Ao louvar "a contribuição milionária de todos os erros", Oswald de Andrade defendeu, com verve e absoluta originalidade, a fusão de elementos eruditos e populares, a incorporação da oralidade e a abolição de todas as fórmulas pré-fabricadas para expressar o mundo. São ideias indispensáveis para quem procura compreender a cultura brasileira contemporânea. Este volume reúne o "Manifesto Antropófago" e o "Manifesto da Poesia Pau Brasil", duas obras breves e lapidares, verdadeiros registros históricos, além de sete textos preciosos não tão estudados da lavra oswaldiana: "Escolas & Ideias", "falação", "Antologia", "Primeiro Congresso Brasileiro de Antropofagia", "Porque como", "uma adesão que não nos interessa" e "ordem e progresso". Nesta seleta, é possível ter acesso ao projeto estético- -cultural e à crítica contundente sobre a noção de identidade do mais transgressor dos modernistas.
José Oswald de Andrade Souza (January 11, 1890 – October 22, 1954) was a Brazilian poet and polemicist. He was born and spent most of his life in São Paulo. Andrade was one of the founders of Brazilian modernism and a member of the Group of Five, along with Mário de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral and Menotti del Picchia. He participated in the Week of Modern Art (Semana de Arte Moderna). Andrade is best known for his manifesto of Brazilian nationalism, Manifesto Antropófago (Cannibal Manifesto), published in 1928. Its argument is that Brazil's history of "cannibalizing" other cultures is its greatest strength, while playing on the modernists' primitivist interest in cannibalism as an alleged tribal rite. Cannibalism becomes a way for Brazil to assert itself against European postcolonial cultural domination. The Manifesto's iconic line is "Tupi or not Tupi: that is the question." The line is simultaneously a celebration of the Tupi, who had been at times accused of cannibalism (most notoriously by Hans Staden), and an instance of cannibalism: it eats Shakespeare. Born into a wealthy family, Andrade used his money and connections to support numerous modernist artists and projects. He sponsored the publication of several major novels of the period, produced a number of experimental plays, and supported several painters, including Tarsila do Amaral, with whom he had a long affair, and Lasar Segall. His role in the modernist community was made somewhat awkward, however, by his feud with Mário de Andrade, which lasted from 1929 (after Oswald de Andrade published a pseudonymous essay mocking Mário for effeminacy) until Mário de Andrade's untimely death in 1945.
É tão triste terminar um livro cheio de antropofagia de boas ideias, cheio do dinamismo de um manifesto (que não devia ser "de época") e se encontrar encalhado na mesma baía de 100 anos atrás.
Acho que perdemos nossa vontade de lutar e idealizar. Voltamos aos (não velhos) mas arcaicos costumes de conservadorismo colonial, de "confusionismo típico".
- Onde está o tupy or not tupy do progresso prometido pela bandeira da nossa pátria? - Onde está o abolicionismo do nosso eterno estado de letargia? - Onde está o dia em que a nação voltará a ser a pátria voltada ao homem pelo homem ao invés deste estado de espírito sem corpo? (Corpo sem espírito?)
Entre muitos, vários, alguns contextos, não busco a regressão, progressão ou subversão. Só busco a consciência, esta infeliz capacidade, que me causa tristeza.
Em suma, acredito que essa seja uma boa leitura para quem quer abrir os seus horizontes.
Άλλο ένα κομψοτέχνημα της σειράς "Μικρή Βιβλιοθήκη" από τις εκδόσεις Το συγκεκριμένο έργο του Αντράντε είναι καταγραφή σκέψεων με την μορφή αφορισμών. Χρησιμοποιώντας τον συμβολισμό, την έννοια της μεταφοράς, περιγράφει την ανθρωποφαγία, τον κανιβαλισμό, ως αφομοίωση και συγκερασμό πολιτιστικών στοιχείων που οδηγούν σε μια μορφή πολιτισμού αυθεντική, ομοιογενή και όχι υβριδική. Γραμμένο το 1928, είναι μια διακήρυξη του συγγραφέα για την αυθεντικότητα της βραζιλιάνικης κουλτούρας μετά από αιώνες αποικισμού.
