No dia 28 de Junho, será distribuído gratuitamente com a revista Sábado um livro de contos de José Luís Peixoto com o título "Hoje Não". Com 161 páginas, este livro tem os contos absolutamente inéditos "Legalize Airlines" e ":-) e :-(". Além destes, tem versões corrigidas e aumentadas de "Biografia sem dentes", "Joana dos cabelos verdes", "Eu e as poetisas" e "Fantasma escritor".
José Luís Peixoto presenteia-nos com um livro de contos muitos interessantes. Embora fique aquém das obras que já li do autor, não deixa de ter histórias interessantes e passagens sublimes. Uma leitura refrescante, descontraída e bastante cativante.
"Para quem se vai embora é sempre mais fácil. Pelo menos, muda de ares. Quem fica tem de respirar os restos de epiderme polvilhados sobre os móveis da casa."
Livro de contos de José Luís Peixoto, publicado e distribuído gratuitamente com a revista Sábado em 2007. Este “Hoje não”, é composto por seis contos; dois absolutamente inéditos e quatro versões revistas de contos anteriormente publicados no Jornal de Letras. Um livro pequenino, diferente, irónico, algumas vezes engraçado, quase sempre delirante. Não é um dos melhores livros que já li, mas lê-se num instante.
"Todos os momentos são irrepetíveis. No entanto, as pessoas reparam com mais facilidade na forma como não se podem repetir aqueles momentos que tocam a perfeição"
Livro cheio de reflexões e recursos estilísticos que nos levam a reinterpretar muito do que é a escrita convencional. Gostei mesmo muito. Houve passagens que me fizeram rir e outras que me deram momentos de acender uma lâmpada. São 170 páginas bem passadas ;) Recomendo vivamente.
"Nessa altura, eu tinha dezassete anos e o mundo pertencia-me de uma forma clara. Podia começar por qualquer momento porque todos os momentos foram o começo deste instante. Porque se tirasse algum deles, toda a torre de momentos acumulados se desmoronaria e, agora, este instante aqui, seria o topo exacto da torre e cairia a maior queda. Todos os começos são imprescindíveis." "Havia um lugar mudo, onde estávamos sós. Éramos capazes de ignorar a cidade inteira para chegarmos a esse lugar." "Para quem se vai embora é sempre mais fácil. Pelo menos, muda de ares. Quem fica tem de respirar os restos de epiderme polvilhados sobre os móveis da casa."
Li o livro com o mesmo estado de espírito em que ele o escreveu - um reflexo daquilo que sinto. O janeiro que ele descreve é também aquele que me faz desejar estar em Merlbourne. O humor melancólico de José Luís Peixoto deixou-me fã e espero ler outros livros dele, talvez noutros estados de espírito que ele eventualmente vai identificar :P lol
Um livro diferente daquilo que estou habituada a ler do José Luís Peixoto. Um livro divertido, arejado, recheado de ironia e bom humor, excelente para uma boa leitura. Gostei bastante.
Quebrando a monotonia dos dias e da vida.
Não sei se poderei dizer que é o melhor ou o pior dele, é simplesmente um livro com uma escrita diferente; mas não deixa de ser um livro arrojado.
"Prije nego zaboravim, želim iskazati iskrenu počast svima onima koji su od osamdesetih do sredine devedesetih stavljali naušnice na hrskavicu ušiju ili nosa uz pomoć pištolja za probijanje ušiju. Oni su bili pioniri. Bez tih hrabrih ljudi svijet ne bi usavršio tehnike koje, danas, omogućuju stvaranje rupice u hrskavici uha ili nosa uz različitu, ali kontroliranu razinu boli. Pucanje hrskavice - ono što danas zovemo "pucanjem hrskavice" - zamijenilo je iznenadnu eksploziju boli koja bi prožela cijelo uho i donosila osjećaj kraja. Bilo koji suvremeni problem - oticanje, itd. - nije ništa u usporedbi s nevoljama kroz koje su ti hrabri muškarci i žene prolazili."
