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La colomba pugnalata: Proust e la «Recherche»

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Ne "La colomba pugnalata", Pietro Citati accetta una sfida avvicinarsi al mistero che fu Marcel Proust. Con la sensibilità e gli strumenti del narratore, con il rigore del saggista, egli ci rivela il paradosso di quest'uomo tutto dolcezza e passività che cela dentro di sé un grandioso architetto, un sublime legislatore, un pensatore metafisico capace di costruire una delle ultime cattedrali d'Occidente.

401 pages, Hardcover

First published September 1, 1995

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144 people want to read

About the author

Pietro Citati

98 books59 followers
He was a famous Italian writer and literary critic.

He wrote critical biographies of Goethe, Alexander the Great, Kafka and Marcel Proust as well as a short but unforgettable memoir on his thirty-year friendship with Italo Calvino.

In Kafka, Pietro Citati has the great writer declare: "'I am like you, I am a man like you, I suffer and rejoice as you do, like a meticulous and buoyant angel, a being who lives far away in a world that did not belong even to him."

From 1973 to 1988, he contributed to the cultural section of Corriere della Sera and had been the literary critic for la Repubblica since 1988.

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Displaying 1 - 17 of 17 reviews
Profile Image for gufo_bufo.
380 reviews37 followers
January 29, 2019
Un'analisi meravigliosa della Recherche, che individua e segue fili e leit-motiv, che illumina fatti e persone reali che sono poi colati in qualche modo nel romanzo, che legge l'opera insieme col microscopio e col telescopio, che fa sorridere e commuove, che fa venire voglia di leggere altri libri (perché ho lasciato fare anticamera così a lungo ai "Demoni" di Dostojevskij? perché non ho ancora letto il "Wilhelm Meister"? perché, maledizione, la vita è così breve?).
E' che Pietro Citati ama Proust perfino più di me, e scrive maledettamente meglio di me. Ecco, questo è un altro dei libri che vorrei saper scrivere, e invece non sono capace. Ma apprezzo infinitamente la fortuna di poterlo leggere, e la possibilità di rileggerlo, una, due, dieci volte, perché chissà se e quando finirò mai di capirlo.
Profile Image for Evi *.
395 reviews309 followers
April 6, 2019
Les Colombes poignardées - le colombe pugnalate - sono quelle colombe che portano sul petto una macchia rossa simile a una ferita insanguinata (se riesco metto la foto), sembrano ninfe che si sono suicidate per amore e che un dio ha mutato in uccello.

Così Proust nel 1914 pensò di intitolare il secondo dei suoi sette volumi della Recherche, per poi invece preferirgli il titolo evocativo e meraviglioso con cui lo leggiamo oggi All’ombra delle fanciulle in fiore.

Un’opera come La Recherche, opera - cattedrale, libro che raccoglie quasi tutti i generi letterari esistenti nella forma romanzo è una sorgente inesauribile che fa nascere rivoli di testi di critica, di commento, di filologia, saggi, analisi comparate, libri di spigolature proustiane, biografie etc etc, a volte, accade essi non siano meno letteratura di quanto hanno per oggetto.

