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O palhaço e o psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas

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Se de médico e louco todo mundo tem um pouco, de psicanalista e palhaço todo mundo tem um pedaço. Christian Dunker e Cláudio Thebas abordam neste livro, com bom humor e profundidade, um tema comum para ambos os ofícios: como escutar os outros? Como escutar a si mesmo? E como a escuta pode transformar pessoas? Mesclando experiências, testemunhos, casos e reflexões filosóficas, os autores compartilham o que aprenderam sobre A ARTE DA ESCUTA, um tema tão urgente no mundo atual, onde ninguém mais se escuta. Alguns temas abordados: Sete regras para ser melhor escutado / Os quatro agás da escuta / A potência do silêncio / Simpatia não é empatia / Como construir para si um órgão de escuta / Cuidado ou controle / A arte cavalheiresca de escutar uma reunião / Educados para a solidão silenciosa / Competir ou cooperar? / Três perguntas mágicas A arte de perguntar / Fala que eu não te escuto / Maneiras práticas de domesticar o abominável que existe em você / Escutando classes, gêneros, raças e outras diversidades / A escuta em ambiente digital / Escutando chatos, fascistas e outros fanáticos / O líder escutador / A coragem e o desejo de escutar /

256 pages, Paperback

First published May 30, 2019

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832 people want to read

About the author

Christian Dunker

59 books71 followers
É psicanalista e professor titular do departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP. É analista membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano e coordenador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP. Fez seu pós-doutorado na Manchester Metropolitan University, sendo professor convidado em mais de quinze universidades internacionais. Duas vezes agraciado com o prêmio Jabuti, por "Estrutura e constituição da clínica psicanalítica" (Anablume, 2012) e "Mal estar, sofrimento e sintoma" (Boitempo, 2016).

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Displaying 1 - 30 of 41 reviews
Profile Image for Regis Hattori.
150 reviews12 followers
May 25, 2022
Livro excelente e que trata de um assunto muito pouco explorado e que deveria ser de conhecimento comum. Acabei percebendo que mesmo eu, que sou considerado um bom ouvinte por boa parte das pessoas, tenho muito a melhorar nesse aspecto.

Uma coisa que andei pensando após ler este livro e acompanhar outros assuntos, é como a escuta está "escondida" em algumas habilidades e acabam sendo subavalidadas. Por exemplo, recentemente escutei um podcast em que o Adnet comenta que 90% do trampo dele é observação, o que faz sentido, mas acabamos dando mais valor para a imitação, como se ela viesse "de graça" e esquecemos do trabalho de escuta que teve que ser feito anteriormente. O mesmo acontece com o aprendizado de um idioma: o "falar" tem muito mais peso do que o "entender". Muita gente não para para pensar que para reproduzir a fala, foi preciso ouvir muitas vezes.

Fiquei refletindo muito também (sem conclusões) de como o mundo corporativo, por mais acolhedor que ele seja, ainda esbarra muito na escuta. Fiquei pensando se tem como conciliar velocidade de execução com escuta... algumas dinâmicas de facilitação tentam ter esse momento de escuta/divergência no início, mas sempre há um timebox, que me parece bem incompatível com a ideia proposta neste livro.

Comparando com outras obras, vi vários paralelos com o "Radical Candor", apesar de achar que naqueles casos mais cinzentos, este livro tende a ir mais para o lado da empatia e no "Radical Candor" tende a ir mais para o lado da "franqueza". Acabei encontrando certo paralelo com "O poder dos quietos", que também gostei muito. Não que eles sejam parecidos, mas possuem certo ponto de contato, na essência. Vi vários paralelos com o filme "A Chegada", também, mas não vou comentar muito para não dar spoiler.

Enfim, recomendo muito a leitura a todos os públicos.

--- Algumas Notas

Pesarosamente, a maioria de nós não foi educada a escutar. Foi, sim, adestrada para ser muito comportada e a ficar quieta “senão vocês vão para sala da diretora!”, que é um jeito eficientíssimo de matar dois coelhos com uma cajadada só: a diretora passa a ser vista como um monstro e a escuta como coisa de pau-mandado.

