Júlio não é exatamente o tipo de pessoa que gosta de ir às festas. Para falar a verdade, ele é o tipo de pessoa que se obriga a fazer as festas. E, enquanto todos os convidados se divertem às custas das bebidas que ele comprou e da ausência providencial de seus pais, tudo o que o rapaz faz é ficar no canto mais escuro da sala – com um copo de suco na mão, à espera da companhia de seu único amigo.
Entretanto, tudo está para mudar quando Cauã – também conhecido como o cara mais popular do último ano – nota a presença atrapalhada do dono da casa. Com isto, a invisibilidade de Júlio parece não existir mais; e entre encontros, desencontros (e uma boa dose de telefone sem fio), a improvável dupla irá descobrir no decorrer da noite que as aparências quase sempre enganam.
“Os Reis da Festa” é mais uma divertida história de Henri B. Neto – autor de “Contra Tempo”, “Recomeço” e as novelas de “Regras da Atração”.
Nasci no Rio de Janeiro, no famoso e descolado ano de 1989 (obrigado, Taylor Swift). Por culpa da minha mãe, gosto de livros desde pequeno - e não é nenhum segredo pra ninguém que as minhas histórias favoritas geralmente envolvem Grandes Escolhidos, personagens LGBTQ+, um casal cão e gato, conclusões que muitos odeiam ou todas as alternativas em um único combo.
Nas horas vagas, gosto de arriscar alguns rabiscos, escutar música pop dos anos 2000, além de assistir a séries de comédias antigas e que já foram repetidas à exaustão na televisão (olá, Chaves). Atualmente, divido o meu tempo entre a Faculdade de Pedagogia, meu blog & canal no Youtube sobre romances de literatura pop e na produção de novas histórias voltadas para o público jovem.
Essa história realmente me fez sorrir como um adolescente apaixonado, e só por isso ganhou vários pontos comigo, e por ter um desenvolvimento de personagens tão bom, mesmo sendo tão curtinha me arrebatou de uma vez.
Os dois protagonistas são bem carismáticos e nos ganham logo de cara e sem esforços, quando vemos já os amamos e torcemos feito loucos pra que o romance dê certo, e eles se peguem logo, porque é isso que queremos quando lemos um romance, queremos beijos, e diálogos fofinhos para aquecer nosso coração (eu tenho usado essa frase com frequência, desculpem). Gosto da dinâmica da história, do fato de cada capítulo ser narrado por um dos meninos, isso pode ser muito útil quando feito da forma certa, e Henri acerta com maestria.
A naturalidade na história é o que mais me chama atenção, poucos autores conseguem deixar seus personagens tão naturais, principalmente em histórias YA, claro que rola todo um clichê adolescente, mas não é pesado, lemos frases como “barraca armada” ou “o zíper da calça começando a apertar” de uma forma muito natural, porque nós mesmo já a dissemos, ou já pensamos, não são coisas que só vimos em filmes americanos.
Em suma, amei, amei de verdade. E só dando uma ideia de leve: o Henri poderia escrever uma outra história com esses personagens, ou umas outras histórias, sem pressão.
Achei engraçadinho no começo; pensei: olha só, mais um clichêzinho legalzinho pra desestressar e tal.. Mas sabe o que me deixa encucada? É o tanto de americanização que tem nessa noveleta - não é um conto, nem um romance, então vou chamar de novela mesmo. E de um autor brasileiro, poxa. E isso me deixa nervosinha sim. Toda a ambientação é americanizada demais - a família europeia, a ideia de festa em casa, os _copos vermelhos_, nossasenhora fiquei me remoendo enquanto lia. Todos os personagens agem como se fossem americanos, os maneirismos são norte-americanos, _falam_ assim, inclusive tenho a nítida impressão de que os diálogos foram escritos/pensados em inglês e depois traduzidos, sabe? Se os nomes deles não tivessem sido "abrasileirados" para Júlio e Cauã, o que nem condiz com a ideia americana do negócio, né, eu nem teria percebido que tinha sido escrito por um autor nacional. Além disso, o texto precisa de uma revisão urgente. Há vários momentos de palavras cortadas, letras fora do lugar, etc. Enfim. Fiquei chateada e em vez de me desestressar, terminei de ler só pra constar que a gente precisa abrir a cabeça e escrever coisas mais _originais_. Aliás, é isso, resumindo: falta originalidade.