E il libro di Citati, La colomba pugnalata, ne è uno fra i tanti, ma di particolare bellezza e passione, accompagna mirabilmente la lettura della Recherche, mescolando con perfetto equilibro l’aspetto biografico ad un’analisi dei temi e dell’estetica proustiana senza tecnicismi sofisticati, del tutto accessibile anche per i non addetti e scritto con estrema grazia e scorrevolezza.
Un piccolo capolavoro (il libro di Citati) che si nutre e vive accanto all’immenso capolavoro cui è debitore, illuminandolo e rendendocelo ancora più prezioso, perché quando si ama qualcosa o qualcuno di esso si vorrebbe sapere quasi… tutto.
Affetta da proustite acuta e incurabile.
Profile Image for Sandra.
964 reviews337 followers
August 28, 2015
Penetrare nel mistero di Proust e della Recherche? Non ci riuscirà mai nessuno, penso. Tentare di offrire un’immagine di Marcel Proust, della sua tortuosa vita e della sua mirabile opera riportate ad unità grazie ad una scrittura magica e sontuosa che cattura il lettore come una ragnatela di fili setosi ? Può riuscirci solo la passione di Pietro Citati, che intesse un saggio accattivante e molto coinvolgente, in cui sfoggia la sua erudizione senza annoiare, offrendo notevoli spunti di interpretazione della più grande opera letteraria moderna, collegando l’ipersensibilità e l’immaginazione proustiane alla grande cultura del passato (la tradizione platonica e neoplatonica).
Impossibile resistere al desiderio di lettura (o rilettura, nel mio caso) della Recherche, accompagnati dalle parole entusiaste di Citati.
Profile Image for Silvia.
304 reviews21 followers
August 2, 2023
La rilettura o lettura della Recherche acquista ulteriore spessore e spunti di riflessione da questo saggio meraviglioso, il mondo di Marcel Proust esplorato dalla penna sapiente di Citati.
Profile Image for Simona Moschini.
Author 5 books45 followers
September 8, 2020
Per proustiani incalliti: un saggio approfondito e sofferto non solo sulla genesi della Recherche ma anche sulle opere giovanili di Proust. Poi lo stile di Citati può piacere o non piacere, ma di sicuro si immerge e si mimetizza in un autore come un medium e non lo molla più fino ad averne cavato ogni linfa vitale.
Profile Image for Pedro Adão.
43 reviews5 followers
June 24, 2021
Trabalho ímpar na análise de um colosso e da sua obra.
Profile Image for Flávio Alves.
100 reviews70 followers
March 31, 2023
"Em certos momentos de tranquilidade - a sombra enche o fundo do quarto, a luz embranquece os pés da cama, o relógio faz tic tac, a cozinheira conversa, a profundidade misteriosa da cozinha é iluminada pelos reflexos vermelhos de um braseiro invisível - descobrimos que as coisas estão envoltas na beleza que reside no mero facto de existirem, e de serem apenas aquilo que são. Tudo o que existe, só pelo facto de existir, é belo e sagrado."

Este não é tanto um livro sobre a obra prima de Proust, À la recherche du temps perdu, mas sim um livro sobre o seu autor. Mais do que uma biografia, é uma tentativa de entender Marcel, de perceber quem ele era, de tentar escrutinar o que o levou à escrita de um livro tão extenso sobre a memória e sobre o significado da vida. Ou a falta do mesmo.

"Assim protegido, podia dar início à longa, cansativa e impotente batalha contra a asma, que o entregava, vencido, aos golpes do seu inimigo. Fumar cigarros antiasmáticos não servia de nada. Bebia dezenas de chávenas de café, que afastavam as crises, mas agravavam a insónia. Fazia fumigações todas as manhãs, ou várias vezes ao dia, queimando pós Legras, que transformavam o quarto num antro de bruxas, onde pesadas nuvens escuras e azuladas se formavam e desvaneciam, deixando os lençóis, os móveis, os livros, os cadernos, cobertos de detritos."

Marcel Proust nasceu em 1871 no seio de uma família abastada. Apesar de asmático desde muito cedo e tendo os estudos interrompidos pela doença, o jovem Marcel mostrou-se exímio nas artes literárias. Mais tarde frequentou variados salões literários, permitindo-lhe angariar o material necessário que eventualmente utilizaria na escrita da Recherche. Contudo, Proust passou os últimos anos da sua vida numa batalha contra o tempo. O autor sentia que a morte estava próxima; como ele próprio afirmou "a asma era já a morte que se instalara dentro de si". Assim sendo, isolou-se no seu quarto e dedicou a sua alma ao trabalho da sua vida, falecendo antes de ver publicados os últimos três volumes da Recherche.