Não é à toa que “escutar” tenha se tornado sinônimo de “calar, obedecer e resignar” solitariamente, no castigo do isolamento de quem tem que ir “lá no canto pensar no que fez”. Como se o recolhimento, a meditação e o escutar fossem, antes de tudo, um castigo. “O chefe fala, o funcionário escuta.” “Quem sabe fala, quem não sabe obedece.” Ou seja, a história que a maior parte de nós aprendeu que escutar é o lugar do subalterno, e falar é para quem manda.

Os professores valorizam quem fala, mesmo que levantem a mão apenas para dizer asneiras. Este é visto e percebido como alguém que faz alguma coisa. O escutador que está pensando profundamente sobre o que acabou de ouvir, às vezes fazendo aquelas maravilhosas junções cognitivas que parecem reunir partes que conhecíamos independentemente, mas que não sabíamos que se ligavam entre si. As imensas e metafísicas relações evocadas por aquelas palavras, tudo isso acontece em silêncio e na solidão que te confundirá com o mais aéreo e disperso aluno, em estado de corpo presente, mas com o espírito vagando entre a Ursa Maior e Alfa Centauro.

Como saber, e premiar, alguém que, no meio da multidão está te escutando?

...

Não fomos educados a escutar o outro. Não fomos educados a tentar compreender e lidar com a forma humanamente particular, torta e atabalhoada como cada qual consegue e fracassa ao expressar tudo que sente, pois também, como nós, não foi educado a acolher, cuidar e expressar seus sentimentos. Não fomos educados a tolerar, compor, cooperar. Nos ensinam na escola que ser sociável é perseguir nossos próprios interesses de forma individual, respeitando os outros e obedecendo leis de convívio e educação.

Fomos adestrados a cuidar de nós mesmos, a encontrar nossas próprias soluções e caminhos, sem que a escuta do outro e de nós tenha um grande papel nisso. Diante dos alunos alvoroçados, a professora e o professor dizem: “Levanta a mão quem quer falar”. Afoita e imediatamente todos levantam os braços. Um felizardo, então, é escolhido, mas, enquanto ele conta sua novidade, todos os outros continuam com mãos erguidas, prontos para darem o bote, e ocupar o valorizado lugar de fala. Os dedinhos em pé sinalizando que enquanto o amigo fala todos continuam pensando no que queriam dizer.

Fomos sistematicamente educados a este vazio relacional: a aluna ou aluno que fala está feliz apenas por ocupar espaço ou tornar-se o centro das atenções, não necessariamente por estar sendo ouvido. O mais importante já foi conquistado, um lugar ao sol: o microfone é meu. E melhor, só meu.

Isso tem sérias consequências para formação de uma cultura que valoriza o debate, a diferença de ideias, a oscilação entre conflito e conciliação, pois escutar o outro é sentido, muitas vezes, como uma espécie de derrota ou perda de espaço.

Faz parte da função hospedeira da escuta transmitir e ensinar a escutar. Transmitir o que nos foi transmitido é como cuidar daqueles que cuidam, isso significa compreender a prática da escuta como parte da construção de uma cultura. E compreender uma cultura ou uma comunidade não apenas como um grupo definido por interesses semelhantes, mas também pela capacidade de escutar.

