What do you think?


La Comédie Humaine #24
Le Colonel Chabert
Le Colonel Chabert est supposé avoir été tué sur le champ d'honneur dans l'une des batailles de Napoléon. Laissé pour mort sur le champ de bataille d'Eylau et ayant perdu sa mémoire, il a passé un an dans un asile. Le roman commence quand il revient à Paris, à la vie qu'il avait laisse derrière lui, seulement pour découvrir que, en son absence, sa vie - sa famille, sa société, son identité - a changé. Napoléon est déposée, l'aristocratie est revenu au pouvoir, comme si la révolution ne s'était jamais produit. Sa femme, croyant qu'il était mort, s'est remariée avec un aristocrate. Horrifié car elle prétend qu'elle ne le reconnaît pas, et rendu malade par une société qui ne reconnaît pas ses mérites antérieurs, Chabert fait la promesse de regagner son argent et sa réputation.
208 pages, Mass Market Paperback
First published January 1, 1832
About the author
Honoré de Balzac
10.2k books4,569 followersFrench writer Honoré de Balzac (born Honoré Balzac), a founder of the realist school of fiction, portrayed the panorama of society in a body of works, known collectively as
La comédie humaine
.
Honoré de Balzac authored 19th-century novels and plays. After the fall of Napoléon in 1815, his magnum opus, a sequence of almost a hundred novels and plays, entitled, presents life in the years.
Due to keen observation of fine detail and unfiltered representation, European literature regards Balzac. He features renowned multifaceted, even complex, morally ambiguous, full lesser characters. Character well imbues inanimate objects; the city of Paris, a backdrop, takes on many qualities. He influenced many famous authors, including the novelists Marcel Proust, Émile Zola, Charles John Huffam Dickens, Gustave Flaubert, Henry James, and Jack Kerouac as well as important philosophers, such as Friedrich Engels. Many works of Balzac, made into films, continue to inspire.
An enthusiastic reader and independent thinker as a child, Balzac adapted with trouble to the teaching style of his grammar. His willful nature caused trouble throughout his life and frustrated his ambitions to succeed in the world of business. Balzac finished, and people then apprenticed him as a legal clerk, but after wearying of banal routine, he turned his back on law. He attempted a publisher, printer, businessman, critic, and politician before and during his career. He failed in these efforts From his own experience, he reflects life difficulties and includes scenes.
Possibly due to his intense schedule and from health problems, Balzac suffered throughout his life. Financial and personal drama often strained his relationship with his family, and he lost more than one friend over critical reviews. In 1850, he married Ewelina Hańska, his longtime paramour; five months later, he passed away.
Honoré de Balzac authored 19th-century novels and plays. After the fall of Napoléon in 1815, his magnum opus, a sequence of almost a hundred novels and plays, entitled, presents life in the years.
Due to keen observation of fine detail and unfiltered representation, European literature regards Balzac. He features renowned multifaceted, even complex, morally ambiguous, full lesser characters. Character well imbues inanimate objects; the city of Paris, a backdrop, takes on many qualities. He influenced many famous authors, including the novelists Marcel Proust, Émile Zola, Charles John Huffam Dickens, Gustave Flaubert, Henry James, and Jack Kerouac as well as important philosophers, such as Friedrich Engels. Many works of Balzac, made into films, continue to inspire.
An enthusiastic reader and independent thinker as a child, Balzac adapted with trouble to the teaching style of his grammar. His willful nature caused trouble throughout his life and frustrated his ambitions to succeed in the world of business. Balzac finished, and people then apprenticed him as a legal clerk, but after wearying of banal routine, he turned his back on law. He attempted a publisher, printer, businessman, critic, and politician before and during his career. He failed in these efforts From his own experience, he reflects life difficulties and includes scenes.
Possibly due to his intense schedule and from health problems, Balzac suffered throughout his life. Financial and personal drama often strained his relationship with his family, and he lost more than one friend over critical reviews. In 1850, he married Ewelina Hańska, his longtime paramour; five months later, he passed away.