"Nunca teve ilusões. Tinha plena consciência de que vivia numa prisão; e olhava com pérfida ironia para todos que os hábitos, todos os ritos, todas as manias e repetições automáticas da sua "dietética estranha, inelutável e funesta". Sabia perfeitamente que a tia Léonie era ele, transformado por brincadeira numa velhota caprichosa e adorável. Como escreveu em La Prisonnière, a vida que levava era insensata. Não passava de um maníaco que se privava de todos os prazeres e infligia a si mesmo os piores tormentos, sem nunca mudar de tom. Dormia durante as horas em que deveria viver, saía às horas em que era normal ser-se assassinado nas ruas, e passava o tempo a beber bebidas geladas e a curar constipações."

Marcel Proust foi um homem complicado, mas profundamente humano. Quem não o é? A sua maior busca era a felicidade. Procurava ser amado e retribuir esse amor, mas quando de facto se sentia amado, considerava-se como que indigno desse honrado sentimento. Repudiava-se sem razões para tal. E, assim, quando tanto se busca e nunca se encontra, Proust a certa altura desistiu de ser feliz. A felicidade apenas era reconhecida pelo seu inverso, ou seja, pelo infortúnio que continuava a abater-se sobre a sua pessoa.

"As drogas destruíram-lhe o organismo mal alimentado e debilitado. Sofria de afasia, de paralisia facial, de vertigens. Por vezes, nem sequer conseguia comunicar com Céleste: as tonturas eram tão graves que não podia pôr um pé no chão sem cair. Tinha medos terríveis: receava ter uma doença cerebral, e pensava pedir para lhe fazerem uma trepanação. Outras vezes, achava que a perda de voz era o indício de um ataque de uremia, idêntico ao que lhe levara a mãe. Ou pior ainda, verdade ainda mais atroz: não tardaria a ficar completamente mudo. Deixaria de poder conversar com Céleste, com os raros amigos e com os estranhos que continuavam a aparecer na Rue Hamelin. Esperava conservar a lucidez do espírito. Então, imerso nas trevas e no silêncio, continuaria a escrever a Recherche, até desenhar no papel a palavra "fim". Os médicos sossegavam-no. Não sofria de uremia nem tinha qualquer doença cerebral. A afasia, as vertigens, as tonturas provinham apenas do abuso das drogas. Mas Proust, filho e irmão de médicos, nunca acreditava totalmente no que eles lhe diziam: receava ser enganado."

Em tantos livros lidos, esta foi a primeira biografia que li. Adorei conhecer Marcel Proust. De certa forma, conhecendo o autor da viagem que irei fazer nos próximos meses, identificando-me com ele em certos aspectos essenciais da vida, permitir-me-á desfrutar ainda mais da sua obra.

"O esquecimento é um monstro. Nunca nenhum escritor se revoltou mais do que que Proust contra a crueldade do esquecimento, devora as pessoas que amamos e as recordações que temos delas. E ninguém compreendeu melhor do que ele a sua força benéfica, que possibilita a salvação da memória involuntária, a continuidade e as metamorfoses da vida."
Profile Image for diario_de_um_leitor_pjv .
787 reviews145 followers
July 16, 2023
16/07/2023

Um releitura que confirma este livro como uma das mais interessante e provocatória introdução à leitura de Marcel Proust e da sua obra prima "Em busca do tempo perdido".
Que boa é a prosa de Citati.
113 reviews1 follower
October 19, 2024
In fondo noi invecchiamo, noi uccidiamo tutti coloro che ci amano con le preoccupazioni che diamo loro, con la stessa inquieta tenerezza che ispirano loro e che mettiamo di continuo in allarme.

