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"Uma história divertida, sensível e esperançosa sobre o amor e o verdadeiro significado de família, que te fará entender por que o Vitor é um dos melhores autores atuais de YA." – Iris Figueiredo, autora de Céu sem estrelas e Confissões on-line
Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais. Sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas.
Mas é quando conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.
287 pages, Kindle Edition
First published July 5, 2018
Um milhão de finais felizes é, resumindo de maneira bem simples, um romance de formação sobre aquele momento em que, no papel, a gente se torna "adulto" e não sabe muito bem como lidar com isso. A escrita é gostosa, fluída e cheia de bom humor: deu pra ler rapidinho no meio das leituras obrigatórias pra faculdade.
Foi muito fácil me identificar com o protagonista, Jonas, porque em certos aspectos de personalidade somos bem parecidos (por exemplo, ter 300.000 idéias para histórias que no fim das contas nunca escrevemos de fato) e porque ele é uma graça; o interesse amoroso dele é um FOFO e os amigos do Jonas são personagens incríveis. Acima de tudo, todos os personagens são muito humanos e reais, como se pudéssemos encontrar eles na rua.
A história de Jonas lidando com problemas familiares, de amizade e de relacionamento foi com TODA a certeza o ponto alto desse livro e me fez sentir todo tipo de emoção (desde "Aawwn" até "AAarGH").
O que me leva para o que eu não gostei: Começando do começo, o que mais me chamou a atenção nesse livro foi o seguinte: PIRATAS. GAYS. Incrível, ne? Boas histórias sobre piratas me fascinam, eu gosto do aspecto histórico e eu gosto dos aspectos temáticos que podem ser abordados e piratas que se sentiam atraídos por pessoas do mesmo sexo definitivamente existiam, então eu estava animadíssima para ler sobre Tod e Bart.
Mas eles foram a parte mais fraca desse livro???!!!
Temos alguns atenuantes para isso, tudo bem: a história dos piratas são fruto de uma história que Jonas está escrevendo e tecnicamente é um primeiro rascunho, então, é, não tem como uma obra prima surgir de um primeiro rascunho, eu reconheço, mas minha leitura diminuía tanto o ritmo quando eu chegava nessas partes porque eu não ligava para Tod, eu queria saber o que ia acontecer com Jonas!
Talvez se os capítulos fossem intercalados e tivéssemos mais tempo para conhecer os personagens piratas, eu ficaria mais investida, mas temos quatro (cinco?) capítulos com eles, é tudo muito rápido e com um ritmo horrível (e é lógico que a nerd de piratas dentro de mim estava gritando o tempo todo "NÃAAAOOOO", mesmo que a história tecnicamente se passasse em um outro universo).
Mas como eu disse, temos só cinco (quatro?) capítulos sobre os piratas e todo o resto da história vale muito a pena (tipo, muito mesmo) então eu recomendo muito e vou com certeza comprar a edição física também quando ela sair.