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O Contrário da Solidão: manifesto por um feminismo em comum

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Marcia Tiburi examina os temas fundamentais para o feminismo atual e nos convida a refletir sobre a solidão, a política, a identidade, os lugares de debate e a violência. Nessas páginas lúcidas e luminosas, a começar pela crítica ao patriarcado, nos incentiva a produzir ideias para uma sociedade mais justa, que leve em conta todas as lutas dos oprimidos - por gênero, raça, classe social ou orientação sexual.

Podemos definir o feminismo como um desejo de democracia radical, dedicado à luta pelos direitos de todos aqueles que são forçados a sofrer sistematicamente as injustiças armadas pelo patriarcado. Porque o patriarcado, ao contrário do que se possa pensar, não é um processo que afeta exclusivamente a esfera feminina; em vez disso, envolve todos os seres cujo corpo é definido pelo uso que dele é feito.

Com este livro, a filósofa brasileira, em exílio voluntário em Paris por motivos políticos, nos convida a repensar essas estruturas e levar o feminismo a sério, para além das modas e dos clichês. A esperança é que, ao repensar criticamente o movimento, com uma linguagem acessível a iniciantes e mais experientes, "o oposto da solidão seja portador de uma ideia de feminismo em comum capaz de melhorar a forma como vemos e inventamos a vida".

112 pages, Paperback

First published January 1, 2018

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757 people want to read

About the author

Marcia Tiburi

47 books76 followers
Márcia Angelita Tiburi (Vacaria, 6 de abril de 1970) é uma artista plástica, professora de Filosofia e escritora brasileira.

Graduada em filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), e em artes plásticas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996); mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética e filosofia do conhecimento.

Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia As Mulheres e a Filosofia e O Corpo Torturado, além de Uma outra história da razão. Pela editora Escritos, publicou, em co-autoria, Diálogo sobre o Corpo, em 2004, e individualmente Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita. Em 2005 publicou Metamorfoses do Conceito e o primeiro romance da série Trilogia Íntima, Magnólia, que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume A Mulher de Costas. Escreve também para jornais e revistas especializados, assim como para a grande imprensa. Márcia Tiburi também se apresentava, semanalmente, no programa de televisão Saia Justa, do canal por assinatura GNT. Em 2012 publica o romance Era Meu esse Rosto pela Editora Record e os livros Diálogo/Dança eDiálogo/Fotografia pela editora do SENAC-SP.

É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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1 star
19 (2%)
Displaying 1 - 30 of 60 reviews
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,743 reviews
April 9, 2018
Eu nem sou tão fã da Tiburi, acompanho as colunas dela na Cult e olhe lá, esse livro em especial parece dividir-se em capítulos como fossem suas colunas com linguagem coloquial e pouco aprofundadas, mas o resultado geral é satisfatório se pensarmos nele como um textão de facebook que prioriza o depoimento pessoal. Só à titulo de comparação fiquem que a Rebecca Solnit que é muito mais brilhante em suas considerações a respeito do feminismo contemporâneo.
Profile Image for Alejandro.
54 reviews
February 23, 2018
Em um misto de ensaio e artigo expandido, Marcia Tiburi dá uma grande contribuição ao tentar descrever o que é o feminismo, a quem atende e o porquê de sua importância. Alguns termos ainda distanciam a compreensão de quem não tem familiaridade com eles, mas é algo certamente contornável em virtude de seus objetivos. Ainda por cima, marca o importantíssimo retorno do selo Rosa dos Tempos.
Profile Image for Linda.
56 reviews4 followers
March 8, 2024
Un libro prezioso sia per chi non ha mai letto ne studiato il femminismo sia per chi ha già qualche nozione in merito.
Non solo è chiaro, scorrevole e interessante ma offre un punto di vista attuale e non eurocentrico.
Profile Image for Vitoria Pengue.
18 reviews11 followers
February 19, 2018
Alguns capítulos são muito interessantes... outros deixam muito a desejar.
Pra quem tá começando a estudar o feminismo é uma porta. Pra quem já está familiarizado com algumas questões do movimento pode ser um pouco chato.
Profile Image for thay.
255 reviews6 followers
January 16, 2024
"Com este livro, Marcia Tiburi nos convida a repensar essas estruturas e a levar o feminismo muito a sério, para além de modismos e discursos prontos." Sendo que o livro é RECHEADO de discursos prontos e frases de efeito tirados de qualquer thread meia boca de twitter. Sem profundidade, a autora parece que tem MEDO de criticar o sistema, a lógica machista e patriarcal. O livro quase não tem fontes (!) (deve ter o que? umas 10 notas de rodapé) mas ela enche o livro de conceitos (que ela não explica) que não são dela. Quer falar de um feminismo plural? Ok, mas o máximo que ela fala sobre feminismo negro e a experiência das mulheres negras não daria pra juntar em um capítulo. Fora que a autora não trata das mulheres lésbicas, bissexuais e trans, toda a inclusão que ela propõe está no fato de que AS VEZES (três ou quatro vezes em todo livro) ela usa o termo "todes".