Avrei potuto morire tante volte prima: in Austria con Stefan Zweig, in Francia con Irène Némirovsky o Louis Ferdinand Céline, in America con John Steinbeck, quando però conobbi Marcel Proust; nella mia camera, nel mio salotto letterario a cui spesso attribuisco l’aggettivo di <>, quando mi ostinai a cimentarmi nella lettura di un testo che, ero consapevole, la sua lettura non sarebbe stata alquanto facile, il vulcano di parole a cui avrei dovuto tenere testa, il flusso inarrestabile di pensieri che non scorrono come sembra quanto incastrate, incatenate in forme atipiche di elaborazione del pensiero, al lamento immenso e doloroso della vita. Se solo avesse voluto, Marcel Proust avrebbe potuto “guarire” da tutto questo, dalla nevrosi, da questo stato malaticcio che annientò le sue fragili membra, ma da essa stessa derivò la sua arte. Poiché tutto era perduto. Da sempre e per sempre e non esistette alcuna cura né rimedio. La vita e la storia erano dotate della stessa stoffa, lo spirito fatto degli stessi elementi della natura in cui il poeta raccoglie il visibile e l’invisibile, forme o echi di tutte le cose.
Il vento della poesia avrebbe potuto essere auspicabile, lenire i suoi malanni, le sue sofferenze, risucchiando dalla solitudine, dal grigiore, dalla desolazione. Ma la memoria, il tempo si confusero, si mescolarono, si accavallavano vorticosamente mentre attorno cambiarono le forme, restringendosi, allargandosi, turbando in muri invisibili.
Il sopraggiungere della morte avrebbe accresciuto il suo desiderio di finire la costruzione di una gigantesca cattedrale, poiché dominato da un forte senso di fallimento che lo divorò da dentro - come Faulkner - e dell’arte stessa, poiché i grandi capolavori non sono altro che relitti di grande intelligenza.
Scrivere avrebbe equivalso ad innalzare un monumento personale che aveva a che fare con l’abitudine, interiorizzando il metodo del mondo esterno, personificando e umanizzando gli oggetti, oggettivando e allegorizzante di sentimenti. Dovunque Proust volgeva lo sguardo, dinanzi a lui si snodava il filo rosso di un mondo compatto e ghiacciato che tuttavia non riusciva a farsi strada, e la scrittura avrebbe racchiuso la felicità, la serenità, la calma che tuttavia è scevra da ogni rapporto con l’arte.
Entrare in questo mondo, non è stato per niente semplice. Ma nel momento in cui l’ho fatto sono stata assorbita completamente al punto di esserne assimilata come una molecola. Poiché serpeggiava in tutta la Ricerca una sorta di male sacro che nasce dall’attesa e dall’assenza. Deriva dall irraggiungibile, dall imprescindibile, conferendo una certa pienezza alla vita. Una visione molto simile a quella di Flaubert, da cui attinse l’idea che ogni cosa era differente e fosse assorbita dall’arte, attraverso cui lo spirito umano avrebbe potuto divenire oggetto di studio. Da Dostoevskij invece unì al tragico il comico, il modo per cui ogni cosa divenne più intollerabile, più insostenibile mediante cui eventi o momenti estremamente dolorosi erano intrappolati in un vasto repertorio comico. Dalla Bibbia, la consapevolezza che i sodomiti di cui saranno protagonisti nel quarto volume, appartengono ad una razza di animali asessuati che covavano in segreto qualcosa che riposa su un’identità di bisogni, gusti e abitudini e pericoli di sapere, sul cui capo aleggia una maledizione: quella di essere dei prodotti del prossimo. Figure o simboli che interpretano l’infelicità, varietà psicologica della società umana, quella umanità condannata e minacciata dal fuoco che mira alla memoria che la salvi, impedisca di unirci a questo mondo.
Per Anna de Noailles, Proust destò un certo fascino poiché dal suo incontro comprese se stessa: come guardarsi allo specchio, prolungando se stessa. Dilatazione, ebbrezza espansione di un Io per cui l’universo diviene piccolo, così piccolo che albergherà persino nel suo cuore. L’esaltazione che fa scovare la verità, la genialità fantastica che dona una certa importanza o vita al mondo creato, riempiendole di figure colorate e animate. Come in Noè e la sua arca, solo dalla sua personalissima arca Proust potrà vedere il mondo. E la malattia diviene protagonista nel momento in cui era avvolta dall’amore: la dolcezza della sospensione del vivere, la tregua di Dio, la Grazia che interrompe le fatiche e i disegni malvagi e che avvicina la realtà al di là della morte.