O hospedeiro é aquele que se torna protagonista da experiência vivida, pois se apropria da herança deixada pela experiência. Ser protagonista, na cultura da competição, é ocupar o centro das atenções, ter o microfone para si a ponto de levá-lo para casa. Mas ser protagonista na cultura da cooperação é ser, conforme a etimologia da palavra, aquele que, por conter em si o conflito, também o propaga e representa. Protagonista vem de proto (portador ou precursor) e agon (conflito).
Profile Image for Gabriele.
175 reviews
June 24, 2020
A temática da escuta tem me tomado muito nos últimos anos e nos últimos meses com maior intensidade. No momento em que a minha ferramenta de trabalho é a escuta, percebi que uma escuta clínica tem muitas características do que um simples "ouvir o outro". Mas me faltavam palavras para compreender de fato esse conceito e como ele se dá na prática e na teoria. Esse livro foi uma grande surpresa, eu inicialmente julguei pelo título e achei que seria raso. Grande erro, como sempre é julgar algo pelo título ou capa. Sinto que foi um livro muito acolhedor, digamos assim. É um livro leve, sem grandes formulações teóricas da psicanálise, mas com formulações suficientes para não ser raso. O fato de que pode -e deve- ser lido por pessoas tanto da área psi quanto de qualquer outra área, faz com que a temática da escuta seja levada para outros contextos. Todos escutamos o outro e escutamos a nós mesmos diariamente, nos mais variados contextos e a reflexão sobre como essa escuta se dá e como ela pode se dar é importante.
Sinto também que é uma forma de engrandecer o potencial e o poder de uma escuta. Que uma escuta é muito mais do que ouvir algo que o outro diz, mas reconhecê-lo naquilo que está sendo dito e reconhecê-lo como sujeito. Escutar é uma ferramenta, que deve ser trabalhada, pensada e refletida, sempre com o objetivo de conseguir uma escuta melhor e uma escuta mais completa.
Profile Image for Fernando Medeiros santos.
156 reviews7 followers
July 6, 2022
No final engatou, mas até chegar lá...

Acho que estava com tantas expectativas para ler alguma coisa escrita pelo Dunker que acabei de decepcionando nesse aqui.

A mensagem do livro é lindíssima e o propósito dele é mega bem intencionado, mas pra mim a execução falhou miseravelmente. Pra começar a estrutura do livro é meio esquisita e acaba-se investindo tempo demais no contexto histórico de quem e o que são o psicanalista e o palhaço. No meio disso, vão se misturando conceitos relacionados aos tipos de escuta e fica um vai e volta entre teoria exemplos resultaram numa verdadeira luta pra eu conseguir manter minha atenção.

O importante mesmo estava nos capítulos finais, quando os autores apresentam os principais tipos de pessoas que dizem que ouvem, mas não ouvem de verdade e também algumas dicas para conseguir ouvir com empatia, mesmo quando interagimos com recortes muito diferentes do nosso.

Definitivamente um livro que quero retornar em algum momento, porque hoje nosso santo não bateu.

Leia se você:
- Quer saber mais sobre escuta ativa
- Está cansado da ladainha do CNV
- Ficou curioso em como a figura do palhaço e do psicanalista se relacionam

Profile Image for Clara Serra.
79 reviews11 followers
August 4, 2021
Livro que li com bastante calma e gosto, me acompanhando nesse primeiro semestre de SPA e primeiro contato com o atendimento clínico.
Não escondo de ninguém que sou cachorrinha do Christian Dunker pelo seu sarcasmo e sua genialidade e nesse livro não poderia ser diferente! Confesso, porém, que em alguns momentos o excesso de termos e conceitos pecou um pouco no ritmo da leitura, indo contra a própria ideia dos autores de não construírem um manual sobre a arte da escuta (profecia autorrealizadora será? rs).
Gostei da escrita do Thebas e suas histórias foram fundamentais pra manter a leitura mais fluída.
Recomendo o livro para aqueles que se interessem em aprimorar a sua escuta e que se interessem pelo assunto, mas que estejam preparados para alguns (muitos) conceitos psicanalíticos.
Profile Image for Barbara Matsuda.
33 reviews292 followers
October 22, 2025
que experiência foi esse livro! cláudio thebas e christian dunker, palhaço e psicanalista, trocam reflexões sobre a potência e a responsabilidade que é a escuta.

as duas figuras têm muitos pontos em comum. um palhaço, que está à margem, fora da cultura local, usa sapatos grandes demais para o seu tamanho (pois não são seus!), precisa da percepção aguçada para ler os humores e trazer confiança ao seu público. assim como o psicanalista, que tem que se mostrar presente e atento ao seu analisando, despindo-se de seus pré-julgamentos e estigmas ao máximo para alcançar a vulnerabilidade de quem deita ao seu divã.

achei muito incrível como eles desmitificam a escuta em um lugar subalterno, considerando uma sociedade em que enaltece a exposição e a fala, de nada adianta se estamos presos em nosso mundos narcísicos e não escutando verdadeiramente uns aos outros.