Como eu disse, parece que ela juntou diversas threads de twitter e publicou, e isso poderia até ser aceitável se o livro não vendesse uma ideia de querer debater o papel do feminismo na experiência de vida de outros seres que não as mulheres brancas. Aliás a autora tenta defender a participação dos homens no movimento e ainda assim não debate de maneira destrinchada seus privilégios, apenas cita que o homem branco pode ser porta voz do movimento para os contextos onde a fala das mulheres não conseguem chegar (e gente, pelo amor de deus isso é o minimo) e eu JURO (vocês podem ir depois olhar no livro é a página 119) onde ela sugere que o homem que escuta as mulheres pode perder o titulo de "homem branco" pois ele estará dentro da luta (!!). Jura que é tão fácil assim? Você só precisa ser ouvida e validada por um homem em posição de poder que BUM ele é o maior feministo de todo século?

Olha, não da.
Profile Image for Barbara Leal.
18 reviews41 followers
June 8, 2018
"Somente uma ético-política da luta sustenta a verdadeira política da luta. Pois a luta política sem ética é como a luta ética sem política. A destruição da própria luta é a destruição da política. E vice-versa, pois política é fundamentalmente luta."

Parece piada, mas isso é um trecho do livro. Algumas partes são interessantes, mas no geral é bem raso e repetitivo. Se for pra ler um livro bem introdutório sobre feminismo, os livrinhos da Chimamanda são melhores.
Profile Image for Jessiane Kelly.
161 reviews13 followers
February 2, 2018
O livro traz várias ideias sobre o feminismo, de caráter bem acessível e introdutório. Como a autora mesmo ressaltou, a proposta do livro é ser curto, em formato de crônica para um acesso a todas, todes e todos. Entretanto, tanto sua palestra de lançamento como seu livro me fizeram questionar qual estilo de escrita e de fala que eu costumo valorizar graças aos contextos sociais em que estou inserida. A autora afirma muito em seu livro a produção de uma verdade no sistema patriarcal e acabo me deparando com isso ao que se refere qual forma de escrever que tem mais credibilidade, uma escrita mais intelectualizada, mais masculina? A proposta da autora tanto no seu texto como em sua palestra parece quebrar com isso e tentar chegar a todo mundo, o que é de grande valor. Também é possível perceber como o discurso psicanalista já perpassa a linguagem e isso me incomoda um pouco. Mas no geral, é um livro bem acessível.
Profile Image for Carol Reis.
175 reviews10 followers
January 12, 2021
Acho que eu esperava mais e talvez tenha sido esse o problema.

Não acho que o sistema patriarcal seja simples de entender e o papel do feminismo e sua evolução ao longo dos anos também são muito complexos - acho que o livro se propõe a ser uma porta de entrada para o movimento feminista, mas essa porta leva o leitor a milhões de bifurcações mal explicadas, a autora tentou mencionar tudo, mas não aprofundou nada.

Algumas passagens são interessantes, mas acredito haver obras melhores como porta de entrada.
Profile Image for Adriano Pugno.
Author 2 books22 followers
December 13, 2021
“In quanto invenzione di sé e del mondo, ogni etica è contemporaneamente una poetica”. Questa frase me la tatuo da qualche parte, davvero.

