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Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas

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Brito é imigrante ilegal numa cidade que não conhece e cuja língua não fala. Um domingo à tarde, depois da volta das montras, perde-se a caminho de casa com a mulher e o filho pequeno. E como acredita que para tomar uma decisão acertada tem de fazer o contrário daquilo que acha que está correcto, o regresso a casa revela-se impossível. Depois de uma noite na rua, Brito percebe que se não pedir ajuda pode ficar perdido para sempre, mas se o fizer pode arruinar o sonho de uma vida nova.
Em pouco mais de vinte e quatro horas, Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas explora o que é viver imigrado dentro de si mesmo - mais difícil do que qualquer exílio.

200 pages, Paperback

First published January 1, 2009

6 people are currently reading
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About the author

Ricardo Adolfo

14 books48 followers
Ricardo Adolfo nasceu em Luanda em 1974. Cresceu nos arredores de Lisboa, licenciou-se em Marketing e Publicidade e vive em Amesterdão.

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16 (8%)
1 star
7 (3%)
Displaying 1 - 23 of 23 reviews
Profile Image for Filipa Machado.
237 reviews9 followers
May 10, 2020
Um livro que me era completamente desconhecido e que gostei bastante. A história de um emigrante numa terra onde não conhece a língua, não a fala nem a compreende, e tudo o que vai pensando nas diferentes situações que lhe acontecem. Porque ir para longe da nossa terra pode ser uma opção, ou não.
Profile Image for Márcio Silva.
41 reviews1 follower
November 14, 2019
Se há livros que são interessante da primeira há última palavra, este é um deles.
Não conhecia o seu autor! Foi me dado por uma amiga que é uma grande leitora e que me disse que - vais gostar - e, na verdade não se enganou.
Tem uma maneira de escrever, Ricardo Adolfo, que não vejo correntemente e, que da qual gostei bastante. Diria até, que no seu início me foi estranha. Contudo, no crescer da história me aproximou da mesma. Gostei bastante. Um romance que talvez não lhe chamaria assim :) Aconselho vivamente a sua leitura.
Profile Image for Vera Sopa.
751 reviews72 followers
November 21, 2023
Não é o que eu esperava.