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 21 of 21 reviews
October 9, 2016
"Farão os mortos muito mal em voltar?" Esta interrogação pode parecer, à primeira vista, um paradoxo, uma ideia inusitada concebida no mais puro sentido do irreal, do invulgar e, até mesmo, do inconcebível.
O que me fez decidir pela leitura desta pequena novela de Balzac foi, precisamente, o facto de tê-la encontrado mencionada de forma efusiva e detalhada, em "Os Enamoramentos" do autor espanhol Javier Marías, tendo logo despertado a minha curiosidade. A questão que se coloca, em ambas as narrativas, é justamente o que poderia decorrer do facto de, tendo um dos nossos entes queridos morrido, o que aconteceria se voltassem, se bem que em "O Coronel Chabert" essa situação constitui uma realidade e em "Os Enamoramentos" uma hipótese. Tendemos a pensar que, se voltassem, ficaríamos extraordinariamente felizes, passaríamos a acreditar em milagres, na existência de Deus ou talvez do diabo, acarinharíamos essa pessoa ou pelo contrário, já com a vida refeita, reconstruída, reestruturada, pacificada a perda e a ausência, como nos sentiríamos? Como se sentiria o "defunto" (termo frequentemente utilizado por Balzac para designar o militar).
O enredo de "O Coronel Chabert" aborda precisamente essa última hipótese. Dado como morto na batalha de Eylau - que opôs o exército russo ao napoleónico em 1807 - Hyeronimus Charbet após nove anos de hospitalizações e deambulações, chega a Paris onde encontra a sua mulher (a suposta viúva) em posse de toda a sua fortuna, feita condessa por força do seu casamento com o conde Ferraud e mãe de dois filhos. Exasperado pelo facto de viver como um indigente, tendo consciência do erro que terá transformado e transtornado a sua existência, Chabert procurará a restituição da sua fortuna, dos seus bens, do seu nome, da sua patente de general e da sua mulher ... convenhamos que se trata de uma situação insustentável na sua dramaticidade, mesmo se ocorresse nos dias de hoje.
Para esse desiderato, o coronel procurará o apoio de um advogado, Derville, personagem dúbia já que também zela pelos interesses da condessa, pelo que não se compreende muito bem de que lado se posiciona na querela. Mas não deixa de ser uma figura interessantíssima no que traduz e exemplifica os conflitos e a problemática social de uma época em que os cartórios (locais onde se exercia a advocacia) surgem como "esgotos que não podem ser desentupidos".
Nesse sentido e dentro da estrutura narrativa balzaquiana, este novela também não foge às regras. Assim, o advogado Derville, habituado a lidar com as mais improváveis situações, elenca uma série de modelos que exemplificam os males sociais coevos, e que foram retirados de outras obras de Balzac. "Quantas coisas não aprendi ao exercer o meu cargo. Vi um pai morrer num sótão sem um tostão e na penúria, abandonado por duas filhas a quem tinha dado quarenta mil libras de renda ["Le Père Goriot"], vi mães deixarem os seus filhos sem nada ["Gobseck"], maridos a roubarem as suas mulheres , mulheres a matarem os seus maridos e a servirem-se do amor que lhes inspiravam para os levar à loucura ou à imbecilidade, a fim de viverem em paz com um amante ["La Rabouilleuse"]. Vi mulheres que suscitaram ao filho do seu primeiro leito, gostos que os levaram à morte, para reservarem a sua fortuna ao filho do amor ["La Femme de Trente Ans"]". É Balzac, palavras para quê ... ?