L’arte era quell’unico appiglio a cui aggrapparsi pur di esprimere il fallimento in cui l’ansia e il desiderio di raggiungere qualcosa coincide con le << intermittenze del cuore>>. Non a caso, Citati lo definì la sua colomba pugnalata, in quanto alla fine di ogni desiderio, ogni sospiro tirato sarebbe stato possibile riconoscere una certa identificazione col mondo assoluto, identità di anime in cui il ricordo, la sua presenza evocativa equivale a un tipo di superiorità che diviene tale solo quando è ricongiunta agli altri.
La memoria, il ricordo costituiscono quel l'architettura su cui si regge la Ricerca, definita come monumento in cui gli spettri che aleggiano attorno a lui divennero luminosi e immortali mediante parole, riconoscendo l'eterna resurrezione, poiché è il Narratore che ne stabilisce l’essenza. Non potendo afferrare quelle del presente, perché l’immaginazione non partecipa nè al passato in quanto l’intelligenza della memoria involontaria inorridisce nè al futuro in cui la volontà costituisce dei frammenti del passato e del presente. Proust, in veste di metafisico e non solo di scrittore, poté scovare queste essenze celate nelle cose poiché solo al presente era possibile identificarsi col passato. E dunque nel ricordo, quel filo invisibile col passato, dà forma e respiro all’arte. L’arte che è costruzione di questa magnifica architettura, l’arte che è rappresentazione di una vetrata da cui trapela una certa luce in cui è possibile avvertire forme atipiche di delirio, di immobilità, angoscia e smarrimento. E a cui ci si aggrappa alla fedeltà del cuore, al rimpianto che il Narratore nutre per il passato, e che << smaltisce >> mediante la bellezza di un sentimento che tuttavia si rivelerà più nocivo di quel che crede: l’amore. L’amore nella sua singolarità e nei suoi segreti.
Lezioso e sentimentale, sin da bambino, Proust credeva che a reggere la morte del mondo degli uomini dipendesse dagli dei. La Ricerca divenne caccia disseminata di delusioni, illusioni, inganni o false promesse, e l’autore incapace di possedere un suo Io quanto rappresentazione di un luogo, un contenitore capace di raccogliere tutte le sensazioni da cui scoverà imperfezioni pastose. Perché come le ombre dell’Odissea, nella Ricerca Proust rievoca i mostri - tutte le persone che conobbe - che precipitarono come fantasmi, senza più voce né memoria, tendendo le braccia, chiedendo di essere rievocati. E il suo personalissimo Ade risiedeva di queste ombre, essenzialmente tristi e senza luce che solo l’eternità potrà conferire, gridando e aleggiando tra loro. Dimenticare avrebbe equivalso a snellire il sacrificio in ogni sua forma, espiare, alienandosi o trapassando e ciò era incarnato in Albertine, passione prigioniera che resterà intatta sino alla sua morte ma assoluto.
Ho letto La colomba pugnalata dopo un anno della mia permanenza a Babet. Ho letto questo saggio, così come tanti altri che ne hanno susseguito la lettura per intero della Ricerca, consapevole di ciò che avevo appena assistito, della magia che il tono, la trasposizione della gamma centrale di questi testi fosse così elevato, quasi tendesse all’infinito. Proust, in questo lasso di tempo, è divenuto per me come una specie di mito, una trama così complicata che a molti potrebbe condurre all’esasperazione, alla parodia di un sogno romantico che tuttavia ha le fattezze di una portentosa bolla di piacere. Quel tipico piacere che sarà caro anche a D’Annunzio, ma che in Proust avviene come un moto volontario a cui si riflette nella bellezza dell’arte e delle parole.
La Recherche e ciò che ne consegue, divengono così le fondamenta di un'immensa cattedrale in cui popolano due mondi opposti: quella dell’eterno e quello del mutabile. Ed entrambi possessori di emanazioni di luce, che solo quella cura che l’arte, la letteratura cui aspirava hanno impresso nel mio cuore un segno indelebile.