Ricardo Adolfo é genial porque ele pega nas agruras da vida e constrói uma estória com humor e crítica social em que satiriza as personagens mas sem as desumanizar e antes pelo contrário, enaltece-as e dá relevo aos invisíveis e marginalizados que nos esquecemos de ver e compreender. Esta estória inquieta e por isso não é o que eu esperava porque a situação claustrofóbica em que um emigrante ilegal se perde num pequeno passeio de domingo com a companheira e o filho e ainda assim faz gala de macho e procura comunicar sem conhecer a língua e sem ter quaisquer referências geográficas é humor negro. Não deixa de ser muito pertinente que se pense nas circunstâncias que levam tantos por esta vía e as condições que enfrentam. E seria bom que Ricardo Adolfo fosse reconhecido e valorizado como o bom escritor que é.
Profile Image for Ricardo Trindade |.
453 reviews38 followers
January 9, 2023
Uma narrativa atual e que vive das peripécias de uma família... O pai narrador, a mãe e o filho, que depois de uma tarde de passeio pelas ruas mais visitadas da Ilha, como é apelidado o local onde se encontram, acabam por perder o sentido das ruas, estações de metro e dos percursos que teriam de tomar para um bom regresso a casa. No que isto dá? Numa excelente criação da autoria de Ricardo Adolfo e com o nome de Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas.
Um romance atual, com as personagens centrais super bem construídas e com o toque essencial para chegarem facilmente junto do leitor. Adolfo criou esta obra que remete para a emigração dos portugueses como se estivesse a viver com as suas personagens, o que me leva a ir mais longe e uma vez que é sabido que o autor também já foi ou é emigrante, será que algumas das peripécias que vão acontecendo em Depois de Morrer Aconteceram-me Muitas Coisas não são próprias de quem as conta?
Uma família portuguesa, um pequeno quarto no estrangeiro para onde fogem em busca de uma vida melhor, uma casa com outras pessoas com quem não conseguem comunicar por falta de conhecimentos linguísticos e um país também ele completamente desconhecido para estes emigras dos novos tempos. O que poderia dar isto? Uma grande montanha russa de pensamentos, acontecimentos e peripécias! Partir do seu país em busca de um futuro risonho e sem noção dos riscos que se correm com as mudanças é a melhor solução quando se está em fuga?
O Brito é o imigrante ilegal num local que não conhece e com o qual não se identifica. Tudo lhe é estranho, desde a comida às pessoas, e quando o regresso ao seu quarto familiar se torna numa missão impossível tudo se desenvolve e aí sim começa o bom deste livro. Três pessoas e uma mala estão nas ruas da Ilha!
Ricardo Adolfo tem uma escrita bem atual e desdramatizada, não se remetendo a palavreados caros e complicados para explicar o que aquelas pessoas comuns sentem e vivem ao longo de vinte e quatro horas de buscas por um só local que parece cada vez mais distante. Através do conflito interior de dois adultos que se culpam entre si pelo sucedido e que acabam por se atropelar pelas decisões tomadas para o que enfrentam no presente, estes dois tugas deixam-se chegar perto de quem segue as suas vidas através das palavras porque são seres simples e podem ser qualquer um de nós num país que não conhecemos.
Com recurso ao humor para desanuviar as situações mais constrangedoras, Adolfo mostra que não chegou à literatura para brincar aos livros e para vender uns exemplares e voltar a recolher-se no seu mundo. Este português desconhecido dos seus tem muito para dar, tal como todos poderemos ter quando nos auto encontramos ao longo da vida.
Será que precisamos de nos perder para conseguirmos reencontrar o eu próprio de que tanto gostamos e voltarmos a ser felizes como sempre desejamos e onde queremos? Pois, uma boa questão que Adolfo me colocou com esta leitura!
Um livro leve, com uma história simples e bem elaborada através do encadeamento que lhe é dado. Ao longo destas quase 200 páginas vários foram os momentos em que fiquei a pensar sobre o que ia acontecendo porque as coisas simples podem acontecer a qualquer um, seja de uma maneira ou de outra e acabei por me rever naquelas personagens onde também encontrei pessoas com quem me cruzo no meu dia-a-dia. Sentir-me vivo e presente através das palavras de outra pessoa que não me conhece é agradável e isso só mostra que quem escreve está atento à sociedade e a todos os movimentos que andam à sua volta.
Um livro aconselhado para quem gosta de experimentar novos estilos literários e que prefere ter um livro leve como companheiro e não histórias pesadas. Ricardo Adolfo ainda não tem o público e os tops consigo mas já me conquistou para novas leituras!
Uma mensagem que me ficou na memória... Fugir dos problemas não é a solução porque quando isso acontece outros entraves vão aparecer pelo nosso percurso, acabando por barrar as ideias de salvação que começaram a aparecer.
Profile Image for Carolina.
166 reviews40 followers
June 10, 2016
As aventuras do Ricardo Adolfo em Tóquio impressionaram-me tanto que, passada uma semana, cá estou de volta a ele. O humor na literatura é amiúde subestimado, e ainda mais em Portugal em que o cenário de um bom romance passa amiúde pelas amarguras de armário. Neste romance, as amarguras são estar fora dele – do armário, isto é, do pequeno quarto alugado que faz de cozinha/sala/quarto/WC – e deixem-me que vos diga, adorei cada passo do caminho.

Já morei no Reino Unido como os protagonistas deste romance, mas as semelhanças entre nós acabam por aí. Enquanto eu tive todos os privilégios de estar lá apenas para estudar e de conhecer bem a língua, o Brito e a Carla passam todos os dissabores de quem se faz à vida completamente despreparado para ela. O nível de falta de inadequação é estendido ao limite: não são só os “ilhéus”/britânicos que os deixam do lado de fora da sua percepção, é também o nosso casal de portugueses que corrobora a parede invisível ao não considerar a adaptação ao novo contexto em qualquer aspecto prático.

