Rita Roquette de Quadros Ferro nasceu em Lisboa, a 26 de fevereiro de 1955. Iniciou a sua carreira literária em 1990 com a publicação do romance O Nó na Garganta. Estudou design e foi professora de Publicidade. É filha do escritor e filósofo António Quadros e de Paulina Roquette Ferro e neta de Fernanda de Castro e António Ferro, ambos escritores. Publicou, entre outras obras, O Vento e a Lua, O Nó na Garganta, Uma Mulher Não Chora, Por Instinto, etc.
Tem colaboração dispersa na imprensa, nomeadamente na revista Ler e nos jornais Diário de Notícias e A Capital.
Desconhecia este livro, mas encontrei-o esquecido no sótão da minha avó e "herdei-o". Confesso que não gostei da escrita da autora e é isso que ofusca o potencial da história. Aquilo que me prendeu foi sobretudo alguma componente jornalística (é essa a profissão da personagem principal) e feminista. Foi uma experiência...
Após um início fulgurante e bastante promissor, a estrutura confusa do romance acaba por "queimar" um pouco o entusiasmo inicial. A autora preferiu, claramente, seguir a sua imaginação e satisfação pessoal, em detrimento do leitor que fica meio perdido na história. Valeu a pena pela escrita, com boas e bonitas frases motivacionais, e menos pela história confusa e atabalhoada.
É um livro "leve", não é o meu género literário favorito, no entanto, gosto de histórias bem contadas, sejam elas sobre o que forem, mas, este livro não me cativou por aí além. Recordo-me de ter lido, há muito tempo outro livro desta autora e, na altura, diverti-me imenso com "Os filhos da mãe".
"Nada é idiota, se soubermos ver. Ou ler. Mas não sabemos ver. Nem ler (...) As respostas estão todas na vida, e continuamos a não saber ler, a não saber ver. Porque não nos convém. Porque é demasiado cedo, porque é demasiado tarde. Porque não há tempo. Somos nós os idiotas." (Págs. 124 e 125)