(PT) Uma distopia experimentalista de um autor que nunca teve uma visão otimista do futuro.
"O Ano de 1993", publicado em 1975, é sobretudo uma experimentação do autor. Parte poesia, parte prosa, parte ficção especulativa, parte distopia, "O Ano de 1993" não é um livro fácil de ser lido, apesar de ser pequeno. A história parece ser confusa, surrealista, quase daliana - aliás, ele faz a referência, logo de inicio - imaginava um futuro distópico de guerra de extermínio entre os seres humanos e as máquinas, dos quais a coisa chegaria a um ponto de quase extinção onde as pessoas sobreviveriam por instinto.
Visto no grande mapa das obras do autor, parece que nos faz lembrar outros livros futuros, como o "Ensaio Sobre a Cegueira", por exemplo, ou "A Jangada de Pedra", o que faz pensar que um futuro distópico nunca esteve muito longe dos seus pensamentos. Há histórias semelhantes a esta noutros livros próximos como "Objeto Quase", mas em termos de obra, por sim parece ser um "alien", algo do qual o autor experimentou uma vez e não voltou mais. Mas a ideia geral continuou a pairar por mais tempo.
Em suma... leiam por vossa própria conta e risco.