Libro appassionato e chiarissimo, mi ha insegnato davvero tante cose.
Profile Image for Virginia.
295 reviews33 followers
August 8, 2024
Raro trovare saggi femministi divulgativi che trattino la dimensione di classe. Ho apprezzato molto tutto.
Profile Image for Francy.
63 reviews11 followers
July 11, 2025
Interessante. Fa sempre bene riflettere su questi temi, ma non mi ha dato informazioni nuove.
Profile Image for Maria Fernanda Melgaço.
111 reviews4 followers
November 22, 2020
Não é um livro ruim nem mal escrito, porém traz muitos conceitos importantes sem a devida citação de onde a autora tirou. Além disso, existem livros com temática e modelo similares menos rasos. Lembrei-me do “Sejamos todos feministas” da Chimamanda Adiche, “Lugar de fala” da Djamila Ribeiro...
Profile Image for luiza.
8 reviews
January 13, 2022
Queria começar com uma pergunta: se o feminismo é pra todas, todos e todes (literalmente todo mundo), então quem é o opressor?
No que me diz respeito, o feminismo é (ou deveria ser) apenas para mulheres, visto que elas que são oprimidas dentro do patriarcado, e elas que estão na luta para destruir esse sistema. Agora vamos defender que homem dê pitaco nas pautas feministas? Ou que eles sofrem dentro de uma sistema que eles mesmo criaram e que beneficia eles às custas da submissão das mulheres? Ah, pelo amor.
Por mais que eu goste da escrita da Tiburi e de outros livros dela, o conteúdo desse livro em si é extremamente liberal e cai no identitarismo, que desprezo veementemente. “Homem” e “mulher” NÃO são identidades, e sim, condições sociais ligadas ao sexo biológico. A partir do nosso sexo, papéis sociais (popularmente chamado de gênero) são atribuídos a nós. Se nasce fêmea, passa pela socialização feminina e se torna mulher (condição de submissão). Se nasce macho, passa pela socialização masculina e se torna homem (condição de dominação).
Ela se mostra incoerente em diversas questões, como utilizar a palavra “radical” para se tratar da luta feminista, mas o que ela defende nesse livro é tudo menos do que parte de um movimento radicalizado (revolucionário). Também, no capítulo 3, ela se mostra contra a visão essencialista e naturalista de homens e mulheres, mas logo depois defende identidade de gênero, que é embasada na premissa que as pessoas podem “se sentir” algo. O que seria esse sentimento? O que é se sentir homem? O que é se sentir mulher?
Confusão, incoerência e liberalismo, são essas palavras que descrevo esse livro. Por mais que tenha insights bacanas e que concordo, não recomendo essa leitura para quem quer estudar sobre feminismo.
Profile Image for Amanda Santana.
13 reviews
June 22, 2020
O livro tem uma linguagem direta quase como se a autora dialoga-se com o leitor.

Particularmente, tive que recorrer ao dicionário para entender algumas poucas palavras, porém isso não atrapalhou a fluidez e lucidez com que a autora debate sobre o feminismo.

Não é um livro mostrando toda a história deste, mas um convite a criticar toda a estrutura de sociedade que temos hoje em dia e o papel necessário que o feminismo em sua forma atual tem. Aborda diversas visões sem se aprofundar muito em nenhuma e por isso acho que ele é ideal para quem está começando a pesquisar sobre o tema.
Profile Image for João Lima.
48 reviews1 follower
March 14, 2022
Gostei bastante da escrita da autora - bem suave e objetiva. Apesar de ter muitos trechos que eu sinto que foram superficiais e que poderiam ser mais aprofundados, consegui entender vários pontos sobre a luta feminista.
- pretendo ler mais sobre o tema esse ano, indo para obras mais detalhadas ainda.

O feminismo é “A narrativa daquelas pessoas que não tiveram narrativa, que não tiveram direito a uma história”
Profile Image for Camila.
89 reviews5 followers
November 4, 2018
Para quem tem um estudo mais aprofundado do feminismo, este livro pode não trazer muitas novidades. Acredito que seja uma leitura mais direcionada a quem tem uma compreensão incipiente do tema e quer conhecer uma perspectiva mais posicionada, ou para pessoas que acham que feminismo é palhaçada e se dispunham a ler um material conciso que mostre a sua importância (se é que essa pessoa existe).
Profile Image for Yan Loureiro Chaves.
87 reviews11 followers
August 21, 2018
"O FEMINISMO EM COMUM É UM CONVITE E UM CHAMADO PARA O DIÁLOGO E A LUTA. ACEITÁ-LO É UMA QUESTÃO DE INTELIGÊNCIA SOCIOPOLÍTICA E DE AMOR AO MUNDO."

