A solidez do casamento de Oscar é ameaçada pela chegada de Nelson, ex-namorado de sua mulher e desafeto dos tempos de juventude. Recém-chegado do Acre, ele se muda para o mesmo prédio do casal, na Vila Buarque, centro de São Paulo. Perdido entre a paranoia, o ciúmes de Marcela e lembranças de adolescência nas praias de Santos na década de 1980, Oscar vaga por São Paulo esbarrando em feridas do passado e ameaças de violência que parecem sair das ruas e invadir com força sua rotina morna e previsível. Acre mergulha o leitor numa cidade sufocante e hostil, onde preconceito, brutalidade e decadência brotam a cada esquina.
Lucrecia Zappi nasceu em Buenos Aires, em 1972. Mudou-se aos quatro anos para São Paulo e passou parte da adolescência na Cidade do México. Estudou Artes Plásticas na Academia de Arte Gerrit Rietveld, na Holanda, e trabalhou como repórter para a Folha de S. Paulo. Atualmente mora em Nova York, onde cursou mestrado em Criação Literária pela NYU. Seu primeiro livro, MIL-FOLHAS (Cosac Naify, 2009), foi vencedor do prêmio internacional Ragazzi, finalista do Jabuti na categoria Gastronomia, além de ter sido selecionado para o catálogo White Ravens. ONÇA PRETA (Benvirá), seu primeiro romance, saiu em 2013.
A tensão entre passado e presente, evocada pelas lembranças do narrador Oscar em torno da adolescência compartilhada com Nelson e Marcela (essa triangulação que é a base do romance), não me parece suficiente para dar conta do tipo de vigor que o livro adquire a partir do capítulo 5 (já ali perto da página 70, quando a figura de Nelson passa a marcar presença na trama). Até esse ponto - que coincide com a festa no condomínio - minha impressão era de que Zappi não conseguiria ir além dos "white people problems", sem tocar naquele tal "nervo da experiência contemporânea" prometido pela orelha. A presença de Nelson, porém - seu antagonismo meio passivo-agressivo e cheio de lacunas preenchidas pela desconfiança do narrador -, dá um outro tom ao livro. Enquanto o início me lembrou um "Longe da Água" sem a mesma profundidade traumática e filosófica atingida pelo Laub, o restante da narrativa me trouxe referências que foram do cinema de Kleber Mendonça Filho em "Som ao Redor" ao de Mariano Cohn y Gastón Duprat em "O Homem do Lado", passsando pela óbvia (e já apontada por aí) relação entre o Oscar e o Bentinho de "Dom Casmurro". A partir do passeio de Oscar com seu amigo Adriano pelas ruas de uma São Paulo pré-cruzada-higienista da gestão Dória, Zappi começa a virar a classe média do avesso e expor suas fraturas morais, suas hipocrisias e preconceitos. Todo o restante do romance é um turbilhão dessa neurose contemporânea, alimentada pela rotina da metróple e pela ordem de um cotidiano pseudo-pacato, sempre prestes a se romper e se transformar numa tragédia (senão coletiva, pelo menos doméstica).
Admiro as pretensões da autora. Produzir uma narrativa que manuseie simultaneamente temporalidades distintas, de um ponto de vista de um personagem que revê seu passado por meio da memória, é desafiador. Infelizmente, o resultado é morno e a narrativa demora a engatar. De início, o uso dos tempos verbais e de outros marcadores temporais compromete a compreensão e a percepção da história. Em alguns momentos, falta verosimilhança nos ganchos, nos diálogos e na caracterização dos personagens. As descrições sobre o uso de maconha e de outras drogas também é bem quadrada, e o retrato da vida social nas ruas de Santos dos anos 1980 poderia ter sido melhor estudada. Caminhando para o fim a história esquenta e quando está ficando envolvente o livro termina. Uma pena!