[resenha completa em breve no marcadocomletras. com]
Eu gostei! É um conto bem clichê, mas um clichê bem usado, que funciona no sentido de te fazer gostar dos personagens e do romance deles. Acho que poderia ser um pouco menor porque acaba se arrastando mais do que deveria até chegar ao ápice da história. Mas não é nada que estrague a leitura. :)
Definitivamente, esta é a história do Henri que eu mais ri enquanto lia. Toda a situação do Júlio e do Cauã se respondendo, e o fato do primeiro não gostar de fazer festas mas fazer por conta dos pais, é propositalmente sem noção - e acho que isto foi o que fez toda a diferença. A história conta com dois pontos de vistas diferentes, e a voz dos protagonistas realmente não soam a mesma. Enquanto um é mais sarcástico e um tanto quanto dramático, o outro é todo resolvido e desbocado... E me apaixonei completamente pelos dois. O mais engraçado de tudo foi que eu me identifiquei em vários momentos com o Júlio, seja pela sua fixação por livros ou mesmo por querer fazer algo por outras pessoas para agradar - quando por dentro está se remoendo. Eu me conectei tanto com tudo, que até tirei a minha velha Capricho de Crepúsculo, só por ela render toda uma situação na história que me deixou super nostálgica. Porém, o mais legal é que, mesmo sendo uma história divertida e repletas de referências à cultura pop, o Henri ainda tira um tempo para falar de coisa séria, como a invisibilidade bissexual. Com toda a certeza, Os Reis da Festa mostra toda a evolução narrativa dele, e está sendo maravilhoso de se acompanhar.
Sabe aquela leitura gostosa que te deixa com um sorriso bobo no rosto o tempo todo e suspirando ao terminá-la? Pois bem, este aqui é um exemplo incrível disso. Gostei demais de Julio e Cauã, de como eles agem, pensam e falam como adolescentes ao mesmo tempo que brincam com os estereótipos do YA, adorei a forma que o Henri desenvolve o romance entre eles (que vai de uma atração pra realmente um conhecer melhor o outro) e o tanto de coisas que o autor trabalha em poucas páginas me surpreendeu demais. Sem dúvida um dos melhores romances que já li (comédia romântica LGBTQ+ nunca é demais, gente) e com certeza vou ler outras histórias do Henri. Recomendo demais! AAAAA <3
O Henri tem uma habilidade sobrenatural de arrebatar o seu leitor nas primeiras páginas. As vezes por conta do enredo, outras por causa do seu protagonista sempre tão humano e cativante. Muita das vezes por conta dos dois misturadinhos. Em Os Reis da Festa não poderia ser diferente.
Júlio é cativante do inicio ao fim. Acompanhamos o seu desenvolvimento na trama de pertinho e é adorável assistir o até então tímido, atrapalhado e conformado adolescente atirar-se as cegas por conta de um sentimento brotando em seu coração. Cauã precisava se encontrar em meio aos sentimentos e é em Júlio que desperta nele essa necessidade de cortar as ervas daninhas da sua vida e seguir em frente.
Eles tem seus desenvolvimentos individualmente até se encontrar em um lugar em comum, onde poderão (ou não) viver aquele sentimento inesperado nascendo neles.
A escrita de Henri é uma delícia e ele estava muito inspirado, nota-se isso nas piadas certeiras e comentários sobre a cultura pop. A interação entre os personagens é absurdamente natural que, em muitos momentos, me levou a acreditar que eu tive uma conversa semelhante com os meus amigos. O conto é dividido entre o ponto de vista de Júlio e Cauã, isso fica claro pela mudança de linguagem, o primeiro fala e pensa de um modo mais solto e ansioso, já o segundo deixa seus pensamentos fluírem de um modo mais sucinto que imprime bem em seu comportamento e diálogos. Eu não peguei um errinho de revisão e GENTE, olha essa capa! Eu sou apaixonada por ela. Eu queria um poster para ficar admirando todos os dias. Amei retornar ao clima das paixões fugazes e imortalidade jovial da nossa adolescência ao devorar esse conto. Henri acertou em cheio e me levou de volta aos meus 16 anos.
E eu digo, todo mundo merece ter um Júlio como melhor amigo.
Foi um conto bem rápido que eu li de uma vez só. Eu gostei bastante. Como um conto, a história funciona bem. É uma ótima leitura, rápida e tranquila também. Aqueceu meu coração, na verdade!
Sabe aquela história leve e gostosa? Aquela, que te faz sorrir, suspirar e gargalhar junto às personagens? Os Reis da Festa é exatamente assim. Cauã e Júlio conseguem se tornar cativante logo no início e logo você está ali, torcendo por eles e esperando quando eles vão se beijar e acabar com a tensão. É uma história clichê, mas com personagens principais e secundários que conseguem ter atenção e personalidade próprias (e só com isso, ganhou vários pontos comigo).
Como qualquer clichê adolescente, tem uma pitada de drama, desentendimentos e confusões, mas tudo isso só torna a história mais divertida. Mesmo que curta (para a infelicidade de todos e, principalmente, minha) ela nos traz aquele quentinho no estômago, aquele que nos dá vontade de viver o mesmo que o personagem e nos faz perguntar a nós mesmo quando vamos encontrar um Cauã. Mesmo a escrita é extremamente gostosa e flui super bem e, ao final, nos faz ter aquele gostinho de quero mais.