Quanto ao Coronel Charbet se conseguiu ou não os seus intentos, deixo à curiosidade dos possíveis interessados nesta história invulgarmente interessante :)
O que me fez decidir pela leitura desta pequena novela de Balzac foi, precisamente, o facto de tê-la encontrado mencionada de forma efusiva e detalhada, em "Os Enamoramentos" do autor espanhol Javier Marías, tendo logo despertado a minha curiosidade. A questão que se coloca, em ambas as narrativas, é justamente o que poderia decorrer do facto de, tendo um dos nossos entes queridos morrido, o que aconteceria se voltassem, se bem que em "O Coronel Chabert" essa situação constitui uma realidade e em "Os Enamoramentos" uma hipótese. Tendemos a pensar que, se voltassem, ficaríamos extraordinariamente felizes, passaríamos a acreditar em milagres, na existência de Deus ou talvez do diabo, acarinharíamos essa pessoa ou pelo contrário, já com a vida refeita, reconstruída, reestruturada, pacificada a perda e a ausência, como nos sentiríamos? Como se sentiria o "defunto" (termo frequentemente utilizado por Balzac para designar o militar).
O enredo de "O Coronel Chabert" aborda precisamente essa última hipótese. Dado como morto na batalha de Eylau - que opôs o exército russo ao napoleónico em 1807 - Hyeronimus Charbet após nove anos de hospitalizações e deambulações, chega a Paris onde encontra a sua mulher (a suposta viúva) em posse de toda a sua fortuna, feita condessa por força do seu casamento com o conde Ferraud e mãe de dois filhos. Exasperado pelo facto de viver como um indigente, tendo consciência do erro que terá transformado e transtornado a sua existência, Chabert procurará a restituição da sua fortuna, dos seus bens, do seu nome, da sua patente de general e da sua mulher ... convenhamos que se trata de uma situação insustentável na sua dramaticidade, mesmo se ocorresse nos dias de hoje.
Para esse desiderato, o coronel procurará o apoio de um advogado, Derville, personagem dúbia já que também zela pelos interesses da condessa, pelo que não se compreende muito bem de que lado se posiciona na querela. Mas não deixa de ser uma figura interessantíssima no que traduz e exemplifica os conflitos e a problemática social de uma época em que os cartórios (locais onde se exercia a advocacia) surgem como "esgotos que não podem ser desentupidos".
Nesse sentido e dentro da estrutura narrativa balzaquiana, este novela também não foge às regras. Assim, o advogado Derville, habituado a lidar com as mais improváveis situações, elenca uma série de modelos que exemplificam os males sociais coevos, e que foram retirados de outras obras de Balzac. "Quantas coisas não aprendi ao exercer o meu cargo. Vi um pai morrer num sótão sem um tostão e na penúria, abandonado por duas filhas a quem tinha dado quarenta mil libras de renda ["Le Père Goriot"], vi mães deixarem os seus filhos sem nada ["Gobseck"], maridos a roubarem as suas mulheres , mulheres a matarem os seus maridos e a servirem-se do amor que lhes inspiravam para os levar à loucura ou à imbecilidade, a fim de viverem em paz com um amante ["La Rabouilleuse"]. Vi mulheres que suscitaram ao filho do seu primeiro leito, gostos que os levaram à morte, para reservarem a sua fortuna ao filho do amor ["La Femme de Trente Ans"]". É Balzac, palavras para quê ... ?
Quanto ao Coronel Charbet se conseguiu ou não os seus intentos, deixo à curiosidade dos possíveis interessados nesta história invulgarmente interessante :)
May 19, 2026
Há livros pequenos que carregam uma densidade humana enorme.
Este é uma obra curta, mas talhada à foice, seca e cruel na forma como mostra o que o tempo, a sociedade e os interesses fazem às pessoas.
Fica a ideia de que o tempo consegue "apagar" alguém ainda vivo.
Balzac escreve de forma muito visual. É quase um retrato de Rembrandt sem moldura, onde o jogo de luz e sombra se mistura para revelar o lado mais escuro da condição humana.
Não há excesso de palavras. Tudo é directo, sóbrio e olhado de frente, numa escrita que carrega uma lucidez amarga.
Balzac mostra a sociedade agarrada ao poder, ao estatuto e ao dinheiro, enquanto o cenário vai dando pinceladas subtis de França pós-Napoleão.
Na verdade, enquanto lia, vislumbrei por diversas vezes uma tela melancólica no meio do ruído do mundo.
Existe uma certa tristeza silenciosa que atravessa a obra inteira.
