foco do livro, mas percebi que a autora aborda o luto de uma forma mais ampla, através de diferentes personagens e perdas.
É um livro leve e sensível ao mesmo tempo.
3,5 ⭐️
April 3, 2024
"No matter what, I want to continue living with the awareness that I will die. Whitout that, I am not alive. That is what makes the life I have now possible."
Por que me matastes Banana? Que livro lindo. O "Harboiled & Hard luck" já tinha sido uma surpresa maravilhosa pra mim. Agora, esse livro só confirma o quanto eu gosto de ler o que tu escreve.
Eu tentei escrever qualquer coisa aqui pra descrever o que eu senti lendo esse livro, mas é inútil.
"Words, too explicit, always cast a shadow over the faint glow."
Por que me matastes Banana? Que livro lindo. O "Harboiled & Hard luck" já tinha sido uma surpresa maravilhosa pra mim. Agora, esse livro só confirma o quanto eu gosto de ler o que tu escreve.
Eu tentei escrever qualquer coisa aqui pra descrever o que eu senti lendo esse livro, mas é inútil.
"Words, too explicit, always cast a shadow over the faint glow."
May 31, 2026
Aborda o luto de uma forma poética mas ao mesmo tempo dura; queremos estar sozinhos mas temos sempre alguém presente, que está lá, nem que seja só para nos fazer um chá ou uma refeição que sabe a casa.
Confesso que este livro tocou-me de uma forma inesperadamente pessoal, talvez porque quando o luto é real, o reconhecemos, seja qual for a sua forma.
Confesso que este livro tocou-me de uma forma inesperadamente pessoal, talvez porque quando o luto é real, o reconhecemos, seja qual for a sua forma.
August 23, 2022
caras que livro lindo 😭😭😭 meu deus
March 9, 2023
amei tanto tanto virou um favorito da vida
January 3, 2024
provavelmente melhor livro do ano e ele acabou de começar
February 26, 2025
Lindo :')
December 14, 2025
Que livro maravilhoso!!!!!!
January 15, 2026
amei, é isso
March 8, 2026
gostei, mas me cansou um pouco
April 12, 2026
Olha: o romance não é o mais profundo nem muito bem estruturado, não; mas dá pra sentir por debaixo um poço de verdade e intenções que não deixam de ser tocantes.
October 24, 2025
um livro que fala muito sobre luto, um abraço necessário nos últimos dias
June 17, 2026
chorei
August 4, 2024
um livro encantador que oferece uma ambientação confortante e acolhedora. a narrativa conduz o leitor através de espaços domésticos que exalam familiaridade e conforto, especialmente a cozinha, que se torna um símbolo de refúgio. yoshimoto descreve com maestria os detalhes simples e cotidianos, transformando eles em elementos de profundo significado emocional. uma leitura super intimista.
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