No primeiro livro de fantasia de Luly Trigo, uma princesa se vê obrigada a assumir o governo do país em meio a revoltas populares, intrigas políticas, conflitos familiares e romances arrebatadores.
Por ser a segunda filha, a princesa Zália sempre esteve afastada dos conflitos da monarquia de Galdino, um arquipélago tropical. Desde pequena ela estuda em um colégio interno, onde conheceu seus três melhores amigos, e sonha em seguir sua paixão pela fotografia. Tudo muda quando Victor, o príncipe herdeiro, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e, antes que possa superar a perda do irmão, precisa assumir o posto de regente e dar continuidade ao governo do pai. Porém, quanto mais se aproxima do povo, mais ela começa a questionar as decisões do rei e a dar ouvidos à Resistência, um grupo que lidera revoltas por todo o país. Para complicar a situação, Zália está com o coração dividido: ela ainda nutre sentimentos por um amor do passado, mas começa a se abrir para um novo romance. Agora, comprometida com um cargo que nunca desejou, Zália terá de descobrir em quem pode confiar — e que tipo de rainha quer se tornar.
LULY TRIGO nasceu em 1988 no Rio de Janeiro. Formada em cinema, sempre foi apaixonada por ler e contar histórias. É autora de Meus 15 anos, adaptado para o cinema em 2017; Na porta ao lado, que ganhará adaptação pela Disney+; e O reino de Zália. Adora dias frios e chuvosos, doces açucarados e fotografia, mas seu passatempo favorito é agarrar sua cachorrinha chamada Ipa.
Eu sou um vendido por histórias que se passam na realeza. O que é engraçado, pois não tenho nenhum traço de veia monarquista na minha visão política (ba-dum-tiss), mas não tem como - sou apaixonado por histórias com príncipes, e princesas, e reinos, e jogo midiático... Pois é aquela coisa: Meg Cabot me estragou para sempre. Então, quando a Seguinte anunciou um livro nacional, da Lully Trigo, cujo o tema era este, era óbvio que eu precisava ler. E mesmo que eu tenha demorado um pouco para ler as suas mais de 400 páginas, estou tremendamente satisfeito com toda a construção de mundo que a autora teve ao criar o seu próprio país.
Pois, para mim, este é o grande destaque do romance, sabe? Conhecer Galdino foi uma verdadeira viagem - e este é justamente o tipo de coisa que eu espero de histórias que se passam em lugares fictícios. E Luly Trigo me entregou com maestria - desde a sua geografia e arquiteturas pitorescas (que lembra um pouco o Brasil, mas nem tanto), passando por aspectos culturais e até mesmo a política. Aliás, eram estas as partes que eu justamente mais me deliciava. Os embates da protagonista aos velhos costumes tradicionais da realeza, a tensão com a Resistência, os embates sobre ser ou não ser uma marionete do próprio pai, a corrupção... A cada reviravolta, eu emergia ainda mais na narrativa em primeira pessoa. E me via de fato comprando a ideia de uma jovem de 17 anos tendo que lidar com toda uma nação nas costas devido aos infortúnios do destino - e de pessoas inescrupulosas.
Entretanto, nem tudo foram flores. Se tudo o que disse antes me fez continuar a minha leitura, o meu maior obstáculo com o Reino de Zália foi no campo do romance. Pois sim, vai ter um triangulo amoroso aqui. Mas eu realmente não me vi cativado pelo dilema da protagonista, visto que um dos pretendentes nunca me enganou, e desde o principio eu percebi as segundas intenções dele. Então, quando as atenções finalmente se voltam para o "Par Certo" da personagem, parece que passamos tempo demais investidos em um relacionamento que desde o começo parecia ser apenas mais um problema para a personagem resolver.
Mas, mesmo com este porém, eu me diverti bastante ao longo da leitura. Todo o terço final foi extremamente eletrizante, e eu fui cativado por muitos personagens ao longo da leitura. Enfim, se quer ler algo do gênero, e está fugindo de séries, sem sombra de dúvidas eu recomendo O Reino de Zália. Este é um livro cheio de personalidade, carisma, e onde é muito fácil se ambientar. Mesmo caindo no campo do triângulo amoroso.