“Há felicidades em que já não acreditamos; caem como um raio, e fulminam-nos."
Esta frase ficou presa.
Voltei atrás e transcrevi-a, como quem quer reter a beleza da tristeza.
Percebe-se facilmente a importância de Balzac na literatura francesa. Como disse o próprio:
“O que ele (Napoleão) não conseguiu concluir com a espada, eu realizá-lo-ei com a pena.”
Sente-se isso nesta obra, onde ele desmonta o cenário da época peça por peça, mostrando o que existe por trás das aparências.
É um livro sobre o esquecimento, o orgulho humano e sobre a forma como o mundo continua sempre a avançar, pintando novos dias por cima de quem ficou para trás.
Gostei mesmo muito deste pequeno grande livro ✨
Anotem 📝Ideal para aqueles que apreciam obras curtas mas repletas de grandiosidade.
“...vale mais ter luxo nos sentimentos do que no vestuário."
Curiosidades:
Para os mais interessados, existe adaptação cinematográfica
🎬O Coronel Chabert - Filme 1994
É a mais famosa e premiada, com Gérard Depardieu.
Este é uma obra curta, mas talhada à foice, seca e cruel na forma como mostra o que o tempo, a sociedade e os interesses fazem às pessoas.
Fica a ideia de que o tempo consegue "apagar" alguém ainda vivo.
Balzac escreve de forma muito visual. É quase um retrato de Rembrandt sem moldura, onde o jogo de luz e sombra se mistura para revelar o lado mais escuro da condição humana.
Não há excesso de palavras. Tudo é directo, sóbrio e olhado de frente, numa escrita que carrega uma lucidez amarga.
Balzac mostra a sociedade agarrada ao poder, ao estatuto e ao dinheiro, enquanto o cenário vai dando pinceladas subtis de França pós-Napoleão.
Na verdade, enquanto lia, vislumbrei por diversas vezes uma tela melancólica no meio do ruído do mundo.
Existe uma certa tristeza silenciosa que atravessa a obra inteira.
“Há felicidades em que já não acreditamos; caem como um raio, e fulminam-nos."
Esta frase ficou presa.
Voltei atrás e transcrevi-a, como quem quer reter a beleza da tristeza.
Percebe-se facilmente a importância de Balzac na literatura francesa. Como disse o próprio:
“O que ele (Napoleão) não conseguiu concluir com a espada, eu realizá-lo-ei com a pena.”
Sente-se isso nesta obra, onde ele desmonta o cenário da época peça por peça, mostrando o que existe por trás das aparências.
É um livro sobre o esquecimento, o orgulho humano e sobre a forma como o mundo continua sempre a avançar, pintando novos dias por cima de quem ficou para trás.
Gostei mesmo muito deste pequeno grande livro ✨
Anotem 📝Ideal para aqueles que apreciam obras curtas mas repletas de grandiosidade.
“...vale mais ter luxo nos sentimentos do que no vestuário."
Curiosidades:
Para os mais interessados, existe adaptação cinematográfica
🎬O Coronel Chabert - Filme 1994
É a mais famosa e premiada, com Gérard Depardieu.
January 28, 2021
Não há dúvida que dentre as muitas novelas de Balzac, esta se encontra entre as melhores, dado que com uma escrita poética e fluida, o autor nos induz a questão da vida, da morte, do reconhecimento e por fim, do aparecimento.
Estamos diante da história do coronel Chabert e do infortúnio que um erro desencadeia em sua vida, de maneira que voltando a vida, encontra tamanhas dificuldades e dissabores que por vezes se questiona se teria um homem morto o direito de voltar a sua própria vida.
Nesse ínterim, buscando reatar parte da antiga vida e identidade, novas decepções aparecem na vida (ou seria morte?) do estimado coronel napoleônico, nos levando a uma breve, mas interessante trama e questionamentos acerca da presença e do impacto que algumas pessoas possuem em nossa vida.
Com um final não previsível, é possível observar a valoração que Balzac da a sociedade, bem como algumas críticas a ela, tornando, assim, uma ótima obra.