In tutti i momenti della nostra vita siamo discendenti di noi stessi e l’atavismo che pesa su di noi è il nostro passato, confermato dalle abitudini.
Profile Image for Gresi e i suoi Sogni d'inchiostro .
701 reviews14 followers
December 26, 2024
In fondo noi invecchiamo, noi uccidiamo tutti coloro che ci amano con le preoccupazioni che diamo loro, con la stessa inquieta tenerezza che ispirano loro e che mettiamo di continuo in allarme.

Avrei potuto morire tante volte prima: in Austria con Stefan Zweig, in Francia con Irène Némirovsky o Louis Ferdinand Céline, in America con John Steinbeck, quando però conobbi Marcel Proust; nella mia camera, nel mio salotto letterario a cui spesso attribuisco l’aggettivo di <>, quando mi ostinai a cimentarmi nella lettura di un testo che, ero consapevole, la sua lettura non sarebbe stata alquanto facile, il vulcano di parole a cui avrei dovuto tenere testa, il flusso inarrestabile di pensieri che non scorrono come sembra quanto incastrate, incatenate in forme atipiche di elaborazione del pensiero, al lamento immenso e doloroso della vita. Se solo avesse voluto, Marcel Proust avrebbe potuto “guarire” da tutto questo, dalla nevrosi, da questo stato malaticcio che annientò le sue fragili membra, ma da essa stessa derivò la sua arte. Poiché tutto era perduto. Da sempre e per sempre e non esistette alcuna cura né rimedio. La vita e la storia erano dotate della stessa stoffa, lo spirito fatto degli stessi elementi della natura in cui il poeta raccoglie il visibile e l’invisibile, forme o echi di tutte le cose.
Il vento della poesia avrebbe potuto essere auspicabile, lenire i suoi malanni, le sue sofferenze, risucchiando dalla solitudine, dal grigiore, dalla desolazione. Ma la memoria, il tempo si confusero, si mescolarono, si accavallavano vorticosamente mentre attorno cambiarono le forme, restringendosi, allargandosi, turbando in muri invisibili.
Il sopraggiungere della morte avrebbe accresciuto il suo desiderio di finire la costruzione di una gigantesca cattedrale, poiché dominato da un forte senso di fallimento che lo divorò da dentro - come Faulkner - e dell’arte stessa, poiché i grandi capolavori non sono altro che relitti di grande intelligenza.
Scrivere avrebbe equivalso ad innalzare un monumento personale che aveva a che fare con l’abitudine, interiorizzando il metodo del mondo esterno, personificando e umanizzando gli oggetti, oggettivando e allegorizzante di sentimenti. Dovunque Proust volgeva lo sguardo, dinanzi a lui si snodava il filo rosso di un mondo compatto e ghiacciato che tuttavia non riusciva a farsi strada, e la scrittura avrebbe racchiuso la felicità, la serenità, la calma che tuttavia è scevra da ogni rapporto con l’arte.
Entrare in questo mondo, non è stato per niente semplice. Ma nel momento in cui l’ho fatto sono stata assorbita completamente al punto di esserne assimilata come una molecola. Poiché serpeggiava in tutta la Ricerca una sorta di male sacro che nasce dall’attesa e dall’assenza. Deriva dall irraggiungibile, dall imprescindibile, conferendo una certa pienezza alla vita. Una visione molto simile a quella di Flaubert, da cui attinse l’idea che ogni cosa era differente e fosse assorbita dall’arte, attraverso cui lo spirito umano avrebbe potuto divenire oggetto di studio. Da Dostoevskij invece unì al tragico il comico, il modo per cui ogni cosa divenne più intollerabile, più insostenibile mediante cui eventi o momenti estremamente dolorosi erano intrappolati in un vasto repertorio comico. Dalla Bibbia, la consapevolezza che i sodomiti di cui saranno protagonisti nel quarto volume, appartengono ad una razza di animali asessuati che covavano in segreto qualcosa che riposa su un’identità di bisogni, gusti e abitudini e pericoli di sapere, sul cui capo aleggia una maledizione: quella di essere dei prodotti del prossimo. Figure o simboli che interpretano l’infelicità, varietà psicologica della società umana, quella umanità condannata e minacciata dal fuoco che mira alla memoria che la salvi, impedisca di unirci a questo mondo.
