From automatons to zombies, many fantastic elements have been cross-pollinated with the western genre. This A-to-Z encyclopedia of the Weird Western covers film, television, animation, dime novels, pulp fiction, comic books, novels, short stories and video and role-playing games.
Born Lincoln, England. Three years at Oldham Art College led to employment at World Distributors in Manchester working on numerous TV related book titles. Freelance for various publishers including Marvel, DC and Whitman-Golden Books U.S.A. and animated projects for BBC and ITV. I emigrated to the U.S.A. in 2002.
Published work: Green's Guide to Collecting TV, Music and Comic Book Annuals (2000) A History of Television’s The Virginian 1962-1971 (2006 Hardback; 2009 Softcover edition) Pete Duel : A Biography (2007; 2009 Large Print edition; 2015 Second Edition) Encyclopedia of Weird Westerns (2009; 2016 Second Edition) Jennifer Jones: The Life and Career (2011) Roy Huggins: Creator of Maverick, 77 Sunset Strip, The Fugitive and The Rockford Files (2014) Jeffrey Hunter: The Film, Television, Radio and Stage Performances (2014) Encyclopedia of Weird War Stories (2016) Encyclopedia of Weird Detectives (2019)
Para muitos, o faroeste é um gênero literário e cinematográfico que está com o pé na cova já faz algum tempo - afinal, a sua Era de Ouro acabou por volta dos anos 70 e, tirando um filme ou outro que é premiado (caso de Os Imperdoáveis), o western não tem tanta relevância nestes dias. Mas existe um subgênero que mostra a possibilidade do faroeste não se prender a um cenário específico (Estados Unidos) ou época (século XIX), como mostra Paul Green na sua Encyclopedia of Weird Westerns: Supernatural and Science Fiction Elements in Novels, Pulps, Comics, Films, Television and Games (McFarland & Co).
Green - um quadrinista britânico entusiasta de faroestes - pretendeu catalogar toda a produção disponível em seis tipos. Assim, temos o Weird Western puro (aquele com a presença do sobrenatural e fantasia, o que inclui vampiros, fantasmas, zumbis etc.), Weird Menace (tramas sobrenaturais, mas com uma explicação racional por trás), Science Fiction Western (tramas com temas ou elementos sci-fi, como tecnologia avançada ou extraterrestre), Space Western (histórias no espaço com elementos ou temas do faroeste), Steampunk (presença da tecnologia retrofuturista vitoriana) e Weird Western Romance (tramas românticas em um cenário do Velho Oeste envolvendo viajantes do tempo, espíritos, anjos etc.). Como se vê, é uma definição bem ampla e que garante vários exemplos.
Depois de uma longa - e inicialmente tediosa - introdução para mostrar as origens do faroeste, Green dispõe o material de A a Z, com ano de lançamento, categoria (literatura, revista pulp, filme, série de TV, programa de rádio, desenho animado, HQ, game, RPG) e informações adicionais. Além disso, o livro traz também entradas para autores importantes do gênero como Edward Ellis (pioneiro da ficção científica americana com seu The Steam Man of Prairies, lançado em 1868), Joe R. Lansdale, Robert E. Howard, entre outros.
Ainda que o objetivo de Green fosse abranger todo tipo de weird west, existe uma ênfase nos quadrinhos, com verbetes mais elaborados e ilustrações (principalmente de material europeu), algo que não ocorre tanto com filmes e seriados para TV (muitos contando apenas com elenco e uma sinopse burocrática). Enquanto na categoria de desenhos animados existe uma prevalência de animes de ficção científica (caso de Cowboy Bebop), no RPG é quase uma catalogação do premiado jogo Deadlands e suas inúmeras expansões e derivados. Já na literatura, Green mostra que o gênero data do século XIX, marcando presença primeiro em dime novels e depois nos pulps do século seguinte.
Alguns dos artigos trazem nomes de velhos conhecidos da cultura pop, caso do personagem Jonah Hex ou da série televisiva (e depois filme) The Wild Wild West. Outros podem até não ser obscuros mas são definitivamente bizarros, fazendo jus ao gênero, caso de Cannibal! The Musical, filme que mistura canibalismo, índios japoneses e números musicais no Velho Oeste, ou do livro steampunk Zeppelins West, de Joe R. Lansdale, no qual Buffalo Bill - ou melhor, a sua cabeça conservada numa jarra com uísque e urina de porco - procura pelo Monstro de Frankenstein para assim descobrir um jeito de unir-se a um novo corpo, numa história que tem ainda a presença de Wild Bill Hickok, Annie Oakley, Touro Sentado, Capitão Nemo, Dr. Moreau, entre outros. Outra curiosidade é que Green mostra que existe produção cinematográfica bizarra não só em alguns spaghetti western da Itália, mas também no México, como a série El Jinete sin Cabeza, ou na Dinamarca, com a animação de fantoches Zombie Western: It came from the West.
O ponto negativo do livro fica por conta do preço alto para uma publicação sem capa dura e com ilustrações em preto e branco. Também chama a atenção que Green cite alguns exemplos extremos - como o mangá Solar Boy Django, uma trama de vampiros na qual a única ligação com o western são os nomes dos personagens (Django, Sabata etc.) - que parecem ter o propósito apenas de aumentar o número de páginas do livro.
Ainda assim, é uma obra que vale a pena para os aficionados ou mesmo curiosos. A edição avaliada é de 2009, ou seja, não possuía entradas de trabalhos mais recentes, como os quadrinhos Vampiro Americano ou a expansão Undead Nightmare do aclamado game Red Dead Redemption, porém, Green lançou uma segunda edição atualizada em 2016.
How? I have no idea. Maybe I saw a reference to it somewhere?
What? It's an encyclopedia of weird westerns, including tv shows (and one-off episodes), movies, comics (oh boy, are there a bunch of weird French comics), and RPGs.
Yeah, so? It's.... what it says on the tin, more or less: there's a lot of stuff that's weird and western, and Green does a job -- I won't say a "good job" but a job -- of trying to separate out the different flavors of that weirdness. (Mostly it's "sf" and "weird.")
While a book like this can be a good reference for something specific; and in general can be an interesting look at some trends you didn't know or have any reason to ever think about (like the prevalence of the erotic Western in European comix), it's also by its nature shallow in how it deals with its material, which emphasizes some of the biases of the author. (E.g., I don't know that I'd even include William S. Burroughs in my Weird Western canon; but having done so, I don't think I'd devote most of the entry to his killing of his wife, or note that his cult popularity is due to his drug addiction, homosexuality, and Beat friends. It all combines to give the effect that Green thinks Burroughs is sordid and somewhat regrets having to include him. That, and a few of the other entries, make this book feel a little padded in places.)
I had lots of fun with this book. I'm a big fan of Westerns, but haven't seen much of the weird kind- that is, films, series, comics and books of the western genre that included sci-fi or fantasy elements. Even so, I recognized quite a few of the series and films included and learned a lot. Both as a reference book or as a book read for fun, this encyclopedia is a great discovery.