Este livro foi-me oferecido pela Cláudia ( No youtube e instagram como “A mulher que ama livros”), ao qual estou super agradecido.
Resolvi dar as cinco estrelas porque a meu ver, a mensagem foi passada na perfeição.
Trata-se então de uma equipa feminina de futebol, que traina arduamente para participar no campeonato. Nessa altura, ficamos a conhecer um pouco mais da equipa e claro, da personagem principal, team líder, a Bárbara.
A Bárbara é aquela nossa amiga que manda cagar os saltos altos, basicamente. Uma pessoa prática e com uma personalidade muito forte, é partilhado connosco a sua relação com a mãe (que para mim, foi top e já explico o porquê) e a visão e opinião da mesma sobre o facto de a filha jogar futebol.
Adorei esta parte da história por retratar tão bem a minha situação com os meus pais. Quando a Bárbara conta que marcou quatro golos, a mãe responde com, “Está bem, cuidado com os papéis (onde ela tinha a mão pousada”. Com os meus pais, sabendo que não é por mal claro, quando estamos a mesa e pretendo mostrar algo ou falo de algo, sou sempre interrompido pelos mesmos e a minha conversa fica ali. Ficando o meu irmão mais novo a consolar-me nesses momentos, ao qual ele diz sempre, “mais uma vez, ficaste no vácuo”. 😪😅 oh well..
Percebemos que existe uma rivalidade (saudável) entre a equipa feminina e a masculina, pois só uma pode competir. Acontece que o clube apenas pretende apostar numa equipa e tudo começa a ficar sério a partir daqui.
O livro mostra-nos o porquê de ser importante, a existência do feminismo, através de algo tão simples como uma equipa de futebol de um bairro.
O fim foi a cereja no topo do bolo.
Se me deixou um pouco vazio e triste, deixou.
Se trocaria por algo mais risonho? Não. Acredito que este vazio, frustração e raiva, muita raiva, que as mulheres poderão sofrer neste tipo de situações, tenha de ser partilhado, de forma a despertar e mudar visões muito erradas.