O livro testa o tempo inteiro a inteligência do leitor. Já começando com uma incrível coincidência para justificar o reencontro de três pessoas do passado. Entendemos que a cidade é um personagem, mas não de forma natural. Essa sensação é forçada o tempo inteiro por diálogos que dificilmente aconteceriam, como por exemplo o personagem principal comentar sobre arquitetura com um vizinho que é claramente desinteressado no assunto. Durante a leitura fui me deparando com recursos rasos de imersão. Não comprei a idéia do Acre, não me senti ambientado lá. Entendi quando a escritora quis finalizar a estória de um jeito aberto (lembrando o cinema argentino e europeu), mas a forma como isso foi feita pareceu bastante preguiçosa.
Muito inverossímil: as atitudes dos personagens, os diálogos, as situações, a contextualização dos anos 80, as coincidências meio absurdas (como morar no mesmo prédio do inimigo de juventude de outra cidade e ser amigo da mãe dele sem saber, ou ser cúmplice do assassinato de uma pessoa aleatória que vem a ser alguém relevante imbricado na situação toda). O livro força a barra o tempo todo, até na linguagem, com umas frases pretensiosas e um estilo de misturar fala com narrativa, que mais atrapalha e confunde do que agrega.
o livro vai descrevendo situações, você vai se envolvendo e sua escrita simples do banal vai te pegando, enquanto disseca as nuances dos personagens. me lembrou um pouco a Donna Tart (embora menos erudito em sua simplicidade), com personagens com os quais você vai imaginar se seus tipos vivem perto de você...
ps: impressionada com a qualidade das publicações da todavia. a editora está de parabéns.
Não acredito em textos neutros. Por mais que nos empenhemos em nos manter imparciais, sempre transparecerá um fundo de opinião naquilo que escrevemos. Dito isto, me dou ao direito de, logo de início, romper com a neutralidade esperada de uma resenha para falar da obra de cerca de duzentas páginas da autora Lucrecia Zappi, “Acre”, dado que neste caso é indiscutível o peso da minha experiência pessoal para o interesse no livro, publicado em julho de 2017 pela editora Todavia. Tendo passado minha infância em Rondônia, encontro-me hoje, depois de tantos anos distante do Norte, cercada de por uma deliciosa nostalgia amazônica sempre que me deparo com conteúdos relacionados à essa região do Brasil. A sinopse reforça ainda mais um vínculo afetivo anterior à leitura, estreitado pelas minhas próprias relações com o Acre, com o norte do país e meu retorno a São Paulo. A trajetória de Nelson, ex-namorado de Marcela, e suas viagens pelo litoral e interior do Brasil, seguido pelo seu retorno à capital de São Paulo, aguçou minha curiosidade: que impactos teriam tais vivências na vida do marido da mulher em questão, e narrador em primeira pessoa da história? Por que um relacionamento amoroso de adolescência poderia causar tantos transtornos a um casamento duradouro? Com estas dúvidas iniciei a leitura. Os quinze capítulos trazem o ponto de vista de Oscar, que se empenha em narrar o modo como sua vida e a de Nelson estiveram emaranhadas desde a infância, seja pelos cenários em comum, seja pelos amores em comum. Tanto Oscar quanto seu rival tiveram suas infâncias na Vila Buarque, centro de São Paulo, e passaram por uma conturbada mudança para Santos na adolescência, momento em que se encontraram pela primeira vez. O relacionamento de ambos aparenta ser, desde o princípio, muito conturbado. Contudo, passado o confronto inicial, as desavenças entre eles ficam contidas por anos, tendo como ápice a ligação de ambos com Marcela que, após um envolvimento amoroso com Nelson e mesmo uma fuga misteriosa com este, acaba por se casar com Oscar. Um relacionamento muito frio e suspeito, que poderia parecer algo completamente à revelia de Marcela, não fossem as injustificáveis décadas que ela permanece casada, sem um grande motivo aparente que não comodismo - ou amor? A narrativa é fluida e instigante, mesmo para os leitores que, como