Apesar de ter gostado bastante do livro e das perspetivas expostas pelo autor, dou apenas 3 estrelas porque, no meu caso, não possuo cultura artística suficiente para entender algumas referências (pintores/escultores, obras, movimentos artísticos, conceitos, etc), o que prejudicou o meu "follow up" de algumas linhas de pensamento. No entanto, mesmo que num processo demorado de entendimento, o livro estabeleceu bastantes pontos interessantes sobre as ligações entre os artistas, as obras e os métodos de produção. Sem dúvida que a última parte do livro - "Interrogar o visível" - foi a que mais me chamou a atenção e aquela que mais recomendo lerem quando passarem numa livraria e tiverem 1 horita para gastar.
"Deste modo, a arte, por muito livre ou anárquico que seja o seu modo de expressão, é sempre um apelo a um maior controlo e um exemplo, dentro dos limites artificiais de um 'meio', das vantagens de tal controlo. Todas as teorias sobre a a inspiração do artista constituem projeções do efeito que a sua obra exerce em nós. A única inspiração que existe é o pressentimento do nosso próprio potencial "