Estamos diante da história do coronel Chabert e do infortúnio que um erro desencadeia em sua vida, de maneira que voltando a vida, encontra tamanhas dificuldades e dissabores que por vezes se questiona se teria um homem morto o direito de voltar a sua própria vida.
Nesse ínterim, buscando reatar parte da antiga vida e identidade, novas decepções aparecem na vida (ou seria morte?) do estimado coronel napoleônico, nos levando a uma breve, mas interessante trama e questionamentos acerca da presença e do impacto que algumas pessoas possuem em nossa vida.
Com um final não previsível, é possível observar a valoração que Balzac da a sociedade, bem como algumas críticas a ela, tornando, assim, uma ótima obra.
June 17, 2019
O Coronel Chabert é uma história incrível, curtinha, que faz parte da Comédia Humana de Balzac. Temos como cenário a França do começo do século XIX, que vivia uma época de inconstâncias políticas, e como personagem principal um homem, dito herói de uma batalha, que, dado como morto, ressurge anos depois para retomar sua esposa - já casada com outro e com filhos, e sua identidade.
Balzac é um mestre da escrita e da descrição dos costumes de sua época. Sabe retratar com fineza, elegância e fidelidade o comportamento humano diante do poder e diante da miséria. Faz de uma simples e breve história, um deleite para que a lê. Leiam!
www.historiasdepapel.com.br
@historiasdepapel_
Balzac é um mestre da escrita e da descrição dos costumes de sua época. Sabe retratar com fineza, elegância e fidelidade o comportamento humano diante do poder e diante da miséria. Faz de uma simples e breve história, um deleite para que a lê. Leiam!
www.historiasdepapel.com.br
@historiasdepapel_
March 15, 2024
"Estive enterrado sob os mortos, mas agora estou enterrado sob os vivos, sob certidões, sob fatos, sob a sociedade inteira, que quer me fazer voltar para debaixo da terra!"
December 30, 2014
O coronel Chabert é dado como morto em batalha e após quase 20 anos reaparece vivinho da silva. Mas tudo está mudado: sua esposa, atual condessa Ferraud, acreditando-se viúva casa-se novamente, o cenário político de Paris é outro e o coronel precisa provar sua identidade a fim de recuperar sua pensão, fortuna e principalmente, seu lugar na sociedade parisiense. Para isso procura o famoso advogado Derville, presente em outros processos da comédia humana.
Amei a primeira parte do livro em que o ambiente de um escritório de advocacia é o palco e Balzac soube descrever de forma muito divertida e realista seus personagens: escreventes, advogados, juízes, estagiários, etc, usando piadas que tornam a novela muito atual. Aos poucos vão se delineando as intenções dos envolvidos e seus carácteres. Uma situação que parece ser simples vai se mostrando cada vez mais difícil de se resolver, especialmente por conta da forma de agir de cada um. A probidade de uns contra a malevolência e perfídia de outros. Torci por um final diferente mas achei coerente.
Histórico de leitura
82% (72 de 88)
"Assim que um homem cai nas mãos da justiça, nada mais é do que um ser moral, uma questão de direito ou de fato, da mesma forma pela qual, aos olhos de um estatístico, torna-se um algarismo."
40% (35 de 88)
"- Senhor, se eu então fosse um rapaz bonito, não teria sofrido nenhuma das desgraças que se abateram sobre mim. As mulheres acreditam nos homens quando eles recheiam suas frases com a palavra "amor". Aí então elas correm, agem, desdobram-se, intrigam, afirmam as coisas, fazem o diabo por aquele que lhes agrada."
13% (11 de 88)
"- Bolas! Outra vez o velho do capote!"
Amei a primeira parte do livro em que o ambiente de um escritório de advocacia é o palco e Balzac soube descrever de forma muito divertida e realista seus personagens: escreventes, advogados, juízes, estagiários, etc, usando piadas que tornam a novela muito atual. Aos poucos vão se delineando as intenções dos envolvidos e seus carácteres. Uma situação que parece ser simples vai se mostrando cada vez mais difícil de se resolver, especialmente por conta da forma de agir de cada um. A probidade de uns contra a malevolência e perfídia de outros. Torci por um final diferente mas achei coerente.