eu, não são grandes apreciadores do recurso do flashback. O modo como a história é conduzida, nesse costurar de passado e presente, desperta a curiosidade a cerca das motivações das personagens e nas relações que mantém - ou não - umas com as outras. Há uma crescente expectativa, gerada pelo entretecer de passado e presente, de que os dois tempos venham a convergir numa revelação surpreendente. Espera-se que os devaneios acerca do passado contribuam para a solução dos mistérios nascidos nas praias santistas e fermentados ao longo dos anos, a ponto de explodir com o retorno de Nelson. Fica claro, neste ponto da leitura, que acre não se refere necessariamente ao estado, mas ao sabor que Oscar experimenta com tantas lembranças e questões indigestas em sua vida, que acompanhamos através de seus olhos, cheios de expectativas para uma resolução. Deste modo, a leitura é voraz até o fim da obra. Há um óbvio paralelo machadiano com um narrador paranóico de ciúmes pela mulher e a dúvida assoladora acerca da fidelidade dela, repassada ao leitor que conta apenas com o ponto de vista conturbado de Oscar. É esperado, contudo, que o desempenho não venha a ser magistral como em Dom Casmurro, e a tentativa de deixar as questões em aberto, como fez Machado, é o ponto fraco do livro, sem dúvida. O término parece repentino e, na melhor das hipóteses, deixa o desejo por uma continuação. De todo modo, para uma leitura de viagem, que nos transporta do centro paulista às praias santistas da década de 80 é um livro delicioso e incitador, com bons diálogos e descrições muitos sensíveis das personagens. É o segundo romance da autora, de modo que a expectativa para as seguintes é positiva, na esperança de mais respostas - ou pelo menos de mistérios mais grandiosos.
acre é narrado pelo protagonista Oscar, o qual delineia o antigo amigo de Santos - e também ex-namorado de sua esposa. mais do que uma construção ruinosa do amigo, que beira a linguagem machadiana, Oscar marca todas as camadas de violência urbana em SP. a questão do justiceiro, um fascismo de cara, a classe média paulista sustentada pela hipocrisia.
nunca tinha lido algo que lidava tão bem com a cidade de são paulo, sublinhando todas as contradições. o livro vai e vêm, com uma escrita maravilhosa da Lucrecia que fez me pensar muito sobre todos os pontos de violência que estão mais do que nunca acesos no cotidiano.
O que faz um livro prender ou dispersar seu leitor? A literatura tem o poder de transportar-nos para outros mundos, provocar reflexões ou, às vezes, nos deixar presos em um labirinto de monotonia. Acre, de Lucrecia Zappi, é um desses romances que prometem uma tensão psicológica intensa, mas que, ao longo de suas páginas, desafia a paciência do leitor com sua apatia narrativa e personagens desinteressantes. A trama gira em torno de Oscar, um homem cuja rotina pacata na Vila Buarque é ameaçada pela chegada de Nelson, um fantasma do passado que retorna do Acre para habitar o mesmo prédio que ele e sua esposa, Marcela. O livro alterna entre o presente do protagonista e suas lembranças de uma adolescência à beira-mar, em Santos, no final da década de 1980. O retorno desse antigo rival desperta uma inquietação difusa em Oscar, que oscila entre paranoia e nostalgia. Mas será que a angústia do protagonista reverbera no leitor, ou apenas o conduz por uma leitura desprovida de envolvimento?
Escolhi ler Acre por um motivo simples: a história se passa no meu bairro. Era tentador imaginar que a familiaridade com as ruas da Vila Buarque me aproximaria dos personagens, tornando a narrativa mais palpável. No entanto, essa expectativa logo se dissipou. O cenário, ainda que bem descrito, não possui vida própria, não se torna um personagem, nem sustenta a atmosfera necessária para preencher os vazios deixados pela trama. O bairro está lá, com seus edifícios antigos e suas figuras marginais, mas sem função narrativa real. É um palco para eventos que deveriam ser tensos, mas que, ironicamente, carecem de tensão.
