Em 1938, Mercedes encontrou Alzira e tentou não se perder dela. Mas, se hoje para duas mulheres ainda é difícil viver um grande amor, imagina em uma época onde os pais ainda definiam o destino de suas filhas?
Maria Freitas é escritora e jornalista. Autora de Cartas para Luísa, As razões de Cris e Sempre estive aqui. É fundadora e responsável pelo Cadê LGBT, projeto de promoção e divulgação de literatura queer, e host do podcast Bi Sem Carteirinha. E atualmente está escrevendo a série de contos e novelas bissexuais Clichês em rosa, roxo e azul.
This a Brazilian short-story, so my review will be in portuguese
TW: racism and homophobia/racismo e homofobia
Esse é o terceiro livro na série dos Clichês em Rosa, Roxo e Azul e é um conto histórico que me fez ficar bem emotiva. Achei fofo e recomendo para quem gostou dos outros, sinto que é mais pesado pela questão histórica de racimo, sendo forte mesmo no Brasil.
Achei a questão da história rápida para um conto, mas afinal é um conto, mesmo assim gostaria de mais desses personagens que já me apeguei tão rapidamente. Espero que a Maria decida escrever uma série apenas sobre eles, eu leria com toda a certeza!
Eu sabia que ia chorar lendo esse conto, que história linda! Sensível e mantendo a qualidade da escrita da Maria Freitas. Adorei que foi tratado a questão do racismo e da homofobia em uma cidade do interior no final da década 1930, com uma sociedade patriarcal e cheia de preconceitos. Passei o conto todo torcendo pelas protagonistas e me emocionei com o final. Estou amando ler os contos de Clichês em rosa, roxo e azul.
Um conto super rapidinho e gostoso de ler. Mesmo em poucas páginas, Maria conseguiu fazer uma boa ambientação de outro século. Também não deixou de fora as críticas sociais. Amor proibido, reencontros e frases que se repetem em diferentes contextos. Ótimos ingredientes para um bom clichê ♡
A história se passa entre 1938 e 1994 e conta sobre Mercedes e Alzira. Elas se conhecem no funeral da avó de Mercedes e ali já rola uma conexão que elas decidem nutrir em segredo, mas quando o pai de Mercedes descobre Alzira foge para a cidade grande, e elas só se reencontram muitos e muitos anos depois. No fim da leitura eu estava me sentindo com o coração quentinho, especialmente com a cena final do reencontro delas, mas num geral em como elas se conectaram pela primeira vez como jovens em 1938 e esse sentimento perdurou até 1994. E por eu ter achado o conceito do conto tão bonitinho eu gostaria que ele fosse mais longo, e aprofundasse na história e nos sentimentos dos personagens. A escrita de Maria Freitas foi excelente como sempre, fácil de ler, consistente, bom ritmo e, o jeito que ela inclui marcas da oralidade nos diálogos os torna muito mais gostosinhos de ler. A representação que o conto traz é com Mercedes [branca e bissexual], Alzira [negra e lésbica] e José Miguel [branco e bissexual; pela minha impressão]; mas vae ressaltar que as identidades sexuais não são mencionadas com todas as letras da palavra. Eu diria que o tema desse conto, além do tema de representação bissexual e negra que a séria propõe, é como o amor perdura independente de quanto tempo passa. E minha citação preferida do conto, que coincidentalmente é a primeira frase, seria "Mas nem sempre a morte é o fim de uma história. Às vezes, ela é o começo.".
Estou acompanhando o projeto da Maria Freitas de publicar um conto por mês e acabei demorando um pouco para ler esse, mas desde que o título e a capa foram anunciados, eu já sabia que essa história me faria chorar. Em "Espero que não perca", Maria nos apresenta uma história de amor impossível, tendo como principais empecilhos o racismo e as famílias patriarcais. A representação do racismo, aliás, é o ponto mais forte da história. Adorei ler pela primeira vez uma história da Maria escrita em terceira pessoa. Essa escolha contribui não apenas para as passagens de tempo como também para a criação de uma expectativa para o final, que para mim, foi emocionante.
