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Portugal e o Segredo de Colombo

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No ano de 1444, perto da região onde outrora se erguera Constantinopla, um monarca cristão decidiu quebrar a sua trégua com os muçulmanos e conduzir os seus homens para o campo de batalha. O destino, porém, faz com que o seu exército seja dizimado, os mais fiéis companheiros sejam encontrados mortos e que este desapareça sem deixar rasto. Anos depois, na ilha da Madeira, mais de 3000 quilómetros a oeste, um misterioso cavaleiro de Santa Catarina do Monte Sinai casa-se com uma dama da elite portuguesa. . . e tem um filho. Essa criança ficaria para a história com um nome que é hoje conhecido em todo o mundo: Cristóvão Colombo.

UMA CONSPIRAÇÃO REAL QUE VAI MUDAR O RUMO DA HISTÓRIA
A vida de Colombo foi envolta num imenso mistério construído com o propósito de manter o mundo geral às escuras sobre a sua identidade, com exceção de uns poucos escolhidos, que sabiam da verdade. Aclamado herói nos seus dias, foi agraciado com fama e glória de tal forma, que poucos seres humanos o conseguiram suplantar. Mas quem era o homem ao qual chamamos Colombo e o que fazia em Castela?

UM DOS MAIORES SEGREDOS DA EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA
Demorou 500 anos a construir uma mentira e duas décadas de investigação a desmascará-la. O «descobridor da América» pode bem ter sido o melhor agente duplo da História, porque conseguiu manter o seu segredo durante mais de cinco séculos. Na verdade, o homem que conhecemos como Cristóvão Colombo partiu de Portugal para Espanha, numa missão secreta ao serviço do rei D. João II, com o objetivo de enganar os Reis Católicos e proteger o monopólio do comércio marítimo português.

Numa época tão épica e aventureira como a da expansão marítima, este é um verdadeiro jogo de espiões, manobras ocultas, conspirações, intrigas, traições, assassínios, fraudes, mentiras e enganos, perpetrado pelo génio de D. João II para tornar Portugal o primeiro império global.

608 pages, Paperback

Published March 1, 2019

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Manuel da Silva Rosa

18 books10 followers

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Luís de Sousa.
20 reviews
April 27, 2022
"May I never be forever mistaken": the epitaph Cristoval Colon ordered to be written on his tomb.

Between 2002 and 2006 the University of Granada conducted a series of DNA tests on the remains of Cristoval Colon, his brother Bartolomé, his eldest son Diego and various living individuals with potential family ties. That research put to rest the hypothesis of Colon having been a peasant, miraculously turned into a polyglot, first class scientist and sea captain. The quest for the true identity of the most famous sea explorer in History was lit up as never before.

In the years that followed books were written and documentaries produced. They sought an answer for the five century old riddle left by Colon, but invariably starting from biased premises of nationalistic nature. With "O Mistério de Colombo", Manual da Silva Rosa proposes a different angle to this quest, not necessarily seeking the identity of the admiral, but rather asking what was he up to. What was Colon's real role in the geo-politics of the time? This finally lead me to pick up one of these popular, and often controversial, books.

From the onset it becomes clear Rosa is too a biased observer, cheaply dubbing foreign powers as enemies and at times hinting at their strategic inferiority. If somewhat disappointing, this open bias also leaves the reader well aware that on the other side of these pages is another human with prejudices and preferences.

The first five chapters of the book are a whirlwind of words out of which it is not easy to make sense. From paragraph to paragraph the author hops freely in time and space leaving behind no easily identifiable thread of thought. Many of the sections in these early chapters leave the reader wondering on its purpose. The author could be trying to lay out the political context of the 15th century but in an untoward way. To this adds a grammar at times disgruntled and odd sentences that can take time to digest. Readers might feel compelled to abandon the book at this stage, but fortunately it only improves onwards.

The book enters a second phase with chapter six and Rosa adopts a more narrative style, easier to digest. Now the deeds of Cristoval Colon become centrepiece and points of interest start to emerge. There is still no attempt to organise the discourse in time, the narrative hops from subject to subject without much logic. But here and there the reader is presented with true history gems. The voyage to Labrador in 1477, the involvement of Colon's family in the coup attempt of 1483, the correspondence between Colon and King John, the debrief of Bartomeu Dias, the deceitful acts during the 1492 voyage, to name a few. It is like hunting for Easter eggs, they may be hard to find but eventually come by, each a piece of the puzzle the author is trying to assemble.