Estava curiosa para ler este livro, pois já tinha lido comentários sobre ele e acompanhei a Luly na Bienal deste ano. Aliás conheci a Luly na Bienal retrasada, então uma jovem acompanhada pela mãe, que começava a se destacar e já chamava a atenção pelo talento. Talento este que fica sedimentado e comprovado neste livro simplesmente delicioso! Há tempos um livro de fantasia não me prendia tanta a atenção. Qualquer momento livre que eu tinha, eu corria para o Kindle para ler mais um pouco deste universo mágico que a Luly criou. O Reino de Zália é um conto de fadas, uma fantasia deliciosa, que lembra a Seleção, mas que é muito peculiar e diferente. O livro é fofo, os personagens são carismáticos e humanos. Luly encontrou um tom muito bom para compor este universo especial. Zália é uma princesa pé no chão, sensível e bacana, que estuda num colégio interno. Têm três amigos inseparáveis, Julia, Bianca e Gil. Mariah, a mãe de Julia e sua professora também tem um papel importante na história, ajudando no seu processo de amadurecimento. Após a morte trágica do seu irmão, que acontece logo no início da trama, vê sua vida transformada da noite para o dia. É preciso assumir o trono, amadurecer e se comportar como uma regente. Segredos, mentiras e conspirações também fazem parte do enredo. Luly aborda ainda o relacionamento de Zalia com seus pais. Zália é uma heroína forte e ao mesmo tempo terna, doce, amiga, madura e com arroubos próprios de uma jovem de 17 anos. Idealista, luta pelo que julga ser certo e é destemida e corajosa. Luly destaca a moda na trama e eu adorei as passagens que descrevem as roupas usadas por Zália, assim como o papel das redes sociais na sua vida. Para completar, Zália encontra e adota uma cachorrinha fofa, adoro personagens caninos nas tramas. Claro que não poderia faltar romance e aqui teremos um triângulo amoroso. Zália é apaixonada por Enzo, amigo do seu irmão e ao que tudo indica um amor impossível. Enzo é um moço correto, honesto e lindo. Por outro lado, seu coração também balança por Antônio, que trabalha com seu pai e parece ser um homem muito interessante. Quem ganhará o amor da nossa heroína? Não vou contar, mas te adianto que desde o início torci por um dos dois mocinhos! A trama tem um ritmo muito bom, Luly explora temas atuais como política, corrupção, vinculados a outros clássicos como amizade, valores e princípios. Devorei este livro e terminei a história morrendo de saudades dos personagens. Tomara que tenha continuação.
O reino de Zália foi uma leitura agradável e que surpreendeu por trazer algumas temáticas super relevantes e importantes, ainda mais em um livro que deve atrair bastante adolescentes...
Tenho certeza que eu iria amar ter lido esse livro na época do colégio e acho super importante as reflexões que Zália faz em determinados momentos, quando se vê diante de problemas 'antigos' e como ela poderia resolvê-los.
O triângulo amoroso acabou não me cativando tanto, mas entendo também que se tivesse lido quando era adolescente poderia ter feito mais sentido.
Apesar de achar que faz muito sentido para os adolescentes lerem o livro, indico para todos os leitores que buscam um livro de história envolvendo monarquia, reinado, uma pitada de investigação, uma pitada de política e romance.
O reino de Zália veio para reforçar o quão agradável e como gosto de ler os livros da Luly Trigo.
