Além de divertir o leitor, a peça - premiada no Festival Latino-Americano de Teatro - fala dos dias atuais ao analisar questões sociais como trabalho na usina, reivindicações dos trabalhadores, companhias estrangeiras, fome e prostituição.
Ariano Suassuna (born João Pessoa, 1927) is a Brazilian playwright and author. He is in the "Movemento Amorial". He founded the Student Theater at Federal University of Pernambuco. Four of his plays have been filmed and he is considered one of Brazil's greatest living playwrights. He is also an important regional writer doing various novels set in the Northeast of Brazil. He received an honorary doctorate at a ceremony performed at a circus. He is the author of, among other works, the "Auto da Compadecida" and "A Pedra do Reino". He is a staunch defender of the culture of the Northeast, and his works deal with the popular culture of the Northeast.
Mais uma excelente história de Ariano Suassuna. É contada por Cheiroso e Cheirosa como uma peça de um teatro de mamulengos, que são bonecos típicos do nordeste brasileiro. A peça tem a sua dose de crítica e ironia com a sociedade e seus personagens típicos: o polícia valentão, o dono de terras, o pobre, a “quenga”, o poeta, o padre, etc…
São três peças em uma. Cada ato é uma história independente mas os personagens são os mesmos. O primeiro ato é “A Inconveniência de ter coragem”, o segundo é “O caso do novilho furtado” e o terceiro é “o Auto da Virtude da Esperança”. Os dois primeiros são cónicos e o terceiro é mais profundo e filosófico (mas não deixa de ter a sua graça). O contraste é bem interessante.
Dois destaques: primeiro, o personagem Benedito com suas armações e peripécias e segundo, para os versos rimados que aparecem ao longo da peça. Recomendo.
peça hilária do suassuna que tem um terceiro ato similar ao de o auto da compadecida; em certo momento, um personagem comenta o fato do autor só saber escrever o auto da compadecida kkk.
amo a maestria com a linguagem que o suassuna exibe, especialmente os diálogos cheios de humor, gírias, rimas, músicas e as falas que se repetem.
o primeiro ato foi parcialmente adaptado no filme de o auto da compadecida. entre padres, coronéis, policiais, peões e malandros, o segundo ato traça um panorama ácido e divertido da sociedade brasileira. o terceiro, como disse acima, é um julgamento divino que é, ao mesmo tempo, engraçado e tocante.
Suassuna não decepciona nunca. Os tipos ligeiros e astutos voltam na figura de Benedito. Em três atos, do qual distingo o primeiro, imaginado para ser montado como um teatro de bonecos e engraçadíssimo.