Estamos no futuro profundo. Uma nave geracional que deixou a Terra, fazendo os seus tripulantes passar por ciclos de hibernação numa longa viagem em direção a outro sistema solar, sofre um acidente ao atravessar um campo de asteroides. A maioria dos tripulantes não sobrevive, e os que restam tentam manter a nave funcional para regressar à Terra. Séculos depois, apenas resta um único tripulante, o primeiro bebé a nascer em plena viagem, e que está em hibernação, agora envelhecido num corpo idoso, uma vez que a tecnologia atrasa mas não pára o envelhecimento. A nave, cuidada por uma androide especializada em educar crianças, e pela sua IA residente, aproxima-se agora do planeta de onde partiu, há quase um milénio atrás. O regresso mostra uma humanidade semi-extinta por ação de uma pandemia (ah, ler isto em 2021...), com punhados de descendentes de sobreviventes a viver em tribos regredidas. Curiosamente, veneram robots, por os seus antepassados serem as poucas crianças cujo sistema imunitário resistiu ao vírus, e terem sido protegidos por androides. O homem que não nasceu na Terra virá a falecer no planeta dos seus pais, e a androide que sempre o protegeu, junto com a IA da nave, descobre um novo papel como guia das comunidades humanas, iniciando um processo de recivilização.
Esta série está a mostrar ter argumentos sólidos, trabalhando muito bem com elementos narrativos da ficção científica, com boas histórias e conceitos. Sempre com ilustração de bom nível a acompanhar. Apesar de ser série, não segue a estrutura de episódios com uma linha narrativa contínua.