O grande astro do filme blockbuster e hit atual, Vingadores: Guerra Infinita, ganhou novamente uma série regular pela Marvel, que saiu esse ano em 2016. Certamente, os colecionadores Nutella de quadrinhos estavam esperando que fosse outra megassaga cósmica, uma leitura bombástica e arrasadora. Mas nós, macacos velhos das leituras de quadrinhos, sabemos que uma série regular não tem essa função a cumprir, mas a de manter um personagem em evidência, principalmente em uma era em que as produções audiovisual dão o tom das publicações de quadrinhos. Neste quadrinho, Thanos está morrendo e ele precisa se curar logo. Ao mesmo tempo, seu filho, Thane, planeja a sua definitiva destruição. Para isso, ele reúne um time para atingir seus objetivos e o da Senhora Morte, que deixou de amar Thanos e foi buscar o poder nos braços de seu filho - levando a máxima de trocar um de 40 por dois de 20 a sério. Jeff Lemire faz um trabalho bom, regular, o esperado de uma série mensal. Mike Deodato arrasa nos desenhos, dando toda uma dimensão para a história. O enredo é bem construído e nos deixa curiosos para a sua continuação, algo que toda revista regular que se preze deve fazer. Portanto, não vá esperando a leitura de quadrinhos cósmicos de super-heróis da vida, mas uma trama bem trabalhada e que entrega o que promete - ninguém aqui nunca prometeu uma estrondosa saga cósmica, não é mesmo? Isso foi sua cabecinha hyper que criou. Falou? Valeu!