É noite de Halloween e o campus universitário está em explodindo com música alta, bebida e jovens efervescidos. Porém, as decorações encobrem um perigo real e talvez nem todo esse sangue seja falso.
Alice é uma garota rebelde de pavio curto, um tanto isolada de seus colegas do curso de Educação Física. Allan é um garoto tímido, mas muito disputado, que é apaixonado por uma amiga do curso de Enfermagem. Com festas simultâneas ocorrendo pelo campus, os dois nem ao menos imaginam a existência um do outro, e muito menos que seus caminhos estão prestes a se cruzar madrugada adentro por causa de um emaranhado de assassinatos.
Meu deus eu AMEI. Me deu calafrios e com um plot ótimo fiquei trsite com algumas mortes, mas entendo e queria TANTO UM FILME mesmo que eu fosse ficar cagada de medo
Sou fã do slasher sim. Dos raízes até os mais novos, que subvertem a estrutura da trama, jogam fora conceitos antigos e redesenham o gênero, ponto fundamental para a sobrevivência desse estilo de narrativa, que criou um verdadeiro culto de fãs ao decorrer das décadas. Ver um slasher à brasileira, com todos as características incrustradas na narrativa e ainda com espaço para inovação, profundidade e boas reviravoltas é, sem dúvidas, uma das maiores experiências do ano.
Marina Feijóo tem uma narrativa não só dinâmica e corajosa, mas perfeitamente detalhada. Não há slasher raiz sem a descrição das bizarras cenas possíveis e impossíveis, que no fim não importa muito se respeitam ou não as leis da física: queremos sangue e nada mais! Seria perfeito se terminasse aí, contudo, "Essa festa virou um Slasher!" vai além. Tentando vencer as limitações de apresentar mais de meia dúzia de personagens em menos de cem páginas, criamos empatia sem perceber, já estamos quase chorando lá, julgando um personagem cá, e claro, despreparados para as subversões que uma história teoricamente raiz pode servir — aí está a raiz do slasher.
Não existe slasher sem reviravolta, e é esse o maior trunfo da história. Confie nos seus sentidos, dificilmente eles o levarão para o caminho das apostas corajosas da autora ao fim da narrativa. Uma leitura agradável, revigorante e inspiradora. Um chute na porta há muito fechada para esse tipo de história. Um orgulho dos autores independentes, que cada vez mais fazem da literatura brasileira um espaço de agradável permanência, entre dramas, cadáveres, histórias de amor e de horror — não necessariamente ao mesmo tempo; bem-vindo, se vier.
Por onde começar a contar minha experiência com este conto? Em "Essa festa virou um slasher!", acompanhamos dois estudantes de cursos diferentes numa mesma universidade que não se conhecem, mas acabarão precisando ajudar um ao outro quando assassinatos começam a ocorrer em meio a festas de Halloween no campus em que estudam. Em primeiro lugar, preciso destacar o quanto a escrita de Marina Feijóo está divertida nesta história: é muito bem adaptada ao "meio" universitário, repleta de piadas e e referências pop. A ambientação é muito bem feita, nos levando entre os diferentes prédios em que os cursos se dividem e espaços de convivência e lazer do campus, nos faz sentir como se estivéssemos mesmo no espaço de uma universidade pública. Enquanto acompanhava Aline e Allan, eu os imaginava no campus da universidade em que estudei e isso me deu uma nostalgia imensa do meu tempo de universitária. Sem assassinos à solta, é claro. A narração dividida entre os pontos de vista dos dois protagonistas e a divisão em "turnos" de tempo ao longo da noite tornam a leitura rápida e impossível de interromper. Só a falta de tempo me impediu de ler de uma vez. Como o próprio título e a capa indicam, o conto faz referências a filmes slasher, incluindo a franquia Pânico, e Marina faz isso de forma bem divertida, não apenas citando as famosas "regras" dos filmes de terror, como também brincando com elas e subvertendo-as. Isso acontece até mesmo no caso de quem sobrevive no final, que foi algo que me surpreendeu. Por fim, Marina entrega uma história divertida, assustadora e ao mesmo tempo deliciosa, impossível de largar. Tudo isso com protagonismo assexual, amarelo e negro.