Para o autor, gostaria de pedir muito que, se um dia, ouvir um chamado do Júlio ou do Cauã, escrevesse a história dos dois novamente, pois os dois são simplesmente encantadores. Por enquanto, vou ficar aqui, imaginando o que acontece após o final do início desses dois.
Simplesmente amo o que o Henri B. Neto fez nessa novela! Aqui, temos aquele clássico clichê de filmes teen norte-americanos, em uma história ambientada numa festa de colegial promovida por Júlio, um garoto que não se identifica com os populares da sua escola, mas se obriga a promover festas em sua casa para agradar os pais e passar uma imagem de que é popular quando, na verdade, não se encaixa nesse mundo. No outro lado, temos Cauã, um garoto descolado, popular e atraente, que se interessa por Júlio durante a festa, mas uma série de eventos inusitados acaba dificultando o envolvimento dos dois. O que eu mais gostei nessa história foi a maneira como o Henri pegou os clichês e estereótipos comuns nesse tipo de narrativa e os subverteu, fugindo completamente dos padrões, isso inclui uma abordagem que não é focada na descoberta da sexualidade, com personagens bem resolvidos com essa questão. Os nove capítulos são intercalados pela narração de Júlio e do Cauã, proporcionando ao leitor uma riqueza de perspectivas, tendo a oportunidade de entender os sentimentos e as motivações de ambos os protagonistas.
Gente, sabe aquela leitura feita na hora certa? Essa foi uma dessas pra mim. A história é curta e bem simples, mas foi feita com uma maestria! Mesmo se passando numa noite de festa (e eu não ser uma pessoa festeira), achei super que super aqueceu o meu coração 🩷 A escrita do Henri aqui está super fluida e num piscar de olhos você já termina o livro, com uma sensação meio que de pertencimento, meio de felicidade (por dar tudo certo entre o casal, óbvio)
Tão gostoso de ler! Tão suave... A história contada por 2 pontos de vista diferentes teve um quê a mais, certamente. Sabe filme americano de high school? Tem mais ou menos essa sensação (o que me pareceu um pouquinho irreal pro contexto Brasil, mas...), com um final bem aconchegante. Super recomendo!
Que delícia de leitura! Esperava uma história leve e divertida e encontrei, além disso, uma história doce e fofa, cheia de referências da cultura pop, representatividade e ainda saí com um shipp e um crush (#TeamCauã). Só ganhei! Amei! Essa é a primeira história do Henri (que vi direitinho nas entrelinhas) que leio e com certeza lerei as outras.
Não consegui entrar na história. Se os protagonistas não fossem Júlio e Cauã, eu acharia que era a tradução de um livro americano. Essa história não é brasileira, ela se passe em algum lugar onde adolescentes falam português, mas xingam em inglês. Onde nas festas, as pessoas usam copos vermelhos (que no Brasil usa isso??). Muito americanizado e creio que essa não era a intenção.
Alguns erros de digitação e concordância me incomodaram um pouco, pareceu que não foi revisado com cuidado. Também achei alguns diálogos - principalmente os do final - meio irreais e umas formas de falar meio americanizadas. Não acreditei muito no desenrolar dos acontecimentos. Mas é um clichê bom de ler.
esse livro era tudo que eu precisava pra me distrair da realidade pandêmica que estamos vivendo. Um livro super leve, fofo, com final feliz.. e ainda com um personagem bi! Mais legal ainda é poder prestigiar um escritor carioca <3
Muito gostosinho de ler, só não curti alguns dos diálogos que achei meio artificiais e o lance de como foi resolvido o "ciúmes" que o Júlio tinha do Cauã com a Cinthia
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achei muito fofo e amei, só fiquei meio chateada porque senti como se tivesse lido uma tradução de uma história estadunidense com os nomes abrasileirados, queria que fosse menos americanizado :/
Bem aquele clichêzão adolescente de filme dos EUA. Mas uma versão BR (povo rico, né? kkkkk eles tem mesmo copo vermelho?). É muito divertido! É basicamente isso que tenho para falar mesmo.
A trama tem muito potencial, mas tem um viés estadunidense que me incomoda. A história se passa no Brasil, mas há algo na caracterização dos personagens e dos lugares que parece vir de um modelo que não é o nosso. Além da presença de adereços como o copo vermelho ("red solo cup") e expressões como cores reais (da original "true colours") que parecem fora de lugar ou super roteirizadas.
De toda forma, gostei da maneira que o autor escreve e vou procurar outros livros para amenizar essa primeira impressão. 😉