By the middle of the book a sense of repetition settles in. The odd revelation still comes by, but the book is long. What could be explained in a paragraph extends to a section, just to be revisited from a slightly different angle the following chapter. There are also many far fetched conjectures that do not really add to the author's thesis. It becomes a tiring exercise and the reader wonders how could the story provide for so much prose.

But to those that last the final third of the book offers a full reward. Satisfied with the exhaustive exposure of his thesis on Colon's deeds, Rosa pivots to the famous quest for the Admiral's identity. It might be just too attractive to resist. Rosa briefly reviews some of the most known theories on Colon's origins to finally pitch his own. And it is an absolute bombshell, the author is not at all lead by nationalistic sentiment, rather tries to find the most suitable identity, considering what is known of Colon's life and course of action.

The last chapters send the reader on a quest for this lost identity, across millennia and much of Europe. It becomes an even more fascinating plot than the trisect between Colon, King John and Queen Isabella. Mind blown, I revelled for weeks on the story of those whom Rosa considers the best candidates for Colon's ancestry. And it all goes full circle, intertwining with the enigmatic choice for the Greek pseudonym: Colon. And could well be that with a few more DNA tests this thesis can be proven.

This book is certainly not for everyone. The reader either needs to be really interested in the geo-politics of the 15th century or be mighty patient in face of a good, but misty, mystery to reach the end of the book. But those that endure are fully rewarded.

There is a great book to be written about Colon and his origins, but this is not yet it. The tiring repetition and less that solid writing would not grant more than three starts to this voluminous work. However, the last chapters caused such an impression that weeks later I am still seeking more information on Rosa's thesis. In recent memory, few other books had a similar effect. For that, and considering the author's lifelong dedication to evidence gathering, I opt for the four starts.

Note: this review reports to the Portuguese language version of the book. But since it is out in English too, this review could be more useful.
Profile Image for José Carlos Figueiredo.
43 reviews
August 19, 2025
Importante e fundamentado relato da vida de Cristóvão Colon.
Apresenta as evidências que levam a crer que Colon era na realidade um nobre de origem portuguesa e que, em rigor nada fez ao longo da vida para prejudicar Portugal, enquadrando-se mais no perfil que é evidenciado - agente ao serviço da coroa portuguesa.
Desmonta a "romantizada' história do pobre genovês, filho de tecelões, que se dedicava ao corso (pirataria) nas costas portuguesas e naufragou no Algarve, adquirido em pouco tempo uma vasta cultura linguística e científica, que lhe permitiu capitanear navios portugueses, entrar no restrito círculo da realeza portuguesa, casar com uma nobre, sobre a proteção do rei, privar com este e estar ao seu serviço... Parece um bom conto para animar um serão ao jeito do "Conde de Monte Cristo"...
Este livro, embora sobre Colon, evidencia a superior capacidade do provavelmente maior rei de Portugal - D. João II, da sua visão política e estratégica para antecipar o futuro.
São relatadas algumas evidências que provam a especial relação de proximidade e respeito para com o rei de Portugal, através da forma como este o tratava - "especial amigo", destronando os argumentos e fundamentos que outros escreveram sobre os seus propósitos, a suposta fuga para Espanha e razões da descoberta das "índias" para oeste, ao serviço dos reis "católicos" de Castela.
Tudo isto para desviar as atenções dos reis castelhanos, dos preparativos para a viagem à Índia e criação da rota pelo Cabo da Boa Esperança.
Também com papel importante na definição, por D. João II, da linha para a marcação do tratado de Tordesilhas.
Cristóvão Colon sempre esteve ao serviço de Portugal. Como explicar a avença e especial proteção que recebia da coroa portuguesa, mesmo quando "fugiu" para Castela e esteve ao serviço dos reis desta?
Embora toda esta estratégia do grande rei, tenha tornado Portugal num grande império, infelizmente já em pleno século vinte, um conjunto de canalhas traidores da pátria, tudo fizeram para destruir este império e reduzir Portugal ao pequeno rectangular no extremo ocidental da Europa, acompanhado de alguns heróicos resistentes semeados no meio do atlântico...
Profile Image for Thatiane Corbellini.
61 reviews
September 17, 2023
A história do descobrimento da América encobre uma genial trama de espionagem e manipulação.
Protagonizada por D.João II, o rei português, que liderou os grandes descobrimentos (da rota da Índia, do Brasil e até mesmo da América, segundo o que revela o livro).
Usando métodos como: encobrimento das descobertas já realizadas, avanços tecnológicos de navegação, mapas falsos e a astúcia de um agente duplo.
O agente, que escolheu o nome D. Cristóvão COLON era um nobre português, almirante experiente, que conseguiu atrair a ganância da Coroa espanhola - e manipular até o papa Bórgia na confecção do Tratado de Tordesilhas, segundo a conveniência de Portugal.
A genialidade deste rei português, conhecido como “Príncipe Perfeito” - e seu projeto abrangente de navegações - foi determinante para a civilização ocidental a partir de então.
O livro é um impressionante trabalho de pesquisa (600 pg) e chega a trazer a sua hipótese sobre a real identidade de Colon - ele seria um príncipe herdeiro do trono da Polônia - Segismundo Henriques Jagielloniano. Cujo pai, Ladislau III, exilou-se em Portugal, após fugir de uma batalha contra os muçulmanos e mudar de identidade. A mudança de nome atendia à necessidade de preservação da linha de sucessão interrompida - mas deu a Colon acesso à educação, casamento e relações nas ordens templárias, que jamais o “Colombo genovês”, sem conhecimentos náuticos e influência, teria acessado.
O livro infelizmente está com edição esgotada no Brasil. Acabei encontrando na Amazon a edição portuguesa, que praticamente fez o caminho reverso das índias… mas valeu a pena.
A escrita é fluida na maior parte do tempo, mas bastante repetitiva em alguns pontos. Também confusa em momentos em que o autor tenta ser exaustivo em nomear genealogias. Mas tratando-se de uma obra investigativa sobre um tema polêmico, é compreensível e perdoável, considerando que o trabalho foi bem abrangente. Pessoalmente, não me fez perder o interesse em nenhum momento.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Ricardo Magalhães.
10 reviews1 follower
May 21, 2022
Muitas vezes se tem dito que o ofício de um historiador é mais parecido com o de um detective do que propriamente com o de um cientista.