Soube do lançamento de O Reino de Zália através da própria autora, Luly Trigo, durante a Bienal do livro SP 2018. Apesar de ter outros livros da autora na minha estante, essa foi o meu primeiro contato com um romance escrito pela Trigo. Até agora, só havia lido o conto As Valentinas, uma das primeiras histórias escritas pela autora. Quando vi que a Editora Companhia das Letras estava disponibilizando a leitura prévia do livro através da plataforma NetGalley fiquei muito empolgada com a possibilidade de leitura. Fiz a solicitação do livro e fiquei bem feliz em ter sido aprovada para ler antes do lançamento. O Reino de Zália irá contar a história da princesa Zália, uma típica menina de 17 anos cursando o último ano do Ensino Médio. Ela vive em um internato desde o inicio da adolescência e seu sonho é se formar e poder se dedicar a fotografia, que é a sua grande paixão. Mesmo sendo da realeza, ela não tem as responsabilidades que o seu irmão Victor, herdeiro direto e príncipe regente, possui. Zália cresceu longe do reino e sem conhecer a fundo como as coisas funcionam. Porém, tudo isso muda quando o seu irmão morre, vítima de um atentado. Zália vê o seu mundo se transformar totalmente, de repente. A princesa precisa assumir o lugar do irmão, já que seu pai por motivos de saúde não pode reinar o país. Zália nunca foi preparada para se tornar uma regente (e futura rainha) e se vê totalmente perdida sem saber muito bem o quê fazer e como fazer. Conforme ela vai conhecendo o funcionamento do reino e da regência, ela começa a se inteirar dos problemas que estão acontecendo no seu país. O povo está insatisfeito há muitos anos com a maneira que os últimos reis estão governando a nação, a Resistência, que é um grupo que luta por melhorias em Galdino, está questionando o papel da coroa no país e é suspeita por trás do atentado que matou o príncipe regente. Zália diverge do pai em muitas questões referentes ao reino e quer entender porque vê tantas inconsistências nos discursos dos governantes e nas reais necessidades da população. Com tudo isso ela decide investigar o que de fato está acontecendo, mas essa investigação revela muito mais do que Zália pode imaginar.
O mundo criado em O Reino de Zália Todo o universo criado pela Luly Trigo em O Reino de Zália é fictício, porém bem verossímil. Eu não sou muito ligada na temática de reinados e coroas, reis e rainhas, da maneira bem tradicional que conhecemos. Mas falou de realeza nos moldes mais modernos, como o modelo britânico, eu já gosto mais. Acho que foi por causa disso que eu me interessei tanto pela história. A Luly não só criou o país Galdino como também, sua história e formação e achei bem legal os nomes que ela usou para descrever os lugares e regiões. Eles são tipicamente brasileiros o que, para mim, dá proximidade com a leitor. E isso pode ser notado no mapa-pôster de Galdino que vem como brinde para aqueles que compraram o livro na pré-venda. Ele consegue mostrar geograficamente o mundo idealizado pela autora.
Temas abordados Uma grande surpresa para mim foram os assuntos presentes nessa história. Um livro que irá falar sobre política, corrupção, desigualdade social não é o tipo de livro esperado para o público jovem. Porém, a Trigo retrata sobre esses e tantos outros temas de uma forma que não fica pedante, cansativo, nem raso. Ela consegue fazer o leitor pensar e refletir sobre a sua própria realidade, sobre a sociedade em que vive. Mesmo que não toque diretamente, mas uma sementinha da reflexão ela consegue plantar na cabeça do leitor. Vi tantas semelhanças nas questões políticas e sociais brasileiras, que deixaram um sorriso no rosto enquanto lia. Dentro de mim, tinha uma vozinha que torcia “Isso, garota! Manda ver!”Acho muito importante temas como esses (e tantos outros) presente em livros voltados para o público jovem pelos mais diversos motivos. O tema família também está presente no livro. Apesar de viver praticamente boa parte de sua vida no internato, Zália é muito ligada a família. Os personagens da mãe e, principalmente, do pai estão constantemente em foco e tem papéis fundamentais na construção de todo o enredo. Claro que há romance no livro, mas não é algo que norteia a história. Tem um triangulo amoroso e o leitor fica dividido em qual casal shippar. Senti falta de um romance paralelo com outros personagens, mas acho que essa não era bem a intenção da autora. Teve algumas situações românticas que poderiam ter sido cortadas porque achei que não acrescentavam muita coisa para o enredo central, o que deixou o livro um pouco arrastado.
