Книга юнгианского аналитика из Цюриха, одного из признанных лидеров и патриархов современной аналитической психологии, исследует проблемы, связанные со стыдливостью, застенчивостью и искаженной самооценкой. Это единственная психологическая работа, специально посвященная такому распространенному аффекту как стыд. Автор предлагает комплексный взгляд и приводит много интересных клинических наблюдений, опираясь на новейшие психоаналитические открытия.
Доходчивое изложение научных концепций, блестящая эрудиция и литературный талант не оставят равнодушными самых разных читателей. Вслед за предыдущей книгой Якоби, изданной на русском языке, `Встреча с аналитиком`, эта работа станет необходимым учебным пособием для всех, кто работает в области психотерапии и целительских профессий.
Mario Jacoby was a training analyst, lecturer and member of the Curatorium of the C. G. Jung Institute in Küsnacht and of ISAPZURICH, founded in 2004. His other books include Shame and the Origins of Self-Esteem and Jungian Psychotherapy and Contemporary Infant Research (both Routledge).
I really enjoyed the first half but was a little disappointed with the second half. It seems like there is much more in here for analysts than analysands. IIRC, the author mentions that there will be some tips for coping with shame, but I didn't see much of that (at least, not from the analysand or self-help point of view). Lots of info on how to deal with blocks due to shame in analysis though, as well as how shame generally comes up in the therapeutic relationship. The very act of undergoing analysis can be a source of shame itself.
The analysis of shame as a central affect of the human condition, as well as being central to the conflict between individual and collective, and thereby individuation, was helpful and extremely interesting to me. The Garden of Eden is his myth of choice and his short interpretation of it is surprisingly rich. The primordial splitting caused by the birth of consciousness produces shame as the primary affect involved in maintaining the boundaries between individual and collective. Shame, symbolized by the fig leaf, is dual-aspect in that it protects the collective from the individual as well as protecting the individual from the collective.
Collective shame standards protect public life from unwanted intrusions of individuality, whereas individual shame standards protect the individual life from harmful collectivity. This is shame as "guardian," where it is the protector of civilization as well as the protector of the individual's self-determined values. We feel shame when we violate social norms as well as when we violate our own norms (or ego-ideal) -- distinguishing between the two is then essential: what is internalized from our culture and upbringing vs. what is our deep authenticity? This is a helpful tool for inquiring into our shame.
Since individuation fundamentally involves a negotiation between the individual and the collective, shame is then a fundamental component to individuation. For me, this has recovered shame as an essential part of the work, not something to be run from or something that we should wish that we be rid of. The negative connotation of being "shameless" is relevant here. Instead, shame is the calling to reflect upon what is being protected and what is being violated. Is our ego-ideal too perfect? Have we internalized some cultural norm that is inauthentic to us? Is this a complex which ruthlessly demeans us? Or are we actually violating a deep principle of the Self which wants to be expressed?
Melhores trechos: "...Acabei por acreditar que a falta de autoconfiança e autoestima é a causa raiz de uma suscetibilidade à vergonha. Qualquer psicoterapia que quiser tratar esta suscetibilidade deve começar por lidar com os sentimentos deficientes de autoestima... Teoricamente, pelo menos, podemos distinguir entre o sentimento de que eu sou e o sentimento de quem ou de como eu sou – este último sempre incluindo os valores que atribuo a mim mesmo... Parece que, ao ser sensível ao 'espaço privado' do bebê, o cuidador ajuda a criança a estabelecer padrões de interação saudáveis. Se a criança pudesse falar, poderia expressar seus sentimentos correspondentes da seguinte maneira: 'Tenho a permissão e o direito de ter tempo e espaço livres para dedicarme às minhas próprias atividades. Isto não perturba necessariamente os outros; de fato, eles aceitam com prazer. Posso ser eu mesmo, ser fiel a mim mesmo, até quando estou com outros'. Ou: 'Não insulto ninguém, ainda que não seja sempre comunicativo e ligado a eles. Se nada tenho a dizer, ninguém vai sentir-se incomodado ou magoado'... Em minha experiência, o efeito psicológico de uma autoridade tão onipotente e deslustradora é mais do que um sentimento de culpa anônima. Significa também ser envergonhado a cada momento. Se alguém não tem o direito de existir, seria melhor não ser visto. A pessoa sente que é, de algum modo, um leproso, que precisa ter vergonha até mesmo de querer pertencer à raça humana, muito menos fazer qualquer reivindicação à vida ou a outras pessoas. Naturalmente, as reivindicações não podem ser completamente reprimidas, de modo que emergem em maneiras indiretas, complexas e ambivalentes, a ponto de o próprio parceiro dificilmente poder atendê-las. Descrevi aqui o fenômeno da