Per Anna de Noailles, Proust destò un certo fascino poiché dal suo incontro comprese se stessa: come guardarsi allo specchio, prolungando se stessa. Dilatazione, ebbrezza espansione di un Io per cui l’universo diviene piccolo, così piccolo che albergherà persino nel suo cuore. L’esaltazione che fa scovare la verità, la genialità fantastica che dona una certa importanza o vita al mondo creato, riempiendole di figure colorate e animate. Come in Noè e la sua arca, solo dalla sua personalissima arca Proust potrà vedere il mondo. E la malattia diviene protagonista nel momento in cui era avvolta dall’amore: la dolcezza della sospensione del vivere, la tregua di Dio, la Grazia che interrompe le fatiche e i disegni malvagi e che avvicina la realtà al di là della morte.
L’arte era quell’unico appiglio a cui aggrapparsi pur di esprimere il fallimento in cui l’ansia e il desiderio di raggiungere qualcosa coincide con le << intermittenze del cuore>>. Non a caso, Citati lo definì la sua colomba pugnalata, in quanto alla fine di ogni desiderio, ogni sospiro tirato sarebbe stato possibile riconoscere una certa identificazione col mondo assoluto, identità di anime in cui il ricordo, la sua presenza evocativa equivale a un tipo di superiorità che diviene tale solo quando è ricongiunta agli altri.
La memoria, il ricordo costituiscono quel l'architettura su cui si regge la Ricerca, definita come monumento in cui gli spettri che aleggiano attorno a lui divennero luminosi e immortali mediante parole, riconoscendo l'eterna resurrezione, poiché è il Narratore che ne stabilisce l’essenza. Non potendo afferrare quelle del presente, perché l’immaginazione non partecipa nè al passato in quanto l’intelligenza della memoria involontaria inorridisce nè al futuro in cui la volontà costituisce dei frammenti del passato e del presente. Proust, in veste di metafisico e non solo di scrittore, poté scovare queste essenze celate nelle cose poiché solo al presente era possibile identificarsi col passato. E dunque nel ricordo, quel filo invisibile col passato, dà forma e respiro all’arte. L’arte che è costruzione di questa magnifica architettura, l’arte che è rappresentazione di una vetrata da cui trapela una certa luce in cui è possibile avvertire forme atipiche di delirio, di immobilità, angoscia e smarrimento. E a cui ci si aggrappa alla fedeltà del cuore, al rimpianto che il Narratore nutre per il passato, e che << smaltisce >> mediante la bellezza di un sentimento che tuttavia si rivelerà più nocivo di quel che crede: l’amore. L’amore nella sua singolarità e nei suoi segreti.
Lezioso e sentimentale, sin da bambino, Proust credeva che a reggere la morte del mondo degli uomini dipendesse dagli dei. La Ricerca divenne caccia disseminata di delusioni, illusioni, inganni o false promesse, e l’autore incapace di possedere un suo Io quanto rappresentazione di un luogo, un contenitore capace di raccogliere tutte le sensazioni da cui scoverà imperfezioni pastose. Perché come le ombre dell’Odissea, nella Ricerca Proust rievoca i mostri - tutte le persone che conobbe - che precipitarono come fantasmi, senza più voce né memoria, tendendo le braccia, chiedendo di essere rievocati. E il suo personalissimo Ade risiedeva di queste ombre, essenzialmente tristi e senza luce che solo l’eternità potrà conferire, gridando e aleggiando tra loro. Dimenticare avrebbe equivalso a snellire il sacrificio in ogni sua forma, espiare, alienandosi o trapassando e ciò era incarnato in Albertine, passione prigioniera che resterà intatta sino alla sua morte ma assoluto.
Ho letto La colomba pugnalata dopo un anno della mia permanenza a Babet. Ho letto questo saggio, così come tanti altri che ne hanno susseguito la lettura per intero della Ricerca, consapevole di ciò che avevo appena assistito, della magia che il tono, la trasposizione della gamma centrale di questi testi fosse così elevato, quasi tendesse all’infinito. Proust, in questo lasso di tempo, è divenuto per me come una specie di mito, una trama così complicata che a molti potrebbe condurre all’esasperazione, alla parodia di un sogno romantico che tuttavia ha le fattezze di una portentosa bolla di piacere. Quel tipico piacere che sarà caro anche a D’Annunzio, ma che in Proust avviene come un moto volontario a cui si riflette nella bellezza dell’arte e delle parole.
La Recherche e ciò che ne consegue, divengono così le fondamenta di un'immensa cattedrale in cui popolano due mondi opposti: quella dell’eterno e quello del mutabile. Ed entrambi possessori di emanazioni di luce, che solo quella cura che l’arte, la letteratura cui aspirava hanno impresso nel mio cuore un segno indelebile.