Os personagens em O Reino de Zália Gostei muito da construção dos personagens e na forma como eles evoluem ao longo do enredo. Não achei que haviam personagens demais ou de menos. Acho que na medida certa. Os amigos de Zália apesar de serem bem construídos, eles podiam ter tido um pouco mais de voz ativa na história. Teve momentos que fiquei incomodada com o comportamento da Zália com a amiga Júlia. Estava me dando nos nervos os ataques de princesa mimada que ela estava tendo. Me apaixonei pelo Enzo (desculpa Antonio, mas não fui com sua cara!). Fiquei idealizando-o a cada cena que aparecia. Doce, apaixonado e super profissional nos seus deveres como guarda real. Antonio tem um charme, mas não o tipo que me agrada. Eu quero debater mais sobre essa parte romântica do livro mas tenho medo de dar um baita de um spoiler e arruinar as experiência dos futuros leitores. Falando agora da Zália, a nossa protagonista. Ela é uma personagem carismática que conquista logo de cara. É uma menina que se encontra em uma posição delicada tendo que se tornar adulta de forma muito abrupta. Esse processo é complicado porque ela ainda é uma garota, cheia de sonhos, querendo conhecer o mundo, mas de repente precisa assumir o papel de soberana e governar um reino no qual mal sabe seu funcionamento. O leitor consegue notar o seu crescimento. O livro começa com uma princesa que vive em sua bolha, em seu pequeno mundo, mas que ao longo da história vai deixando suas inseguranças de lado para poder ser justa com o seu povo. Ela não é uma personagem forte que passa por um amadurecimento forçado e se torna uma personagem forte, diferente e destemida. É uma pessoa comum (não tão comum assim já que se trata de uma princesa), que se descobre mais do que imaginava ser. Claro que em muitas partes podemos ver o lado jovem, ingênuo e inexperiente de Zália em algumas situações, mas acho que é exatamente isso que deixa ela ser tão real. Acho que é mais uma descoberta de si e do seu potencial que está em evidência nessa personagem. --- Um dos pontos que mais me encantaram na leitura, foi no primeiro evento que Zália teve como princesa regente, na parte sobre o vestido (não é spoiler, tá bem no início). Acho que foi aí que o livro me conquistou de fato. Eu me vi tão envolvida com a leitura e tão maravilhada de uma forma que não sei explicar. Eu ia lendo e ia sentindo tudo que os personagens estavam vivendo ali. Depois desse capítulo fiquei pensando como teria sido ler esse livro aos meus 15, 16 anos! Com certeza a experiência teria sido bem mais intensa do que foi. Ainda não tive contato com a obra física. O meu exemplar foi solicitado na pré-venda, antes mesmo de ter a oportunidade de ler o eArc. A capa é muito bonita e chama bastante atenção com o vestido azul com os detalhes do bordado. Haviam poucos erros de revisão e a diagramação provavelmente irá seguir as características da editora. Eu li no kindle o que atrapalha um pouco avaliar nesse quesito. O Reino de Zália é uma história que irá agradar públicos de todas as idades, mesmo sendo um livro voltado mais para o público jovem. Acho que todos irão se deliciar com a escrita da Luly Trigo e com a história da Princesa Zália.
Se tem um livro que combina com um lançamento tão perto das eleições mais caóticas que a gente já viveu, é O reino de Zália. Além de ser um YA divertido e fofo como um Diário da Princesa foi lá no comecinho e no filme, é uma história de fantasia que não tem medo de entrar em uma discussão mais profunda sobre política. Através da Zália, que vai descobrindo e questionando tudo sobre o funcionamento do seu reino junto com o leitor, Luly consegue ser muito clara nas explicações (qualquer paralelo entre Galdino e os nossos últimos anos não é mera coincidência) e ainda passar uma mensagem esperançosa. É possível que esse livro faça você virar a noite lendo? Sim. É inclusive bem provável.