depressão narcisista, que pode ser vista como um caso extremo de autoestima danificada, no que o senso de autoestima de uma pessoa é constantemente afligido por um si-mesmo ostentoso impiedoso, reprovativo e repudiante... Um jeito de negar o profundo abismo de vergonha que existe interiormente é enfurecer-se ante a audácia de qualquer um que ouse questionar minha ostentação. Contudo, em uma 'hora da verdade', podemos ter uma sensação de vergonha que nos indica que nos desviamos da verdade 'simples', conforme Aristóteles o expressa. Dito de outra forma, podemos tornar-nos conscientes de nossos inchaços. E uma vez que se lhes põe um espelho à frente, podemos sentir-nos envergonhados de nossos desejos exagerados e ilusórios – talvez de modo saudável. Outra forma de escapar ao próprio complexo de inferioridade e ao perigo de vergonha constante é retrair-se do contato humano, esconder-se por trás de um tipo de persona, uma máscara que parece fria e distante. Muitas pessoas que sofrem deste problema simplesmente ficam admiradas ao saber que as demais as acham orgulhosas, parecendo julgar-se superiores, e que isto é a raiz de sua impopularidade. Parece muito estranho à própria experiência delas de inferioridade e de medo da vergonha. Elas encontram-se em um círculo vicioso, em um padrão psicológico que funciona mais ou menos assim: 'Tenho de proteger-me da possibilidade de que outros vejam minha verdadeira carência de valor, pois isto me jogaria num poço sem fundo de vergonha. Eu seria desvalorizado, colocado em uma lista negra e desprezado pelo resto de minha vida. Visto que este medo da vergonha me obriga a evitar contato tanto quanto possível, fico isolado de outras pessoas. Manifestamente, ninguém quer ter algo a ver comigo, o que, por sua vez, confirma a baixa opinião que tenho de mim mesmo. E quanto mais inferior me sinto, mais quero evitar ser visto pelos outros'. Um curso expandido de psicoterapia seria necessário para modificar tal círculo vicioso. Em contraste com esse estado de coisas estão aqueles que divulgam seus complexos de inferioridade, contando a todo o mundo acerca de suas fragilidades, quer as pessoas queriam ouvir a respeito delas, quer não. Esta é outra forma de defesa nascida da aflição interior. Leva consigo a esperança de que a pessoa será apreciada por esta mesma autocrítica. Qualquer que seja o caso, sob tal comportamento via de regra jaz a intenção amplamente inconsciente de revelar os próprios pontos sensíveis a fim de impedir que outros o façam, provocando-lhe, assim, vergonha. O escopo aqui é manter o controle. Ao demonstrar consciência das próprias fraquezas, debilidades, privam-se os demais de qualquer oportunidade de ataque. Não está longe deste comportamento outra forma de defesa induzida pelo complexo de inferioridade: a necessidade de constante autocontrole e autovigilância a fim de evitar ser visto com todos os defeitos. Obviamente a vida social seria inconcebível sem autodomínio, como o seria também o crescimento na consciência – o qual está em grande medida baseado na auto-observação. No fim das contas, a psicoterapia e a análise pressupõem uma aptidão para direcionar a própria atenção para o si-mesmo e para o que quer que aconteça dentro dele. Entretanto, devemos distinguir tal autoconsciência da compulsão para vigiar a si mesmo incessantemente. Autovigilância excessiva bloqueia toda espontaneidade, substituindo-a por várias formas de inibição que se tornam o alvo para ulterior condenação pelo 'olho interior'. Embora possamos tentar compensar com impetuosidade, na maioria das vezes tal inibição apenas nos joga em uma espiral ascendente. A autovigilância compulsiva provoca inibição, a inibição provoca vergonha, e a resultante auto-observação intensificada provoca mais inibição. Para recapitular: a capacidade para a auto-observação surge à idade de mais ou menos 18 meses, à medida que a fase do 'simesmo verbal' está a desenvolver-se. Ela coincide com a compreensão de que o próprio si-mesmo de uma pessoa pode também ser visto de fora, como os outros o veem. É significativo que pessoas que são surpreendidas em um complexo de inferioridade e se sentem impelidas a monitorar constantemente a si mesmas têm um 'olho interior' que é invariavelmente intolerante, crítico e intensamente aviltante. Assim, o si-mesmo é desvalorizado a partir de dentro, enquanto, ao mesmo tempo, está sendo exposto às observações de outrem, as quais se imagina serem ásperas e reprovadoras. É como se alguém fosse forçado a olhar para si mesmo continuamente de fora... A humilhação é sentida mais agudamente do que o constrangimento ou o desejo decorrente da vergonha. Na raiz, com frequência descobrimos uma violação da dignidade humana de uma pessoa ou o desdém por ela mediante a subjugação dos outros... Geralmente se sabe que a capacidade de alguém confiar em ou desconfiar adequadamente de outras pessoas provém da história de sua infância. Inúmeras crianças, tendo sido traumaticamente envergonhadas, constroem um espesso muro protetor de desconfiança ao redor de si mesmas. Ao longo de suas vidas, evitam a todo custo a repetição daqueles sentimentos horríveis de dor e de humilhação que suportaram quando crianças. Consequentemente, qualquer pessoa que se aproximar demais desperta intensa desconfiança e medos de serem usadas e degradadas mais uma vez. Tão