Nesta história de ficção emocionante e cheia de aventuras escrita por Daniel Munduruku, o leitor descobrirá como era a vida dos índios e sua forma de organização pouco antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Daniel Munduruku é autor de 36 livros voltados para o público infantil e infanto-juvenil e para educadores. Recebeu diversos prêmios literários entre eles o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Academia Brasileira de Letras.
Escritor indígena, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia. Doutor em Educação pela USP. É pós-doutor em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Diretor presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais. Autor de 52 livros para crianças, jovens e educadores é Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena. Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2017 foi contemplado com o Prêmio Jabuti na categoria Juvenil. Ganhador do Prêmio da Fundação Bunge pelo conjunto de sua obra e atuação cultural, em 2018. Reside em Lorena, interior de SP.
Nas palavras do autor: "Este romance procura reconstituir um pouco da cultura pré-cabralina. Não está completa. Há muitos estudos científicos que podem ajudar-nos a compreender melhor o que aqui foi contado. Caberá ao leitor e à leitora completarem essa história. Ela termina quando começa a história narrada pelos invasores."
Percebi que nunca havia lido um romance que se passasse em uma aldeia indígena brasileira, muito menos um romance nacional que se passasse antes da invasão do Brasil. Vou procurar outros para ler ainda este ano.
A história aqui é simples de resumir: são povos vivendo seus próprios dilemas enquanto estão à esperam de algo horrível que foi profetizado pelo Karaíba. Ainda assim, é muito poderosa, porque mostra um pouco como era a relação entre as aldeias, a importância das crenças, a relação com a natureza, as estruturas sociais... Consegui entender um pouco da dinâmica entre povos e aprender sobre suas culturas.
Daniel Munduruku escreve muito bem, e as ilustrações de Mauricio Negro são lindas. Recomendo!!
"Era tradição respeitada por todos que quando o Karaíba estivesse falando ninguém o interrompesse. As palavras dele eram sagradas porque traziam a força do próprio criador. Eram palavras criadoras e curadoras. Por isso, esse sábio vivia sempre solitário, vagando pela floresta em contato com os espíritos dos antepassados. Suas palavras eram consideradas proféticas porque eram mergulhadas dentro do tempo que ainda viria. Sua visita a uma aldeia era motivo de alegria e preocupação, pois poderia trazer boas ou más notícias para aquela comunidade."
primeiro livro de 2025! achei que faltou algo nessa, o que é estranho pra mim. todos os outros que li do Daniel Munduruku me divertiram e ensinaram muito (e o autor é um querido!), mas esse parece que a história passou rápido demais. mesmo assim recomendo o autor e esse livro pra quem quiser ler mais literatura indígena!
A proposta é ótima e eu estava muito animado para ler um livro que narrasse eventos no Brasil pré-colonial, escrita por um autor indígena. No entanto, embora esteja claro que o autor conhece os temas e que a premissa é instigante, a execução deixou um pouco a desejar. Senti uma falta de clareza na distinção das três tribos apresentadas, que me confundiu enquanto leitor. Além disso, também vi problemas em elementos da narrativa (como uma falsa simetria entre a distância dos ambientes retratados) e na forma de escrita (o autor inclui elementos distoantes e confusos na obra, seja na descrição dos personagens, seja na adição de novos elementos). Gostaria de ter apreciado mais esse livro, contudo, infelizmente, o resultado que encontrei não está no mesmo patamar que eu esperava.
Karaíba é uma obra breve, com ritmo fluido e linguagem acessível, mas que trata de temas profundamente simbólicos e históricos. Ideal para leitores que desejam se aproximar da cultura e da forma de ver o mundo dos povos indígenas brasileiros de maneira respeitosa e sensível. Indicado para jovens e adultos, o livro aborda questões como espiritualidade, organização social, sabedoria ancestral e também traz personagens que representam a diversidade dentro das comunidades indígenas.
Achei Karaíba uma história rápida, interessante e bem detalhada. A narrativa traz muitos elementos da cultura indígena de forma leve, apresentando com riqueza as diferentes tribos existentes no Brasil antes do “descobrimento”, seus papéis sociais, líderes e a forte conexão espiritual com os ancestrais.
Gostei especialmente de como a visão do futuro, trazida pelo Karaíba, faz os personagens refletirem sobre suas próprias guerras internas entre tribos. A organização social retratada é surpreendentemente semelhante a estruturas políticas contemporâneas, com conselhos de líderes se reunindo para tomar decisões pelo bem comum.
O livro também aborda temas relevantes e simbólicos da cultura indígena, como lendas, saberes ancestrais, espiritualidade e o poder das palavras e dos sonhos. Há um respeito profundo pelos mais velhos e pela sabedoria coletiva.
Achei interessante ver a inclusão de personagens como Potyra, uma jovem que não queria seguir o papel tradicional de ser mãe e acaba forçada pelas tradições ao casamento. Também me tocou a história de Perna Solta, uma pessoa com deficiência que quase foi morta ao nascer, considerada inapta para os papéis tradicionais, mas que se torna uma liderança importante por suas habilidades de comunicação.
Apesar de ser uma leitura envolvente e leve, senti que o final foi um pouco rápido demais. Fiquei com a impressão de que a história merecia uma continuação — será que existe?
Karaíba é uma leitura que recomendo a quem deseja se conectar com as raízes indígenas brasileiras através de uma história sensível, simbólica e provocadora.
Essa é a história de Perna Solta, o mensageiro de uma aldeia. Ele é enviado pelo cacique para avisar outro chefe de que o Karaíba (o profeta que vaga pelas florestas) havia trazido notícias terríveis para o futuro. Para que pudessem sobreviver ao que estava por vir, deveriam atentar-se à criança escolhida e em como ela chegaria ao mundo. E, para isso, duas aldeias inimigas deveriam unir-se casando a moça e o rapaz que trarão filhos guerreiros. Adorei a lenda da Kaxi, a filha da Vitória-Régia! A história é super envolvente e só sabemos mesmo quem são os escolhidos na profecia no fim do livro. É bem objetivo e é um prato cheio para ler com o público infantojuvenil! As ilustrações de página dupla do Maurício Negro são incríveis também!
Este livro conta a história de três aldeias e suas estruturas e relações antes da chegada dos Portugueses ao Brasil. Estas três comunidades estão reagindo e tentando lidar com as profecias feitas pelo sábio Karaíba, que prevê algo sinistro acontecendo no futuro (spolier - homem branco e a causa do desastre que está por vir, como há de se esperar).
A escrita do autor é muito fluida e estou curiosa para ler outros livros dele.
Imaginar a vida no território hoje chamado Brasil um pouco antes da chegada dos colonizadores. Que história necessária! O autor conseguiu, a meu ver, conjugar muito bem a tradição de oralidade de seu povo originário com a prática da escrita.
Uma boa obra, mas não sou o público alvo dele (é infantil ou infantojuvenil). Retrata bem as formas de vida dos indígenas antes dos portugueses chegarem aqui.
Um livro interessante para conhecer melhor o modo de vida indígena e aspectos da cultura de diferentes povos. No entanto, é importante notar que a história assume um formato de lenda, o que a torna um tanto superficial.