"Με ενδιαφέρει μόνο ο, τι όχι δικό μου. Ο Νόμος του Ανθρώπου. Ο νόμος του κανίβαλου."
"Ποτέ δεν εικάσαμε. Μα προφητέψαμε. Είχαμε Πολιτική, την επιστήμη της διανομής. Και ένα κοινωνικό σύστημα σε αρμονία με τον πλανήτη."
"Από τον Γουίλιαμ Τζέιμς και τον Βορονόφ. Η μεταμόρφωση του Ταμπού σε τοτέμ. Κανιβαλισμός."
"Πριν οι Πορτογάλοι ανακαλύψουμε τη Βραζιλία, η Βραζιλία είχε ανακαλύψει την ευτυχία."
A reza. O carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau Brasil.
Mesmo quando eventualmente discordo, admiro as ideias que Oswald manifesta, mas não as palavras. A supressão de pronomes de ligação, por exemplo, é algo que realmente me incomoda. Às vezes seus versos parecem delírios, e, mesmo que seja essa a intenção, fico com a impressão de que os textos contidos no livro teriam tido muito mais força se optasse por uma narrativa mais universal. Há quem diga que a essência de seu trabalho está justamente nessa narrativa, e que transformá-la em universal seria o mesmo que se contradizer, mas penso que não haveria contradição alguma, e que se a essência dele está na narrativa, bem, não me agradou... O manifesto antropófago me soou como o destaque do livro. Gosto do humor e da audácia sonhadora de Oswald. Sem dúvidas, uma importante leitura.
manifesto que resumiu a semana de 22 junto de outros textos. não sou O especialista em filosofia mas, sem querer ser o supla, concordo com os acadêmicos: o conceito de a antropofagia cultural é a maior contribuição do brasil à filosofia.
senti uma vibe nietzscheana na escrita do oswald: ele se comunicava através de aforismos metafóricos, ácidos, poéticos e irônicos. gostei do bom humor desses textos; são cheios de piadinhas e trocadilhos - bem carnavalescos.
Currently reading Viveiros de Castro, I got to Oswald de Andrade as he mentioned his Manifesto Antropófago. I'm absolutely mesmerized by amerindian perspectivism, and the vitality in this text, that is at the same time compressed and expansive like a supernova, is simply out worldly -or better, a hundred percent earthly. It is fascinating the inversion of every Occidental value we have historically given for granted, from epistemology to ontology. The human part in every being reminds me, anyway, to the Spinoza's substance and his ways of being, all participating from some of its attributes: I have yet to read this relationship, so I may be wrong. Anyway, I'll keep on reading.
Os primeiros textos são bem curtos e pouco esclarecem e desenvolvem (entre eles o tal do manifesto), me senti constantemente confuso por não ter um décimo da formação do Oswald. Nos textos mais diretos e desenvolvidos, consegui aproveitar melhor das ideias instigantes e engajantes do autor sobre cultura, política, história, sociedade. O texto sobre Antologia foi bem divertido e engraçado. Acho que precisamos mais dessa vontade de Brasil exposta aqui, tudo hoje em dia parece tão conservador, pessimista e reacionário
Was sent this by another PhD because I made my interest in our labeling ourselves cannibals known. So so fun and deeply satisfying. Eating the bishops. Making fun of the Catholic dad's in Molière. Freud gets his dues for being anti-religion. Mimicry. Shakespeare fun. Art. All the good stuff. Is the art of manifesto writing lost? Probably not in some places, but I have not read any new goods ones, so my heart feels as if they are. This manifesto has bolstered my spirit that essay series on cannibalism may yet be possible despite the fact that I have been told : "that is not history" or "you cannot write seventy pages about a poem a man sings to his snake." Manifesto is quick read: https://writing.upenn.edu/library/And...