Histórico de leitura
82% (72 de 88)
"Assim que um homem cai nas mãos da justiça, nada mais é do que um ser moral, uma questão de direito ou de fato, da mesma forma pela qual, aos olhos de um estatístico, torna-se um algarismo."
40% (35 de 88)
"- Senhor, se eu então fosse um rapaz bonito, não teria sofrido nenhuma das desgraças que se abateram sobre mim. As mulheres acreditam nos homens quando eles recheiam suas frases com a palavra "amor". Aí então elas correm, agem, desdobram-se, intrigam, afirmam as coisas, fazem o diabo por aquele que lhes agrada."
13% (11 de 88)
"- Bolas! Outra vez o velho do capote!"
July 7, 2024
Coronel Chabert é uma novela curtinha, de apenas 83 páginas na minha edição e, no entanto, os traços de Balzac são fortes ao retratar o comportamento humano diante do poder e da miséria.
A narrativa é simples e nos apresenta ao coronel Chabert, que lutou sob o comando de Napoleão e foi essencial para o sucesso do famoso ataque de Murat" na Batalha de Eylau (1807). Um grande herói, que foi declarado morto mas, inacreditavelmente, sobreviveu. Há muito tempo incapacitado, ele não conseguiu convencer ninguém de que era quem afirmava ser, nem mesmo sua esposa, pois todos estavam certos de que Chabert estava morto. Durante dez anos permaneceu "rejeitado pela mulher, pela lei, por todo o mundo social". Sua esposa casou-se novamente com o Conde Ferraud, por "amor, fortuna e ambição ao mesmo tempo", usufruindo de sua condição de herdeira, enquanto Chabert padecia na miséria.
Chabert, porém, encontra em seu caminho advogado ambicioso, Derville, que também é o advogado de sua viúva e o convence a atuar a seu favor.
A partir dessa passagem, acompanhamos com profunda cólera a ingenuidade e bondade de Chabert, confrontada com a imoralidade da esposa, resumida de maneira admirável nesse fragmento: "O infortúnio é uma espécie de talismã cuja virtude consiste em corroborar nossa constituição primitiva: ele aumenta a desconfiança e a maldade de certos homens, assimo como aumenta a bondade dos que têm um coração excelente." Trabalho pequeno e bastante poderoso.
"Tudo e todos, paixões e famílias, se constroem e se destroem na insana busca por ouro e prazer".
A narrativa é simples e nos apresenta ao coronel Chabert, que lutou sob o comando de Napoleão e foi essencial para o sucesso do famoso ataque de Murat" na Batalha de Eylau (1807). Um grande herói, que foi declarado morto mas, inacreditavelmente, sobreviveu. Há muito tempo incapacitado, ele não conseguiu convencer ninguém de que era quem afirmava ser, nem mesmo sua esposa, pois todos estavam certos de que Chabert estava morto. Durante dez anos permaneceu "rejeitado pela mulher, pela lei, por todo o mundo social". Sua esposa casou-se novamente com o Conde Ferraud, por "amor, fortuna e ambição ao mesmo tempo", usufruindo de sua condição de herdeira, enquanto Chabert padecia na miséria.
Chabert, porém, encontra em seu caminho advogado ambicioso, Derville, que também é o advogado de sua viúva e o convence a atuar a seu favor.
A partir dessa passagem, acompanhamos com profunda cólera a ingenuidade e bondade de Chabert, confrontada com a imoralidade da esposa, resumida de maneira admirável nesse fragmento: "O infortúnio é uma espécie de talismã cuja virtude consiste em corroborar nossa constituição primitiva: ele aumenta a desconfiança e a maldade de certos homens, assimo como aumenta a bondade dos que têm um coração excelente." Trabalho pequeno e bastante poderoso.
"Tudo e todos, paixões e famílias, se constroem e se destroem na insana busca por ouro e prazer".
