Acredita que D. Afonso Henriques bateu na mãe, que Martim Moniz morreu entalado no portão durante a conquista de Lisboa e que Santo António é padroeiro de Lisboa e São João do Porto? Pensa que Egas Moniz se colocou aos pés do imperador espanhol, vestido com um hábito de penitente e com uma corda ao pescoço?
Acha que o milagre das rosas da nossa Santa Isabel aconteceu tal como aprendemos na escola, que D. Pedro mandou desenterrar D. Inês de Castro e que a padeira de Aljubarrota existiu? Terá sido D. Nuno Álvares Pereira um verdadeiro patriota e Salazar um homem casto e poupado? Jura a pés juntos que o galo de Barcelos é um símbolo nacional, cuja origem se perdeu no tempo?
Então leia com toda a atenção este livro. Ao longo destas páginas, Ricardo Raimundo reúne um conjunto de episódios da história de Portugal que não aconteceram bem assim como nos contaram. Episódios basilares da nossa identidade que nunca tiveram lugar, milagres que nunca viram a luz do dia, factos e acontecimentos mal explicados, figuras e heróis criados a posteriori, mitos inventados anos ou até séculos depois, frases atribuídas a quem não as disse….
Episódios da História de Portugal que Não Aconteceram Bem Assim... é um relato divertido e surpreendente sobre a história de Portugal que nunca nos contaram!
«São um conjunto de 40 histórias, distribuídas ao longo de quatro capítulos.
A estrutura de cada episódio é idêntica e começa por apresentar o mito ou a versão corrente do acontecimento, para em seguida demonstrar a realidade dos factos, de acordo com o estado atual da questão, tentando sempre explicar como surgiu esse equívoco, mito ou erro.
O objetivo, se é que nos podemos dar a essa presunção, é simples: convidar o leitor a embarcar na fantástica aventura que é a História de Portugal, distinguido a verdade dos factos.»
Ricardo Raimundo nasceu em Lisboa, em 24 de novembro de 1981. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2003, e, em 2006, tornou-se mestre em História Moderna pela mesma faculdade.
É colaborador do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e, ao longo do seu percurso académico, tem publicado, em revistas da especialidade, diversos trabalhos sobre fontes inéditas depositadas no Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo.
Colaborou no Dicionário Histórico das Ordens e Instituições afins em Portugal (2010), na obra Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Ribatejo Norte: uma história centenária (1914-2014) e é autor de uma dezena de livros de divulgação histórica.
Num grande panelão juntam-se em quantidade e diversidade q.b.:
Imagens Crónicas Memórias Documentos Objectos ...
Misturam-se os vários ingredientes, adicionando progressivamente pequenas quantidades de Clarividência. Uma vez tudo bem encaixado, está concluído, obtendo-se um de 3 resultados possíveis:
1- Não aconteceu nada disso
2- Não foi bem assim que aconteceu
3- Foi exactamente assim que aconteceu
Este pequeno livro ocupa-se basicamente de episódios dos tipos 1 e 2, contrapondo a Verdade a versões mais ou menos fantasiadas de acontecimentos da nossa História.
“É objetivo deste nosso trabalho apresentar um conjunto de acontecimentos históricos, alguns deles considerados basilares da nossa identidade enquanto povo independente, que nunca existiram ou aconteceram de maneira diferente daquela que foi transmitida durante muito tempo”
“O objetivo, se é que nos podemos dar a essa presunção, é simples: convidar o leitor a embarcar na fantástica aventura que é a História de Portugal, distinguindo a verdade dos factos.”
"Episódios da História de Portugal que não aconteceram bem assim" é um livro para os amantes da Verdade. Preparem-se para soltar alguns "aaaaaahhhhhhs" de surpresa! 😉
Para ãlém do entretenimento, é informativo. E muito curioso. Algumas coisas eu já sabia, como as últimas palavras de Camões, a agressão de D. Afonso Henriques a sua mãe, ou a fuga da corte para o Brasil não ser um ato de cobardia mas uma tentativa de preservação da átria e do Reino. Do que eu não sabia e fiquei melhor informada destaco: a inquisição não era bem o que temos aprendido nem mais cruel que os tribunais comuns, antes pelo contrário; nem todos os portugueses, de facto foram poucos, quiseram a restauração da independência relativamente a Espanha.
Great overview across forty short chapters on famous episodes of Portuguese history that may have not happened as traditionally believed or taught. Recommended for those who can read Portuguese and have a thorough knowledge of this country's vast and glorious history. Fantastic!