Il est temps de rouvrir le futur. Et d’engager résolument la réflexion sur ce que peut être un monde libéré de la tyrannie capitaliste. C’est ce que propose ce livre, en prenant notamment appui sur les expérimentations sociales et politiques accumulées par l’insurrection et les communautés zapatistes, une « utopie réelle » de grande envergure. Pratiquer une démocratie radicale d’autogouvernement et concevoir un mode de construction du commun libéré de la forme État ; démanteler la logique destructrice de l’expansion de la valeur et soumettre les activités productives à des choix de vie qualitatifs et collectivement assumés ; laisser libre cours au temps disponible, à la dé-spécialisation des activités et au foisonnement créatif des subjectivités ; admettre une pluralité des chemins de l’émancipation et créer les conditions d’un véritable échange interculturel : telles sont quelques-unes des pistes qui dessinent les contours d’un anticapitalisme non étatique, non productiviste et non eurocentrique. En conjuguant un effort rare de projection théorique avec une connaissance directe de l’une des expériences d’autonomie les plus originales des dernières décennies, Jérôme Baschet s’écarte des vieilles recettes révolutionnaires dont les expériences du XXe siècle ont montré l’échec tragique. Il propose d’autres voies précises d’élaboration pratique d’une nouvelle manière de vivre.
Dans cet œuvre magistrale, Baschet nous offre sont mode d’emploi pour créer ici et maintenant la société post-capitaliste, un genre de « que faire » anti-autoritaire contemporain. Le résumé du livre derrière la version papier y est plus que fidèle et représente entièrement et fidèlement l’œuvre. Un des plans d’action anti-capitaliste le plus complet et concis que j’ai lu de ma vie. Inspiré par l’expérience Zapatiste, basé sur une critique de la valeur, une remise en question de la pseudo universalité du sujet de la modernité, une réelle autonomie et un programme anti-étatiste, l’auteur nous propose une stratégie politique, économique et relationnel détruisant en entier les fétiches de la société marchande. À lire conjointement avec l’excellent crack capitalism de John Holloway.
Como algo tão óbvio precisa ser repetido de diversas formas até que as pessoas entendam e aceitem um modo melhor de viver? Talvez inúmeras vezes, ou até para sempre. A sede de poder que alguns seres humanos têm coopera para a sobrevivência de sistemas injustos, onde uns governam e outros trabalham para os que governam. Existem alternativas e elas já estão em curso, segundo o autor francês Jerome Baschet. Os espaços liberados do capitalismo selvagem e da sociedade da mercadoria impregnada de desejos irreais já existem e é preciso multiplicá-los e cultivá-los. E eles terão que conviver com a sociedade da mercadoria até que superemos a mentalidade capitalista ou morramos todos por um esgotamento da Mãe Terra. A pergunta que me fica é por que não temos essas discussões e leituras em nossos círculos educacionais ou até em casa? Dia mais como uma pergunta retórica já que a mentalidade hegemônica trabalha para construir o senso de inevitabilidade do capitalismo. O livro de Jerome é um grito de resistência e uma abertura de horizonte para um mundo de bem viver possível, baseado na coletividade e na diversidade. Uma obra necessária para quem acredita que mudar é mais do que necessário, mas mandatório.
Muito bom, apesar de alguns incômodos. Baschet é muito versátil e capaz em suas articulações políticas e teóricas. A ressonância de Jappe, Postone e do Grupo Krisis é ótima. Também gosto das discussões sobre zapatismo. Em geral, as considerações sobre trabalho, autonomia, política antiestatal e a luta contra a centralização do poder acertam bastante. A questão do pluriversalismo também é interessantíssima, acompanhada das reflexões sobre o tempo de atividade socialmente necessário numa sociedade pós-capitalista. Também gosto da questão dos espaços liberados, apesar de achar Baschet otimista demais nesse ponto. Me incomoda um pouco, porém, como a palavra "comunismo" é evitada, e como, apesar das críticas ao humanismo, o termo "humanidade" é mantido (com uma declaração um tanto polêmica e problemática sobre como o proletariado não é sujeito revolucionário - acho que há uma confusão entre proletariado como universal, classe que abole a si própria, e a classe trabalhadora concreta). Os apelos à "Mãe Terra" também me geram um certo estranhamento. Para além de alguns outros deslizes, o livro é muito bom.
Bon llibre, molt fàcil de llegir i diria que genial per a introduir-se en el buen vivir i la revolució zapatista de Mèxic. M'ha semblat prou bona també la introducció sobre capitalisme, i la descripció d'una societat no-capitalista, alliberada de la crono-coacció i desespeciatlizada.
Gostei muito de algumas passagens, em especial as que falam sobre a necessidade de se manter sonhando/na utopia de um mundo pós capitalista. Mas achei que o livro podia ser mais acessível na linguagem.
Ótima introdução à experiência anti-capitalista do zapatismo que, junto com a Revolução de Rojava, no Cazaquistão, são as duas experiências para as quais a esquerda deve olhar para entender nosso momento e vislumbrar futuros possíveis de ação.