De Pondal pouco se pode criticar, a sua obra é central demais na literatura galega (como um dos pés do Rexurdimento) e distante demais dos nossos tempos como para que julgar a sua qualidade, ou se gostei da sua poesia ou nom, seja particularmente relevante à obra em si. No geral, como pessoa mais bem desconhecedora da poesia, encontrei a poesia de Pondal mais palatável que a moderna (entendendo que é mais umha carência minha que umha crítica desta última), ainda que alguns poemas eram tematicamente questionáveis (alguns chegando a soar a romantizaçom da violaçom). No geral gostei, ainda que os lugares comuns podem chegar a ser repetitivos.
Já sobre a ediçom, tenho opinions mais negativas: abre o livro umha brevíssima nota sobre as ediçons, de umha página, sem introduçom à vida ou obra de Pondal, como si tenhem muitas outra colecçons e antologias; as notas de rodapé som mui inconsistentes entre os livros, e escassas em todos menos um; nos apêndices do final, o primeiro chama a atençom a certos aspectos gramaticais pouco comuns dialectalmente (polo menos actualmente), o qual pode ser útil para muitos leitores, mas o segundo (vocabulário) é absurdo, com várias páginas de termos "complicados" como «verdá: verdade» ou «cara: cara a».
Nom consigo entender se este glossário vem de um universo paralelo onde o galego está tam normalizado que a pessoa média nom entende os castelhanismos, umha celebraçom do galego normativo como puríssimo ou umha burla ao mais "reintegracionista" dos pais do Rexurdimento, mostrando todos os seus castelhanismos. Polo contrário, contei uns 50 termos que desconhecia, muitos dos quais nom entendim no contexto, e que nom figuram em nengum glossário ou nota de rodapé. Como se pode ver, esse foi o aspecto que mais me molestou.
Em resumo, um jeito aceitável de ler a obra de Pondal, ainda que poderia ser melhor.