In tutti i momenti della nostra vita siamo discendenti di noi stessi e l’atavismo che pesa su di noi è il nostro passato, confermato dalle abitudini.

Profile Image for Roberto.
9 reviews
December 30, 2022
Not a biography of Proust, not a literary essay on the Research, but a passionate mix of genres. The Author analyzes the development of Proust‘s complex personality that will allow the seeds of his artistic ambitions to germinate and grow up to generate this immense and fantastic (but tremendously realistic at the same time) creature.
41 reviews13 followers
June 13, 2020
Maravilhosa reflexão sobre a obra. Juntamente com “Proust” de Deleuze faz crescer a experiência. Muito bom!
Profile Image for Cristina Mosca.
Author 13 books45 followers
April 6, 2022
e niente, io citati lo amo, che ci posso fare.

questo libro è una musica.
75 reviews2 followers
November 13, 2019
A una Biografia di Proust, scritta in Stile Prostrano, si intreccia un’analisi del’Estetica e dei Temi della ‘Recherche’.
Un testo scritto sicuramente con passione e competenza, ma che non è riuscito a coinvolgermi (ci ho messo un mese a terminarlo),
Forse perché dopo la lettura della 'Recherche' speravo davvero di riempire il vuoto lasciato dall’Opera con questo libro. Da quì credo derivi la mia delusione.
Profile Image for Andrea Giovanni Rossi.
160 reviews3 followers
May 4, 2025
Dietro la facciata di un uomo malato, recluso e tormentato, si cela il potente demiurgo che trova in sé la forza di creare un’opera che avrebbe cambiato per sempre la storia della Letteratura
Profile Image for João Cruz.
363 reviews23 followers
August 19, 2016
Relato biográfico da vida de Proust e interpretação da sua magnum opus. Pomposo em alguns trechos, mas entre outras, dá uma interpretação que gostei muito - e que não tinha percebido quando li a Recherche - da importância da menina Vinteuil e sua amiga na estrutura da obra.
Displaying 1 - 17 of 17 reviews

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