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Os Clandestinos

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335 pages, Paperback

First published February 1, 1972

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Fernando Namora

50 books53 followers
FERNANDO NAMORA nasceu a 15 de Abril de 1919, em Condeixa-a-Nova. Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (1942), exerceu clínica na sua terra natal, na Beira Baixa e no Alentejo e foi assistente no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa. Estreou-se nas letras com o vol. de poemas Relevos (1933); o seu terceiro livro de poesia (Terra, 1941) iniciou a colecção “Novo Cancioneiro”, órgão do Neo-Realismo, do qual fazia parte nomes como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio e Rui Feijó. Além de poesia e romances publicou contos, novelas, memórias, narrativas de viagem e biografias romanceadas, tendo a sua obra sido traduzida em várias línguas: As Sete Partidas do Mundo (1938), Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945); Minas de São Francisco (1946); Retalhos da Vida de Um Médico (1949-63), em dois vols.; A Noite e a Madrugada (1950); O Trigo e o Joio (1954); O Homem Disfarçado (1957); Cidade Solitária (1959); Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego); Diálogo em Setembro (1966), Os Clandestinos (1972); Cavalgada Cinzenta (1977); Resposta a Matilde (1980); Rio Triste (1982, Prémio D. Dinis); Nome para Uma Casa (1982); Sentados na Relva (1986). Em 1981, foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura pelo PEN Clube e pela Academia das Ciências de Lisboa. Foi condecorado pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 1988. Faleceu a 31 de Janeiro de 1989, em Lisboa.

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Profile Image for Luís.
2,397 reviews1,406 followers
January 31, 2026
Fernando Namora writes a highly critical book concerning the bourgeoisie. The narrative revolves around the apathetic life of the artist Vasco. Vasco has his adventures with his beautiful and terrible lover, who holds him in a way that even he doesn't know how to explain, and his wife is almost a burden that oppresses him. So naturally, Vasco doesn't dare to react. Even his art is now submissive, as he has no autonomy since everything is ordered. Throughout history, the protagonist remembers being arrested during the military dictatorship in Portugal, and that's what else bothers him: the loss of a whole revolutionary dream that made him a bourgeois like any other, a man utterly contrary to what he wanted to be.
Profile Image for Vygandas Ostrauskis.
Author 6 books159 followers
February 1, 2022
3,5/5

Lietuvių kalba išleistas pavadinimu "Slapčiomis" ("Vaga", 1979 m.). Gan įdomus trumpasis romanas, supažindinantis su diktatoriaus Salazaro laikų Portugalija. Gal romanas ir buvo išverstas į lietuvių kalbą todėl, kad autorius meistriškai vaizduoja kaip diktatūra, kai veši melas, niekšybės, smurtas, žlugdo meną, kultūrą, moralę, fiziškai naikina dorus žmones, tačiau yra ir kovotojų, kuriuos vienija kilnūs polėkiai ir jie tiki šviesesne ateitimi.
Moralinį atgimimą po nuosmukio pasirenka ir pagrindinis romano herojus skulptorius Vasko Roša.
Profile Image for tiago..
472 reviews133 followers
March 6, 2023
Afastando-se dos retratos de miséria e sofrimento por que melhor se conhece o seu trabalho, n'Os Clandestinos Fernando Namora nem por isso desiste de retratar a sociedade em que vive. Desta vez, os protagonistas são os membros da burguesia portuguesa, uma criaturas amodorradas e complacentes, condenadas a um ciclo de hipocrisias quotidianas. O personagem central, Vasco, é um escultor e ex-membro da resistência ao regime que leva uma vida feita de arte submissa e conversas hipócritas, mais preocupado em não levantar ondas do que em ser honesto consigo mesmo e com aqueles que o rodeiam.

Este romance é também a história de Jacinta, a sua amante, uma mulher caprichosa e sádica, que mantém a relação com Vasco viva através de mútuas torturas e de pequenos ataques. Leva, como Vasco, uma vida em negação de si própria; e por isso, talvez, se acha naquele quarto enfezado onde se encontra com o amante, em busca de algo que a arranque à melancolia da sua realidade.

Embora se tente retratar como uma viagem de transformação para Vasco, a verdade é que a sensação que me ficou ao longo do livro foi a de um estatismo completo. O primeiro terço do livro estabeleceu uma cena: os restantes, só a mantiveram; e daí resulta que o livro me tenha parecido algo entediante em partes, por bem escrito que estivesse. De Fernando Namora, haverá melhor.
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