aprendi nesse livro que escutar bem dá trabalho. os textos vão se alternando de modo que não sabemos mais quem é palhaço ou psicanalista. quem tem interesse pelo assunto (psicanálise) vai ter uma maior apreciação, mas acredito que é um desses livros que vale para todos.
Profile Image for Henrique Meyer.
1 review3 followers
March 27, 2021
Conteúdo bom, mas meio perdido no livro.
A edição o deixa cansativo, difícil de engrenar.
Profile Image for Mariana Araujo.
6 reviews
October 6, 2025
Maravilhoso. No início travei, achei denso, parei de ler. Mas voltei, e quando essa parte mais densa passou, a leitura fluiu e eu agradeci ter continuado. Esse é um daqueles livros que mexe em detalhes que te tornam uma pessoa melhor. O capítulo do “café com urso ou sem urso?” foi um dos meus preferidos. Uma coisa simples, mas marcante. Agora eu me pego pensando “eu to escutando essa pessoa ou só esperando o meu momento de falar?”
Profile Image for Leandro.
29 reviews
March 23, 2022
Excelente livro com direcionamentos para pensamentos em como melhorar nossa comunicação pessoal e escutar melhor. Um livro para reler sempre que possível.
Profile Image for Luciano Reichert.
20 reviews
October 2, 2022
Um livro transformador! Demorei pra terminar pois cada capítulo exige uma reflexão mais profunda, porém quando acabou, fiquei com aquele gostinho de quero mais. Um livro para ser revisitado de tempos em tempos.
Profile Image for Tamara Bakuzis.
10 reviews
July 15, 2020
De forma leve, provocativa e bem humorada esses dois autores - palhaço e psicanalista - mostram um ponto em comum das duas profissões: a escuta. O livro é um convite a todos que desejam, de certa forma, aprimorar sua capacidade de escutar (seja ao outro ou a si mesmo). Linguagem acessível ao público geral. Um convite a reflexão sobre a escuta, a não-escuta e a boa escuta. Traz "alertas gerais" e "dicas" do escutar e não escutar. Mas reforça a necessidade de cada pessoa em criar sua própria forma de escuta e, se possível, transformar algo a partir do que fica.
Profile Image for Marcelle Comenale.
1 review
January 15, 2021
Um livro que me deu vontade de reler antes mesmo de acabar. É muita coisa importante sobre a escuta, tanto a do outro, como a de nós mesmos. Reler porque estamos tão habituados a apenas ouvir aquilo que queremos (inclusive de nós mesmos), que é difícil manter a lembrança de todos os Agás na hora que mais precisamos dele. Li a versão digital, mas considero um livro pra se ter e sempre recorrer quando precisar escutar ao invés de só ouvir.
Profile Image for Rodrigo Souza.
61 reviews1 follower
July 19, 2021
Essencial. Como pai, tenho visto que meus papéis, durante esses tempos obscuros, tem se resumido em ser um pouco palhaço e um pouco terapeuta.
Profile Image for Carla Parreira .
2,046 reviews3 followers
Read
April 19, 2025
Melhores trechos: "...O ganha-pão dos psicanalistas baseia-se no fato de que escuta não é apenas acolher incondicionalmente o que o paciente diz em toda a sua inteireza, apreciando-o como uma obra de arte, completa e organizada em si mesma, por suas próprias regras e razões. Escutar não é, definitivamente, funcionar como um espelho gratificante apreciando tudo que o outro diz, batendo palmas para qualquer manifestação e aceitando o que quer que seja, única e exclusivamente, porque procede daquela pessoa. Palhaços e psicanalistas são pagos para dizer