April 3, 2026
Um bom Balzac típico para refrescar a leitura! Ainda por cima com uma crítica à morosidade da justiça!
Aqui acompanhamos um homem (um herói) injustiçado, que voltou dos mortos (literalmente), tendo de lidar em primeira mão com os sofrimentos que os pobres sem nome enfrentam para conseguir levar a sua causa (justa e real) a bom porto. Spoiler: não consegue
Nunca subestimem o poder de uma mulher que não quer nem por nada que os fantasmas do passado a assombrem!
Aqui acompanhamos um homem (um herói) injustiçado, que voltou dos mortos (literalmente), tendo de lidar em primeira mão com os sofrimentos que os pobres sem nome enfrentam para conseguir levar a sua causa (justa e real) a bom porto. Spoiler: não consegue
Nunca subestimem o poder de uma mulher que não quer nem por nada que os fantasmas do passado a assombrem!
February 1, 2025
curtinho mas o suficiente para nos indignar e nos fazer questionar sobre identidade, perdas, luta na busca pela identidade quando algo sério acontece. muitas vezes a batalha pra mostrar quem somos é a maior que enfrentamos.
October 16, 2025
Uma verdadeira maravilha. Os mortos não podem voltar. Devem simplesmente passar, e deixar que sua estejam apenas em nossos pensamentos e sentimentos, e que com o tempo diluam sua presença até que desapareçam. Uma história que, apesar de curta e sintética, nos deixa uma mensagem importante.
December 4, 2018
"Acrescentou com um desses belos sorrisos que, na sua graça, refletem sempre uma bela alma."
December 30, 2021
Um clássico em todos os sentidos. Como sempre Balzac, um crítico mordaz de seu tempo, cria um enredo que nos prende, enquanto tece comentários ácidos sobre a sociedade e a civilização.
Read
November 6, 2022a condessa ícone feminista manipulando Todos os homens do livro ela n perde uma ! 👸
May 28, 2025
Coronel Chabert é um curto estudo de personagem sobre a crueldade e o descaso.
Um homem que perde seus direitos e sua dignidade e até mesmo duvida de quem ele é.
Triste e infelizmente muito real.
Um homem que perde seus direitos e sua dignidade e até mesmo duvida de quem ele é.
Triste e infelizmente muito real.
November 24, 2025
Gostei muito do meu primeiro contato com a escrita do Balzac! Gostei da história…agora quero ler a mulher de 30 ou o Pai Goriot
December 25, 2025
Muito bom
June 27, 2026
brilhante, uma história bonita e muito bem contada
April 16, 2023
Compreendo a importância de Balzac para o entendimento da sociedade francesa do século XIX e também compreendo os diferentes temas abordados pelo autor. No entanto, a escrita desta edição achei muito monótona. Levei muito tempo para ler um conto tão curto e várias vezes tive que voltar atrás para perceber a história.
February 17, 2017
Os enamoramentos, livro de Javier María, faz constante referência a esta novela de Balzac, que está presente na mesma edição. Ponto para Cia das Letras, duas grandes leituras num livro só.
E se naquele livro é a partir da morte que se reconstrói a vida, nesta novela, é o corpo vivo do Coronel Chabert, que lutou por Napoleão e fez uma viúva, que retorna e quer os seus quinhões. Ainda que encontre no ardiloso advogado que diz acreditar na sua identidade uma luz de retorno, o coronel irá se deparar com a viúva, agora condessa, casada e com filhos.
E se naquele livro é a partir da morte que se reconstrói a vida, nesta novela, é o corpo vivo do Coronel Chabert, que lutou por Napoleão e fez uma viúva, que retorna e quer os seus quinhões. Ainda que encontre no ardiloso advogado que diz acreditar na sua identidade uma luz de retorno, o coronel irá se deparar com a viúva, agora condessa, casada e com filhos.
July 30, 2020
Leitura 37/2020
.
O coronel Chabert [1832]
Orig. Le colonel Chabert
Honoré de Balzac (França, 1799-1850)
Companhia das Letras, 2013, 84 p.
