Resenha escrita por Antônio Flávio.
*Batman: Ego*
*Essa será uma resenha mais direta (curta) na mentalidade do Batman, não falarei dos eventos no mundo real que ocorrem na obra, não falarei do suicídio na frente do Batman, ou de sua vontade de morrer após ver que se tornou algo insensível e quer matar o coringa, Hugo Strange, Pinguim, Charada, os seus vilões. A obra tem 67 páginas.*
Escrita e ilustrada por Darwyn Cooke, "Batman: Ego" (2000) é uma das histórias mais importantes par o Batman e toda a sua essência. Eu, como estudioso de Batman, coloco "Ego" como um cânone do Batman, um verdadeiro clássico do homem morcego. Antes de Darwyn Cooke realizar "Ego" e fazer um estudo complexo sobre a mente do Batman, Frank Miller, o lendário roteirista e artista de quadrinhos, escreveu e ilustrou "Batman: O Cavaleiro das Trevas Retorna" (1986) e escreveu "Batman: Ano Um" (1987), sendo, também, dois clássicos do cavaleiro das trevas (Batman), em "Ano Um", Frank Miller mudou a origem do Batman e deu um novo significado ao seu simbolismo, essência, e o que Batman representa. Já em "Cavaleiro das Trevas Retorna", Miller foi o primeiro a executar um estudo profundo sobre a psique do Batman, suas personalidades, o legado do Batman e a sua luta interna, na obra, caso o leitor realmente a destrinche e estude a obra, ele verá que Batman não tem duas personalidades, ou uma, ele tem 3. Contudo, a visão de Batman ter três personalidades é muito complicada de perceber caso o leitor não seja um estudioso de Batman e queira estudar profundamente a obra "Cavaleiro das Trevas Retorna".
Depois de 13 anos (aproximadamente) das publicações dos clássicos feitos por Miller, Darwyn Cooke, em 2000, foi chamado para escrever uma história curta do Batman, e, Cooke, conhecido pelo seu traço artístico se assemelhar muito a de um desenho animado -- assemelhando-se a se a desenhos da época como "Batman: The Animated Series" de Bruce Tim, e, até mesmo, a ilustradores de quadrinhos que tiveram os seus traços adaptados para as telas, como os de Jack Kirby e Alex Toth--, aceitou a proposta, logicamente. Darwyn Cooke colocou na obra as três personalidades do Batman para conversar, sendo uma delas deixada 'no escanteio' (de lado da conversa principal), embora a obra tenha uma conversa entre as figuras que compõem o Batman para conversar, muitas pessoas não entenderam que há três personalidades, não duas. Também é, como em "Cavaleiro das Trevas Retorna", realizar uma leitura atenta e executar um estudo da obra, mas em "Ego" o leitor consegue perceber as três figuras mais rapidamente em comparação a obra de Miller.
Sob esse viés, é importante analisar as três pessoalidades que compõem o Batman. São elas: Bruce Wayne, o vaidoso, O Morcego, o medo, e Bruce Wayne, a criança bondosa cheia de amor. Geralmente, apenas as duas primeiras são vistas pelos leitores de Batman (mesmo que de forma errônea), a terceira figura não é tão lembrada, mas está lá no Batman. Bruce Wayne, o vaidoso, tem amigos, quer mostrar a sua riqueza, a sua inteligência, habilidade, ele não quer matar, ele possui amigos, já o Morcego, o medo, é uma figura que quer matar os criminosos, quer acabar com a corrupção através do medo, o medo sempre esteve em Bruce Wayne e apenas teve mais relevância dentro da mente do Batman quando os seus pais morreram no beco do crime, segundo o mesmo: "Eu não nasci, em sempre estive em você. E, naquela noite, eu ascendi...". A terceira personalidade de Batman, Bruce Wayne, a criança amadora e inocente, foi esquecida, não só pelos leitores, mas também pelo próprio Batman, ela existe no Batman, entretanto, está enterrada e tentando ser substituída por algo mais visceral -- talvez por alguma persona oriunda do Medo, o quadrinho, o quadrinho dá, em um momento, a entender isso, embora depois não seja mais mencionado é importante ressaltar que há essa intepretação --, primeiro começa com a conversa entre o Medo e o Vaidoso, depois é revelado a criança Bruce, e o Inocente conversa com as outras duas personas de forma indireta, o jovem Bruce Wayne cheio de amor foi sendo esquecido pelo Batman após a morte de seus pais, ali houve a perda da inocência.
Por fim, a história "Batman: Ego", de Darwyn Cooke, é, sem dúvida, um clássico do Batman e um estudo completo (que requer profundidade e inteligência do leitor para entender) sobre personalidades, traumas e conversas internas. Pondo em uma escala de 0 a 5, tem comigo 4.7 (9.4 na escala 0 a 10). Contudo, no good reads, a minha nota é de 4 estrelas, porque não tem como colocar nota quebrada, então preferi colocar 4 estrelas.