Desde as primeiras páginas, Acre se revela um desafio. Pensei seriamente em abandonar a leitura, mas persisti, acreditando que a tensão prometida entre Oscar e Nelson traria algum fôlego ao enredo. Ledo engano. Os personagens carecem de carisma e, pior, de qualquer traço que desperte empatia ou repulsa genuína — apenas uma espécie de indiferença incômoda. Oscar, nosso narrador, está sempre oscilando entre a letargia e uma paranoia sem substância e repetitiva. Marcela, sua esposa, existe como figura decorativa, e Nelson, o grande catalisador do conflito, nunca se materializa como uma ameaça real. A estrutura narrativa, alternando entre presente e passado, falha em criar impacto: os flashbacks que deveriam lançar luz sobre as tensões do presente apenas reforçam o marasmo da história.
Por um momento, achei que o romance tomaria outro rumo. A chegada de Nelson poderia sugerir um triângulo amoroso — um retorno carregado de sentimentos mal resolvidos e da insegurança do narrador. Depois, quando a narrativa começou a enfatizar os flashbacks de Santos, imaginei que se tratava de um mistério envolvendo esse passado compartilhado, mas sobretudo a figura de Nelson. Em determinado ponto, uma nova hipótese: seria Acre um thriller, uma investigação sobre crimes urbanos? A expectativa crescia à medida que Adriano, médico e síndico do prédio, arrastava Oscar para uma ronda noturna pelo bairro, conduzindo-o pelas ruas sombrias e apresentando-o às travestis que ali reinavam, como se desvendasse um submundo que apenas ele conhecia. Esse trecho, ápice e melhor parte do livro, carregado de subtexto e tensão, parecia prenunciar algo sombrio — talvez um mergulho na violência que permeia a cidade, talvez um estudo sobre a classe média paulistana e seu desprezo pelas margens. Mas nada acontece. O ponto alto da leitura é apenas uma promessa não cumprida, uma trilha que se dissipa antes mesmo de se tornar um caminho.
A grande questão que permeia Acre — afinal, houve ou não traição? (se a ideia foi recriar um novo Capitu, Bentinho e Escobar, Zappi falhou miseravelmente) — jamais se torna instigante o suficiente para justificar a inquietação de Oscar ou prender o interesse do leitor. O protagonista se perde em devaneios que não levam a lugar algum, e a suposta ameaça que Nelson representa não se concretiza de maneira significativa. Há um vácuo de propósito que permeia toda a obra. Se o livro se pretendia um estudo sobre masculinidade, violência e paranoia urbana, seu efeito acaba sendo o oposto: uma história que caminha para a inércia, onde mesmo os momentos de maior tensão se dissipam antes de deixar marcas.
E sobre o final: que final? O desfecho, ou a falta dele, é a culminação perfeita da apatia que permeia Acre. Em vez de qualquer clímax significativo, o livro se encerra de forma anticlimática, com um final em aberto que flerta com o cafona. A última oportunidade de trazer impacto se esvai quando Décio, o porteiro, finalmente revela a Oscar o que sabe (ou inventa), apenas para que o protagonista reaja com a mesma passividade e inércia que marcaram toda a narrativa.
A leitura de Acre foi uma experiência frustrante. Havia potencial para um romance psicológico intenso, um estudo sobre medo e desejo reprimido, um thriller urbano. Em vez disso, encontrei uma história desinteressante, personagens insípidos e um ritmo que oscila entre o enfadonho e o puramente frustrante. O bairro está lá, os conflitos estão lá, mas faltam vida, pulsação e, acima de tudo, um sentido de urgência que prenda o leitor. Algumas histórias se beneficiam de uma narrativa mais lenta e introspectiva; Acre, no entanto, parece apenas um livro que nunca descobre sobre o que realmente quer falar.
Estória estranha, que conta situações envolvendo um casal e o prédio onde moram. Uma estória paulista, paulistana, santista. O final podia ser mais elaborado. Parece que ficou algo pendente.