_____________________________
“Que sina! Saiu do asilo das crianças abandonadas e vem morrer no asilo dos velho, depois de ter, entrementes, ajudado Napoleão a conquistar o Egito e a Europa” (Posição Kindle 1118).
.
“O coronel Chabert” é uma curta novela, parte da soberba “A comédia humana”, do escritor francês Balzac. Nela, acompanhamos a triste sina de Chabert, um oficial do exército de Napoleão que, gravemente ferido em batalha, acaba sendo dado como morto. Longos meses depois, já restabelecido, retorna a Paris onde tenta retomar sua vida, sua carreira, seus bens e sua esposa, mas acaba encontrando, além da incredulidade de todos a atestarem sua identidade, sua esposa está novamente casada com um ilustre conde com quem teve dois filhos. Chabert amarga uma pobreza dura, até que encontra num jovem advogado a chance de reaver sua antiga vida...
.
O livro, além de ser um ótimo suplemento jurídico, fala também da decepção pelo amor que se deixa corromper pela riqueza: a esposa de Chabert procura dissuadir o velho militar a abrir mão de sua riqueza enganando-o quando este descobre o plano nefasto e, desiludido e amargurado, decide abrir mão de tudo vindo a terminar seus dias num asilo.
.
Balzac tem uma prosa límpida, sem enfeites. Sua obra magna, A comédia humana, objetivou dissecar as relações morais e sociais a fundo em centenas de novelas e romances. Dele já li “A mulher de trinta anos” e “Ilusões Perdidas”, obra ímpar, essencial para jornalistas e aspirantes, relevante para os desavisados sonhadores, mas que encanta com a riqueza de uma prosa de tão alto nível legada pelo gênio francês.
.
O coronel Chabert [1832]
Orig. Le colonel Chabert
Honoré de Balzac (França, 1799-1850)
Companhia das Letras, 2013, 84 p.
_____________________________
“Que sina! Saiu do asilo das crianças abandonadas e vem morrer no asilo dos velho, depois de ter, entrementes, ajudado Napoleão a conquistar o Egito e a Europa” (Posição Kindle 1118).
.
“O coronel Chabert” é uma curta novela, parte da soberba “A comédia humana”, do escritor francês Balzac. Nela, acompanhamos a triste sina de Chabert, um oficial do exército de Napoleão que, gravemente ferido em batalha, acaba sendo dado como morto. Longos meses depois, já restabelecido, retorna a Paris onde tenta retomar sua vida, sua carreira, seus bens e sua esposa, mas acaba encontrando, além da incredulidade de todos a atestarem sua identidade, sua esposa está novamente casada com um ilustre conde com quem teve dois filhos. Chabert amarga uma pobreza dura, até que encontra num jovem advogado a chance de reaver sua antiga vida...
.
O livro, além de ser um ótimo suplemento jurídico, fala também da decepção pelo amor que se deixa corromper pela riqueza: a esposa de Chabert procura dissuadir o velho militar a abrir mão de sua riqueza enganando-o quando este descobre o plano nefasto e, desiludido e amargurado, decide abrir mão de tudo vindo a terminar seus dias num asilo.
.
Balzac tem uma prosa límpida, sem enfeites. Sua obra magna, A comédia humana, objetivou dissecar as relações morais e sociais a fundo em centenas de novelas e romances. Dele já li “A mulher de trinta anos” e “Ilusões Perdidas”, obra ímpar, essencial para jornalistas e aspirantes, relevante para os desavisados sonhadores, mas que encanta com a riqueza de uma prosa de tão alto nível legada pelo gênio francês.
April 27, 2012
Um soldado é dado como morto e anos depois regressa a casa para constatar que não tem lugar nela. O tema não é exactamente inovador (já não o era em 1832), contudo, mantém a carga emocional esperada, contribuindo, em conjunto com qualidade da escrita e da construção das personagens, para uma história mediana. 2,8, talvez até 2,9 Estrelas, mas de modo algum 3.
Displaying 1 - 21 of 21 reviews





