o que as pessoas não querem ouvir, ainda que digam o contrário... Escutar com qualidade é algo que se aprende. Depende de alguma técnica e exercício, mas também, e principalmente, de abertura e experimentação. É uma arte difícil de dominar porque seus efeitos visíveis acontecem no outro em um tempo real e segundo as leis do improviso: o riso, a metamorfose, o humor, a mudança de atitude com relação a si mesmo, ao mundo e aos outros... Tiramos uma conclusão importante para a arte da escuta. Ela começa pela atitude de renunciar a exercer o poder que nos é atribuído. Para escutar, é preciso, como fazem o palhaço e o psicanalista, suspender o exercício de poder. Daí que a escuta seja uma atitude ética e política... O palhaço é um louco sábio que sabe que toda vida é uma loucura e tenta tirar as pessoas das suas próprias loucuras loucas... Nossa loucura é outro nome que damos para a vulnerabilidade, condição essencial e matéria prima de nosso trabalho, mas, também, meio e caminho para que algo diferente seja criado. Escutar o outro é concorrer para que sua loucura produza algo mais e além de mais loucura... Escutar é abrir-se para a experiência, acolhendo a vulnerabilidade e a contingência na qual ela nos coloca. Escutar é jogar, representar e viajar... Fazer da escuta uma 'experiência' é deixar que as palavras e os corpos nos cheguem, nos afetem, nos atravessem. Requer estarmos vulneráveis e dispostos para a aventura... Por isso a escuta também é a arte de nos tornarmos outros para nós mesmos, e deixar que o outro se torne um habitante de nós..."
Profile Image for Como Leio.
31 reviews2 followers
April 12, 2021
Este livro é sobre o curioso encontro entre um palhaço e um psicanalista. À primeira vista pode parecer um encontro inusitado, mas os dois personagens dessa narrativa estão ocupando um território em comum – a escuta. É um daqueles livros que podem ocupar muito bem a cabeceira da cama ou a mesa de centro e sempre ser folheado em um momento de distração ou de aflição. Digo isso porque a própria estrutura do livro nos permite esses encontros pontuais, já que são 46 capítulos curtos e com títulos que já nos localizam onde o tema da escuta será desenvolvido. Por exemplo: A escuta em ambiente digital; Escutando chatos, fascistas e outros fanáticos; Simpatia não é empatia e por aí vai. Não é um livro teórico sobre linguagem e escuta, mas sim um livro que tem a teoria muito bem fundamentada na experiência prática dos nossos dois anfitriões – Christian Dunker (psicanalista) e Cláudio Thebas (palhaço). Isso é algo muito vivo no livro: os exemplos, as situações, as vulnerabilidades, os caminhos que eles apontam vão na direção da reflexão e não com o intuito de ser um manual. É engraçado em alguns momentos, porque você irá se reconhecer em algumas situações já vividas e em outros momentos nos traz um mal-estar imenso ao perceber o quanto a escuta nos foge. E mesmo que se decida pela escuta, a tarefa nunca está garantida. De fato é um território frágil e por isso mesmo tão potente. O que nos cabe é escolher escutar. E mesmo que em várias situações não tenhamos êxito, é um caminho singular, onde cada pessoa precisa descobrir a sua forma de escutar, o seu estilo e praticar, praticar e praticar.
57 reviews
April 10, 2023
A escuta é a arte de nos tornarmos outros para nós mesmos, e deixar que o outro se torne um habitante de nós.