PS: Que satisfação que dá confiar nos personagens certos, sacar algumas coisas no começo e shippar certo!
Uma leitura gostosa e rápida, num worldbuilding muito, muito interessante — uma ilha monarquista, mas contemporânea, que tem a ambientação baseada na colonização europeia de um local tropical. O fato da história misturar romance e dilemas de uma personagem jovem adulta com uma trama política também ganha muitos pontos. O worldbuilding perde um pouquinho quando não arrisca se descolar mais das referências e eu achei a resolução um pouco previsível, talvez por um excesso de foreshadows, mas certamente vale a leitura. Tenho a impressão que leitoras brasileiras de O Diário da Princesa vão PIRAR no livro. :)
Sempre quis ler esse livro pois 1. Autora BR 2. Num reino que não existe na vida real (Galdino is the new Genóvia? 💛) 3. Com essa capa que considero uma das mais lindas!
Adorei esse livro! Foi daquele que eu queria terminar o quanto antes (mas a vida não deixou kkkcrying). Só não dou 5 estrelas por besteira mesmo, pela raiva que passei pq eu sabia que aquele personagem não era de confiança e a ôta ficou moscando. Amei a história, amei a construção de mundo, nos 5% do livro eu já tava chorando. Achei mto envolvente. Queria uma Zália no meu país. Na real que eu acho que tem um monte 💛
Será uma boa rainha? O livro é bom, a autora escreve muito bem, a historia é muito envolvente e muito rápida principalmente quando vai se aproximando do final, em relação a politica que envolve muito na historia do livro remete muito acontecimentos atuais, dependendo do ponto de vista do leitor, "no meu caso remete muito o governo anterior"... mas fica a opinião de cada pessoa. Adorei a protagonista do livro me lembra a rainha da Inglaterra no começo de sua jornada. O livro e intenso, triste e feliz...com abertura para continuação.
Foi uma delícia acompanhar a jornada de Zália e seu crescimento.
Desde que Antonio apareceu, eu fiquei desconfiadíssima, sempre lembrando de Rainha Vermelha e a traição do Maven. Já estava até imaginando a cena dela juntando os pontos e percebendo tudo. Eu sabia! Hahaha
Me identifiquei com a Zália e seus estresses súbitos hahaha
Foi uma leitura muito gostosa e muito satisfatória e é impossível não comparar com o Brasil, e como precisamos de uma governante como a Zália!
Comprei esse livro extremamente influenciada pelo bordado da capa e… amei! A história de Zália é extremamente bem escrita e te faz querer saber o que vai acontecer, se suas expectativas e adivinhações serão verdade. Um livro empolgante!
A evolução de personagem é bem legal de ler. Em alguns momento eu ficava com um pouco de raiva pensando que ela estava sendo muito desatenta, mas Zália tem 17 anos então é bem compreensível.
Um dos melhores livros de fantasia nacional que já li! A narrativa da Luly superou todas as minhas expectativas. É muito bem trabalhada, os detalhes são maravilhosos e tudo o que eu mais gostaria é ser amiga pessoal da linda e querida Zália<3
3.5 🌟 é bem diferente do que imaginei que seria, pela capa ser tão lúdica imaginei uma abordagem bem mais jovem, ate mesmo um pouco infanto juvenil, mas NÃO É! gostei muito de ter sido surpreendida positivamente, luly tem uma escrita muito gostosinha de ler.
um tesouro nacional para fãs de A Seleção e Diário da Princesa 💙
a autora fez uma construção de mundo muito interessante, com direito a geografia do país, nomes das cidades, pessoas que estavam no poder.... é uma leitura bem acessível pra um assunto denso e tudo fluiu muito bem.
eu acertei o resultado do triângulo amoroso haha mas me diverti e aprendi muito com a determinação de Zália em meio a tantos obstáculos e situações turbulentas.
Quando solicitei o Reino de Zália, imaginei ser apenas mais uma fantasia para aumentar minha coleção, todo mundo sabe que sou louca pelo gênero e que nunca perco a oportunidade de ler mais um... mas fui surpreendida imensamente quando percebi que Zália era uma distopia fantástica que discute e aborda política de uma forma simples e jovial.
