Vinicius de Moraes tinha o "fôlego dos românticos" e a "liberdade dos modernos", na expressão de Manuel Bandeira, que participou da edição da primeira antologia do autor no começo dos anos 50. Cinco décadas depois, uma outra seleção de seus poemas vem à luz. A Nova antologia poética lança um olhar renovado sobre a produção de um dos poetas que mais influenciaram a cultura brasileira do século XX, tanto na literatura quanto na música popular. A poesia de Vinicius de Moraes (1913-1980) é comumente dividida em duas fases distintas e antagônicas. A primeira, resultante de suas convicções cristãs, costuma ser definida como transcendental, metafísica e, muitas vezes, mística. A outra representaria um "movimento de aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos", segundo o próprio poeta. Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz rejeitam as leituras cristalizadas e os lugares comuns que se formaram em torno da obra do autor. O resultado é uma seleção que servirá tanto para apresentar Vinicius aos leitores não iniciados, como para oferecer ao público familiarizado com sua obra uma nova chave de compreensão. A pertinência da nova coletânea pode ser explicada por uma declaração de Drummond: "Daqui a vinte, trinta anos, uma nova geração julgará estética e não emocionalmente o poeta, com uma isenção que não somos capazes de ter. Eu acredito que a poesia dele sobreviverá, independentemente de modas e teorias, porque responde a apelos e necessidades de todo ser humano". A Nova antologia poética foi lançada como parte da comemoração dos 90 anos de nascimento do poeta. Vinicius chega ao século XXI como o autor de uma poesia viva e apaixonada, que, nas palavras do professor e crítico Antonio Candido, "combina de maneira admirável o requinte da fatura com a expressão íntegra das emoções".
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (October 19, 1913 - July 9, 1980), better known as Vinicius de Moraes, nicknamed O Poetinha (the little poet), was born in Rio de Janeiro, Brazil. Son of Lydia Cruz de Moraes and Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, he was a seminal figure in contemporary Brazilian music. As a poet, he wrote lyrics for a great number of songs that became all-time classics. He was also a composer of Bossa nova, a playwright, a diplomat and, as an interpreter of his own songs, he left several important albums.
Vai minha tristeza E diz a ela que sem ela não pode ser, Diz-lhe numa prece Que ela regresse Porque não posso mais sofrer. Chega de saudade, A realidade é que sem ela Não há paz, Não há beleza, É só tristeza e a melancolia Que não sai de mim, Não sai de mim, Não sai. Mas, se ela voltar, Se ela voltar que coisa linda! Que coisa louca! Pois há menos peixinhos a nadar no mar Do que os beijinhos Que eu darei na sua boca. Dentro dos meus braços, os abraços Hão de ser milhões de abraços Apertado assim, colado assim, calada assim, Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim, Que é pra acabar com esse negócio De viver longe de mim. Não quero mais esse negócio De você viver assim, Vamos deixar esse negócio De você viver sem mim...
Estava lendo uma antologia poética do Vinicius de Moraes e achando profundamente medíocre. La pelo X poema bateu a irritação: será que esse bêbado mijão só escreve sobre as paqueras dele? Propus uma aposta à sorte "vou abrir 5 poemas aleatoriamente, se sexo for parte central das figuras de todos os 5 eu jogo o livro fora". Joguei o livro fora.
Aprender a ler poesia, ainda é uma luta por aqui. Tive contato com a obra ainda no Ensino Médio (assim como muitos, acredito), porém na época não li. Estudei seu impacto cultural e reconheci a sua grandeza ainda naqueles tempos. Por já saber de tudo isso, entrei no livro com dois objetos: 1) apenas ler, claro; 2) encontrar do que fazia esse, O livro. Não sei se consegui respostas para o segundo objetivo. No entanto, posso afirmar que, para um leitor que não tem proximidade com a poesia, essa foi uma leitura agradável. Acredito que o fato do autor transitar no mundo da música, tornou tudo mais cantado e ritmado. Gostei bastante!
Reúne poemas das obras O Caminho Para a Distância (1933), Forma e Exegese (1935), Ariana: a Mulher (1936), Novos Poemas (1938), Cinco Elegias (1943), Poemas, Sonetos e Baladas (1946) e Pátria Minha (1949). São poemas realmente bons, versando sobre os mais variados temas.
acho as coisas que ele escreve sempre com um tom de endeusamento meio bizarro, mas tem um poema em particular que eu amo, então de duas estrelas saltou pra três
Vinicius de Moraes é a escolha perfeita para o mês de fevereiro do Desafio da Literatura Brasileira 2013: poeta e músico sensacional em ambas as áreas.
A escolha pela autor e pela obra também foi uma maneira de romper minha resistência com a poesia. Sempre gostei muito de ler, mas nunca tive muita afinidade com o formato da poesia.
Mas as coisas mudaram depois da leitura deste livro...
Acredito que a habilidade do autor com a música fez com que as poesias se tornassem extremamente agradáveis. Senti que a linguagem fácil e ritmada de Vinicius popularizou até mesmo o soneto. Outra habilidade de Vinicius é passar da forma mais clássica do gênero à poesia livre com misturas de idiomas e invenção de palavras tão facilmente.
Entre outros temas tratados por Vinicius de Mores, os que eu mais gostei foram a contemplação do amor, os temas metafísicos e a indignação com as bombas atômicas.
Lembro que 2013 marca o centenário de nascimento de Vinicius de Moraes!
Indico o livro a todos que desejam iniciar a leitura de poesias e, é claro, aos já amantes do gênero lírico!