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La société celtique : Dans l'idéologie trifonctionnelle et la tradition religieuse indo-européennes

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Os Celtas desempenharam um papel central no curso da História europeia. Porém, continuam envoltos em mistérios e lendas e são, de um modo geral, mal conhecidos. Neste livro, os autores tentam demonstrar que os Celtas não foram um povo bárbaro e primitivo, mas diferente, com concepções próprias sobre religião, a sociedade e o Estado. Abordando um tema que tem sido alvo de especulações, esta obra é um manual de iniciação à cultura e à história deste povo. Nele encontramos, a par de uma descrição da evolução da civilização desde a sua origem até aos seus vestígios actuais, uma discussão das fontes e das dificuldades que se ofereceram à historiografia sobre o assunto.

200 pages, Paperback

First published March 7, 1990

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About the author

Françoise Le Roux

22 books2 followers
Intéressée par la matière de Bretagne et la civilisation celtique, elle poursuit ses études à l'École des Hautes Études dont elle est diplômée. Elle est l'élève de Georges Dumézil qui a une influence déterminante sur ses travaux. Elle devient une spécialiste de l'histoire des religions indo-européennes.

Elle épouse Christian-Joseph Guyonvarc'h, philologue et linguiste, expert des langues celtiques. Pendant 50 ans, ils réalisent conjointement une œuvre scientifique, qui révolutionne la compréhension du monde celtique. L'idée directrice de leurs travaux est d'appréhender le monde celtique dans le cadre indo-européen et lui appliquer le schéma trifonctionnel, tel qu’élaboré par Dumézil.

Seule, ou avec Guyonvarc'h, elle écrit une vingtaine d'ouvrages et environ 300 articles, édités dans des publications spécialisées. Ils créent la revue Ogam Celticum, basée à Rennes, qui devient une maison d'édition. C’est un formidable outil pour la diffusion des études celtiques.

En 1986, ils publient aux éditions Ouest-France Les druides qui contribue à la diffusion de leurs travaux, et connaît plusieurs rééditions, ainsi que d’autres titres (voir publications).

La rigueur scientifique de ses travaux avec Guyonvarc'h est reconnue au niveau international. Les études celtiques ayant été quelque peu délaissées, cela avait laissé la porte ouverte à des celtomanes fantaisistes dont les publications ont donné lieu à nombre de divagations. L'étude des textes, leur analyse comparative dans le contexte indo-européen et la comparaison avec les travaux d'autres chercheurs ont contribué à enrichir la connaissance de la civilisation celtique et sa compréhension.

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1 (5%)
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for Diogo.
17 reviews6 followers
September 21, 2013
Confesso que quando adquiri este livro, não pensei que me fosse aborrecer tanto que me fizesse coloca-lo de lado pelos menos umas 3 vezes, até o voltar a ler outra vez.

Decidi dar-lhe uma nova tentativa (apesar de ele já constar na pilha de livros que tenho para doação), e de analisar de facto o conteúdo do mesmo com bons olhos e com mais calma.

Apercebi-me pois que o erro não era do livro nem dos autores, mas sim meu e de quem mo vendeu, pois ninguém me explicou e nem eu pesquisei, que o livro serve de continuação a dois livros anteriores dos mesmos autores, "Os Druídas" e "A Sociedade Celta" (ambos livros que não consegui encontrar nenhuma informação).

Apesar de todo este tipo de leitura "à metade", mesmo assim o proveito que se consegue tirar de todo o texto acaba por não ser tão mau quanto isso.

Confesso que a maioria das pessoas, habituadas apenas a ler algo sobre os celtas que envolva a maioria das suas histórias mitológicas e fábulas, possa encarar este texto como algo maçador e desprovido de sentido, mas no fim de contas, não o é.

Afinal de contas estamos a olhar e a ler algo que nos explica muito bem, a forma com a sociedade Celta se construía, e o seu desenvolvimento em volta sempre do símbolo 3 e das tríades (como o caso d'A Morrígan). Como complemento a isto tudo, e para além do trabalho feito pelos autores, temos também referências a Georges Dumézil e ainda, de Júlio César e do seu Bello Gallico, trazendo elementos preciosos à descrição feita.

Assume-se portanto que este livro, para aqueles que querem ir mais fundo sobre os Celtas, a sua forma de se organizarem e até o porquê de terem "desaparecido", será o ideal para o inicio de um estudo mais aprofundado sobre estes temas.
231 reviews
October 4, 2023
Esta obra foca na sociedade celta: nos seus princípios de organização e funcionamento e a sua estrutura ternária indo-europeia. Na verdade, os autores fazem uma comparação entre a sociedade celta e a indiana que descendem do mesmo ramo comum: o povo indo-europeu.
Basicamente a sociedade celta assenta em três classes:
- os guerreiros: detêm uma força brutal canalizada pelo rei para a defesa de todos (e eventuais saques);
- os druidas: administram o sagrado;
- os artesãos e produtores: garantem a subsistência da comunidade.

Não achei uma leitura muito intuitiva, sendo bastante baseada noutras obras: quer dos mesmos autores, quer de outros, as quais são refutadas ou corroboradas. Também os argumentos dos autores são sustentados pelas narrativas irlandesas e galesas já da época cristã sendo, no entanto, as fontes mais próximas que temos dos antigos celtas, cujas crenças e práticas foram perpetuadas pelos celtas cristianizados.
Ainda assim, achei que teria um carácter mais directo e não tão redundante, pelo não foi uma obra que adorei - com muita pena minha, pois a minha adoração pelos celtas é imensa. Terminei a leitura a custo.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Ana Santos.
Author 2 books23 followers
August 15, 2016
Pouquíssimas vezes, nem me recordo de alguma, classifiquei um livro com 1*.
Mas a este não consigo mesmo mais.
Achei-o tão mauzinho que por diversas vezes estive para o colocar de lado. Mas é daquelas coisas que tinha que ver até onde ía. Salvam-se os quadros nas páginas finais que são mais elucidativos do que todo o livro.
Supostamente é um livro técnico ou mesmo científico. Técnico até pode ser, científico não é. Está cheio de afirmações incompatíveis com o discurso da ciência como, por exemplo, juízos de valor sobre outros autores e outras obras. E a escrita é tão hermética que a menos que se seja perito na matéria, penso que não se compreende.
Está mal escrito. Por exemplo, abrem-se aspas que não se fecham ainda que possa ser um problema da editora, seja como for, estou a classificar um livro.
Comprei-o pelo fascínio que tenho pela civilização celta, procuro sempre saber mais dela e, neste caso, acabei de ler o livro e a saber menos do que sabia antes de o iniciar.
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