Nossa protagonista é uma jovem princesa que vê seu mundo e seus sonhos se perderem quando seu irmão mais velho e regente do Reino é assassinado. Acostumada a ser apenas uma princesa, e por ser a segunda na linha de sucessão, Zália nunca imaginou que chegaria ao trono, e assim teve uma vida quase comum, alimentada pelo sonho de um dia ser fotógrafa. Quando seu irmão falece ela precisa assumir a regência já que seu pai se encontra debilitado, é quando ela vê tudo descer pelo ralo e se encontra perdida num mundo desconhecido.
“Me sinto egoísta por me preocupar com meu futuro quando deveria estar lamentando a morte do meu irmão. Mas os dois fatos estão tão entrelaçados que é impossível fugir. A morte de Victor é minha sentença.”
O Reino de Galdino, a ilha onde nossa protagonista mora, está sofrendo atentados de uma resistência, inicialmente, Zália julga essas pessoas como ruins e baderneiras, quando enfim ela assume a regência descobre que eles estão lutando pelos direitos do povo, por um país melhor e com condições melhores para o povo. Isso te lembra algo? Mesmo contra sua vontade, a jovem assume seu dever e decide lutar pelo seu povo, sendo uma regente melhor e mais justa, mas no seu Reino assim como no mundo existe corrupção, e lutar contra o mal não será fácil, e mais que isso, será perigoso!
Quando iniciei a leitura não havia me atentado que a autora é brasileira, e apesar das semelhanças e dos debates implantados na leitura, só fui ter certeza quando finalizei a história e vi a biografia da mesma.
Através de uma escrita jovial, com termos de fácil compreensão, Lucy criou um mundo bem parecido com a atual situação do nosso país, e colocou em debate coisas importantes como política e corrupção, a obra é um instrumento de aprendizado rico para jovens leitores que precisam aprender mais sobre nossa situação econômica para se tornarem cidadães inteligentes e bem informados.
Os personagens são cativantes e envolventes, e entre todos destaco o Gil, um dos amigos de Zália que se torna seu assessor politico de mídias, um jovem que acaba de descobrir sua homossexualidade e que se vê enfrentando o preconceito da própria família que o expulsa de casa. Tendo como apoio apenas os amigos, ainda sim, Gil mantém sua alegria e sua vontade de viver protagonizando os momentos mais divertidos da obra.
O Reino de Zália é uma leitura enriquecedora, com debates inteligentes, narrativa leve e jovial e personagens que cativam desde o início, a história com certeza deve ser lida pelos jovens e adultos. A autora está de parabéns por criar uma obra tão inteligente é tão importante nos dias de hoje.
É importante ensinar aos jovens o que é certo e errado e o quanto devemos lutar pelo nosso país e pelos nossos direitos. Uma obra que super indico e que me surpreendeu de inúmeras formas positivas.
O Reino de Zália é para a geração de hoje o que O Diário da Princesa foi para mim na minha adolescência. A história da jovem princesa é fofa e divertida, com muito drama e romance adolescente, mas faz boas alusões a situação política do nosso país e e como ele necessita de uma mudança em sua história de corrupção e favorecimento das classes mais altas.
Sem dúvida é uma leitura que incentiva os jovens a se envolverem mais com questões sociais e políticas, mas que agrada leitores de qualquer idade. O Reino de Zália tem um cenário incrível e bem desenvolvido, além de uma narrativa gostosa e fluída. Nem preciso dizer que amei essa minha primeira experiência com a escrita da Luly Trigo e pretendo repeti-la no futuro.
O Reino de Zália é o mais novo título da autora Luiza Trigo. Publicado pela Editora Seguinte - que cedeu o eARC em parceria com a NetGalley - é a história de uma princesa aprendendo a lidar com as responsabilidades de uma coroa - e a questioná-las.