Não há definição possível para “portugalidade”, mas Brito encarna o nosso imaginário do “tuga de gema” que vê a bola e que, quando se ofende, ameaça que “lhe vai ao focinho”. A sua condição de português é por ele encarada como imutável, garantindo-lhe o direito a um comportamento indiferenciado quer esteja “na sua terra”, quer esteja em Londres. É também esta identidade nacionalista mágica que justifica a sua noção de que todos os portugueses lhe devem companheirismo nesta sua solidão. Nunca antes havia sido tão trágica esta maneira de ser lusa em que nos fazemos “orgulhosamente sós”.

O aspecto com que a maior parte dos emigrantes portugueses se poderão identificar é a imagem que concede a narrativa a esta obra: a impossibilidade de voltar a casa. De facto, ninguém aqui põe em causa o nível de orientação dos emigrantes portugueses, refiro-me antes à impossibilidade de voltar ao Portugal que se deixou, a sua procura identitária vã nos pedaços de “portugalidade” comercializáveis, a noção de que nunca se voltará a servir como uma luva, nem a onde se chegou, nem de onde se partiu. Porque esta é a ironia, na casa que perdemos, só guardamos tarecos, fotografias de tempos idos e uma jarra dos chineses. A vida é assim trágica e estranha: as novas vidas acabam sempre por canibalizar parte das velhas.
Profile Image for Marisa Martins.
329 reviews9 followers
July 13, 2012
Como muitos outros casais à procura de melhores condições de vida, Brito e Carla deixaram a sua "terrinha" e partiram com o filho para um futuro incerto e cheio de obstáculos. A situação de ilegalidade que vivem, o facto de não compreenderem a língua ou a dificuldade em arranjarem trabalho são apenas alguns dos problemas que o casal enfrenta todos os dias.
Um simples passeio familiar mudará a vida de Brito e carla. Depois de perder o caminho de casa, o casal têm em mãos o pior dos dilemas: continuar perdido para sempre ou arriscar um pedido de ajuda que pode levá-los de novo à estaca zero.

"A Carla não gostava de ruas vazias, e dava-lhe para apertar o passo. Eu por acaso preferia. Sentia-me menos mal. A ausência de pessoas fazia com que não passasse por alguém que não olhasse para mim, como acontecia todos os dias. Um dia, sozinho, a caminho de casa, deixei-me ir contra um poste só para me certificar de que estava mesmo lá, para ter a certeza de que eu não era uma imaginação minha. Existia, segundo o poste, e nunca cheguei a perceber porque é que ninguém me via."
(extracto retirado da pág. 119)

Com muito humor e situações, muitas vezes levadas ao extremo, Ricardo Adolfo serve-se das vidas de Brito e Carla para retratar as vivências e principais dificuldades dos emigrantes ilegais e não só. O facto de passarem despercebidos no país de acolhimento e de viverem sempre com medo de serem apanhados, transformam-nos em pessoas invíveis, sem voz e a viverem nas suas próprias bolhas, na medida que não estão/sentem-se integrados, têm problemas em comunicar e sabem que o menor deslize pode significar o fim de tudo.

Cruel é talvez o melhor adjectivo para descrever esta história. Adolfo constrói um enredo surpreendente, emocionante, triste, cativante, sofrido e cheio de injustiças. A escrita é simples, inteligente e temperado com inúmeras situações cómicas que acabam por servir de bálsamo às desgraças.

Como emigrante, embora uma que não tenha vivido, nem de perto, os problemas do casal da história, acompanhei o sofrimento deles e com uma sensação de proximidade e um sentimento de cumplicidade que só quem vive longe da sua "terrinha" é capaz de sentir.

Uma leitura obrigatória para os que partem, mas também para os que recebem...
Profile Image for Roberta Frontini (Blogue FLAMES).
387 reviews65 followers
October 27, 2014
Fiquei um pouco desiludida, pois espera muito deste autor.
Apesar disso, a escrita está super original. Ricardo Aldolfo fez-me rir imenso com a sua crítica à sociedade, e revi-me em imensas coisas! Um livro carregado de verdades!
Profile Image for Alípio Vieira Firmino.
48 reviews12 followers
December 4, 2014
Só não merece pontuação máxima pela "falta de substância" na história, porque adorei a escrita e quero voltar a ler coisas da sua autoria.
Profile Image for João Pedro Carvalho.
102 reviews16 followers
December 19, 2025
Que lufada de ar fresco!

