Neste livro, em boa hora editado no Brasil, o conhecido e reconhecido criminólogo norueguês Nils Christie apresenta-nos um aprofundado e fecundo estudo do sistema de controle penal nos Estados Unidos. Conferindo especial atenção ao subsistema prisional, acentua o autor que o exagerado aumento do número de encarcerados americanos teria estreita relação com a economia de mercado, representando novo holocausto, em virtude da utilização da privação de liberdade como produto, atitude anti-ética e anticultural. No prefácio que Eugênio Raul Zaffaroni fez para a edição argentina destacou-se que o determinante para a massiva intervenção penal não é a modernidade, resultante de rapidez das condenações, bem como da fixação das penas, senão o racismo, que pretende impor as pautas de conduta de determinado grupo, em detrimento das minorias, da civilização inferior. É a globalização do sistema de autênticos campos de concentração (gulags), intolerância racial destinada a colocar as minorias socialmente perigosas sob controle da sociedade pseudodemocrática e intervencionista. É o holocausto da industrialização, a prisão que se expande nos modernos presídios, úteis à profilaxia social e à higienização das ruas. É a indústria das prisões, que tem na liberdade sua principal moeda de troca, que fixa na qualidade o critério de repartição intencional da dor. Dentre tantos outros méritos da obra de Nils Christie destaca-se a configuração empírica e criminológica do modelo americano de controle social, questão tipicamente cultural, mas com grande força expansiva, o que nos leva a meditar sobre nossa política prisional, misto de intervenção penal excessiva com despenalização significativa, e concluir que se há de buscar penas alternativas, que atenuem o castigo da perda da liberdade.
Nils Christie was a Norwegian criminologist known for his criticism of penal incarceration and drug prohibition. Christie was a member of the Norwegian Academy of Science and Letters. He was also the president of the Scandinavian Council for Criminology and the director of the Institute for Criminology and Penal Law in Norway. Christie wrote about the massacre of prisoners from Yugoslavia in Norwegian concentration camps during WWII.
This book does an excellent job at detailing the growth of the prison system, including buildings, equipment, technology, and labor. But Christie stops short of explaining the mechanisms by which this expansion takes place. He implies that the over-reliance on wealth in industrialized countries is the major reason. While I personally believe this implication is in large part true, I wanted this book to explain to me WHY and HOW this assumption operates.
Also, I am immediately suspicious of any work on the modern prison system that does not dedicate a large part to the effects of prison on communities of color and the inner city (in this case he spends less than 2 pages on it!!!)
I am also missing ANY mention of the juvenile justice system
Iedereen met een mening over misdaad en straf, gevangenissen, politieke economie, of eigenlijk gewoon iedereen moet dit boek lezen. Wat een eye-opener, en wat een stof tot nadenken weer.
Nils Christie is what I can only describe as one of the main criminologys of our century. Reading his book is like having someone putting in words everything I think and see in the Penal System.
His book may not be new, but it is definely actual, in the way that we see today the same problems he pointed out in 1990's.