Na trama, o irmão de Zália morre em um acidente, o que torna a garota a herdeira direta ao trono de Galdino. O reino tem vivido grandes problemáticas no cenário político, com revoltas populares acendendo a chama de uma rebelião e tramoias e intrigas dentro da corte. Uma vez herdeira, Zália precisa assumir as responsabilidades, e isso significa lidar com tudo que o irmão vinha lidando até então; some isso a instabilidades familiares e romances inesperados e a trama se desenvolve a partir de então.
Esse é meu primeiro contato com um livro da Luly e confesso que foi um meio a meio. De um lado, gostei da criação de mundo e do desenvolvimento das tramas políticas. Achei o universo de Galdino bem estabelecido e crível - quase como a minha querida Genóvia. Por outro lado, a narrativa acabou se tornando tediosa a partir de uns 50% de leitura, e aí acabei me arrastando mais do que passando as páginas animadamente.
A história peca em ser tão grande quando podia ser mais simplificada. Minha problemática com livros que contam demais quando podiam ser mais sucintos é basicamente a mesma de livros que contam de menos e podiam detalhar mais; conforme a história passava, parecia que nada estava realmente acontecendo.
Sim, a princesa estava vivendo sua rotina, aprendendo sobre o reino, sobre suas responsabilidades, conhecendo as pessoas ao seu redor, viajando. E era isso o tempo todo. Acabou se tornando enfadonho porque nada realmente acontecia.
Um ponto positivo dessa exposição tão enrolada foi a questão da desigualdade e das problemáticas dentro do reino. Conforme Zália entende os problemas da corte e do governo, fica claro que nada do que vive é o conto de fadas que todo mundo sonha para uma princesa. Especialmente com a corrupção correndo solta e desestruturando a confiança que o povo tem na coroa; gostei muito de como a narrativa teve coragem e expôs essa situação, como as críticas estavam ali em meio aos personagens secundários e à própria rebelião.
Zália não foi a protagonista mais carismática ou emocionante do mundo, mas teve um arco de evolução bem notável. Eu gostava dos questionamentos dela (não de todos, veja bem, porque querer colocar um bando de adolescente como conselheiro é um pouquinho too much fora da casinha até pra minha mente mais aberta em relação a postura rebelde né) e de como se impunha frente aos que a julgavam inferior pela idade ou por ser uma garota. Zália aceitou seu papel como princesa e regente e bateu o pé para se fazer presente; do início ao fim, dá pra ver a montanha-russa que foram as situações vividas por ela. Deu para sentir o crescimento - e eu adoro quando tramas assim começam com personagens mais 'imaturas' para apresentar esse baita amadurecimento notável.
Quanto ao romance... Sem ele, a história teria sido bem melhor. Entendo o apelo, especialmente para um público que curta esse tipo de plot, mas não me importei nem um pouco com os dramas amorosos vividos por ela. Estava muito mais interessada nos familiares. Esses sim deram pano pra manga; o pai régio e obstinado que sempre foi rei e sempre fez da sua palavra lei confrontando a princesa rebelde rendeu cenas maravilhosas. A cada cena que se aproximava desses confrontos, eu ficava tensa e ansiosa porque queria ver a Zália mostrando sua voz - e ela nunca me decepcionou. E o apoio da mãe, uma figura mais silenciosa, que age pelas sombras, que sabe o momento certo para mover as peças e chegar a um resultado satisfatório, foi essencial para a garota. Para mostrar os muitos tipos de poderes e o fato de que ela nunca, jamais, deve se curvar a outra pessoa. Não por ser regente e futura rainha, mas por ser uma voz. Por precisar usá-la sempre.
Não consegui ver a edição física do livro, mas o eARC que recebi do NetGalley tinha poucos erros de revisão e promete uma diagramação muito lindinha para o físico! Isso sem falar na capa, que é um arraso.
O Reino de Zália é uma boa pedida para quem gosta de histórias com princesas questionadoras e rebeliões silenciosas. Apesar dos pontos criticados, é uma leitura divertida e bem-vinda, com toques de nostalgia e jovialidade.