Não conhecia o autor, nem nada do seu trabalho e o livro apareceu-me em alguma lista de sugestões de autores portugueses, já não sei precisar. Que bela surpresa. Maravilhoso, sublime, com uma escrita irrepreensível.

Acompanha a história de Brito, Carla e o seu filho, imigrantes ilegais em Inglaterra. Chegaram há algum tempo e, como qualquer outro, estão a tentar sobreviver numa terra que não é sua, com costumes diferentes dos seus. Aqui há a particularidade de não saberem falar a língua e não conhecerem a cidade, o que dificulta a sua capacidade de navegação. Um dia, depois de uma feira, voltam para casa e perdem-se. A partir daí acontecem uma série de peripécias interessantíssimas.

A história é contada na perspetiva de Brito e acompanha o seu fluxo de consciência: o que pensa, como é ser imigrante, como se sente num país estranho, a forma como vê o mundo, a mulher e o filho. O que mais adorei são os discursos cheios de regionalismos e da nossa forma de falar. É um retrato muito fiel de uma realidade que nos é tão distante e a história tem peripécias muito muito engraçadas.

Recomendo muito!

Esta foi uma das passagens que mais me impactou:
“Era o que dava sonhar com algo - repelia sempre. Desde pequeno que nada daquilo que eu queria acontecia e, aos poucos, deixei de querer. Nunca sonhara ser jogador da bola, ter um negócio, ser rico, com uma vivenda, mesmo que geminada, com garagem para um SUV e outro mais pequenito para as voltas da mulher. E, por ironia, tornara-me na falta de sonho. Continuava a nem sequer conseguir ver-me de bata a aspirar alcatifas de escritórios nas primeiras horas do dia, como a Carla. Aquilo que ganhava na falta de desapontamentos, perdia para as angústias. No fim era mau negócio. Ficava sem os dias bons antes dos desapontamentos, aqueles em que uma pessoa andava feliz, apesar de enganada, e passava as horas de aflição em aflição, até conseguir chegar à cama.”
Profile Image for Paulo Teixeira.
926 reviews14 followers
March 21, 2019
(PT) Um casal a morar no estrangeiro, como imigrante ilegal, perde-se um dia na grande cidade e vê-se aflito para voltar a casa. Não falam a língua dos autóctones, nunca se aventuraram fora da rota estabelecida, e não percebem nada do que falam, quando pedem direções. Essencialmente, é a história deste livro, escrito por Ricardo Adolfo depois de "Mizé".

Como o livro anterior, continua a ser um romance urbano, mas desta vez tem a ver com os que têm de imigrar para encontrar melhores condições de vida. A história passa-se num período de 24 horas, e para além do isolamento social de uma sociedade que não conhecem, é também o isolamento mental e o que as pessoas pensam quando estão perante uma realidade que ignoram e imaginam coisas horríveis. O autor, que vive fora de Portugal, imaginou como essas pessoas vivem, num mundo totalmente estranho, mas o método por vezes pode levar à confusão e ao cansaço. Teve alturas em que me cansei de ler, e achei aborrecido, mas o assunto é pertinente e valeu a pena escrever sobre isso. Mas um pouco mais de convencionalismo, neste caso em particular, não teria sido mau de todo. Mas é apenas uma opinião pessoal.
121 reviews
October 29, 2023
Um romance sobre a diáspora Portuguesa contemporânea e a precariedade da vida. Um livro que não prima pela excelência de escrita nem pela extraordinária criatividade. Torna-se repetitivo e enfadonho. Vale pelo último capítulo, mas não entusiasma.
Profile Image for Raquel Santos.
708 reviews
January 16, 2018
O autor escreve bem e a história é interessante, mas, na minha experiência pessoal, achei angustiante. E mais não digo, para não correr o risco de spoilers.
Profile Image for Joana Gato.
228 reviews12 followers
January 4, 2026

DNF @56%

Não senti que estivesse envolvida neste livro e até cheguei a achá-lo aborrecido. No entanto eventualmente devo voltar a lê-lo este ano para ver se a minha opinião se mantém.