Zbirka je ovo od nekoliko kratkih priča u kojima nema jasne granice između realnosti i fantazije. Priče su to o generaciji koja uživa u hedonizmu, opijatima, drogama i površnim odnosima. Generacija je to koja ide iz krajnosti u krajnost, koja luta i traži svoje mjesto pod suncem: "A zelenokosa Joana, časna sestra, još me uvijek gledala. Pitao sam se što sad misle njezine oči o našim životima koji su se nekad bili dotaknuli, i koji se, nakon svih tih godina, sada dotiču u ovim okolnostima."
Jose Luis Peixoto ima lijep stil pisanja i jasne jednostavne rečenice. Međutim, meni nedostaje neka poanta, ili neka skrivena poruka, nešto što bi mi ovu zbirku kratkih priča pretvorilo u smislenu cjelinu koja budi neku maštu, dodatno me potiče na razmišljanje i osvaja. Naravno, to je sve subjektivni dojam koji ovisi o čitateljevim preferencijama.
Not my cup of tea. Two out of the six stories, Legalize Airlines and :-), are okay and some characters are fun. But it’s one of those books I don’t think I’ll ever pick up again.
O meu primeiro contacto com a escrita de José Luís Peixoto não poderia ter corrido melhor.
Este "Hoje não" é um conjunto de contos que adorei conhecer. A escrita é bastante fluída e é muito fácil seguirmos o raciocínio dos diversos narradores, sentimo-nos, inclusivé, na sua pele, o que adorei.
Radi se o zbirci nekoliko kratkih priča, koje ostavljaju impresije o jednoj generaciji, kojoj, čini se, i sam autor pripada.
Priče nemaju neki jasan okvir, a autor često poseže za fantastičnim, nerealnim i neočekivanim elementima, pa događaji koje opisuje plešu između realnosti i fantazije. To mu možda služi da naglasi obilježja jedne generacije, koja se ne želi 'uzemljiti', koja odbija pristati na zadanu društvenu stvarnost, a ne želi preuzeti odgovornost stvaranja vlastite. Već radije pluta u nekom limbu bezbrižnosti, zabave, opijata, hedonizma, plitkosti, površnih odnosa, bjegova, nedovršenosti…
Jezik je jednostavan, pitak, s nekim elementima humora, koji, barem što se mene tiče, nije uvijek uspješan. Kao čitateljica sam se, slijedeći tekst, često nalazila u zbunjenosti gdje sam, kamo idemo i koji je smisao. Ali, na koncu, možda ni nema nekog većeg smisla, možda je u tome sva poanta…
Que desilusão de livro. Não sei se é por estarmos a falar de José Luís Peixoto e, assim sendo, a fasquia estar muito alta mas este livro pareceu-me banal, banal, banal. Temos uma variedade de contos, todos eles muito pouco desenvolvidos, todos eles contados sem haver grande trabalho em termos de personagens, sem haver grandes descrições, e sem nada memorável. Embora tenha a noção que estes são contos, o que não permite um tratamento da história como um livro permite, achei que, ainda assim, todas as personagens eram unidimensionais o que não só me fez não querer saber onde é que as suas histórias iam dar como ainda me irritaram. Aliás, mesmo no maior conto o ":-( e :-)" não há nada que nos faça sentir empatia pelas personagens. Até mesmo o estilo da escrita não é o típico Peixoto a que estamos habituados e, já que uma das minhas coisas preferidas acerca deste escritor é o estilo da sua prosa, este livro nem teve essa qualidade redentora. Honestamente, à excepção de dois ou três momentos, se não me tivessem dito de quem era este livro eu não era capaz de adivinhar, o que é estranho num escritor com um tipo de escrita tão próprio. Um livro daqueles que vai ficar na estante eternamente e que não irá certamente deixar marcas na minha memória por mais do que alguns meses.
Um livro de compilações de pequenas histórias, com o habitual toque humorístico típico de José Luís Peixoto.
As minhas duas estrelas não são pela má qualidade do livro, porque ele tem qualidade, mas por comparação a todos os que tenho lido e também porque este é um livro muito leve, mais para verão e eu li-o em pleno Outono!
É natural! Talvez o frio não me tenha deixado envolver por este "Hoje Não" - que só ao citá-lo dá-me vontade de rir. Porquê? Têm de ler!