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Os Melhores Contos de Katherine Mansfield

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Aclamada por Virginia Woolf, Thomas Hardy e D.H. Lawrence, entre outros, Katherine Mansfield (1888-1923) ainda é pouco conhecida entre nós – sobretudo levando-se em conta a qualidade do seu legado literário, que compreende uma centena de contos, poemas e diários. Nascida em uma família abastada de Wellington, Nova Zelândia, levou uma existência errática e rebelde. Viveu muitos anos na Europa, em especial em Londres, onde estreou na literatura com a coletânea de contos A German Pension, em 1911.
Enfrentou muitos problemas de saúde, sobretudo a tuberculose, que ocasionou sua morte prematura aos 34 anos. Mas a fugacidade de sua vida não transparece em sua escrita, ao contrário: várias de suas histórias curtas são até hoje consideradas verdadeiras pérolas de perfeição. Numa escrita ao mesmo tempo inovadora e cristalina, explora os meandros da psicologia e da intimidade de seus personagens – e o preciso momento em que, quase imperceptivelmente, algo neles muda para sempre.
Aqui estão reunidos dez dos seus melhores contos, entre os quais “Festa ao ar livre”, “A aula de canto”, “Prelúdio” e “A casa de bonecas”. Uma mestra do conto moderno, para ler e redescobrir.
“Eu tinha inveja de sua escrita. A única coisa que já invejei.” Virginia Woolf.

192 pages, Paperback

Published May 1, 2016

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About the author

Katherine Mansfield

1,015 books1,228 followers
Kathleen Mansfield Murry (née Beauchamp) was a prominent New Zealand modernist writer of short fiction who wrote under the pen name of Katherine Mansfield.

Katherine Mansfield is widely considered one of the best short story writers of her period. A number of her works, including "Miss Brill", "Prelude", "The Garden Party", "The Doll's House", and later works such as "The Fly", are frequently collected in short story anthologies. Mansfield also proved ahead of her time in her adoration of Russian playwright and short story writer Anton Chekhov, and incorporated some of his themes and techniques into her writing.

Katherine Mansfield was part of a "new dawn" in English literature with T.S. Eliot, James Joyce and Virginia Woolf. She was associated with the brilliant group of writers who made the London of the period the centre of the literary world.

Nevertheless, Mansfield was a New Zealand writer - she could not have written as she did had she not gone to live in England and France, but she could not have done her best work if she had not had firm roots in her native land. She used her memories in her writing from the beginning, people, the places, even the colloquial speech of the country form the fabric of much of her best work.

Mansfield's stories were the first of significance in English to be written without a conventional plot. Supplanting the strictly structured plots of her predecessors in the genre (Edgar Allan Poe, Rudyard Kipling, H. G. Wells), Mansfield concentrated on one moment, a crisis or a turning point, rather than on a sequence of events. The plot is secondary to mood and characters. The stories are innovative in many other ways. They feature simple things - a doll's house or a charwoman. Her imagery, frequently from nature, flowers, wind and colours, set the scene with which readers can identify easily.

Themes too are universal: human isolation, the questioning of traditional roles of men and women in society, the conflict between love and disillusionment, idealism and reality, beauty and ugliness, joy and suffering, and the inevitability of these paradoxes. Oblique narration (influenced by Chekhov but certainly developed by Mansfield) includes the use of symbolism - the doll's house lamp, the fly, the pear tree - hinting at the hidden layers of meaning. Suggestion and implication replace direct detail.

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Profile Image for Erwin Maack.
454 reviews17 followers
May 23, 2021
“Pois o que havia de especial na amizade entre eles era a completa rendição. Como duas cidades abertas no meio de alguma vasta planície, as duas mentes se mantinham abertas uma à outra. E não que ele entrasse na dela como um cavaleiro conquistador, armado até os olhos, sem nada ver além de um alegre flutuar de seda – nem que ela entrasse na dele como uma rainha andando suavemente sobre pétalas. Não, eles eram viajantes sérios e atentos, empenhados em entender o que estava à vista e em descobrir o que estava oculto – aproveitando ao máximo essa sorte absoluta e extraordinária que permitia a ele ser totalmente honesto com ela e a ela ser totalmente sincera com ele.”

Não há comparação possível entre esta escritora e as demais em que meus olhos já pousaram. Talvez a originalidade dela seja comparável ( com objetivos diferentes) com a de Clarice Lispector. O que elas têm de parecido ? A capacidade de analisar o outro, e a si mesma, de descrever seus sentimentos e a criação de seres exóticos e inexistentes até leitura, e depois passam a ser cotidianos.
Simone de Beauvoir a indicou, sei o porquê só agora. Ela oferece um mapa do tesouro do feminino ali a céu aberto, não há senha exigível, só oferece bom gosto e inteligência.

“Como a civilização é idiota! Para que ter um corpo se é para ficar guardado numa caixa feito um violino raríssimo?”
Profile Image for Jhon Nogueira.
117 reviews
November 27, 2017
Nunca li contos como esses. Katherine Mansfield além de ser uma nova autora para mim, tem uma forma de narrativa diferente das que estou acostumado. Não são histórias objetivas, com começo e fim. Me parece mais momentos realistas da vida humana. E isso foi o que me fascinou!
Profile Image for Carous.
554 reviews19 followers
October 22, 2020
Levei mais tempo para concluir a leitura do livro do que as míseras 187 páginas pediam.
Tudo porque o conto que abre a coletânea, "Prelúdio" é maçante. E tambem o mais longo de todos do livro.
Fala sobre uma família nobre, composta por mãe, pai e três meninas, que se muda para uma casa no interior da cidade onde vivem a sogra e a irmã da esposa. Além dos criados.
Tudo muito simples, mas havia personagens demais, muita divagação e nomes unissex que me confundiam. Além disso, não sei se a tradução do conto foi bem feita ou a construção de sentenças da poeta é que era estranha.

Enfim. Mal comecei a ler e desanimei. Mal conseguia ler uma página por dia e estava quase abandonando quando resolvi pular as últimas páginas do conto e ler os próximos. "Prelúdio" não parecia ir para lugar nenhum, de qualquer maneira.

Comprei o livro na Saraiva num impulso alguns meses após finalizar um curso de escrita criativa e numa das aulas a professora nos apresentar o conto "A aula de canto", que também faz parte desta coletânea. Gostei do que li, da simplicidade da escrita e do desenvolvimento da história. De como Katherine Mansfield alternava a apresentação do enredo e o pensamento da personagem. E quando me deparei com o livro na Saraiva resolvi comprar e conhecer outros trabalhos dela.

No geral achei os contos melancólicos. Os personagens têm em comum o fato de estarem sempre sentindo algo que não conseguem definir. Parece angústia.

Tirando o primeiro conto, os demais são além de curtos bem mais interessantes. E a partir do segundo conto em diante não tive mais problemas com a tradução ou as frases. Tudo parecia fazer sentido.
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