Profile Image for cdpc44.
217 reviews
August 24, 2015
Tenho algum respeito por um autor que escreve um livro com o título "Os chouriços são todos para assar". Já tinha ouvido falar do livro "Mizé" mas não conhecia nada deste autor. Revelou-se uma leitura cómica e satírica, que nos prende apesar dos muitos devaneios e labirintos psicológicos.

O estilo de escrita tem nos diálogos os toques da oralidade:

" (...) o qué cachas?, perguntou-me a Carla
do quê?
do qué cavia de ser?
tás a falar da mala?(...)"
Pág 19

A história é perfeita e cai que nem uma luva a muitos portugueses emigrantes.
Por um lado a personagem principal pavoneia-se pela possível grandiosidade que encerra cada uma das suas acções, por outro, queixa-se de não saber tomar decisões. É também o retrato da precaridade, da solidão e da perda de identidade do emigrante.
Acho que ele não usou a palavra saudade, mas a todos todos trata por vizinho e muito disse sobre a falta que a "terra" lhe fazia. Esta que acaba por se ir também perdendo na sua própria definição:
"Na verdade era uma mentira, a terra que um dia tinham deixado já não existia" (pág.168)
Profile Image for João Moura.
Author 4 books23 followers
September 22, 2013
Longe da delícia de Mizé, Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas é um livro claustrofóbico, onde uma simples ida às compras num domingo à tarde se torna um pesadelo para um casal tuga (mais o pequeno filho)que emigrou para "a ilha"(Inglaterra?) e que não sabendo ainda a língua do país, perde o caminho para a casa.

Quase sem diálogos, passado praticamente apenas na cabeça do homem, com os seus pensamentos (desde matar Deus a si próprio), um homem que parece tomar sempre as decisões erradas (decidindo então fazer sempre o contrário do que acha estar correcto, um exact opposite à lá George Constanza), Depois de Morrer é uma leitura mirabolante construída com pouco material, com pequenos acontecimentos do dia a dia, restando ao leitor identificar-se e torcer pela personagem ou não.

O enredo passa-se em cerca de 24 horas, mas para o leitor o tempo e a leitura podem parecer demorar muito mais a passar.
Profile Image for Marko Mravunac.
Author 1 book32 followers
November 14, 2013
"nem saber falar, há quanto tempo é que já aqui anda? vêm práqui, não fazem esforço nenhum, só dão mau nome a quem cá anda.(...) você não pode andar praí sem saber falar, essa é qué essa. (...) aqui não querem gente com passado."

uma mensagem forte para os que queiram mudar-se por um país novo. aprendam a língua antes de mudarem, e também, sempre tragam uns mapas consigos. não gostei muito desse livro mas tinha que lê-lo para a faculdade. espero que vá encontrar livros diferentes no futuro, talvez uns com um pouco mais sentido e um pouco menos abstração e mistérios óbvios (como por exemplo o nome da ilha, que, claro, é o Reino Unido).
69 reviews1 follower
July 4, 2015
Li até meio apenas para me assegurar de que era aquilo que aparentava desde o início: uma colecção de lugares-comuns sentimentalistas vestidos de calão no intuito de disfarçar pretensiosismo, de forçar informalidade ou uma espécie qualquer um bocado manhosa de postura hype. Ricardo, desculpe, não. Não chega pegar num tema actual e espetar-lhe com umas figuras de estilo ao melhor nível das provas globais de Português do 9º ano. É preciso escrever qualquer coisa de jeito. Mas a culpa não é sua, o ar é de todos. A culpa é da Alfaguara, que o publicou.
Profile Image for Maria Felgueiras.
151 reviews3 followers
July 18, 2014
Brito's paranoid account about finding his way home make "Depois de morrer aconteceram-me muitas coisas" one of the most honest, touching and hilarious books I've read in recent times. Ricardo Adolfo's raw and incisive writing is above all very refreshing.
Profile Image for Celia Pires.
12 reviews
May 7, 2013
Gostei, mas prefiro a Mizé e a Maria dos Canos Serrados
Profile Image for Luís Nuno Barbosa.
98 reviews5 followers
May 25, 2016
an interesting tale about a family of illegal immigrants trying to find their way home, discovering themselves along the way.
Displaying 1 - 23 of 23 reviews

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