logo alguém se abre – ficando, assim, vulnerável – surgem desconfianças. O pior de tudo é que se pode não ter aprendido a diferenciar entre aqueles em quem se pode confiar e aqueles em quem não se pode. Desta forma, ativase um círculo vicioso: uma impenetrável barreira de vergonha impede qualquer pessoa de aproximar-se suficientemente para descobrir quão fraco e necessitado eu sou. Quero assegurar-me de que a ninguém seja dado o poder de rejeitar-me, ferir-me ou envergonhar-me novamente. Assim, busco proteção por trás de uma máscara que transmita a seguinte mensagem: 'Sou inacessível'. Contudo, se este sinal de advertência funcionar, ninguém nem sequer tentará aproximar-se de mim. Deste modo, uma vez mais, encontro-me sozinho, convencido de que ninguém me ama. Uma das maneiras de defender-me desta terrível sensação de rejeição é dar a impressão de que estou perfeitamente completo sem amigos ou relacionamentos íntimos. No entanto, não posso permitir que outros vejam quanto sofro de solidão, de modo que devo mantê-los a distância. Posso estar morrendo de fome e de sede, devido à falta de relacionamentos interpessoais, mas sinto vergonha de admiti-lo até mesmo para mim mesmo, e espero definitivamente conservá-lo em segredo dos outros. A proximidade por que anseio, em última análise só pode significar abrir-me a uma potencial desonra e humilhação. Parece demasiado perigoso arriscar uma nova experiência que me reasseguraria de que meus receios são infundados, de que eu não preciso transferir um padrão da infância para todo parceiro possível e permitir que um muro de medo e vergonha se interponha entre mim e toda nova experiência. O mundo interior de alguém que sofre desta maneira é regido por um ditador cruel, uma figura que amiúde pode ser vista em sonhos. Temas de perseguição e aprisionamento são comuns nestes sonhos. Por exemplo, uma pessoa sonha aguardando execução em um campo de concentração. Naturalmente outros temas podem também ocorrer: estar sozinho no deserto ou afundar em areias do deserto, por exemplo. É como se aqueles que sofrem desta autorrejeição carregassem dentro de si um padrão de interação acompanhado por um teipe que diz: O que quer que eu faça, sinta, diga ou deseje, sempre encontra rejeição..."
An endemic sense of shame is a consistent result of childhood abuse. It's something that has dominated my life to one degree or another. This illuminating and detailed treatment has been revealing. The fact that Jung's thought is the structural basis for the exploration since his theories are the only approach to psychology that have made much sense to me. Everything else has been sadly lacking to some substantial degree. I am not sure that there is any resolution, for those who suffer in this way. The substructure that emits that felt sense of things seems to remain in tact, regardless of the fact that its intensity may be relieved to some degree.
That small blush on your cheeks that may appear upon receiving compliments may go back into the rugged terrains of feeling low self-esteem, your conscious not being aware of the whereabouts of your unconscious feelings about self worth. The book contains very nice examples of (extreme case) patients that helps the reader to visualize feelings of shame and it’s impact on one’s behaviors.
Як на мене, забагато професійної лексики і спрямування саме на психологів (хоча і не важко написано), однак деякі речі дуже відгукнулись і сформували розуміння, як все таки ту самоповагу відродити
Interesting book, although for me was a bit difficult to read and more for analytics than I expected.
BOOK NOTES 1. Shame depends on how you evaluate yourself, while guilt arises when you cause someone harm or break shared norms—guilt leaves room for repair, shame touches identity.
2. Shame protects certain agreed-upon boundaries; breaking them risks social punishment and inner exposure.
3. There are two types of shame: one that defends individuality from the collective, and one that helps with social adaptation.
4. The concept of the grandiose self was especially striking: • It can mean ego identifying with an inflated version of the self • It can serve as a driver of ambition and recognition-seeking • It can also set impossible expectations
5. Overall, shame seems to function as a mechanism for adapting to societal norms and pressures, even if it comes at the cost of internal conflict.
6. I also enjoyed a lot the chapter about masks. The concept is described clearly and easy to understand.
i could read this one a few times to really internalize the different schemas for the outcomes of different trauma and the ways they are internalized and then projected…this book is palpable and digestable…not too jargony like some other analysts
Thiis is a scholarly work, well documented, that explains shame. The author is a working therapist with a deep well of empathy for his patients. The book was extremely insightful and interesting. He posits that a lack of self-worth causes excessive feelings of shame. We all feel shame, but through exposition of case studies, the author explaiins how therapy can help people overcome their feelings of excessive shame.
It is a very interesting book about how shame & guilt influences our lives and the Jungian approach to it. I recommend it to anyone interested in the vicious cycle of shame.