Este é sem dúvida um dos livros mais engraçados que já li nos últimos tempos. Quando falo com os meus tios, avós ou tio-avós, tento recuperar memórias que foram vividos noutros tempos, principalmente brincadeiras que se criaram com os instrumentos e acontecimentos mais pacatos, sem qualquer adição de objetos necessários. Este livro fez-me retornar em parte a essa altura.
Este conto - de tão curto que é - desenvolve-se no início do século XX, no meio de um Portugal em parte rural. Benito é um galego, criado e nascido em Casmundo, que parte e viaja para Portugal, passando pelo Porto, Aveiro e Coimbra. O início é caricato: há um assassinato e posterior empalamento, que não sabemos se havemos de ficar chocados ou de rir com tamanha carnífice. E assim começa a vida de Benito.
Recomendo a quem queira uma leitura rápida e bem engraçada, contudo, o português, em parte arcaico, poderá ser um obstáculo para uma leitura corrida.