Generalizando o método experimental, o cientista faz várias experiências em ambiente controlado, repetindo-as uma e outra vez até que os resultados lhe permitam chegar a uma conclusão, e daí formular uma teoria. O historiador não tem esse privilégio. O que ele estuda são acontecimentos no passado, num conceito histórico próprio, através de documentos, muitas vezes incompletos, de autoria duvidosa ou difíceis de decifrar.

O período dos Descobrimentos portugueses, apesar de estar bem vivo na memória colectiva do país, encontra-se em parte envolto em mistério. Isto deve-se essencialmente à falta de alguma documentação coeva, que deixa em aberto questões pertinentes sobre a gesta da expansão marítima. Estes mistérios não poucas vezes dão lugar a teorias fantasiosas que prendem o imaginário popular, muito úteis na edição de best-sellers de história romanciada. Quando comecei a ler este livro pensei que se tratava de um desses. Puro engano.

Portugal e o Segredo de Colombo é o resultado de um estudo de quase 30 anos, apoiado por pesquisas nos arquivos históricos de vários países, sobre o tema da vida do controverso navegador que em 1492 alcançou o continente americano: Cristóvão Colon.

Colon e não Colombo, porque:
- a vasta maioria das menções ao nome do navegador na documentação coeva portuguesa do seu tempo é denominado "Colon" e não "Colombo";
- o próprio nunca assinou em vida o nome "Colombo";
- nas várias cartas trocadas com portugueses, a que temos acesso, nunca é tratado por "Colombo";
- na sua correspondência com a Santa Sé, o Papa nunca o trata por "Colombo";
- o próprio rei de Portugal, D. João II, nunca o trata por "Colombo". Já para não falar nos reis católicos que sempre se dirigiram a ele, e aos seus descendentes, por "Colon" (tal como aliás ainda é assim chamado nos países falantes da língua castelhana).

A questão do nome do navegador é apenas um dos vários mistérios relacionados com a vida do que é considerado por muitos como o descobridor da América. Percebe-se que Cristóvão Colon sempre fez com que a sua identidade permanecesse o mais enigmática possível, mas o autor vai a fundo na análise da sua vida e daqueles que o rodearam.

O que sobressai neste livro é a capacidade de argumentação de Manuel da Silva Rosa, sustentada na quantidade de evidência documental que dispõe (488 citações), e por isso se distingue dos livros populares sobre enfabulações da História de Portugal.
Cerca de 4/5 do livro são dedicados a por à prova a versão mais aceite sobre o perfil do "Colombo genovês", e o último 1/5 do livro está reservado para a descrição pessoal daquela que é para o autor a mais plausível identidade deste personagem histórico.

Portugal e o Segredo de Colombo é um dos livros mais fascinantes sobre este tema, e o fascínio do autor está bem patente nas mais de 600 páginas que o compõem. Talvez seja esse fascíno a razão desta ser uma leitura tão interessante.
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