O arquétipo do "amor trágico", também conhecido como "amantes destinados ao fracasso", descreve um relacionamento romântico fadado ao fracasso devido a forças externas, frequentemente resultando em tragédia ou desgosto. Originado de Romeu e Julieta, de Shakespeare, em que a morte dos amantes põe fim à inimizade entre suas famílias, o termo indica um destino "condenado a morrer" ou "destinado ao fracasso", servindo como uma lição de moral em vez de uma promessa de final feliz. (google)
Sinceramente em pedaços, eu amo romances meio "fadados aos fracasso" e um defeito de carater meu... mas eles felizmente tiveram uma segunda chance!
Terceiro conto do "Clichê em rosa, roxo e azul" e eu cheguei a conclusão que Maria Freitas não pode escrever uma história com menos de 80 páginas, terminei a leitura (desse conto em específico) querendo mais kkkkkk.
Dessa vez estamos em 1938, com Mercedes e Alzira que são amigas mas né... Sabemos que tem algo a mais. Passamos o conto inteiro torcendo pela nossas meninas até sermos presenteados com o reencontro (que é a parte mais gracinha).
Não muito diferente dos seus contos anteriores (ainda bem!), Maria aborda questões como racismo e sexualidade em um outro contexto histórico.
Esse conto me arrepirou todinhaaaa! Sério mesmo. Não esperava que fosse ter uma influência tão grande em minha pessoa, mas teve. Me vi encantada pela construção das personagens, totalmente envolvida com os dissabores de ser quem elas eram e mesmo assim, no fundo, acreditar. Ser LGBTQIA+ não são flores. É luta, suor e sangue todos os dias - e é muito bom ver esse lado de quem a gente é também representado nas histórias que a gente lê. O abracinho de que é foda, é difícil, é dolorido... mas tudo isso é pra que amanhã o mundo possa ser melhor para nós.
Um casal sáfico e interracial nos anos 30 era tudo que eu precisava e venho procurando. A confusão dos próprios sentimentos, a incerteza de que a outra sente o mesmo e a ousadia por querer manter esse relacionamento em segredo foi muito bem descrita. Eu imaginava que seria mais um final triste (o que de certa forma foi), mas me encantei com as voltas que o mundo dá.
A autora fez uma ambientação bem realista da época em que a história é inserida, e em poucas palavras soube desenvolver muito bem suas personagens e as dificuldades que ambas enfrentaram para viverem seu amor em uma sociedade extremamente racista, homofobica e patriarcal. É uma leitura bem rapidinha e com um final emociante que foi capaz de me arrancar lágrimas.
Um conto curto, emocionante e muito bem desenvolvido e com uma escrita de aquecer o coração. Traz a história do romance entre duas mulheres, uma preta e uma branca, em uma época em que o mundo era ainda mais preconceituoso do que hoje. Achei a história sensível e linda, a autora quebrou meu coração e depois colou ele com fita.
Livro muito bem escrito, uma delícia de ler e que aborda temas como racismo e o preconceito com relações homoafetivas. Livro curtinho, mas muito fluido e bem construído. Temi que não tivesse um final fez pelos rumos que a história tomou, e por ser um livro de época, mas ufa tem sim!
Avisos de gatilho para o conto: lgbtq+fobia, racismo e machismo.
Não sei se gostei da representatividade racial aqui, mas vi pessoas negras dando uma avaliação positiva e, como elas possuem um local de fala que eu não tenho, vou levar em consideração a opinião delas.
2,8 ⭐ Faltou muita coisa para ser um bom romance sáfico de época. Para mim, o que faltou foi principalmente algo que fizesse eu me apegar as personagens, sem isso, senti como se toda o conto fosse bem sem graça
Não é problemático nem nada só achei chato sei lá não curti muito a história/escrita.... Um grande tanto faz para mim vou só dar 2 estrelas pq dar mais ia ser falsidade e menos ia ser exagero.