Escutar o outro com empatia, sabendo que cada um está em sua bolha, é uma arte que pouca gente domina. O livro traz reflexões sobre a importância de se ouvir sem julgamentos e sem sentir a necessidade de convencer ou controlar o outro.

Apesar de ter gostado da leitura, achei pouco fluida em alguns momentos, contradizendo a proposta dos próprios autores de entregar um texto leve. Também achei desnecessárias as sucessivas comparações entre as profissões de psicanalista e palhaço, como se para convencer os leitores céticos. Os capítulos do Thebas deram uma quebrada na aridez e foram sem dúvida os meus favoritos.
Profile Image for Lucas Oliveira.
194 reviews3 followers
September 8, 2021
DNF. Livro ruim. Apesar de trazer conceitos bons a respeito da escuta e da importância de se ouvir o outro num mundo em que as pessoas apenas querem saber de si, de falar sobre si, os autores não foram felizes na forma como quiseram passar esses conceitos.

O livro é pedante, tedioso. O leitor precisa garimpar as informações realmente válidas entre parágrafos e mais parágrafos de coisas inúteis, que nem pra dar contexto aos conceitos passados servem.

Não recomendo a leitura. Melhor seria encontrar um resumo beeeem breve online para entender a síntese do livro e aí sim, pode ser que valha a pena.
Profile Image for Giulia Rodrigues.
11 reviews
July 12, 2022
um livro muito bom! usado da maneira correta, pode modificar bastante a forma como uma pessoa percebe as outras ao seu redor; de fato, no processo de conexão e compreensão do outro (e de si mesmo), esse livro é incrível. foge um pouco do gênero de "autoajuda", até tenho um pouco de dificuldade de vê-lo como autoajuda mesmo, mas ainda expõe "lições" valiosas de comunicação. mais pro finalzinho achei um pouco lento, mas em momento nenhum me decepcionou ou me deixou sentindo que fosse aquele cliché.

gostosinho de ler e muito útil
Profile Image for Andy.
24 reviews
July 12, 2025
Gostei pra caralho mesmo, aprendi muita coisa e principalmente, foi um grande ensinamento sobre como ouvir, na verdade, um ensinando de como NÃO ouvir, entender onde eu errava e fazer meu melhor para consertar isso, a leitura foi muito boa, apesar que às vezes se tornava complicada, revi várias vezes algumas páginas pra entender elas de fato, e esse foi o único ponto negativo que tenho sobre o livro, mas também, a expectativa dele não ser técnico era minha.
Profile Image for Liana Madeira.
3 reviews
March 9, 2021
Em tempos que se valorizam programas de debate, lacração e mitadas, muito se deixa de lado a importância de escutas ativas proporcionadas por um bom diálogo. Há quem queira vencer numa conversa e há quem queira que os dois vençam. O livro abordou com clareza e bom humor na distinção desses perfis e trouxe à luz uma tema tão pouco falado, ou melhor, escutado.
Profile Image for Geovanna.
70 reviews1 follower
August 23, 2025
acho que fiz o caminho errado com as leituras do chistian dunker. Li primeiro o livro sobre políticas de sofrimento e de intimidade que trás um maior aprofundamento para depois partir para o palhaço e o psicanalista. O livro é interessante, fácil e leve de ler e tem uma boa proposta, mas não aprofunda na temática
Profile Image for Um mar de fogueirinhas.
2,200 reviews22 followers
March 22, 2020
São 4 estrelas pro livro e 3 pra revisão meio ruim (especialmente os termos em inglês, o mínimo é flip shart em vez de flipchart). Referências ótimas, tom gostoso e leve tratando algo tão importante- escutar de verdade.
Profile Image for Lucas Torrens.
4 reviews
January 19, 2021
Livro incrível! O Dunker e o Thebas tem o dom de transformar termos técnicos e abordagens complicadas em algo simples de entender, para que nós, meros mortais entusiastas na arte de escutar o outro possamos entender um pouquinho mais sobre o como funciona essa nossa massinha cinzenta!
10 reviews
January 15, 2022
Esse livro mudou muito a minha visão sobre como eu escuto as pessoas e se de fato estou escutando o q a pessoa está falando ou se só estou escutando o que quero escutar. Muito bom o livro! Super recomendo!
Profile Image for Luís Paulo Dutra.
21 reviews
June 19, 2024
Agora hospedo um palhaço e um psicanalista na minha escuta, expandindo assim meu hospício particular e coletivo. Ampliando a escuta para o mundo em diferentes perspectivas.

Uma leitura refrescante por fugir do padrão.

Outro efeito colateral inesperado é ter um pouco menos de aversão aos palhaços.
Profile Image for Suelen.
4 reviews
November 23, 2025
"Muitas pessoas que parecem totalmente insensíveis ao que você diz, comportando-se com uma porta fechada sem maçaneta, podem estar justamente dispostas a pensar no que você disse em particular. Os melhores argumentos são aqueles que agem na solidão do travesseiro."
Profile Image for Laura Macedo.
65 reviews1 follower
July 7, 2020
Um livre leve e atual sobre a importante arte de escutar o outro
Displaying 1 - 30 of 41 reviews

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