Nem preciso falar muito né? eu ainda tenho MUUUUUUUUUUUITO o que aprender.
Profile Image for Raphael Donaire.
Author 2 books37 followers
March 24, 2020
Feminismo em comum é o tipo de leitura que ajuda a clarificar a visão míope produzida pela sociedade patriarcal na qual vivemos.
Reconhecendo o homem branco como o centro de tudo o que acontece, Marcia nos mostra que é o feminismo é um artefato para habilitar uma sociedade mais justa, menos violenta, com poderes divididos e economicamente sustentável.
A autora consegue de maneira magistral discutir a influência do machismo, do capitalismo, das instituições religiosas e do racismo na produção de um corpo social que fortalece os privilégios e despreza as pessoas que fazem parte dos marcados (mulheres, mulheres negras, negros, homossexuais, trans, índios, pessoas com deficiência etc.).
Olhar para o feminismo é compreender que o “normal” nada mais é do que a reprodução de um discurso falocêntrico. Alguns exemplos são expostos ao longo do livro, como: rotular a mulher como a rainha do lar (nos últimos anos -sic- repaginamos esta expressão com a ideia de que a mulher deve ser bela, recatada e do lar); ignorar a carga absurda de trabalho que é imposta inconscientemente nas mulheres quando elas são as responsáveis pela casa, pela família e pelo ofício; a ausência de mulheres ocupando espaços de poder nas instituições públicas ou privadas; os discursos religiosos que reforçam a necessidade da mulher ser dócil, compreensiva e leal ao homem; a violência que é imposta quando a mulher não segue a cartilha de beleza e disponibilidade sexual definida pelo homem; a crença de que por trás de um grande homem existe uma grande mulher; a proposição simplista meritocrática onde basta querer porque as oportunidades são iguais para todas, todos e todes.
A leitura é um convite ao diálogo e a escuta de um tema libertador.
56 reviews13 followers
February 9, 2018
Sabe aquele livro que te arrebata, que você não consegue largar, não porque anseia por uma conclusão mas porque quer mais, quer saber mais sobre o que ele diz, e todo tanto que você já leu ainda não é o suficiente... Essa foi a minha sensação com este livro.
Ele vai fazer uma análise crítica sobre o assunto e isso significa que você não vai partir de um resultado, uma condenação/ julgamento ou uma concordância sobre o tema, mas que vai seguir rumo a um resultado, por meio da exposição de fatos que vão fazer com que você reflita, pense sobre o assunto. Ele vai fazer a contextualização do tema na nossa sociedade, na nossa realidade e não como algo simplesmente exterior ou histórico.
É um livro que vai provocar reflexão e (espero muito) a possibilidade de repensar comportamentos perpetuados em nossa sociedade que precisam ser corrigidos, falsas verdades que precisamos parar de reproduzir.
É preciso dar voz e ouvir aqueles que precisam ser ouvidos ( não apenas escutar e seguir adiante). Respeitar as pessoas pelo que são e não pelo que a sociedade lhes impõe.
Enfim livro maravilhoso, favoritadíssimo, e super recomendado a "todas, todes e todos", parafraseando a autora.
Profile Image for Maria Luise Brey.
9 reviews4 followers
October 18, 2018
O próprio título resume o livro, porque realmente a autora mostra um feminismo aberto para todos os gêneros. A escrita começa com a experiência pessoal de Marcia, depois evolui para a apresentação do movimento, de forma simples e iniciando o leitor, aos poucos, nos conceitos do feminismo. .
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Os temas são divididos em 17 capítulos de forma sucinta, que nos leva a indagações e pensamentos críticos. Porém, talvez quem já esteja integrado no movimento sinta que a autora foi superficial em alguns tópicos, mas, achei excelente para quem terá o primeiro contato com os termos usados.
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A Marcia defende que o feminismo deve ser dialógico, agregando outros grupos e minorias, e que deve exercitar o lugar de escuta, e não somente o de fala, o que achei bem interessante. Além disso, ela alerta que empresas e marcas estão usando o movimento como forma de venda.
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Para finalizar, achei o livro de fácil entendimento, amarrando todos os assuntos e instigando o leitor a questionar vários pontos da sociedade.
Profile Image for Marília Pianca.
9 reviews
October 26, 2020
Pensar o feminismo a sério

Estava em busca de uma leitura mais técnica sobre o feminismo e essa foi a escolha. Por ser breve, a proposta do livro é abordar vários assuntos que perpassam a esfera do feminismo de forma introdutória.