Olha, eu vou admitir que esperava mais. Os diálogos são extremamente artificiais, ninguém fala com uma pessoa que acabou de conhecer durante um massacre daquele jeito. Parece um roteiro de filme ruim. Não deu tempo de entender quem era quem antes das pessoas morrerem, do nada começavam a descrever as fantasias de Halloween e falar sobre elas como se não tivessem um problema muito maior pra lidar.
As únicas partes boas foram as motivações dos assassinos e eles terem usado a festa pra se esconder da polícia. De resto foi tudo uma bagunça muito mal contada. Sério, os diálogos são péssimos.
E o final? Que merda foi aquela? Parecia cena final do pânico, é sério que meteram um discurso de final girl? E a tranquilidade da Alice matando os assassinos como se tivesse feito isso a vida toda? Muito nada a ver.
Tem tudo o que um slasher precisa: lésbicas, gays, travestis, negros, gordas, assexuais, brancos chatos, vilão com motivação idiota e Kim Petras (se não tem Kim Petras não é um slasher/filme de halloween/terror adolescente; e se tem Kim Petras é sucesso).
É uma mistura de comédia com terror, mas aí fica sério em certo ponto, com momentos fofinhos entre os personagens. A história tem o tamanho ideal: não dá pra reclamar que as coisas foram um pouco apressadas, porque tinha muita coisa pra acontecer em 80 páginas; mas também não dá pra falar que faltou desenvolvimento, porque em 80 páginas deu pra construir os personagens muito bem.
E o final é !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! com coisinhas bem inesperadas. Adorei nota 1000.
Este conto foi incrível, não esperava que ele fosse tão violento quanto foi e que delícia.
Todo o cenário dos campus universitários, os personagens, referências e até o X de porque os assassinatos estavam acontecendo são muito palpáveis, gerando uma vivência maior para o leitor.
O ritmo de leitura é muito gostoso e rápido, ótimo para encaixar em listas de leitura para a época de Halloween.
O único ponto negativo foi que não gostei do final. Achei a última morte revoltante e injusta, deu um gosto amargo.
Amei encontrar essa história de terror de autora nacional e não me decepcionou! Os personagens são cativantes e naturais e os eventos vão escalando de uma maneira bem interessante.
A escrita da Marina é fluída, detalhada, mas sem enrolação! O trabalho de preparo e edição do texto foi muito bem feito e o final eletrizante! Senti adrenalina por todos os personagens.
Minha única queixa é que eu facilmente leria 300 páginas dessa história!
livro certo, hora errada. Em teoria, seria a hora certa, por causa do Halloween e tals. No entanto, não foi uma leitura proveitosa. Acho que eu tava com muito sono, então não prestei muita atenção e mesmo assim, adivinhei o final (o que não é muito difícil, afinal é um slasher) e o assassino. Tinha tudo pra ser bom: slasher brasileiro, leitura rápida e representatividade; mas não foi pra mim, neste momento.
4,5 estrelas Muito divertido e sangrento! Ksks Eita qndo disse q ia ter cena gore eu não acreditei mas nossa foi c td msm, tb adorei as piadas sobre filmes d terror e slasher claro. Tb foi legal demais como abordou a representatividade ace, foi muito bom! Já quero o filme passando na sessão da tarde ksksk
Que leitura gostosa! Eu amei como esse conto é divertido, violento, representativo e realmente passa a vibe de ser universitário. A autora consegue brincar com clichês do slasher de forma muito sagaz e divertida. Super recomendo
Tirando o fato de que estou triste com certas mortes, a história simplesmente foi muito boa. Nunca fui muito fã de filme de terror, e só comecei a ver recentemente, mas a agonia que eu sinto vendo foi a mesma que eu tive lendo. Simplesmente genial, do início ao fim. Vale muito a pena.
Ver representatividade assexual e negra como protagonismo me encheu de orgulho, fiquei triste com algumas mortes, mas fazer o que né? não seria slasher se não perdêssemos alguns que amamos. O conto é bem escrito e elaborado, vou ficar de olho nos próximos projetos que a autora anunciar.