Definitivamente “Acre” é o meu estilo de livro. Eu simplesmente adoro este tipo de história, uma espécie de crônica do cotidiano moderno em que adentramos as relações complicadas de um determinado grupo de pessoas e acompanhamos os seus conflitos e aflições. Me lembra em determinado (e moderado) grau o grande mestre Machado ou os textos trágicos do Nelson Rodrigues.
Em “Acre” é como se estivéssemos na fila do supermercado e, por uma fração de poucos minutos, ouvíssemos um breve relato da complicada relação entre Oscar, Marcela e Nelson.
O texto é muito bem escrito e fluído e, a história, instigante. Além disso, é muito gostoso ler algo ambientado em sua própria cidade, com descrições de locais que você conhece, acredito que a imersão se torne ainda maior (não se engane pelo título “Acre”, a ação se passa mesmo em São Paulo, em especial na região de Santa Cecília/Higienópolis).
O meu único problema com o livro é exatamente essa sensação que tive de estar no supermercado ouvindo a história: quando ela começa a ficar boa, já realizei o pagamento e tive que ir embora, sem saber o que acontece a seguir... (me lembrei muito dos contos do Rubem Fonseca, aqui).
PS. Notei que em pelo menos dois trechos do livro a autora usa a construção “entre eu e ele” sendo que o correto seria “entre mim e ele”, algo aceitável se o texto tivesse sido traduzido, mas triste de ver em um texto originalmente escrito e revisado em português.
Gostei do enredo, da descrição dos espaços e cidades. A princípio gostei do texto despretensioso, invadido pela linguagem oral. Mas, de repente, o narrador tem pensamentos proustianos demais para um dono de loja de lustres; ou uma conversa prosaica e cheia de deliciosos coloquialismos adota um vocabulário de quem acabou de sair de uma aula de filosofia; a fala da travesti da praça também não combina com o estilo de vida que a pessoa leva. Soa como se a autora não tivesse conseguido se conter e precisou lançar mão de algumas doses de erudição, como que para sinalizar intelectualismo. Acre vive muito bem sem esses penduricalhos intelectuais, a história e os personagens não precisam disso. Esses pequenos exageros desorientam o leitor, criam pistas falsas, distorcem o realismo que predomina. Inclusive, a literatura brasileira contemporânea não tem decolado justamente por causa dessa necessidade de sinalização de inteligência e academicismo onde o coloquialismo é a linguagem que melhor atende às questões atuais.
achei bastante envolvente a formula clássica amor/ciúme/crime/ranço.
principalmente pra quem conhece a ~mística do principal lugar onde se passa, Santa Cecília. de qualquer forma, aproveitei o retrato de santos - que não conheço - e as passagens de um tempo antigo do "novo centro" de São Paulo
Originalmente, minha curiosidade se voltou para o título que mencionava minha terra natal. Mas o livro é bom, envolvente. Um romance rápido e moderno que transborda o dia-a-dia classe média baixa da urbana Sampa. Recomendo.
Um "Dom Casmurro" pós-moderno. Um romance que se sustenta pela dúvida de Oscar. Uma mistura de violência urbana com tensão sexual. Gosto que ela não responda muitas questões. Entretanto, queria um final mais catártico.
Começa despretensiosamente com o triângulo meio Bentinho/Oscar, mas aos poucos outras camadas vão dando sabor a esse caldo: diferentes graus de preconceito, de indiferença, de desamor, de aridez.
Eu não terminei. Muuuito chato e uma história completamente fantasiosa com eventos que são coincidências estranhas demais. Não parece que os personagens realmente fariam o que está escrito.
Gostei da caracterização de São Paulo. Gostei dos personagens, da história. Só pareceu desleixo da autora não escrever um final pro livro. Ficou muito aberto. De qualquer forma, meu estilo favorito.
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O livro tenta abordar alguns aspectos interessantes sobre nossa virtual atual, no entanto o faz de maneira superficial e de certa maneira forçada. Não curti.