O lado positivo disso é que você entra em contato com esses temas e acaba sendo estimulado a buscar novas leituras e pesquisas. Por outro lado, a discussão parecia rasa demais em alguns momentos.

Também vale dizer que, considerando a formação da autora, o livro tem uma linguagem foucaultiana que pode acabar sendo um incômodo para quem não está acostumado.

No geral, o livro me fez conhecer uma face mais teórica do feminismo que antes desconhecia e me proporcionou diversas reflexões sobre questões que perpassam meu dia a dia através dos exemplos trazidos pela autora.
Profile Image for Milena Souza.
6 reviews
January 14, 2025
Eu queria estar aqui me debulhando em lágrimas de amor e orgulho por existir um livro assim. Achei que a leitura seria de prazer, dor, raiva e todos os outros sentimentos que mulheres naturalmente já sentem nesse mundo machista mas com muitas mulheres

Infelizmente, ler Feminismo em Comum foi como ler um livro didático, daqueles que você se entedia facilmente. Não vou ser injusta, aprendi muito com ele. Mas eu não queria somente aprender, queria me inspirar, queria sentir.

Minha nota se deve aos poucos momentos em que a autora falou com o coração. Momentos em que ela compartilhou histórias pessoais, que me deixaram tão mais reflexiva do que todos os diversos parágrafos com palavras difíceis e de construção confusa.
Profile Image for Thiago.
2 reviews
January 3, 2020
A linguagem por diversas vezes é muito coloquial o que me leva a questionar: pra quem o empoderamento está sendo feito? Tenho o privilégio de deter uma maior educação e, mesmo com dificuldades, entender a linguagem coloquial, mas e para as mulheres de uma menor classe social, as que mais precisam compreender o verdadeiro feminismo e se empoderar, será que elas conseguiriam entender a mensagem do livro? Acho que não...
No geral eu gostei do livro, uma leitura essencial principalmente pra mim um homem branco. Nos faz refletir sobre nosso local de privilégios dentro do patriarcado e como podemos ajudar as mulheres nessa luta.
Profile Image for Natacha.
23 reviews
December 14, 2018
Gosto do movimento de 'popularização' da filosofia que a tiburi assinala e, ao meu ver, o livro é isso: uma tentativa (bem-sucedida) de conceituar o feminismo para entendimento de todos, mas principalmente, para aqueles que até então apenas ouviram falar sobre. Mostrar que o feminismo é um movimento de mulheres que não serve apenas às mulheres: mas "Como um método de transformação social". Há partes com pouco ou nenhum aprofundamento, há passadas de pano (no relato pessoal)... Mas de modo geral, cumpre o que promete.
Profile Image for Vitória Rios.
102 reviews
July 16, 2025
Bom, sou uma mulher preta periférica, então minha história com o feminismo ao longo da jornada foi, por vezes, turbulento, principalmente se você pensar em todos os feitos racistas e elitistas que "feministas" podem ter com outras minorias... Mas isso muda de perspectiva quando a gente pensa em feminismo interseccional... As engrenagens do movimento parecem fazer mais sentido, ter mais tato, estarem mais lubrificadas.

Foi interessante ler esse livro, estou lendo mais sobre o feminismo e pretendo na próxima tentar mais feminismo marxista.
Profile Image for Ana.
124 reviews
August 29, 2018
Feminismo em Comum é um livro muito bom. É uma leitura crítica sobre como funciona a nossa sociedade e qual é o papel do feminismo para mudá-la. Não é uma leitura leve, é bom você parar e refletir sobre tudo que foi escrito, como você vê aquilo no seu dia a dia e como buscar a mudança na sociedade. É uma reflexão política e social que todo deveriam ler para poder pensar criticamente sobre o mundo que vivemos.
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