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Homossexuais no Estado Novo
240 pages
First published January 1, 2010
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Community Reviews
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
January 26, 2012
Numa prosa corajosa São José Almeida desmascara a estigmatização de que eram alvo homossexuais masculinos e femininos durante o Estado Novo.
Pela primeira vez se dá visibilidade à homossexualidade escondida de algumas figuras da nossa história recente.
Pela primeira vez se dá visibilidade à homossexualidade escondida de algumas figuras da nossa história recente.
February 16, 2016
"O amor é a única coisa que há para acreditar, é o único contacto que temos com o sagrado."
"Vamos falar de Homossexualidade para que dela se deixe de falar o quanto antes. A sexualidade não é só uma (nem duas, nem três). É tantas quanto as pessoas que as vivem."
"A homossexualidade deixou, assim, de ser crime na lei e as elites já a debatiam em público e começavam a aceitar a ideia da igualdade. Mas o estigma social e a concepção de que é uma doença permanecem na sociedade portuguesa, que resistiu ao reconhecimento de direitos aos homossexuais."
Este é um fantástico e muito bem escrito livro de investigação que nos dá uma visão objetiva do que era (e do que é ainda) a vivência da homossexualidade (feminina e masculina) em Portugal. Apesar de já se terem realizado inúmeros progressos, as nossas mentes continuam demasiado fechadas para uma era dita 'desenvolvida'.
Infelizmente, o caminho para a plena aceitação é ainda bastante longo!
"Vamos falar de Homossexualidade para que dela se deixe de falar o quanto antes. A sexualidade não é só uma (nem duas, nem três). É tantas quanto as pessoas que as vivem."
"A homossexualidade deixou, assim, de ser crime na lei e as elites já a debatiam em público e começavam a aceitar a ideia da igualdade. Mas o estigma social e a concepção de que é uma doença permanecem na sociedade portuguesa, que resistiu ao reconhecimento de direitos aos homossexuais."
Este é um fantástico e muito bem escrito livro de investigação que nos dá uma visão objetiva do que era (e do que é ainda) a vivência da homossexualidade (feminina e masculina) em Portugal. Apesar de já se terem realizado inúmeros progressos, as nossas mentes continuam demasiado fechadas para uma era dita 'desenvolvida'.
Infelizmente, o caminho para a plena aceitação é ainda bastante longo!
June 20, 2015
Although the book has its faults, such as an occasional lack of citations, it is the first volume to address the history of homosexuality in the Estado Novo period, and it is a tremendous first effort. It's full of personal stories and commentary by prominent LGBT people, references a wealth of sources for further reading and independent research, and does a good job of analysing the class basis of a lot of homosexual interactions in 20th century Portugal. I am writing my dissertation on homosexuality and gender variance in Estado Novo Portugal, and I can honestly say this book has saved me enormous amounts of time that would otherwise have been spent tracking down the very few articles and books relevant to the topic.
Great addition to the tiny library of Portuguese LGBT history.
Great addition to the tiny library of Portuguese LGBT history.
December 11, 2018
As mentalidades à época...os julgamentos, as mentiras, o estigma!
Deixou-me a pensar o que verdadeiramente mudou, se é que mudou?
March 6, 2017
Este livro foi um choque. A homossexualidade sempre foi um tema que me cativou a atenção, e tenho muita curiosidade em descobrir quais eram as visões da sociedade a esse respeito em determinadas épocas. No entanto, algumas passagens desta obra entristeceram-me e revoltaram-me bastante. Destaco:
"As palavras usadas para definir a homossexualidade são sempre feias, quer se trate de homossexualidade masculina quer feminina. Uranista, maricas, paneleiro, panasca, bicha, larilas, sáfica, tríbade, lésbica, fufa."; "Só em 1973 a homossexualidade saiu da lista de doenças da Associação Americana de Psiquiatria, sendo retirada da lista internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde apenas em 1993. Assim perdura a visão da homossexualidade como doença, que pode e deve ser tratada, e como perversão, que tem de ser corrigida."; "Aquilo que foi pecado, depois foi crime e agora é doença que deve ser tratada. Os homossexuais saem das prisões e passam para os hospitais."
Podemos respirar de alívio e dizer "oh, isto foi há 83 anos atrás" (visto que o Estado Novo começou em 1933), mas a verdade é que o tempo passa e as nossas mentes continuam fechadas. E é muito, muito triste constatar isso, principalmente numa era dita 'desenvolvida'.
É incrível que as pessoas alimentem ainda um ódio tão mesquinho e profundo por algo que nunca conseguirão combater: O AMOR.
"As palavras usadas para definir a homossexualidade são sempre feias, quer se trate de homossexualidade masculina quer feminina. Uranista, maricas, paneleiro, panasca, bicha, larilas, sáfica, tríbade, lésbica, fufa."; "Só em 1973 a homossexualidade saiu da lista de doenças da Associação Americana de Psiquiatria, sendo retirada da lista internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde apenas em 1993. Assim perdura a visão da homossexualidade como doença, que pode e deve ser tratada, e como perversão, que tem de ser corrigida."; "Aquilo que foi pecado, depois foi crime e agora é doença que deve ser tratada. Os homossexuais saem das prisões e passam para os hospitais."
Podemos respirar de alívio e dizer "oh, isto foi há 83 anos atrás" (visto que o Estado Novo começou em 1933), mas a verdade é que o tempo passa e as nossas mentes continuam fechadas. E é muito, muito triste constatar isso, principalmente numa era dita 'desenvolvida'.
É incrível que as pessoas alimentem ainda um ódio tão mesquinho e profundo por algo que nunca conseguirão combater: O AMOR.
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